O programa é de quinta (18), mas o convidado é de primeira categoria! Sergio Moro revelou as suas principais ações contra o crime organizado - que não contava com a organização do senador, que é chamado de Marie Kondo legislativo - falou tudo sobre os desdobramentos da CPMI do INSS (tanta dobra que parece o boneco da Michelin) - e explicou o que está por trás da PEC da Blindagem, que imita carro de segurança, já que deixa político blindado. O ex-ministro também analisou a condenação de Jair Bolsonaro e aproveitou para dar um recado para o atual governo.
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DiversãoTranscrição
00:00Por favor, Reginaldo.
00:01Programa de hoje, o homem da lei que entende tudo do universo jurídico.
00:06Alô, queria falar com quem? Moro? Oi?
00:10Que viagem é também?
00:13Ó, ex-ministro da Justiça e atual senador da República, pelo belo Estado do Paraná.
00:24Aplausos para Sérgio Moro.
00:28Estou aqui, ó, a presença em luz, o senador Sérgio Moro, obrigado pela presença aqui no Pânico.
00:33Você manda a sua pergunta, arroba o programa Pânico.
00:35Sérgio Moro está aqui. Vou começar com o Alba.
00:38Vamos lá. Eu queria a opinião do senhor, senador, a respeito da segurança pública aqui, logo num contexto mais nacional, né?
00:45Porque a gente vê uma dificuldade muito grande em relação ao crime organizado.
00:51Qual é a perspectiva que o senhor tem? Qual é uma perspectiva de possível melhora?
00:55Porque eu acho que é o interesse de todos os brasileiros isso.
01:00Olha, primeiro obrigado, né, pelo convite, Emílio, pra todos aqui, cumprimento.
01:04Você tá aqui porque você é o primeiro na pesquisa do Paraná.
01:08Paraná.
01:08Você sabe que você tá em primeiro na pesquisa e nós só estamos chamando o primeiro na pesquisa.
01:13É a liderança.
01:14É a liderança só.
01:15Fazer um pedido, não chamar quem tá em segundo.
01:17Não vou chamar, não vou chamar.
01:19Se quiser chamar, se quiser chamar o que tiver em último, aí tá ok.
01:22Isso, só os fraquinhos.
01:23Segundo, não.
01:24E aí a segurança.
01:27É.
01:27O Gaquia falou que nós estamos, do jeito que tá indo, a gente tá caminhando a ser um marco-estado.
01:33Já tá.
01:33Eu tenho uma certa legitimidade.
01:35Fui ministro da Justiça e Segurança Pública.
01:36Além disso, fui juiz por 22 anos.
01:38Eu sou o único ministro da Justiça e Segurança Pública ameaçado pelo PCC.
01:42Teve aquele plano que foi descoberto, que foi desmantelada aquela célula do PCC.
01:48E a gente tá vendo, com esse assassinato, né?
01:51Acho que o Rui Fontes lá foi um herói, um valente.
01:55Ele ajudou a gente na época da transferência das lideranças do PCC de São Paulo para os
02:01presídios federais de Segurança Máxima.
02:03E como a gente mudou o regime de visitação, a gente dificultou muito a comunicação deles
02:08com o mundo exterior.
02:10Agora, o que esse episódio revela?
02:12Que o crime organizado não esquece os seus adversários ou quem combateu.
02:17Estão aí investigando, parece que realmente foi o PCC.
02:20A causa exata, vamos esperar as investigações, mas parece ter sido uma retaliação.
02:27Mas se o crime organizado não esquece, a gente também não pode esquecer.
02:30E um dos problemas que eu vi nesse caso foi que ele tava aposentado, sem escolta, sem
02:36proteção nenhuma.
02:37Eu tenho um projeto que eu apresentei logo depois do plano do PCC, que é o projeto de
02:43lei 1307-223, com uma série de medidas contra o crime organizado.
02:49A gente aprovou rapidamente no Senado, foi pra Câmara, foi aprovado na CCJ da Câmara.
02:54Falta a votação pro plenário.
02:56Uma das coisas que tem lá, e eu cheguei a conversar na época até com o Gakia sobre
03:01isso, que faz um excelente trabalho contra o PCC, corajoso também, é da gente colocar
03:07lá que o policial, juiz ou promotor, mesmo aposentado, se ele estivesse numa situação
03:16de risco, por conta do trabalho que ele fez contra o crime organizado, pra ele ter o
03:21direito à proteção policial e escolta.
03:25Porque nós vamos ganhar essa guerra, né?
03:27O crime organizado, ele não consegue aí vencer o nosso Estado se nós estivermos preparados.
03:32Tem que ser mais forte, né?
03:33Tem que ser mais forte.
03:34Mas a gente não pode ganhar essa guerra se a gente expor a risco aqueles que estão
03:39lá, os agentes da lei, seja policial, juiz ou promotor, na linha de frente contra o
03:45crime, porque senão ninguém mais vai querer fazer isso.
03:48Eu vejo um paralelo com a situação da Itália na década de 80.
03:53Na época a máfia matava juiz, matava promotor, matava policial.
03:59É o caso do Giovanni Falcone e Paulo Porcelino, são dois heróis da magistratura, infelizmente
04:04foram assassinados.
04:05E a máfia naquela época era invencível, os chefes nunca iam presos, nunca acontecia
04:10nada.
04:11Aqui a gente tá vendo uma situação que se a gente não tomar as rédeas, não for pra
04:15cima e tem que ir pra cima com legislação mais dura, com o fisco do patrimônio desses
04:20criminosos e proteger os agentes da lei.
04:23Então a Câmara poderia dar uma resposta imediata, Emílio.
04:27Alba, pra essa situação específica, aprovando, por exemplo, o PL 307.
04:34Eu andei essa semana conversando ali com alguns parlamentares, pra gente tentar colocar isso
04:39no plenário, que só falta isso.
04:41Já foi aprovado no Senado, já foi aprovado no CCJ da Câmara, é só votar na plenário.
04:46Mas senador, é a lei ou o entendimento da lei ou os dois?
04:50Não existe um coelho da cartola que você tira e resolve todos os problemas.
04:54A gente tem uma série de questões a serem resolvidas na lei e precisa também ter na
05:00prática.
05:01Porque só com muito trabalho e suor você consegue aí derrotar o crime organizado.
05:06Um dos problemas nossos.
05:08Nós temos lá a lei que eu aprovei na época como ministro, dizendo o seguinte, se você
05:15tá vinculado ao crime organizado, você não progride de regime de pena.
05:20Porque quem é condenado lá uns 30 anos, na prática, acaba ficando dois, três, quatro.
05:27Um sexto de pena e progride.
05:28Certo.
05:29A gente colocou na lei, Daniel, o seguinte, olha, a progressão de regime é pro cara
05:33voltar ao convívio social.
05:35Perfeito.
05:35Mas ele tem que fazer uma escolha básica.
05:38Deixar o mundo do crime e querer se tornar um cidadão honesto.
05:42Se você tem elementos probatórios de que ele se mantém vinculado, por exemplo, ao PCC,
05:46ao Comando Vermelho, que cumpre uns 30 anos na prisão.
05:49Exato.
05:50Por que você vai devolver esse cara à sociedade antes?
05:53Mas o que eu vejo na prática, muitos poucos juízes aplicam essa lei.
05:57Mas tá lá, previsto na lei.
05:59Então, mas você não acha que o PCC, ele chegou num patamar tão alto que hoje em dia já
06:04é difícil, hoje já tá estabelecido, hoje já é meio...
06:07Dominado.
06:08Porque a gente vê, porra, a gente vê um negócio muito grande.
06:12Um business, né?
06:12O negócio, é...
06:13O problema é por que que chegou aqui, porque essa cena que a gente viu é Pabllo Escobar
06:18na Colômbia nos 80.
06:20Total, muito.
06:20Essa cena aí do...
06:22Do caminhão.
06:22Sim.
06:23Do ônibus aí, do delegado e tal.
06:26Isso aí é cena de...
06:27Sim.
06:27Você não acha que...
06:28Porra, você viu lá na...
06:29Aqui na Faria Lima, porra.
06:31São bilhões.
06:32Você não acha que já tá no...
06:34Não existe nenhuma organização humana que seja invencível, tá?
06:38Então, por exemplo, a Cusa Nostra da Sicília, lá na década de 80, ela era tida como invulnerável.
06:46Aí veio o trabalho lá do Giovanni Falcone, Paulo Borsellino, juízes, promotores, formaram
06:51forças-tarefas policiais.
06:53Esse é o modelo que funciona.
06:54Veja o exemplo que tivemos recentemente aqui da atuação conjunta de pessoal de São
06:59Paulo, pessoal do governo federal contra o PCC no mercado de combustíveis.
07:03E o que que fizeram lá na Cusa Nostra, na Itália, na década de 80?
07:08Fizeram um maxiprocesso, mais de 400 pessoas lá denunciadas, mais de 300 e tantas pessoas
07:13condenadas e romperam aquela invencibilidade da máfia.
07:17E aí o pessoal começou a colaborar.
07:19Inclusive, o mais famoso, né, mafioso colaborador foi preso aqui no Brasil, que é aquele Tomás
07:25Busqueta.
07:26Sim, sim.
07:26Foi pra Itália.
07:29Tem livros do Falcone que são bem interessantes.
07:31Falcone fala o seguinte, olha, antes da colaboração do Busqueta, nós não sabíamos nem o nome
07:37da máfia.
07:37A gente chamava de máfia, enquanto eles, referindo-se à organização, chamavam que era Cusa Nostra.
07:43Então não existe organização invencível.
07:45Vejam o que nós fizemos lá em 2019.
07:48Diziam que era impossível tirar as lideranças do PCC de São Paulo e colocar em presídios
07:53federais, que eles iam dar um salve geral no país.
07:56A gente não aceitou isso.
07:58Fizemos uma operação, na época em cooperação com o governo de São Paulo.
08:02Fizemos lá Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Civil, Polícia Militar
08:07de São Paulo, Polícias do país inteiro, Polícia Penal, Forças Armadas.
08:12Fizemos a transferência dos 25 principais líderes.
08:14Eles entraram no presidente federal, nós mudamos o regime de visitação.
08:19Não tem mais visita íntima.
08:21E do outro lado, conversa agora só no parlatório, com vidro separando, falando por telefone e
08:26um policial monitorando.
08:28Então aquela oba-oba que eles tinham de se comunicar com o mundo exterior acabou.
08:33Claro que eles ainda conseguem de maneira subrepetícia, mas não com aquela facilidade que eles tinham
08:38antes.
08:39Então tem como você enfrentar.
08:40Nós aprovamos lá em 2019 também, quando eu era ministro, uma lei lá que se chama
08:45Lei do Confisco Alargado.
08:47Que você pode confiscar todo o patrimônio de alguém vinculado ao crime organizado.
08:52Ele é que tem que provar que o patrimônio dele vem de origem lista.
08:57Você identifica o patrimônio.
08:59Esse cara é um traficante de drogas, vive do tráfico de drogas, é um membro do crime
09:03organizado.
09:04Todo o patrimônio dele presumivelmente é proveniente do crime.
09:08E ele tem que demonstrar o contrário em relação a parcelas do patrimônio.
09:12Os juízes também não estão aplicando.
09:14Então falta um pouquinho também, uma administração, tem muitos juízes que é muito responsável,
09:24firme, assim como tem promotor, o Gaquia, mas precisa ter um esforço mais concentrado.
09:28E precisa da polícia também, esse modelo, de força-tarefa, pessoal trabalhando junto.
09:33Esse do mercado de combustíveis, eu vi lá, tinha o GAECO, tinha a Receita Estadual, tinha
09:38a Receita Federal.
09:39A gente tem que deixar as vaidades institucionais de lado e se unir em esforços contra o crime
09:45organizado.
09:46Eu não vejo isso acontecendo hoje do atual governo federal.
09:50Infelizmente ele é, com exceções, com algumas exceções em operações, ele normalmente
09:56tem sido mais frouxo.
09:57Embora tenha gente boa lá, como o ex-procurador-geral de São Paulo aqui, o Bário Sarrubo, alguém que
10:03conhece do tema, alguém que está trabalhando, mas acaba sendo muito uma ilha.
10:08dentro de um universo mais leniente com o crime, que é o caso do governo Lula.
10:13Boa.
10:13Ô Moro, você está bem otimista quando você fala de segurança pública, mas vale lembrar,
10:17você pode até me corrigir, a Operação Mãos Limpas na Itália foi que te inspirou
10:21com a Lava Jato.
10:23E pegando a Lava Jato agora, primeiro que acho que na Itália também, os caras se vingaram
10:26de muitos juízes lá.
10:28E a gente está vendo todas as pessoas que estavam na Lava Jato foram soltas.
10:32Então a corrupção, ela acontece e ela se mantém no nosso país, ou não?
10:38Sim, esse é um outro problema.
10:40A gente vê nesse governo Lula que tudo voltou.
10:43Então, eu estou na CCPMI do NSS.
10:46Certo.
10:47Esse escândalo que roubaram dos aposentados e pensionistas, até com requinte de crueldade,
10:53que é gente que ganha pouco.
10:54É o órfão, é a viúva, é a pessoa já de idade.
10:58Então, tirar dessas pessoas, tiraram ali os milhões e o roubo é estimado lá em
11:03seis bilhões, isso é uma grande vergonha.
11:06Com dinheiro sendo destinado a associações que dão suporte político ao governo federal,
11:12inclusive uma delas tem por vice-presidente o irmão do Lula, e com suspeita de pagamento
11:18de suborno a altos funcionários do NSS nomeados pelo Lula.
11:22Então, isso voltou.
11:24Nós estamos lá fazendo uma série de diligências.
11:26Eu entrei na CPMI só semana passada.
11:29Hoje está sendo ouvido algumas pessoas lá.
11:31Eu acabei vindo para cá hoje porque tinha esse compromisso previamente agendado.
11:35Mas estou acompanhando, é bem interessante.
11:37O que eu estou vendo lá, inclusive, as pessoas estão sendo chamadas.
11:41Hoje, por exemplo, suspeitas de ter praticado o crime.
11:44Ninguém fala nada.
11:45Estão ficando em silêncio porque não tem uma boa história.
11:48O que a gente aprendeu como juiz, como a gente aprende na prática como juiz, Emílio?
11:52Se o acusado vai lá e ele não tem uma boa história, melhor é ficar em silêncio.
11:57Sim.
11:57Para não cair em contradição.
11:58Claro.
11:59E não pisar na bola, na explicação.
12:01Na estratégia.
12:01Claro.
12:02Mas existem os documentos.
12:03E os documentos mostram milhões de reais indo das associações para empresas prestadoras de serviços.
12:11Tem esse personagem principal aí que é o chamado Careca do INSS, Antônio Antunes.
12:16O Careca foi ou não?
12:17Não foi.
12:18Entrou com o habeas corpus e aí o entendimento lá de que ele não precisaria comparecer.
12:24Eu acho errado esse entendimento.
12:26Mas respeito.
12:27E o juiz que deu esse entendimento, que é o ministro André Mendonça, fez uma coisa muito boa.
12:31Que decretou a prisão dele.
12:33Então está preso preventivamente.
12:35Algo que precisava ser feito faz tempo.
12:37Mas tão logo o ministro André Mendonça recebeu esse processo e o pediu de prisão.
12:42Ele percebendo a seriedade do caso, decretou a prisão do Careca do INSS.
12:46Hoje ele está preso.
12:47Pelo menos.
12:48Aí numa situação difícil.
12:49Porque veja, preso por um ministro supremo.
12:52A gente já viu como é difícil recorrer de decisão de ministro supremo para obter a soltura.
12:57E não tem justificativa para alguém que aparentemente é envolvido em suborno de altos funcionários públicos.
13:03E também de roubo de aposentados com requinte de crueldade.
13:07Tem que ficar preso mesmo.
13:09Moro, ontem a gente até comentou aqui a questão da PEC e da blindagem.
13:13Sim.
13:13E aí um dos argumentos...
13:15Eu sou absolutamente contra.
13:17E um dos argumentos que eu acho válido.
13:19Ele falou assim, é.
13:20Mas o que se viu é um poder às vezes mal usado eventualmente pelo supremo.
13:26E aí eu contra-argumentei falando o seguinte.
13:29Olha, a gente tem o sistema de três poderes.
13:33Se algum ministro supremo não está agindo de forma correta, cabe ao Senado requerer o impeachment e caçar.
13:41E assim que se faz e não criando...
13:43E é fácil, né?
13:44Não, não é fácil.
13:45Não é fácil.
13:46Mas você tem que mitigar danos.
13:49Parece que a PEC da blindagem, ao meu ver, porque é uma coisa que se a gente pegar o histórico,
13:55pelo menos saiu uma reportagem que de 88 a 2000, só uma vez votaram para de fato averiguar,
14:02para ter uma investigação, que vai transformar na PEC da impunidade.
14:07E me assusta o número de partidos, de pessoas, seja de direita, de centro, de esquerda, que apoiaram.
14:13Eu queria saber a sua visão.
14:14Você está lá primeiro e também tem uma visão jurídica.
14:18Foi votado na Câmara.
14:20A minha esposa, que é a deputada federal Rosângela Moro, votou contra.
14:24Votou contra tanto ao projeto, como depois votou a favor do destaque para derrubar o voto secreto.
14:32Então, ela fez...
14:35Se você me permitir, eu sei que você é um professor, um grande professor, você e o Samidano.
14:40Eu queria que você explicasse, assim, você explicasse o que é esse projeto
14:46e o que os deputados agora estão querendo com isso, se for possível.
14:51Claro.
14:52Tem algumas nuances aí que a gente tem que explicar, porque eu vi muita gente que votou a favor,
14:56que a gente sabe que tem uma bandeira de ética contrária à corrupção.
15:03No fundo, existem esses abusos do Supremo Tribunal Federal, excessos,
15:08em relação, principalmente, à criminalização de opinião de parlamentares.
15:13Então, construíram esse remédio, mas, ao meu ver, esse é o remédio errado para um problema real.
15:18Como é que funciona hoje, Emílio?
15:21Hoje, a Constituição prevê que, quando o Supremo recebe uma denúncia contra um parlamentar,
15:27uma ação penal, denúncia já, depois da investigação, concluída a denúncia,
15:33ele comunica a casa respectiva, ou seja, o Senado e a Câmara,
15:37e o Senado e a Câmara têm a possibilidade de, por votação, mandar parar.
15:42É um mecanismo importante para evitar, vamos dizer assim,
15:45uma persecução penal que seja motivada politicamente.
15:49Tá. Perseguir um político.
15:51Perseguir um político. É algo, assim, muito pouco utilizado na prática.
15:55O que a PEC da habilidade estabelece é que, e aí, a meu ver, foi um grande erro,
16:01que para processar criminalmente, e a interpretação que eu faço aqui,
16:06já que tirou denúncia e ação penal, é possível que esteja se referindo à investigação,
16:12precisa comunicar à casa respectiva, e a casa respectiva é que precisa autorizar.
16:17E ainda resolveram colocar o tal do voto secreto.
16:21Entendi.
16:21A meu ver, é um exagero.
16:22Absurdo, é.
16:23É um exagero.
16:24O que nós deveríamos fazer, o que eu defendi ontem e falei no Senado,
16:27porque não chegou no Senado ainda.
16:29Certo.
16:29Atento à questão dos excessos em relação à opinião dos parlamentares.
16:33Sim.
16:34Porque o parlamentar tem que ter liberdade para falar.
16:37Exato.
16:37Não por ele, porque ele está representando ali as pessoas,
16:41e a própria Constituição garante a imunidade material dele por palavras, opiniões e votos.
16:47O que eu defenderia seja para esse tipo de processo, por crime de opinião, entre aspas,
16:54que precisaria ter essa blindagem, ou seja, uma garantia procedimental que só vai processar
17:01se houver uma autorização expressa do Congresso.
17:05Do Congresso.
17:06Para crimes comuns.
17:08Aí tudo bem.
17:09Lavagem de dinheiro, trafo de drogas, corrupção, mantém o sistema atual.
17:15Boa.
17:15Boa ideia.
17:16Essa vai ser minha sugestão.
17:17Mas aí não seria melhor...
17:18O projeto vai para CCJ agora.
17:20Mas aí não seria melhor tirar esse foro privilegiado?
17:22Porque aí ele vai para o juiz normal, né?
17:24Eu defendo também isso.
17:26Não é?
17:26Não é mais.
17:26Não é mais.
17:27Eu sempre fui contra o foro privilegiado.
17:28Acaba o foro, aí o juiz, o juiz da primeira, vai na primeira, vai na...
17:32Aí falaram lá que o pessoal estava preocupado com...
17:35Vi no jornal, né?
17:36O fator Sérgio Moro lá, que pegam um juiz muito duro, de primeira instância e tal.
17:42Mas assim...
17:43Aí ele falou, desse jeito o senhor vai criar 30 Sérgio Moros no Brasil.
17:48Tá bom.
17:48Isso aí é bom, Antônio, né?
17:51Isso aí é bom.
17:52Não é bom, não, pô.
17:54A gente quer juiz bonzinho.
17:55Não quer juiz bravo.
17:56A gente quer juiz...
17:56Bravo para os outros, bonzinho para nós.
17:58Lógico.
17:59Com os outros, muito bravo.
17:59Com inimigo...
18:01Então, assim, eu sou contra esse projeto da blindagem.
18:03A minha esposa até votou contra.
18:05O formato está errado.
18:07A redação está errada.
18:08Mas também compreendo, tá?
18:10E aqui faço uma concessão aos colegas da Câmara.
18:13A parte deles que votaram a favor.
18:15Porque existe essa preocupação com a criminalização da opinião do parlamentar.
18:20E precisa algo ser feito.
18:21Porque a Constituição é expressa.
18:23Ela é categórica.
18:24Ela diz...
18:24O parlamentar não pode responder criminalmente ou civilmente por suas palavras, opiniões e votos.
18:31E está cheio de gente respondendo.
18:33É o que mais tem.
18:34É responder no Supremo.
18:36Porque falou alguma coisa que desagradou alguém.
18:39E aí eles fazem uma construção.
18:40Ah, não, mas não está incluída na liberdade de expressão, calúnia, difamação.
18:47Peraí, exatamente isso está incluído.
18:50Se não precisava da Constituição para falar sobre receita de bolo, não precisa ter uma proteção constitucional de imunidade material.
18:57Exatamente para que o parlamentar possa ser veemente nas suas opiniões para representar a sociedade.
19:04E precisa fazer isso.
19:06Não é um privilégio.
19:06Então, em relação à opinião, eu tenho absoluta tranquilidade em defender uma garantia procedimental como essa.
19:12Só pode processar se tiver uma autorização do Congresso.
19:15Agora, a gente não quer lá que pessoas como o Debran do Pascoal, como aquele João Alves dos Anões do Orçamento.
19:23Sim.
19:24Como gente como José Dirceu.
19:25Opa.
19:26Utilizem o mandato parlamentar para cometer crimes comuns.
19:30De corrupção, de lavagem, ou o cara lá da motosserra, né?
19:34O deputado que era um membro de uma... era comandante de uma organização criminosa lá no Acre e estava lá ocupando uma cadeira no parlamento.
19:43Então, a PEC da blindagem, daí corre o risco, né?
19:46Sim.
19:46E você acha que no Senado isso daí vai passar?
19:49Vai ter algum adendo a mais?
19:51Como que você está enxergando lá os senadores, a opinião deles a respeito disso, quando chegar no Senado?
19:58Ontem nós tivemos uma discussão sobre isso no próprio plenário e o comentário geral foi que ele iria primeiro para a CCJ, para que seja alterado.
20:09Então, há resistência ao texto atual.
20:11Espero que nós consigamos fazer algo, porque também está precisando ter uma proteção à opinião dos parlamentares elevada a nível constitucional,
20:20porque atual não está funcionando.
20:22Se ela fosse respeitada atual, não teria problema nenhum.
20:25Mas não está sendo respeitada e a gente não pode ficar aceitando, por exemplo, que parlamentares, principalmente do lado da direita, da política,
20:35fiquem sendo processados no Supremo Tribunal Federal, porque, por exemplo, disse que Lula lá era ladrão ou coisa parecida.
20:43Veja, eu acho que esse é um tema aberto ao debate político.
20:46O Lula foi condenado em várias instâncias, teve as condenações anuladas por questões formais, a meu ver, por questões políticas, puramente, e nunca foi declarado inocente.
20:57Então, você ter a liberdade de discutir esse assunto e utilizar o nome, o parlamentar utilizar essa referência Lula ladrão, faz parte da liberdade de expressão.
21:08Então, a minha opinião sobre jurídica, não pode aí ter processo, inquérito, ou vai ver se vai abrir inquérito, não pode.
21:15Só um segundinho, eu preciso fazer um break agora, que a gente está liderando a audiência.
21:20Certo.
21:21E a Sadi, Alexa, Globo News.
21:24Break pra derrubar.
21:25O pessoal tá triste.
21:26Nossa, tá triste.
21:28A Sadi tá triste.
21:29Sadi, eu vou fazer um break agora especialmente pra você, que eu gosto de você e eu quero que a audiência agora migre para a TV Globo.
21:37Quero que migre agora, dê audiência pra Sadi, que ela tá chateada, porque o Moro tá aqui, está em primeiro lugar.
21:44Vai lá, Reginaldo, faça o break, por gentileza.
21:46Amigo.
21:47Só pra não sair desse tema do PEC da blindagem, por que o senhor acha?
21:51Qual que é o argumento que as pessoas usam pra ter esse tipo, ah, a votação tem que ser secreta.
21:56Por que que não pode ser tudo claro?
21:57Já que a gente tá em tempos que a gente tá procurando isso mesmo, que tenha mais transparência dos políticos.
22:03E aí os caras fazem um projeto que coloca que a votação é secreta.
22:08Olha, eu sou contra qualquer espécie de voto secreto.
22:11Quer dizer, em algumas situações lá, escolha de presidente da casa e tal, existe alguma série de circunstâncias que justificam.
22:18Mas, pra decidir se vai liberar ou não liberar o processo, se vai travar ou não processo contra um colega, precisa ser aberto e transparente.
22:28Imagino que talvez alguns colegas estão se posicionando dessa forma com medo de retaliação.
22:33Mas, a meu ver, o argumento não é convincente nesse caso, porque você tem que prestar contas pro eleitor da sua posição.
22:39Então, vamos supor, um colega lá é denunciado, não por crime de opinião, mas é denunciado por corrupção e lavagem de dinheiro.
22:46Ou por ser membro do crime organizado.
22:48Você vai proteger, né, esse colega através do segredo do voto?
22:54Não dá, né?
22:54Aí é demais.
22:55Acho que erraram o tom ali.
22:57Também acho.
22:57E imagina o que vai ter de narcotraficante se candidatando pra ficar livre.
23:04Aí vira um...
23:04Isso até é a ficha do cara maluco.
23:06Vai ficar bonito lá o nosso congresso.
23:08Vai ser pico corrido, hein?
23:10Eu acho que dá pra salvar, né?
23:12Tentar salvar a PEC, se conseguir fazer esse ajuste.
23:15Vamos ver se vai ter maioria política pra isso e compreensão dos demais colegas.
23:20Porque uma coisa é a minha opinião, outra coisa é que a maioria vai entender.
23:24Exatamente.
23:24Mas esse texto que foi aprovado na Câmara, me parece que no Senado não tem condições de ser aprovado como está.
23:30Ótimo.
23:31E tem um problema que é o seguinte.
23:34Autorizar a ação penal é uma coisa.
23:36Porque você já tem a investigação concluída, já tem o quadro completo.
23:39Agora, se a investigação depender da autorização, é complicado.
23:45Porque às vezes no começo da investigação, você tem um elemento muito efêmero.
23:49Você vai começar a investigar.
23:51E aí, depender da autorização no congresso...
23:53E como é que faz quando a investigação precisa ser sigilosa?
23:56Você vai informar pra 513 deputados...
23:59Exatamente.
23:59Ou por 81 senadores.
24:01E aí, todo o sigilo já se comprometeu.
24:04Ô, Moro, como é que começou a Lava Jato?
24:07A Lava Jato começou onde?
24:08Começou com você?
24:10Começou com o Alberto Cefna, lavando dinheiro lá em...
24:14O posto de gasolina.
24:15Então, começou lá no posto de gasolina, né?
24:18É, tem um posto de gasolina em Brasília, isso é interessante,
24:22que eles usavam pra lavar dinheiro.
24:24Então, como o posto de gasolina movimenta muito dinheiro em espécie...
24:27Tem muita gente que paga em espécie.
24:29O que fazia o proprietário?
24:31Ele recebia valores desviados de contratos da Petrobras.
24:37E iam lá agentes públicos ou políticos e recebiam o dinheiro em espécie
24:43que ele entregava em contrapartida.
24:45E num rastreamento desses valores, parte disso foi pra um investimento lá em Londrina.
24:52E aí começamos a investigar no início, eram só alguns...
24:56Doleiros, na verdade, gente que lavava dinheiro.
25:00Da política, tinha lavagem de dinheiro também, tráfico de drogas.
25:04E foi puxando o novelo, foi chegando aí na Petrobras,
25:07nos diretores da Petrobras, foi chegando nos agentes políticos.
25:11Não começou grande, né, Emílio?
25:13Porque senão a gente podia até ficar...
25:15Olha, peraí, né? Será que...
25:16Será que é tudo isso?
25:17É, que vale a pena, né, colocar a mão nesse vespeiro.
25:20Então a gente foi fazer o nosso trabalho, dever como juiz,
25:23e as coisas foram surgindo naturalmente.
25:25Foi uma sucessão natural.
25:27Follow the money, né, como se diz.
25:28Siga o dinheiro.
25:29Diz que essa, que a INSS é mais grana do que foi a Lava Jato, o INSS?
25:35Tem uma estimativa, né, de que teriam sido desviados, descontados fraudulentamente
25:42de aposentadorias e pensões do INSS, um valor de mais ou menos 6 bilhões, ou 5 bilhões.
25:48E esse volume subiu muito no governo Lula.
25:53A partir do governo Lula, do início desse último governo Lula,
25:56os valores subiram de maneira estratosférica.
25:59Antes tinha também, mas a suspeita de pagamento de suborno
26:05ao ex-presidente do INSS, ao ex-procurador-geral de benefícios do INSS,
26:10ao ex-diretor-geral de benefícios do INSS, já é no governo Lula.
26:16Tem suspeitas, porque daí o que acontece?
26:18Transações de algumas dessas empresas que recebiam dinheiro das associações,
26:23fazendo lá contratos com empresas de familiares,
26:27desses autodirigentes do INSS.
26:30Já está chegando aí a investigação?
26:33Já tem elementos documentais, que foram inclusive também divulgados pela imprensa,
26:40que apontam para essas transações, que precisa ter uma explicação.
26:44Mas isso aí ninguém fala muito, né?
26:47Isso aí está meio...
26:48Obscuro.
26:49Está meio migueladinho, não está?
26:50Agora eles estão fazendo a CPMI.
26:52Eu sei, mas você lembra da CPMI da Covid?
26:58Todo dia transmitir ao vivo.
27:01Eu fico com a impressão, Emílio, que o governo Lula buscou diminuir,
27:06abafar esse escândalo.
27:08Ele sumiu numa época da imprensa.
27:10As investigações também foram paralisadas por uma manobra processual.
27:14E alguns elementos importantes aconteceram que propiciaram que a investigação retomasse.
27:21Primeiro, o caso caiu nas mãos do ministro André Mendonça, lá do Supremo Tribunal Federal,
27:28que é um ministro conhecido pela sua seriedade.
27:30Ele foi também...
27:32Foi o advogado-geral da União, trabalhou naqueles casos pela Advogacia Geral da União na Lava Jato,
27:41na época que a AGU ia para cima das empresas.
27:44Hoje é um cenário diferente.
27:47E depois, na CPMI, a oposição conseguiu eleger o presidente e conseguiu eleger o relator.
27:53O senador Carlos Viana e o relator que é o Arthur...
28:00Desculpe.
28:02O relator da CPMI.
28:04O relator da CPMI, Alfredo Gaspar, do meu partido,
28:07que tem experiência investigativa.
28:10Ele foi secretário lá de Segurança da Bahia.
28:13É um cara firme.
28:14Então, creio que teremos bons resultados na CPMI.
28:17Tanto hoje estão ouvindo lá um depoimento.
28:20E o que o depoimento está falando?
28:21Ah, eu não vou falar.
28:23Não vou responder.
28:25E é aquela regra que te falei.
28:26Quando você não tem uma boa história...
28:28Cala a boca.
28:28Você não fala nada.
28:30Em boca fechada não entra mosca.
28:32Só que aí quando tem transações, né?
28:34Como é desse...
28:35É um advogado.
28:36Tem transações de milhões em favor de um dos investigados,
28:41que é sócio e dirigente de algumas associações que receberam esses milhões de reais desviados
28:50dos aposentados e pensionistas através de fraude.
28:53É, tem que dar uma explicação.
28:55Lógico.
28:55Não adianta ficar calado lá porque fica transparecendo a culpa.
28:59Não que se possa inferir a culpa por ele ficar calado.
29:02É um direito constitucional dele.
29:04Mas fica muito ruim quando ele não tem uma explicação para dar sobre esses fatos.
29:09Posso fazer uma pergunta para o Moro Juiz agora?
29:11Só para você dar uma destrinchada?
29:13Porque a gente teve o julgamento do Bolsonaro.
29:15E muita gente tem a curiosidade para saber qual é o destino para isso.
29:1927 anos, ele vai ser preso?
29:21Vai ter anistia?
29:22Qual é a sua leitura depois do julgamento que teve agora dos ministros?
29:27Queria também que você comentasse os votos até do Fux e de alguns ministros.
29:31Mas o que você acha que é o destino do Bolsonaro agora?
29:33Qual é o que vai acontecer com ele?
29:35Da parte jurídica.
29:37Tem duas situações, né, Daniel?
29:39Primeiro, os manifestantes do 2 de janeiro.
29:42As penas são excessivas.
29:43Acho que não tem ninguém que discorda disso.
29:46Pegar uma senhora lá, Débora Cabeleireiro, acho que foi famosa.
29:51Pintou de batom uma estátua.
29:5314 anos de prisão.
29:54Ficou dois anos em preventiva.
29:56Depois agora tem prisão domiciliar, graças a Deus.
29:58Eu visitei, conheci alguma dessas pessoas, gente simples, inclusive lá no Paraná.
30:05Pessoa que nunca fez nada de errado na vida.
30:08Fez errado no dia, não pode invadir prédio público.
30:11Mas fez naquele momento de exaltação, de turba.
30:15Podiam até querer um golpe de Estado, pode ser.
30:17Mas assim, não tinha um potencial para tanto.
30:19A meu ver foi uma multidão que se exaltou, fez coisa errada, deve ser punida.
30:24Mas não nessa proporção.
30:25Como vandalismo.
30:26Eu conheci lá um lavrador de São Miguel do Iguaçu, pra você ter uma ideia.
30:32Senhor já de idade.
30:33Nunca fez nada de errado na vida.
30:35Estava há dois anos em preventiva.
30:38Uma coisa assim, exagerada.
30:39Condenado a 16 anos de prisão.
30:42Então assim, eu sempre fui um cara rigoroso, Ibire.
30:45Contra gente que roubou o erário.
30:47Contra traficante de drogas.
30:49Acho que não teve ninguém nesse país que colocou mais corrupto na cadeia do que esse que vos fala.
30:55Mas soltaram todos.
30:56Sim, mas eu fiz a minha parte.
30:58Eu fiz a minha parte.
30:59E vários deles ficaram presos lá um bom período.
31:03De todo modo, essas pessoas são simples.
31:05Não mereciam esse tratamento pesado.
31:07Então pra eles, eu defendo uma anistia total.
31:11Se não conseguir politicamente uma anistia total, tem que ser uma redução de pena significativa.
31:15Porque também fica lá, ah não, eu defendo só anistia total.
31:18Bem, a minha opinião é a favor de anistia total.
31:22Mas se a gente não conseguir, eu não vou deixar de votar pra reduzir apenas de pessoas que estão presas há mais de dois anos.
31:29Então é esse cenário.
31:30Então, mas o Bolsonaro ficou sozinho agora, né?
31:32Então é isso.
31:32Tá zoado lá, tá doente, tá no hospital e tá sozinho.
31:36Você não vê um movimento, Bolsonaro, lembra Lula livre?
31:40Pô, você era lá, pô, lá em Curitiba.
31:42Ficava todo mundo lá.
31:43Tem um apoio político forte no parlamento.
31:46Bolsonaro?
31:47Não, no parlamento tem muita gente que defende a minha anistia.
31:49Não teve um, não tem um, só tem o Zéinho.
31:51Sim.
31:52Só tem a turma do Bolsonaro lá, os caras que são bolsonaristas.
31:55Isso a gente sabe.
31:56Sim, sim.
31:57Em relação ao Bolsonaro...
31:58Não teve um Bolsonaro, já estão.
32:00Quem é o próximo?
32:00Quem é o próximo?
32:01Quem vem aí?
32:02Quem vem aí?
32:02É, né?
32:03Botando meião.
32:05É.
32:05Botando meião e achando.
32:06Botando meião, falando, vamos agora.
32:07Quem vai?
32:08Quem tá no banco?
32:09E o Bolsonaro satisfazou pra um.
32:11Em relação ao Bolsonaro, o que eu vejo do julgamento?
32:13O principal problema, isso foi muito bem destacado pelo voto do ministro Fux, que foi um voto
32:18muito consistente, tá?
32:20Que ele disse o seguinte, ó, não tem competência o Supremo Tribunal Federal pra julgar esse caso.
32:24E a gente pode fazer um paralelo com o caso Lula.
32:26Foi julgado em primeira instância, foi julgado em segunda instância, foi preso só depois,
32:31inclusive, da segunda instância.
32:32Então, por que o ex-presidente igual sendo julgado pelo Supremo?
32:37O Supremo, em 2025, começo desse ano, março, mudou uma jurisprudência de 25 anos, que
32:45vinha desde 99, que eles entendiam assim, olha, se acabou o mandato, se acabou o cargo,
32:51perde o foro privilegiado.
32:53E, de repente, eles mudaram.
32:55A meu ver, isso joga uma nuvem em cima do julgamento.
32:58Dois, excessos que foram cometidos.
33:02Esse negócio de impor uma pena de censura,
33:05antes do julgamento, ao Bolsonaro,
33:08a gente não vê isso acontecer.
33:10Não teve no Lula, o Lula falava pelos cotovelos.
33:12Sim, de não se manifestar em rede social.
33:13Falava toda hora, atacava promotor, atacava juiz, me atacava diariamente.
33:18Fora o pessoal do PT, que me atacava também diariamente.
33:21Ele falou que ia te ferrar, hein?
33:23Eu vou ferrar o...
33:24Eu vou ferrar o...
33:27Ferrar é um jogo bonito de falar, né?
33:29Você lembra?
33:29Sim, eu lembro.
33:30Não, e como juiz, eu achava aquilo absolutamente errado.
33:33Você não pode ficar ofendendo juiz, ministro, ou coisa parecida.
33:36Mas nunca foi imposto a ele, por mim, uma pena de censura antes do julgamento.
33:41Depois do julgamento, teve uma decisão lá controvertida, que proibiu ele da entrevista,
33:45mas já estava condenado e preso.
33:46Certo.
33:47O Bolsonaro, ele proibiram antes.
33:51Exato.
33:51E aí, o líder político, ele se defende, não só nos autos, mas se defende também
33:56na opinião pública.
33:58Então, tem uns exageros ali.
34:00Acho também que tem uma discussão significativa, razoável, né?
34:04Uma dúvida razoável se houve tentativa mesmo, tá?
34:07Porque sim, houve ali, aparentemente, conversa, houve ali discussão sobre o tema e tal,
34:12mas houve a tentativa, o início de atos executórios do golpe.
34:16O princípio básico no processo penal é a dúvida razoável.
34:20Se você tem uma dúvida razoável, você não condena.
34:24Então, tem uma margem, né?
34:27Falando em justiça e falando também em pacificar o país, que aí é a razão política,
34:33pra também anistiar o Bolsonaro e os generais.
34:36E a cereja do bolo foi essas penas, né?
34:40Pesadas.
34:4127 anos.
34:42Uma pena, a meu ver, também exagerada, principalmente pensando assim,
34:46ainda que você interprete que teve uma tentativa de golpe.
34:49Eu, particularmente, tenho dúvidas se dá pra dizer isso, a configuração jurídica.
34:54Mas ainda que você entenda que tem a tentativa de golpe,
34:56ele não foi adiante.
34:59E será que aí, 27 anos, é uma pena justa, né?
35:02Pra essa situação.
35:04O pipoqueiro tá preso ou não?
35:05Você que é o homem que tá lá, né?
35:07Você que é o homem que pode entrar.
35:08Tá preso.
35:09Tem um pipoqueiro.
35:10Tem um pipoqueiro.
35:10Tem um pipoqueiro.
35:11Prenderam o pipoqueiro.
35:12O pipoqueiro.
35:14O pipoqueiro, chama-me, dama.
35:15O pipoqueiro.
35:16O pipoqueiro.
35:17Popcorn.
35:18Ice cream.
35:20Sakers.
35:20Vendedores.
35:20É um golpe.
35:21É um golpe.
35:22Alô.
35:23Como é que é?
35:24Popcorn.
35:26And ice cream.
35:27Sellers.
35:28Sellers.
35:29Vendedores.
35:30É um golpe de estado que tem um pipoqueiro vendendo.
35:32É o primeiro da história.
35:33Golpe de estado com pipoca.
35:34É muito zoado.
35:35Isso é uma coisa muito zoada.
35:39Deixa eu ouvir falar de segurança.
35:40Ô Moro, ô Moro, você acha que vai voltar normal?
35:43Depois.
35:44Ou nunca mais não vamos ter a normalidade?
35:45Nós temos que trabalhar, né?
35:47Pra isso.
35:48Eu vejo o país nos últimos 10, 15 anos.
35:52Nenhum roteirista de cinema conseguia fazer a história do país nesses últimos 15 anos.
35:57Exato.
35:57Ele ia falar, né?
35:58Esse é um filme ruim.
35:59Não vou acreditar no que tá acontecendo.
36:02A gente vai ter que trabalhar, Emílio.
36:04Mas eu acredito aí na força do nosso país.
36:07Ano que vem nós temos um ano eleitoral.
36:08Temos uma oportunidade de virar essa página.
36:11Esse governo, ele é federal.
36:14Ele é ruim não só por conta desse contexto de abuso que a gente vê, com esse descontrole
36:19da segurança pública, mas em vários outros aspectos.
36:22Eu tava ouvindo aqui o Sam falando sobre a questão da economia, né?
36:25A gente não sabe onde vai, quando que o carro vai bater.
36:29Mas que o carro tá indo na direção do muro, tá indo na direção do muro.
36:32Taxa de juros lá em cima.
36:33Taxa de juros lá em cima.
36:35O brejo.
36:36Ruim.
36:37O roubo.
36:37O país brigando com os Estados Unidos.
36:40Pra brigar com os Estados Unidos, né?
36:41Qual que é o sentido disso?
36:44Aplaudindo lá o Vladimir Putin.
36:46São coisas assim tão absurdas.
36:47Boa.
36:48Então a gente tem que mudar o rumo desse país.
36:50Acredito no país.
36:51Mas vai dar trabalho.
36:53Eu vejo também essa história aí de, vi agora recentemente notícia, né?
36:57O pessoal, o Ministério Público, sem noção, falando em contra aqui a Jovem Pan, né?
37:03De fechar numa manifestação.
37:06Trouxe, cadê?
37:07Cadê as liberdades fundamentais do nosso país?
37:10Senador, te ouvir falar de segurança, é uma aula, é maravilhoso.
37:15Voltando pra esse caso, que aí o senhor vai entender do doutor Rui.
37:18Coincidência ou não, acontece um recado como esse,
37:21que eu entendo como um recado,
37:22depois que a polícia avançou e muito nos pontos ali de lavagem de dinheiro
37:27do crime organizado, como nunca havia avançado.
37:31Esse tipo de recado, e quando o senhor diz que é preciso dar um respaldo,
37:35deixar os juízes e os policiais trabalharem,
37:40e a gente vai precisar muito daqui pra frente.
37:42Como vocês podem garantir esse respaldo e o que deve ser feito
37:46pra que o policial e pra que o juiz possa trabalhar e prender quem tem que prender?
37:51Bem, uma das medidas, como eu disse, esse PL do 1307 que eu falei,
37:57da minha autoria, que tá pra votar na Câmara,
37:59só votar no plenário e votar, é importante.
38:02Porque quando o policial, o promotor ou o juiz se aposenta,
38:06ele pode pensar assim, ah, não oferece mais um risco pro crime organizado,
38:10o crime organizado vai esquecer ele.
38:11Não é isso?
38:13Ao contrário, ele fica mais vulnerável.
38:15Porque enquanto você é um policial da ativa,
38:17você tá lá andando com seus colegas policiais,
38:20você tem as suas armas, tem a sua proteção,
38:23o grupo, de certa maneira, se protege entre eles.
38:27Mas na caneta não tem esse respaldo, né?
38:29Sim, mas aí quando você se aposenta, você fica sozinho.
38:33Então uma das medidas é essa, deixar claro isso.
38:35Pra quem tá em situação de risco, em decorrência do trabalho,
38:39por ter enfrentado o crime organizado,
38:41essa escolta tem que ir até quando for necessário.
38:43E na ativa?
38:45Na ativa também.
38:46Não, quando ele tá na ativa, e a caneta?
38:49Na ativa, se for necessário, também tem que ter essa proteção.
38:53Tem que ter a previsão, mas na ativa,
38:55às vezes é um pouquinho, pro policial,
38:57como ele tá no meio policial, é um pouco mais,
39:01menos perigoso, vamos dizer assim.
39:02Mas mesmo assim, se tiver uma situação especial,
39:05tem que garantir essa proteção mesmo,
39:07nessas circunstâncias, pra ele poder fazer o trabalho dele.
39:10A gente tem que valorizar os policiais,
39:11tem que valorizar os promotores,
39:13como esse Lincoln Gakia, que se coloca na linha de frente
39:16do crime organizado.
39:18Juízes, que muitas vezes colocam também a sua...
39:22a sua cara tapa, pra proferir decisões difíceis
39:27contra o crime organizado, tem que ter a proteção.
39:29É caro? É caro.
39:31Mas é mais caro, você não tem ninguém disposto
39:33a enfrentar o crime organizado.
39:35E a gente tem que reagir na proporção,
39:37na mesma proporção da força,
39:39sem bang-bang.
39:40Eu vou te dar um exemplo aqui,
39:42que aconteceu lá,
39:43quando eu era ministro da Justiça e Segurança Pública.
39:46O chefe do PCC,
39:48tava lá no presídio federal em Brasília,
39:51o Marcola,
39:51surgiu uma suspeita de fuga,
39:54que teria uma tentativa cinematográfica de fuga,
39:57com metralhadora .50.
40:01O que a gente fez?
40:02Procuramos lá o presidente,
40:04Bolsonaro na época,
40:05presidente, precisamos de uma GLO,
40:07garantia de lei e ordem,
40:09operação do exército,
40:10nas redondezas do presídio.
40:12No dia seguinte, tinha um tanque.
40:14Tanque não, né?
40:15O general Mourão vai me corrigir.
40:16Ele fala, não, não existe tanque,
40:18é carro de combate.
40:19Ah, mas não é o carro de combate,
40:20com aquele canhão na frente.
40:21E o Morgado, você não é o carro de combate.
40:23Obrigado, o carro de combate.
40:25Pra coibir qualquer espécie de tentativa.
40:27E aí, abrir uma listação
40:29pra blindar as torres do presídio,
40:31pra que aquele tipo de tentativa
40:33de fuga,
40:35nunca mais de resgate,
40:36não tivesse mais viabilidade.
40:38Então, o que a gente tem que fazer?
40:40Tem que se organizar
40:40pra enfrentar o crime organizado.
40:42Porque, se não,
40:43realmente a gente perde
40:44essa batalha.
40:46Questão da lavagem de dinheiro.
40:47A gente viu agora,
40:49por essa operação,
40:49eu vi pela imprensa,
40:50mas tem uma vulnerabilidade
40:52nas fintechs.
40:53Tem que apertar o cerco
40:54nas regras de prevenção,
40:56a lavagem de dinheiro,
40:57nas fintechs,
40:58pra que não seja utilizado
40:59esse canal
41:00pra lavar dinheiro.
41:01E tem que começar
41:02a confiscar o patrimônio
41:03dessas organizações,
41:04usando a lei
41:05que a gente aprovou lá em 2019.
41:07Mas isso precisa
41:07de vontade de política também, né?
41:09Você não viu?
41:09O Levando Alves falou
41:11que a culpa é do Bolsonaro.
41:13É.
41:14Ele falou que isso aí
41:14é do Bolsonaro,
41:15porque ele liberou a arma.
41:16Ah, o Bolsonaro liberou as armas,
41:18as caques e tal,
41:19e não sei o quê.
41:20Aí entrou bastante arma.
41:21E tem muita gente
41:22que pensa assim.
41:23Fala, não,
41:24tá tendo muito crime,
41:25o crime organizado
41:26tá tomando conta
41:27porque ele liberou a arma.
41:28Você acha que é isso?
41:29O crime organizado
41:30é uma empresa.
41:32Pessoas se organizaram
41:33num formato empresarial
41:34pra cometer crime juntos.
41:36E fazem travo de drogas
41:38e se infiltram
41:39na esfera econômica,
41:41utilizam a força
41:42do vínculo associativo deles
41:44pra obter negócios
41:45e vantagens
41:46em licitações
41:47e vão se infiltrando.
41:49Agora, é invencível, não.
41:51A máfia lá em Nova York,
41:53na década de 80,
41:55que dizem é que
41:56dominava a indústria de cimento,
41:57em Manhattan.
41:58Você imagina
41:59o que é a indústria de cimento
42:00em Manhattan?
42:01Controlava o porto.
42:02Caramba.
42:03A máfia foi desmantelada.
42:05A máfia italiana
42:05foi desmantelada
42:06na década de 80,
42:07com a prisão dos chefes,
42:08como o Paulo Castelhano,
42:10como o John Gotti,
42:11porque criaram
42:12forças-tarefas
42:13e...
42:13E era aquela lei, né?
42:14Aquela lei rico, né?
42:16A lei rico.
42:17A lei rico que ia...
42:18Exatamente.
42:18Então dá pra fazer.
42:19O governo fica com essa historinha
42:21porque ele não tem
42:22uma resposta
42:23pro crime organizado.
42:24Ele apresentou
42:25uma PEC da Segurança Pública
42:26que, na verdade,
42:27é uma cortina de fumaça.
42:28Porque tudo que tem na PEC
42:29já pode fazer.
42:31O que falta ao governo
42:31é começar a fazer.
42:32mas precisa estar disposto
42:34também
42:35a endurecer
42:36a legislação.
42:37Veja que
42:38quando nós aprovamos
42:39lá no
42:39Congresso
42:41o fim da saídinha
42:42dos presos
42:43nos feriados,
42:44que era uma vergonha
42:45aquilo lá...
42:46Hoje teve saídinha.
42:47É, semana, acho,
42:48mais de 20.
42:48Tem induto.
42:50É que a lei...
42:50Aí tem uma questão
42:51constitucional.
42:52A lei não pode retroagir.
42:53Aí tá certo.
42:54Não tem como você
42:55aplicar de volta.
42:55Aí você pode falar,
42:56não,
42:56ah, vamos abrir uma exceção.
42:58Não, ela pode...
42:59Uma exceção...
43:00Pode, doutor...
43:00Começa a ficar complicado.
43:01Pode em alguns casos.
43:03É, alguns...
43:03Alguns casos ela pode.
43:05É, não me guerra.
43:06É, mas aí é o que acontece.
43:08O governo não tem uma resposta,
43:09não tem medida.
43:10Veja que estão aí
43:11a quase final do governo
43:13discutindo uma lei antimáfia.
43:15Que a gente ouve
43:16dentro do governo
43:16que tá algo
43:17que seria interessante
43:19apresentar.
43:20Mas não veio.
43:21Já são três anos.
43:22Quase final do
43:23terceiro ano do governo.
43:26Internamente tem divergência.
43:27Porque parte do governo
43:29acredita, Emílio,
43:30que o problema do crime
43:31é a sociedade.
43:34Que o criminoso
43:34é uma vítima da sociedade.
43:36Que ele é um coitadinho.
43:37E que nós vamos resolver
43:39o problema criminal
43:40através de política social.
43:41É mentira.
43:43Política social
43:44é importante por si.
43:45Ter boa educação,
43:46ter boa saúde,
43:47você eliminar a pobreza.
43:49Agora, o crime organizado
43:50é o crime empresa.
43:51E a grande maioria
43:52dos crimes no Brasil,
43:55assassinatos nas preferias,
43:56roubos de veículos,
43:59furto de celular.
44:00Não existe mais...
44:02Nós não estamos
44:02mais na época
44:03do cachorro
44:03amarrado com linguiça.
44:05Nós estamos na época
44:06do crime organizado.
44:07Se a gente não enfrentar
44:08e entender
44:09que esse fenômeno
44:10é perigoso
44:11para o país,
44:12para a democracia
44:13e para as pessoas,
44:15nós vamos perder
44:15essa batalha.
44:16Então tem que começar
44:17a colocar a mão na massa
44:18e parar de frescura.
44:20Infelizmente,
44:21como eu disse,
44:21tem gente boa no governo?
44:22Tem,
44:23mas a cabeça do governo
44:26é problemática.
44:28Não vê o crime
44:30como algo a ser enfrentado
44:31com o rigor necessário
44:33de lei
44:34e de organização.
44:35Mas a opinião pública,
44:37a população,
44:37já caiu a ficha da população.
44:39Tanto é que ela coloca,
44:40você, por exemplo,
44:42era um cara
44:43da Lava Jato.
44:44Sim.
44:44Fizeram boneco seu,
44:45colocaram você lá.
44:46Quantos deputados a gente tem?
44:49Que isso é...
44:49Coronel,
44:50delegado,
44:52não sei o que.
44:52A população faz isso.
44:53Mas chega lá,
44:55muda tudo.
44:56Por que muda tudo
44:57lá em Brasília?
44:58O que tem em Brasília?
44:59Eu nunca mudei, tá?
45:01Eu continuo defendendo
45:02as pautas
45:03que eu sempre defendi.
45:05Claro que a forma
45:05de atuação no senador
45:07é diferente do juiz,
45:09é diferente ali
45:10do ministro.
45:12Mas eu estou defendendo
45:13o que eu sempre defendi.
45:15Esses tempos,
45:16Zé Emílio,
45:17vou dizer uma coisa aqui,
45:18a gente conseguiu salvar lá
45:19o cerne da lei da ficha limpa.
45:23Tinha um projeto
45:24que alterava a lei da ficha limpa
45:26para reduzir os prazos
45:27de ineligibilidade.
45:29Como é que é hoje?
45:30O indivíduo é condenado criminalmente,
45:32ele tem que cumprir a pena
45:33e ele fica oito anos ineligível.
45:36Isso.
45:36Aí o que veio lá
45:38de um projeto no Senado,
45:40que tinha sido aprovado na Câmara,
45:42dizia que os oito anos
45:44contariam da condenação.
45:45Se o condenado,
45:48se a pessoa for condenada,
45:49o criminoso for condenado
45:49a dez anos,
45:51não serve para nada.
45:52Porque no dia seguinte
45:53que coloca o pé
45:54depois de cumprir dez anos,
45:57já pode se eleger.
45:58E aí você tem risco
45:59de ter Fernandinho Iberamar,
46:01Marcola,
46:02esses outros que foram
46:03condenados por corrupção,
46:04José Dirceu,
46:06Eduardo Cunha,
46:07tudo concorrendo
46:08a cargo público.
46:09O que a gente fez?
46:11A gente apresentou
46:12e conseguiu negociar
46:13no bom sentido uma emenda
46:15para alterar o texto
46:16para preservar
46:17em relação a crimes graves.
46:20Pelo menos.
46:21E aí todos os crimes
46:21contra a administração pública,
46:24corrupção e peculato,
46:26a gente manteve
46:27para tráfico de drogas,
46:29a gente manteve
46:29para organização criminosa,
46:31para crimes hediondos,
46:32para esses o regime atual.
46:34Contamos lá com o apoio
46:36do presidente do Senado,
46:37Davi Alcolumbre,
46:38que concordou
46:39com essa alteração,
46:42com essa modificação
46:44lá do texto da Câmara
46:45para preservar a essência
46:46da lei da ficha limpa.
46:47O problema é que a imprensa
46:48não divulga muito isso.
46:50É da Dani Cunha o projeto,
46:51né?
46:51A imprensa lá,
46:53eu vou pôr na Globo lá
46:54para Alexa Globo News.
46:56Mas foi uma vitória da sociedade.
46:58Foi muito boa.
46:59Foi uma vitória.
47:00Ele coloca na Globo.
47:01Estou chateado.
47:01Vamos ver agora.
47:02Olha lá,
47:02Sadi.
47:03Ganhamos da Sadi hoje.
47:04Olha lá,
47:04PEC da blindagem.
47:05PEC da blindagem.
47:06Senadores,
47:06vem quebra de palavra de Mota
47:08ao pautar
47:08urgência da anistia.
47:09Eu voto a favor da anistia.
47:14Voto a favor da anistia.
47:15Você vota a favor da anistia.
47:15Você colocou o Paulinho
47:16da força.
47:18Como que se enxerga isso aí?
47:20Olha lá o Boni.
47:21O Boni,
47:21quando a gente ganha,
47:22ele ri porque a Globo
47:23não deu mora.
47:24Ele lembra.
47:25Ele lembra da injustiça.
47:27Ele lembra da injustiça
47:28que a Globo
47:28não convidou
47:29na festa de 60 anos.
47:31Não convidou.
47:31O Moro foi na Globo
47:32na festa.
47:33O Moro,
47:34nem falamos de futuro,
47:36nem falamos.
47:36O Moro tem primeiro
47:40na pesquisa do Paraná.
47:41O governador.
47:42O governador.
47:43Espero que você volte aqui
47:44pra gente falar mais de...
47:46Sabe que eu tenho
47:46uma receita de sucesso
47:47pro governo do Paraná.
47:49Se eu realmente assumir,
47:50for brindado,
47:53for honrado
47:55com essa posição
47:55pelos meus conterrâneos
47:58paranaenses.
47:59É só fazer tudo ao contrário
48:01que o Lula faz.
48:03Você tem a receita
48:04de um bom governo
48:05lá no Paraná.
48:05É uma boa ideia.
48:07Essa é a estratégia.
48:08É uma estratégia boa.
48:09Se chegar lá mesmo,
48:11a gente vai deixar
48:12o Paraná
48:13o estado mais seguro
48:14do país.
48:16Vamos enfrentar
48:17cara o crime organizado
48:20com inteligência,
48:22com integração.
48:23Vamos pra cima mesmo
48:24que a gente não quer
48:26essa bagunça
48:27que a gente vê
48:27no país,
48:29ali no nosso estado.
48:30E vamos retomar lá
48:32a agenda anticorrupção
48:34no estado.
48:34se você não consegue mudar
48:35o país por Brasília,
48:37vamos começar por baixo,
48:39vamos começar a dar passos
48:40ali menores,
48:41mas a gente quer fazer
48:42uma coisa diferente.
48:43E o receituário é esse.
48:45Faz exatamente o contrário
48:47que o Lula faz
48:47que tem certeza
48:48que vai dar certo.
48:50Bom,
48:50Sérgio Moro começou
48:51o Instagram dele,
48:52o YouTube,
48:53arroba SF
48:54underline Moro.
48:56Pô,
48:56espero que você volte aqui
48:57que o papo sempre é muito bom,
48:58sempre é muito bacana
48:59com você, Moro.
49:00Obrigado, viu?
49:01Obrigado,
49:02foi um prazer.
49:02Valeu,
49:03obrigado.
49:03Sérgio Moro.
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