00:00Correria e desespero aconteceu na noite do sábado em um bar, que fica na rua da Assembleia, em Santa Cruz do Capibaribe, no centro da cidade.
00:10Era por volta das seis horas da noite, quando dois homens armados chegaram de moto, invadiram o estabelecimento e executaram a tiros o entregador de 43 anos de idade, o Alexandre de Souza Silva.
00:23Segundo informações de familiares, Alexandre estava num bar jogando. Ele costumava ir ao estabelecimento para jogar dominó, bonzó, sinuca e estava exatamente nesse momento de diversão, quando os suspeitos invadiram o estabelecimento e começaram a atirar.
00:42Os assassinos já tinham o alvo certo, o Alexandre, que já havia sido preso, suspeito da prática de um homicídio e, quando foi posto em liberdade, preso mais uma vez por porte ilegal de arma de fogo.
00:56Segundo relatos de familiares, aproximadamente sete disparos atingiram a vítima.
01:03A polícia busca imagens de câmeras de segurança que possam identificar os suspeitos.
01:08Nós conversamos com o irmão da vítima, que nos conta mais detalhes.
01:14O pessoal fala, é isso, que chegou duas pessoas lá e efetuaram os disparos.
01:20Centro de Santa Cruz do Capibaribe.
01:22Isso, isso, na rua da Assembleia.
01:24Era por volta das seis horas da noite.
01:26Seis horas da noite.
01:27A informação de que nesse bar o pessoal sempre ia jogar baralho, jogar sinuca, não era isso que o seu irmão estava fazendo?
01:35Isso, isso. Jogar baralho, sinuca, beber. Mas é sossegado, sabe?
01:40É tranquilo.
01:40É tranquilo, é tranquilo. Só que não sei o que aconteceu, né?
01:44Ele era viciado em jogo.
01:46Isso, isso. Ele gostava de jogar, de jogar baralho, jogar bozó, brincar com os meninos, tomar a pinga dele. Mas sempre sossegado, sabe?
01:54Você estava trabalhando quando soube do que aconteceu?
01:57Isso, isso. Eu estava costurando, estava trabalhando, aí minha irmã ligou para mim, aí eu fui até lá. Aí realmente era ele que estava lá, morto já, né?
02:06O que foi que disseram a vocês sobre o crime, sobre o momento do crime?
02:11Não, só passaram para a gente mesmo, que foi duas pessoas de moto, chegaram, atiraram nele e foram embora.
02:18Já tinha o alvo certo?
02:19Isso, isso. Que foi para executar, né? Que foi muito tiro, muito tiro mesmo.
02:24O seu irmão foi atingido por quantos disparos?
02:26Pelo que o pessoal diz, foi mais de sete tiros. Eu não sei, né? De certeza.
02:32Tiros na cabeça?
02:33Isso, isso.
02:34Os suspeitos, eles estavam encapuzados?
02:36Não sei dizer, não sei dizer, não.
02:38Alexandro, com relação ao seu irmão, você estava nos dizendo que ele já teve passagem pelo sistema prisional, né?
02:44E que estava de boa, tentando se ressocializar?
02:47Sim, sim. Estava, estava bem. Estava, casou, estava morando com a esposa dele, estava bem, né?
02:53Estava sossegado, estava trabalhando. Estava de boa, né? Sossegado.
02:57A região ali de Santa Cruz, onde aconteceu o crime, centro da cidade, rua da Assembleia, tem muitas câmeras, né?
03:04O comércio tem muitas câmeras. A polícia já conseguiu? Vocês já conseguiram imagens?
03:08Não, não. Por enquanto, até agora, não falaram nada para a gente, não.
03:13É que vocês acreditam que tenha motivado o crime?
03:16Eu não sei. A gente não sabe dizer. Ele era muito fechado. Ele nunca falava nada a gente, não falava nada, nada que acontecia, se estava sendo perseguido, se não estava.
03:27Aí, nem ele mesmo mais sabe, né? Já morreu, aí só Deus mesmo.
03:31Essa pena que ele cumpriu foi por quê? Qual o crime?
03:34Eu não sei dizer. Eu não sei dizer, não. Porque eu, num momento, quando ele estava preso, aí a gente não estava morando aqui, entendeu?
03:43Eu sou porque ele estava preso, tudinho, mas nunca falaram a gente, não. Nunca ele comentava nada, tudo, nada, nada, nada.
03:49Era uma pessoa bem fechada.
03:50Bem fechada mesmo. Ele não... Os problemas dele, ele não contava a ninguém.
03:54Mas também não mudou de comportamento. Vocês não perceberam nenhum comportamento estranho dele, de que estaria assustado, nada disso?
04:02Não, não, não. Ele nunca fez reação de dizer que estava sendo procurado por alguém, ameaçado. Não, ele sempre ficava sossegado, nunca disse nada a ninguém.
Seja a primeira pessoa a comentar