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  • há 5 meses
Transcrição
00:00O Brasil está de volta ao ranking de países com mais crianças não vacinadas, segundo a OMS e a Unicef.
00:09Após sair da lista em 2023, o país retornou neste ano, com 229 mil crianças não imunizadas contra difiteria, tétano e coqueluche.
00:23O número representa 16,8% das crianças não vacinadas na América Latina e Caribe.
00:31Vamos ver agora quais são as possíveis causas. Vamos lá.
00:39Por muitos anos, o Brasil foi líder global em vacinação infantil.
00:43Nossas campanhas eram seguidas por quase todos, mas essa história mudou.
00:47A crise é comprovada por dados que mostram a queda brusca na imunização de crianças, um problema que ameaça a saúde pública.
00:52Dados do Ministério da Saúde indicam que a cobertura vacinal, que era de 97% em 2015, caiu para apenas 75% em 2025.
01:01Mas por que isso?
01:02São vários fatores, incluindo o aumento do movimento antivacina, a menor percepção de risco das doenças
01:08e a falsa impressão de que elas foram erradicadas, como é o caso do sarampo e da poliomielite.
01:14Outros dois fatores que chamam a atenção são a disseminação de fake news nas redes sociais
01:19e o lucro com a desinformação digital.
01:21De acordo com o Fernando Belíssimo Rodrigues, médico infectologista da USP,
01:26estamos vivendo uma verdadeira epidemia de informações falsas divulgadas de forma proposital nas redes.
01:32O objetivo, segundo ele, não é apenas diminuir a cobertura vacinal, mas sim lucrar com essa desinformação.
01:37Para combater esse cenário, o especialista acredita que o Ministério da Saúde deve criar campanhas de combate a notícias falsas,
01:43desmistificando o conteúdo enganoso e reforçando a importância das vacinas.
01:47Aumentar o número de agentes comunitários que visitam as casas para estimular a vacinação também é um passo importante.
01:53Esses são caminhos para colocar o Brasil de volta na rota de destaque em vacinação infantil, como já foi no passado.
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