00:00Agora eu quero fazer, ô Juliano, parabéns pelo seu trabalho, eu te admiro, você, entendeu?
00:05Mas eu quero falar o seguinte, como é que eu vou dar sopa com um cara morador de rua?
00:11Se eu não tenho a solução pra ele?
00:14Como é que eu vou tratar? Eu vou engordar o vagabundo?
00:17Eu vou engordar o pilantra?
00:19Que negócio é esse?
00:22Você vai dar sopa? Dá sopa, mata fome, mas dá solução pra ele.
00:27Você mora aonde? Bora em Pará de Minas.
00:30Não, você vai ter que ir embora daqui.
00:31Aqui não pode ficar, não.
00:33Aqui não. Eu posso fazer isso como cidadão, eu posso fazer.
00:37Mas a polícia não tem autoridade pra fazer.
00:39Que se a polícia fizer isso, o cara perde a farda no outro dia.
00:43Infelizmente, aperta.
00:45Então, mas eu recebi o apoio do coronel.
00:48Ô, coronel, pode agir, eu tô com você.
00:51E eu tinha dez homens comigo lá na praça.
00:53O cara chegava, então, você é, de Campo Grande.
00:55Eu disse, é?
00:57Você, pois é, você vai embora agora.
00:59Você não fica aqui.
01:02Porque aqui, se você atravessar aquela ponte, amanhã às quatro horas da tarde eu vou fazer seu sepultamento.
01:07É só eu dar ligado aqui e você tomar dois tiros na cabeça.
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