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O programa Os Pingos nos Is desta sexta (19) abordou a crise no governo Lula, com o foco na possível saída do ministro do Turismo, Celso Sabino, após o ultimato do União Brasil. Os comentaristas discutiram se a decisão é uma questão de aliança política ou de interesse pessoal do presidente do partido, avaliando o impacto da saída no governo e no futuro da COP-30.
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NotíciasTranscrição
00:00E no dia seguinte ao ultimato do União para que seus filiados saem do governo dos cargos que ocupam no governo federal,
00:08o ministro do Turismo, Celso Sabino, se reuniu com o presidente da República para discutir o seu futuro dentro do governo.
00:16O encontro aconteceu hoje na residência oficial, no Alvorada, foi uma conversa por telefone, inclusive,
00:22e acabou entendendo sobre continuar com essa saída do governo, exigindo, que finaliza hoje, inclusive,
00:3224 horas para aqueles que ocupam o cargo no governo Lula saia do governo.
00:38Segundo esse documento, chancelado pela Cúpula Nacional da Sigla, os membros que não abandonarem os cargos serão excluídos.
00:47Disciplinarmente, haverá uma condenação ali, inclusive, a expulsão da legenda.
00:54Vamos iniciar, então, essa rodada com o Cristiano Beraldo sobre o ministro do Turismo, Celso Sabino.
01:01E aí, para a gente colocar também nessa rodada aqui, com quem eu conversei hoje cedo,
01:06existe ali uma conversa, uma garantia assegurada para o ministro Celso Sabino,
01:13de que ele vai disputar o Senado no ano que vem, com o apoio da Federação.
01:19Isso também está dificultando ali se ele vai sair do governo ou não.
01:24Agora, essa ordem de Antônio Rueda para o governo, de fato, estou saindo do governo e os nossos indicados também.
01:34Isso afeta diretamente ao Columbre, ele que tem vários nomes indicados no governo também.
01:40Há um incômodo direto. Aparentemente, não tem um clima tão amigável e tão confortável entre a Columbre e os aliados do governo.
01:49Olha, Bruno, me parece que o partido, nesse caso, ele serviu para dar uma resposta a partir de um problema pessoal do presidente do partido.
02:04Não me parece razoável até esse prazo de 24 horas, porque se é uma questão realmente grave,
02:11se é uma questão que impacta o partido de forma institucional,
02:18me desculpa, Bruno, mas não tem 24 horas.
02:21Senhoras e senhores, a partir desse momento, o partido não faz mais parte do governo.
02:25E está acabado.
02:27Não tem porquê.
02:28Ó, vou dar 24 horas para a Columbre.
02:30Peraí, você rompeu ou não rompeu?
02:32Cadê a energia necessária para que se tome uma decisão que seja coerente?
02:39Porque, ó, eu sou bravo, mas só um pouquinho?
02:43Eu vou ficar bravo, mas veja, vamos acomodar aqui?
02:46Esquece, isso não existe.
02:47E outra coisa, você está ali convivendo naquele ambiente do Congresso Nacional, Bruno, todos os dias.
02:55Então, nós vivemos uma realidade um pouco mais distante, observando de longe algumas movimentações.
03:01Mas eu, sinceramente, duvido que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, vai romper com o governo e entregar seus cargos,
03:10simplesmente porque o partido resolveu servir de instrumento para a defesa de Antônio Rueda.
03:16O partido União Brasil só tem União no nome.
03:19Há ali pessoas de várias tribos e cada um está cuidando do seu próprio interesse,
03:25defendendo as suas próprias bandeiras.
03:27Então, o partido romper com o governo, na verdade, é uma questão simbólica,
03:34porque outros que puderem fazer os seus arranjos pessoais, continuarão fazendo.
03:40Roberto Mota, essa saída do União, de parte dessa federação, do Centrão, inclusive do governo,
03:48é um sinal que o governo está respirando com uma certa ajuda,
03:53que já entenderam que não vai render mais nada,
03:57ou é uma espécie de uma chantagem também feita dentro do Congresso Nacional?
04:03É muito difícil dizer, Bruno.
04:06O que a gente pode dizer é que o que o Beraldo está dizendo está correto,
04:11esse jogo da política é uma coisa que, às vezes, escapa a nossa compreensão,
04:18é um jogo que envolve alianças, envolve a famosa ocupação de espaços.
04:24Quer a gente goste ou não, isso acontece no mundo inteiro,
04:27os cargos públicos servem de moeda de troca.
04:32Os cargos públicos não são ocupados só por pessoas que querem oferecer o seu serviço pelo país
04:39e promover o bem comum.
04:41Na verdade, alguns desses cargos só servem mesmo para ser ocupados pelos amigos,
04:47que, aliás, precisam de um carguinho, né?
04:50Afinal de contas, como é que o cara vai sobreviver?
04:53Não é à toa que esse governo tem 38 ministérios.
04:57É duvidoso, eu lanço esse desafio aqui,
05:01será que existe alguém que saiba de cor o nome desses 38 ministros?
05:07Aliás, nem o nome dos ministérios.
05:10Agora, independente disso, independente do ocupante do cargo, independente da pessoa,
05:17nós precisamos perguntar,
05:19para que serve mesmo o Ministério do Turismo?
05:24O Brasil recebe menos turistas por ano do que a Torre Eiffel.
05:29O Brasil recebe menos turistas por ano que as praias de Cancún, no México.
05:37Agora, com essa linha, a gente já volta a repercutir sobre os eventos,
05:41porque, inclusive, o ministro está à frente da COP30,
05:44é um evento muito importante no estado do ministro,
05:47e se ele sai, o evento já está sofrendo uma certa complicação
05:52de imagem, de organização, de estrutura,
05:56e isso não tem resolvido.
05:58Se sai o ministro, vai complicar ainda mais,
06:00mas isso a gente fala já já.
06:02Quero ouvir do Luiz Felipe Dávila,
06:05que tem uma experiência também, já Dávila, no meio,
06:08sobre esse arranjo,
06:10quando se vai para uma campanha eleitoral.
06:12Você faz aliança com todo mundo,
06:14faz acordos,
06:16quando chega no governo, tem que dar espaço.
06:18E aí, quando vem uma situação como essa,
06:21fica complicado,
06:22porque um acordo não cumprido,
06:24essa saída é uma demandada,
06:26que afeta direto o governo,
06:29o apoio do Congresso Nacional.
06:31Esse erro, ele acontece com muita frequência,
06:34é um erro que as legendas acabam cometendo,
06:37quando fazem esse arranjo para ganhar uma eleição,
06:41e logo depois ficam se arrastando na gestão
06:44para conseguir honrar os compromissos, Dávila?
06:48Esse presidente que precisa dessa coalizão partidária,
06:53esse presidencialismo que exige muitos partidos,
06:57na verdade, é uma deturpação do que deveria ser o presidencialismo.
07:01Então, isso nós estamos mais no regime parlamentarista hoje,
07:04com o Congresso Nacional cada vez mais
07:06abocanhando uma fatia maior do orçamento.
07:09Imagina hoje, Bruno,
07:10o orçamento, como você sabe,
07:1290% do orçamento brasileiro é gasto obrigatório.
07:16Então, o governo não tem nem ascensão sobre esse dinheiro.
07:20Ele é apenas um contas a pagar.
07:23Você tem que sair pagando conta.
07:25Aí sobra 10%.
07:26Desses 10%,
07:29o Congresso abocanha uma parte cada vez maior.
07:33Então, o governo fica de mãos atadas.
07:35Mesmo que crie 50 ministérios,
07:38não tem dinheiro nos ministérios,
07:39só tem status.
07:40Qualquer verba do Ministério do Turismo
07:44é muito menor do que a quantidade de emendas parlamentares
07:49que o senador tem.
07:51E aí, vem um ponto importante.
07:54Cada um olha esta mudança de atitude do União Brasil
08:00de acordo com o seu interesse eleitoral.
08:02Se o ministro Sabino pretende disputar o Senado,
08:08ele não quer se indispor com o presidente do partido
08:11porque isso significa que ele vai ter menos verba
08:14do fundo eleitoral para disputar a eleição.
08:18Então, a conta que ele começa a fazer é
08:20bom, o meu orçamento nesse ministério é pouco.
08:23Eu vou sair para começar a preparar o terreno da minha eleição
08:28para o Senado.
08:30Preciso estar com boa relação com o presidente do partido
08:33para garantir o dinheiro do fundo eleitoral
08:35porque sem isso eu não me elejo.
08:37E isso vai me permitir fazer as costuras necessárias políticas
08:41com demais partidos
08:42para que a minha candidatura se torne mais competitiva.
08:46Essa é a conta que você está fazendo.
08:48Não é apenas o cargo.
08:50Ministério, hoje no Brasil, não vale mais nada
08:53porque não tem orçamento.
08:54Tem um orçamento pífio.
08:56Então, pode valer para algum Estado no Norte, Nordeste
09:01que você possa lhe fazer um favorzinho maior,
09:03ajudar com uma verba.
09:04Mas dinheiro hoje está no parlamento.
09:07Olha a quantidade de dinheiro que hoje tem
09:09um deputado federal ou um senador da República.
09:13É gigantesco.
09:14Então, o apetite para se tornar ministro
09:17vem diminuindo.
09:20Por isso, Bruno, a mediocrização das pessoas
09:23que hoje topam se tornar ministro de Estado.
09:27Roberto Mota,
09:28Vamos retomar a sua análise sobre o evento da COP30
09:33que várias nações já avisaram o governo brasileiro
09:38que não vão conseguir comparecer
09:40por conta da falta de estrutura,
09:43orçamento, hospedagem está muito caro.
09:45Não estão conseguindo.
09:46O governo está tendo uma certa dificuldade,
09:49inclusive, nessa organização.
09:51Com a saída do ministro Celso Sabino,
09:55isso vai complicar ainda mais esse evento.
09:58existe um risco de repetir o que nós vimos na Copa do Mundo
10:02de obras que até hoje não foram inauguradas, Mota?
10:07Bruno, eu não sei muito bem qual é o papel do Ministério do Turismo
10:13na organização de um evento como esse.
10:16Eu realmente não sei.
10:18Eu confesso a minha ignorância.
10:19Eu não sei o que faz o Ministério do Turismo.
10:22A COP30 é um piquenique de bilionários
10:26e de políticos populistas
10:29que se reúnem para falar sobre coisas
10:31que eles não entendem
10:33ou para as quais eles não dão a mínima, na verdade.
10:37Eles vêm de jatinho
10:38participar de uma conferência sobre descarbonização,
10:42mas cada jatinho joga toneladas de gás carbônico na atmosfera.
10:47Em Belém, a gente ouviu falar que várias áreas foram desmatadas
10:52para construir instalações para o evento.
10:57A pauta ambiental que é imposta ao Brasil
11:02e é adotada pelos órgãos ambientais brasileiros,
11:07ela é totalmente definida por organizações não governamentais internacionais
11:14e ela atende principalmente aos interesses de várias nações
11:21que são adversárias, competidores comerciais do Brasil.
11:25Quem explica muito bem isso é Aldo Rebelo,
11:28no seu livro Amazônia 500 Anos.
11:31É leitura obrigatória.
11:33Isso acontece, é uma similaridade muito grande
11:35entre o que acontece nessa área ambiental
11:38e na área da justiça criminal.
11:41É outra área também onde as políticas do Brasil
11:45são adotadas aqui pelo Estado brasileiro,
11:48por órgãos do Estado brasileiro,
11:50são 100% definidas por ONGs internacionais
11:53financiadas por grandes fundações.
11:56Inclusive fundações que financiavam aqueles nossos amigos,
12:00os Sleeping Giants,
12:01que queriam tirar a Jovem Pan do ar.
12:04Então, essa COP30 é isso,
12:07é um piquenique de bilionários e políticos populistas.
12:11O melhor que poderia ser feito
12:13é ter colocado esse evento num lugar que já tivesse infraestrutura,
12:18como Rio de Janeiro ou como São Paulo,
12:21mas pedir bom senso nesse caso seria pedir demais.
12:26Agora, em relação a essa estrutura,
12:29quero ouvir do Cristiano Beraldo o que pode falar um pouco mais,
12:32porque o nosso viajante representa os pingonuzis no mundo inteiro,
12:37viajando muito vai saber falar um pouco sobre o turismo.
12:41Então, essa estrutura,
12:42que ainda é incerta se será inaugurada ou não,
12:46após o evento,
12:48como o governo deve se organizar para conseguir
12:51que esse local, esse ambiente,
12:55seja visto pelo mundo
12:56e que possa receber esses visitantes?
12:59Porque, aparentemente, é um evento de 25 dias,
13:02uma estrutura que vai ficar lá
13:03e como ajudar a iniciativa,
13:06os comerciantes que estão investindo,
13:08que estão acreditando nesse evento,
13:11ainda mais no meio de uma crise
13:13do ministro do Turismo saindo do seu cargo.
13:17Alguém assumindo novamente esse compromisso,
13:19ainda sem saber muito bem
13:21de que lado vem e de que lado vai.
13:23Bruno, não importa quem venha,
13:27turismo no Brasil, como bem registrou Mota,
13:29não é levado a sério.
13:32Turismo em país sério,
13:34ele se dá a partir de um projeto de longo prazo
13:37que desenvolve o local,
13:39que será alvo da divulgação para a atração do turismo
13:43e, a partir disso, você tem elementos que são fundamentais.
13:49Esses elementos não estarão permanentes em Belém.
13:54Não adianta simplesmente fazer aquela encenação
13:58para que o evento em si aconteça,
14:01porque ninguém vai sair da Europa, da Ásia,
14:06para atravessar meio mundo
14:08e chegar em Belém para ir para um auditório.
14:10As pessoas que, de alguma forma,
14:14poderiam se sentir atraídas
14:16em fazer uma opção de ir para Belém
14:19durante as suas férias,
14:22elas querem chegar num lugar
14:23e encontrar segurança,
14:27encontrar uma cidade organizada,
14:31encontrar hotéis de qualidade,
14:35um aeroporto capaz de receber voos internacionais
14:39para que você não precise ir lá para São Paulo,
14:44já ali no limite sul do sudeste,
14:47para depois subir mais quatro horas de voo
14:50até Belém.
14:52Então, nada disso está dado.
14:54Belém não vai passar a atrair mais turistas,
14:58porque as notícias não são boas.
15:01O estado do Pará
15:02é um estado dominado por uma dinastia política.
15:07Uma família que comanda o estado
15:12e boa parte do Brasil há muito tempo.
15:16Não resolveu o problema da segurança pública,
15:19não resolveu o problema de saneamento básico,
15:22não resolveu o problema de infraestrutura,
15:25não acabou com a favelização do estado.
15:28O estado do Pará, com todo o respeito,
15:32o carinho que tem pelos paraenses.
15:35Mas o estado do Pará
15:36foi meticulosamente trabalhado
15:40para manter a sua população na pobreza.
15:44Então, não me venham com essa história
15:46de querer estimular o turismo.
15:48Aliás, o Mota foi muito generoso
15:51em dizer que o Brasil recebe como país,
15:53o Brasil como um todo,
15:55com os seus 7 mil quilômetros de costa,
15:58com áreas belíssimas,
16:00Lençóis Maranhenses,
16:02Serra Gaúcha,
16:04Amazônia,
16:04Pantanal,
16:06tantos lugares interessantes,
16:08tantos lugares bonitos,
16:10tantos lugares únicos
16:11para serem visitados no Brasil.
16:13O Brasil não recebe menos visitantes
16:16que a Torre Eiffel, não.
16:18O Brasil recebe menos visitantes
16:19que a Argentina.
16:20O Brasil recebe menos visitantes
16:23do que a República Dominicana,
16:25uma ilha.
16:27Aliás, se você fizer uma conta
16:29de valor gasto por visitante
16:32e comparar com Maldivas,
16:34Maldivas ganha muito mais dinheiro
16:35com o turismo que o Brasil.
16:37Quer dizer, é uma loucura
16:38o desperdício que é o Brasil.
16:40O turismo, obrigatoriamente,
16:43se o Brasil fosse minimamente sério,
16:45se o turismo fosse levado a sério,
16:47o turismo deveria ser
16:49uma parcela importantíssima
16:51do nosso PIB.
16:52Não é coisa marginal.
16:53O turismo é para acomodar
16:55aquele apoiador político
16:58que não serviu para mais nada.
17:00A Embratur, não,
17:01coloca lá alguém que gosta de viajar
17:03para não encher o saco.
17:06Ou o Ministério, não,
17:07negocia lá com algum partido,
17:10mete alguém lá no Ministério do Turismo
17:12para ele ficar lá passeando
17:13e não encher a paciência.
17:15É assim que o turismo é tratado
17:16no Brasil porque somos
17:18um país de milpes.
17:20Somos um país que gostamos
17:23de elevar a nossa ignorância
17:25na administração pública
17:27e de perder oportunidade
17:29por prioridades mesquinhas
17:32que estão todos os dias
17:34sendo manifestadas
17:35na política brasileira.
17:36Rapidamente, eu vi o Roberto Mota
17:38reagindo ali, Mota.
17:40Qual foi o dado que você levantou
17:42sobre a fala do Beraldo?
17:44Não, o Beraldo está certo,
17:46mas é pior ainda,
17:48porque a República Dominicana
17:49não é nem uma ilha,
17:50é metade de uma ilha,
17:51na outra metade está o Haiti.
17:53Luiz Felipe Dávila.
17:57A COP30 é um fracasso anunciado.
18:01E é um fracasso anunciado
18:03porque nós temos um governo,
18:05um presidente populista,
18:06que destila ódio contra o capitalismo.
18:11Então, ele é incapaz de compreender
18:13que é a importância do livre mercado
18:17para transformar esse potencial ambiental do Brasil
18:20em alavanca do crescimento econômico sustentável.
18:23Esse é um governo que acha
18:24que país rico e imperialista
18:27tem que dar dinheiro a fundo perdido
18:29para a gente resolver a questão ambiental do Brasil.
18:33Isso é um erro extraordinário.
18:35E esse erro mostra a escolha de Belém, Bruno.
18:39A cidade, para sediar a COP,
18:40retrata justamente a incapacidade do governo federal
18:44enxergar o potencial ambiental do país.
18:46A gente está falando de uma cidade
18:48que é a segunda pior capital do país
18:52em cobertura de tratamento de esgoto do país.
18:54Ou seja, é um fracasso total
18:56numa questão ambiental fundamental.
19:00O Pará é o segundo pior estado
19:02em sustentabilidade ambiental.
19:04Então, esse é o estado que você está escolhendo
19:07e a cidade para sediar a tal da COP.
19:10E aí, nós temos de olhar
19:13para as políticas ambientais dos estados.
19:17Essas são exemplares,
19:19porque os governadores entenderam
19:21que é por meio do mercado,
19:24é por meio de parceria público-privada
19:26que nós vamos resolver as questões ambientais
19:30e transformar o potencial ambiental em negócio.
19:33Então, por que não fazer, por exemplo,
19:35a COP em São Paulo,
19:36que tem a menor taxa de desmatamento do país?
19:39Por que não fazer no Espírito Santo,
19:41que é líder em recuperação de área degradada?
19:44Ou poderia fazer, se quiser,
19:46em Pernambuco,
19:47que eliminou os lixões em todos os municípios.
19:51Ou ainda você poderia escolher
19:52o Paraná,
19:54que é o estado com a maior coleta seletiva
19:57de lixo do país.
19:59Olha que exemplos de estados
20:01fazendo políticas ambientais
20:03extremamente importantes,
20:05que têm impacto no meio ambiente
20:07e ajudam a melhorar o ambiente de negócio.
20:09E também aí temos que olhar, Bruno,
20:12para o exemplo do setor privado brasileiro.
20:16Você tem a Natura, por exemplo,
20:17que está investindo em minha economia
20:19em parceria com cooperativas locais,
20:21com a Embrapa,
20:22e criou uma grande cadeia agroflorestal do Dendê.
20:26O BTG, o banco,
20:28acabou de criar um fundo
20:29de reflorestamento de um bilhão de dólares
20:32para restaurar áreas degradadas
20:35e investir em crédito de carbono.
20:37A Votorantim tem reservas ambientais
20:39com o intuito aí de combinar
20:41essa conservação com a atividade sustentável
20:43da economia verde.
20:45Ou seja,
20:45nós temos uma política ambiental
20:47de primeira linha
20:49nos estados
20:50e com as empresas.
20:52O que nós não temos
20:53é política ambiental
20:55no governo federal.
20:56Porque, infelizmente,
20:58temos um governo
20:59que enxerga
21:00o meio ambiente
21:02como uma forma
21:03de bater a carteira
21:04de países ricos
21:05para financiar
21:07a nossa política.
21:08E aí
21:09não tem saída.
21:12Eu vou continuar
21:13com esse assunto,
21:14mas com esse olhar
21:15da saída do ministro
21:16que, então,
21:17já sinalizou
21:18o governo Lula
21:19que ele não vai continuar
21:20que haverá
21:22a saída
21:22de fato,
21:23mas ainda
21:24não fez um comentário.
21:25não disse
21:26quando vai acontecer.
21:28E aí
21:28vem a fala do Mota
21:29que quem está disposto
21:31a sair
21:31e aí fazendo uma comparação
21:33no relacionamento
21:35quem anuncia o divórcio
21:36não exige
21:3724 horas, né?
21:38Já sai de casa
21:39vai dormir
21:40em outra casa
21:41no mesmo dia,
21:42Roberto Mota.
21:43E aí
21:43até agora
21:44não tem, então,
21:45o sinal
21:45se o ministro
21:46Celso Sabino
21:47vai ficar
21:48até quando
21:49ou mais quantos dias.
21:50Mas a minha pergunta
21:51é o seguinte,
21:53essa saída
21:53do ministro
21:54será necessário
21:55indicar um outro nome.
21:57No final de festa,
21:59é fácil arrumar
22:00um convidado
22:01ou é mais complicado?
22:04Facílimo, Bruno.
22:06É facílimo
22:07você arrumar candidatos
22:08para qualquer cargo público.
22:12Existe,
22:13eu acho que isso existe
22:14em todos os países,
22:15mas no Brasil
22:16eu constatei,
22:18existe uma multidão
22:19multidão de pessoas
22:20que passa a vida
22:22passando de um cargo público
22:23para outro cargo público.
22:25Não importa qual seja o cargo.
22:27É de assessor
22:28aqui de um deputado,
22:29depois vai trabalhar
22:30no ministério,
22:31depois vai trabalhar
22:32numa secretaria,
22:33depois vai para uma estatal,
22:35pula de um para outro.
22:37Essas pessoas
22:38não estão preocupadas
22:39com ideologia,
22:41elas não estão
22:42preocupadas com política pública,
22:44elas não se preocupam
22:45com o déficit
22:46no orçamento,
22:48o que elas querem
22:49é um lugar
22:50para ganhar a vida
22:51em paz.
22:52Imagine você
22:53o ministério,
22:54imagine você
22:55ter o cargo
22:56de ministro,
22:57Bruno,
22:58nem que seja
22:59por 15 dias,
23:00nem que seja
23:01por uma semana.
23:02Uma vez ministro,
23:04sempre ministro.
23:05Então,
23:06eu acho que não vão
23:06faltar candidatos
23:07para esse cargo.
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