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00:00Olá, sejam muito bem-vindos ao Narrativas Antagonista. Eu sou Madeleine Lasco, sua
00:20companhia de segunda a sexta-feira, às 5 horas da tarde, aqui no YouTube do Antagonista. Hoje,
00:27um pouquinho mais tarde, porque eu tive uns probleminhas aqui, mas não quis deixar vocês
00:32órfãos. O Narrativas Antagonista tem um formato diferente, você que é da casa já conhece. Primeiro
00:39eu trago os fatos e depois a minha opinião, mas antes de opinar, te digo uma coisa que você só vê
00:45aqui e que aprofunda o debate. Qual é a narrativa da esquerda e qual é a narrativa da direita?
00:51Todo dia um fato diferente. Fato do dia, Flávio Dino tenta cancelar Lei Magnitsky e derruba a bolsa.
01:03Mas ele consegue cancelar? Ele não consegue? Calma que nós vamos explicar tudo aqui. Antes disso,
01:08verifica. Se você está inscrito aqui no canal do Antagonista, se já está inscrito, vê se tocou
01:15o sininho, deixa um joinha pra gente, que ajuda demais no engajamento e bora pro fato do dia.
01:26Fato do dia, Flávio Dino tenta cancelar Lei Magnitsky e derruba a bolsa. O que que tem uma coisa a ver com a
01:33outra? Nós vamos aqui passo a passo entender. Primeiro, qual é a ação em si? Que é a DPF
01:411178, a argüição de descumprimento de preceito fundamental? O advogado Valfredo Vardi
01:51entra representando o Instituto Brasileiro de Mineração. Opa, de mineração? O que que tem a ver? Calma, calma.
02:00Contra municípios, acaiaca, açucena, tem um monte de município. Mas não é da Lei Magnitsky? Calma,
02:09que nós vamos chegar lá. A decisão do Flávio Dino foi nessa ação aqui que eu tô te mostrando, que diz o
02:16seguinte. É sobre os municípios terem ido para Inglaterra atrás de indenização por causa da
02:26tragédia de Mariana. Vamos passo a passo pra vocês entenderem. Primeiro, só lê a ação. O autor alega que a
02:33referida prática, de ir ao exterior tentar indenização, compromete a soberania nacional
02:40ao permitir que entes subnacionais, municípios, submetam-se à jurisdição de estados estrangeiros,
02:48renunciando à imunidade de jurisdição do Estado brasileiro em face de outros estados
02:54nacionais. Assim, ao litigar em jurisdições estrangeiras, os municípios atentam em tese
03:01contra o pacto federativo, porquanto extrapolam as competências que lhes foram atribuídas pela
03:08Constituição, as quais não abarcam poderes para atuação no âmbito internacional.
03:16Compreendem o que acontece? Os municípios entraram com recurso na Inglaterra e o questionamento é sobre isso.
03:26Já vamos chegar na Magnitsky, mas vamos aqui em Mariana. Você lembra da tragédia de Mariana?
03:33Esse documentário da Deutsche Welle foi feito cinco anos depois.
03:38A gente está em Bento Rodrigues, município de Mariana, o distrito que foi devastado pela lama da Samarco.
03:57De Bento Rodrigues foram cinco pessoas que morreram no dia 5.
04:02Depois do dia 5, teve várias mortes. Por depressão, por angústia.
04:11Parece que a gente construiu debaixo da barragem, mas não foi. Bento Rodrigues tem mais de 300 anos.
04:16A barragem tem 40 na época. Eu lembro quando construiu a barragem.
04:20Essa casa é de uma das minhas irmãs, que era na parte alta, não foi atingida pela lama,
04:26mas foi pior que a lama, que ela foi atingida por saqueadores.
04:29Baqueadores. Seres humanos. Seres humanos das vizinhanças que entravam aqui a hora que queriam e destelharam tudo.
04:38A gente resgatou, improvisamos algumas janelas, um telhadinho, para a gente ficar final de semana.
04:46Foi o que nos sobrou e o que nos mantém vivos.
04:50Foi o maior crime socioambiental do mundo e está aí até hoje.
04:55Ninguém foi o culpado.
04:56O que aconteceu lá, o mundo inteiro já sabe.
05:02É um crime escandaloso.
05:04Vale, Samarco e BHP.
05:08E hoje, é essa a baroflacia que você tem.
05:11Isso aqui, para nós, já era para estar adiantado, igual eu falei antes.
05:16Eles não estão pensando nos atingir.
05:18A renova foi criada para sanar todos os danos do rompimento da barragem.
05:25E até hoje, ela não sanou nada.
05:28Sabe o que é nada? Nada.
05:30O lugar aqui é a portaria da entrada e do reassentamento.
05:33Aqui estão 235 casas de previsão de fazer.
05:38E até hoje, tem duas casas prontas.
05:40Isso é um absurdo.
05:41O que tem sido é uma tragédia continua.
05:51Ela não morreu a tragédia.
05:53Ela só vai morrer, mesmo assim, depois de uma grande adaptação nossa, depois de nós aqui.
05:58Eu não vejo, assim, no geral, pessoas melhores.
06:04Eu percebo que as pessoas ainda estão muito angustiadas.
06:09E, assim, elas estão por aqui.
06:14Ou seja, não aguentam mais de ansiedade, porque está sendo muito devagar.
06:22E eles vão, a renova, eles vão trocando, eles vão mudando as estratégias, sabe?
06:32Para não resolver a coisa.
06:34E todo mundo já sabe disso, percebe isso.
06:37Então, o povo está muito ainda ansioso.
06:40Muita ansiedade, muita angústia mesmo, muita raiva.
06:46Todos nós saímos de lá correndo para não morrer.
06:49Só Deus sabe na hora.
06:51Não gosto nem de comentar, junto com você aqui.
06:55O coração sente.
06:56Porque eu amava o Bento.
06:58Amo até hoje mesmo com as mãos.
07:02Corta aqui para seis anos depois da tragédia.
07:05Um ano depois desse vídeo que a gente acabou de ver,
07:08as famílias ainda não tinham sido indenizadas.
07:11O rompimento da barragem do Fundão em Mariana completa seis anos hoje.
07:15A tragédia tirou a vida de 19 pessoas,
07:18deixou dezenas de famílias desabrigadas e poluiu o Rio Doce.
07:22Resultado, mais de 300 mil moradores de 40 cidades sofreram ou ainda sofrem as consequências do desastre.
07:30Mesmo depois de tanto tempo, muitas famílias que tiveram a vida paralisada
07:34seguem sem respostas e sem uma reparação.
07:36A Justiça, o Ministério Público e a mineradora Samarco, empresa responsável pela barragem,
07:43tentam agora chegar num novo acordo para evitar que a impunidade seja a palavra final.
07:49A reportagem é da nossa filiada, Rede Minas.
07:51Sofrimento para os milhares de atingidos que ainda não têm respostas básicas de quando serão indenizados,
08:01se terão suas casas construídas ou se podem ou não usar as águas do Rio Doce,
08:06de onde muitos tiravam seu sustento.
08:09Mas o que afinal está por trás de tanta demora foram vários erros ao longo desses anos
08:18que resultaram em impunidade e divergências.
08:21O que a repactuação propõe é uma revisão de todo o processo.
08:25Por determinação do presidente do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux,
08:29o Conselho Nacional de Justiça conduz o processo.
08:33Dessa vez, são 17 pontos de discussão.
08:36Será definido o quanto a Samarco vai pagar, quem vai gerir e aplicar os recursos
08:41e de que forma serão conduzidas as reparações.
08:45A Fundação Renova, uma entidade criada em 2016, gerida pela Samarco,
08:50é quem conduz a reparação.
08:52Essa é uma das principais críticas.
08:55O Ministério Público Estadual pediu a extinção da Fundação,
08:58mas ainda não há decisão sobre o assunto.
09:01Também não há consenso se na repactuação a Renova será extinta.
09:05Na avaliação do promotor, há grandes chances de que um novo acordo seja fechado,
09:10justamente pelo fracasso da reparação até agora.
09:13A gente está no momento de negociação de ponto a ponto.
09:17Vários pontos já foram discutidos nas mesas presenciais de negociação,
09:23que tem sido em Brasília, Belo Horizonte e em Vitória.
09:27E ainda temos temas a trabalhar, mas esses temas já vêm sendo tratados
09:33como ideias de tudo ser renovado, tudo a gente ter uma definição do ponto que está,
09:41do que deve ser feito pelas empresas, do que deve ser feito pelo poder público.
09:47E é nesse momento que a gente está dentro da negociação.
09:50Como resposta, a Fundação Renova justificou a demora,
09:54alegando que as famílias prejudicadas precisam primeiro aprovar os projetos.
09:58Além disso, esse processo passa pela Prefeitura da cidade.
10:02E depois disso que as obras começam.
10:05Ainda segundo a Fundação, a pandemia dificultou a contratação de mão de obra.
10:09Depois disso, quase dez anos após a tragédia, o que é que acontece?
10:15O Judiciário Brasileiro absolve as empresas.
10:20Absolve, não sei se você sabia que elas foram absolvidas.
10:24Ou se lembrava, porque é tanta coisa que acontece.
10:26Provavelmente quem não é da área não lembra.
10:29Samarco, Vale e BHP são absolvidas pelo rompimento da barragem de Mariana.
10:36A Justiça Federal absolveu as empresas Samarco, BHP Billiton e Vale
10:41pelo acidente que rompeu a barragem de Fundão, de Mariana, em Minas Gerais.
10:46A decisão de um tribunal regional de Belo Horizonte
10:48afirma que as provas analisadas não foram determinantes
10:51para estabelecer a responsabilidade dos acusados.
10:55O desastre ocorrido em 2015 matou 19 pessoas
10:58e causou a maior tragédia ambiental da história do país.
11:02De acordo com a corte, os documentos, laudos e testemunhas
11:06ouvidas para a elucidação dos fatos
11:07não responderam quais as condutas individuais
11:10contribuíram de forma direta e determinante
11:13para o rompimento da barragem.
11:15O tribunal destacou que no âmbito do processo penal
11:17a dúvida, que ressoa a partir da prova analisada no corpo à sentença,
11:22só pode ser resolvida em favor dos réus.
11:24A decisão responde a uma denúncia criminal do Ministério Público
11:27contra as empresas mineradoras e vários dos seus dirigentes.
11:30A tragédia devastou dezenas de bairros
11:33e despejou 40 milhões de metros cúbicos de lama tóxica
11:37ao longo de mais de 600 quilômetros do Rio Doce
11:40até chegar ao Oceano Atlântico.
11:43A sentença ocorre três semanas depois que as autoridades brasileiras
11:46assinaram um acordo de indenização de 170 bilhões de reais
11:50com as empresas envolvidas.
11:52Um mega julgamento contra a BHP é realizado em Londres
11:56pelo mesmo caso, em que 620 mil vítimas pedem 270 bilhões de reais
12:02à empresa australiana.
12:03Hoje o Rio está morto!
12:07Há também uma ação na Inglaterra sobre este tema.
12:12E aí, diversos municípios resolveram embarcar na ação que já existia.
12:18E vamos ver um resumo disso aqui, feito pelo município de Colatina.
12:23O julgamento contra a mineradora BHP Billiton, no Reino Unido,
12:26pode garantir o adiantamento de indenizações a mais de 620 mil brasileiros
12:29afetados pelo rompimento da barragem do Fundão, em Mariana, MG,
12:32ocorrido em 2015.
12:34O caso é conduzido pelo escritório Pogust Codiada, em Londres,
12:36onde foram apresentadas as alegações finais entre os dias 13 e 17 de março de 2025.
12:41A sentença está prevista para junho deste ano.
12:43Se a mineradora for responsabilizada, parte dos valores acordados no Brasil
12:46poderá ser antecipada com base no Código Civil Inglês,
12:49que prevê adiantamentos de até 70% em casos semelhantes.
12:51A ação pede R$ 260 bilhões e envolve ainda 1.500 empresas e 49 prefeituras,
12:56como a de Mariana, que recebeu proposta de R$ 1,2 bilhão no Brasil,
12:59mas reivindica R$ 28 bilhões na ação internacional.
13:02A BHP afirma que segue colaborando com a reparação no Brasil
13:04e nega responsabilidade direta pelo desastre,
13:07atribuindo essa marca à operação da barragem.
13:08O julgamento segue com nova audiência prevista para abril.
13:11Caso a mineradora seja condenada,
13:13a fase de apuração dos danos ocorrerá entre 2026 e 2027,
13:16com os pagamentos definitivos previstos apenas a partir de 2028.
13:19O que acontece?
13:21A Associação das Mineradoras entrou na justiça contra todos esses municípios no ano passado
13:28e não foi julgado que era urgente,
13:31mas aí vem esse outro trecho da decisão.
13:34Nesse período de pouco mais de um ano,
13:37o suporte empírico dessa controvérsia se alterou significativamente,
13:41sobretudo com o fortalecimento de ondas de imposição de forças
13:47de algumas nações sobre outras.
13:51Diferentes tipos de protecionismos e de neocolonialismos
13:56são utilizados contra os povos mais frágeis,
14:00sem diálogos bilaterais adequados ou submissão a instâncias supranacionais.
14:06Nesse contexto, o Brasil tem sido alvo de diversas sanções e ameaças
14:12que visam impor pensamentos a serem apenas ratificados
14:17pelos órgãos que exercem a soberania nacional.
14:22E aí, a presente decisão comunica a concessão de medida cautelar
14:28pela justiça inglesa em benefício de municípios interessados neste feito.
14:34Percebem agora onde está a conexão?
14:37Ele ali já deixa o negócio da lei Magnitsky,
14:41não fala em lei Magnitsky,
14:42mas fala de sanções de outros países
14:45e nesse caso seria uma sanção de outros países
14:49porque é uma medida cautelar da justiça inglesa.
14:53E aqui, vamos a mais um trecho que vai lendo, olha,
14:57a petição do réu do parágrafo 1 acima
14:59deverá reconhecer e registrar expressamente
15:02que caso a tutela pleiteada seja concedida
15:04antes da conclusão da ação inglesa,
15:07provavelmente causaria um prejuízo grave e irremediável
15:10à capacidade dos municípios autores de participar da ação inglesa,
15:16violando seu direito a um julgamento justo.
15:19E aí vai se raciocinando em cima disso.
15:22E aí nós vamos às conclusões do ministro.
15:25Fica declarada a ineficácia em território nacional
15:28da medida cautelar concedida pela justiça inglesa
15:33por afronta à Constituição.
15:35Decisões judiciais estrangeiras só podem ser executadas no Brasil
15:41mediante a devida homologação ou observância dos mecanismos
15:46de cooperação judiciária internacional conforme tais artigos.
15:52Esse pedaço foi reformado porque tem tribunais internacionais
15:56do qual o Brasil faz parte.
15:58O Brasil tinha saído, por exemplo, e isso tiraria o Brasil
16:00de todos os tribunais de direitos humanos do mundo.
16:03Então aí isso foi corrigido.
16:04Aí vamos lá.
16:06Aí vamos lá.
16:07Que agora é o que chega da Magnitsky.
16:09Leis estrangeiras, atos administrativos, ordens executivas
16:14e diplomas similares não produzem efeitos em relação a
16:18pessoas naturais, por atos em território brasileiro,
16:23relações jurídicas aqui celebradas, bens aqui situados,
16:27depositados, guardados, empresas que aqui atuem.
16:31Entendimento diverso depende de previsões expressas em normas
16:35integrantes do direito interno do Brasil ou de decisão da autoridade
16:41judiciária brasileira competente.
16:44Qualquer violação a esses itens constitui ofensa à soberania nacional,
16:48à ordem pública, aos bons costumes.
16:51Portanto, presume-se a ineficácia de tais leis, atos e sentenças
16:56emanadas de país estrangeiro.
16:59Compreenderam?
17:00Está mirando nos municípios querendo ser ressarcidos por Mariana
17:05no exterior e aí tem um debate mesmo se eles poderiam ir ao exterior,
17:09se não poderiam ir ao exterior, mas o fato é que esse caso todo,
17:13o menor erro foi com as mineradoras da justiça.
17:17A justiça estava devendo mais a quem?
17:19As mineradoras ou as vítimas?
17:22Pois é, qualquer regra da justiça é acertada quando o julgamento é
17:26equânime, uma mesma regra vale para todo mundo.
17:29Mas enfim, esqueceram o povo de Mariana, dane-se Mariana.
17:34Ficou todo mundo falando que estava falando das tais regras que aplicam
17:37sobre o Brasil e era isso mesmo.
17:41Ficou ali uma impressão de que ele estava falando sobre a lei Magnitsky.
17:45Isso teve uma conotação política muito forte.
17:48Agora, qual é o impacto disso na lei Magnitsky tecnicamente,
17:54politicamente tem um impacto?
17:57Porque é uma movimentação do Brasil, da Suprema Corte,
18:00foi o ministro da Suprema Corte o atingido,
18:03politicamente ele tem um impacto.
18:05Agora, de fato, de fato,
18:09uma decisão no país de uma pessoa atingida por essa lei
18:14é capaz de mudar algo.
18:17Vamos ouvir aqui o Davi Aragão,
18:20que é um advogado que mora nos Estados Unidos
18:23e fala disso, assim, muito bem.
18:25E hoje eu vou analisar com vocês uma situação sem precedentes
18:29na história das relações entre o Brasil e os Estados Unidos.
18:31Pela primeira vez, o Brasil não apenas disse não às pressões americanas.
18:36Ele institucionalizou essa resistência
18:38após uma decisão judicial do Supremo Tribunal Federal.
18:42O que vocês vão ver hoje não é uma análise política
18:45ou uma tomada de partido de um dos lados.
18:47É uma análise jurídica fria e objetiva
18:49sobre as consequências práticas
18:50de uma decisão que coloca o Brasil
18:52em águas nunca antes navegadas por ninguém no mundo.
18:56Fiquem até o final,
18:57porque vou mostrar os precedentes históricos de países
18:59que tentaram desafiar esse sistema
19:02e explicar por que a situação brasileira
19:04é tecnicamente diferente de tudo o que já vimos na história mundial.
19:07O Brasil acaba de entrar num experimento geopolítico em tempo real.
19:11E todos nós somos as cobaias.
19:14Para analisarmos tecnicamente a decisão do ministro Flávio Dino,
19:16preciso começar esclarecendo uma confusão fundamental
19:19que está dominando o debate público.
19:20A decisão de Dino estabelece que leis estrangeiras
19:23não produzem efeitos automáticos no Brasil
19:25sem homologação judicial.
19:27Até aí tudo bem,
19:28a legislação brasileira já prevê isso de fato
19:30e a relação entre os países também.
19:32Mas aqui está um ponto crucial
19:33que a maioria das análises está perdendo.
19:35A lei Magnitsky nunca operou
19:36através de imposição direta de leis americanas
19:39em território estrangeiro.
19:40A lei Magnitsky é uma legislação americana
19:43que regula o que empresas e cidadãos americanos podem fazer.
19:46Ela geralmente proíbe todas as transações
19:48por cidadãos americanos
19:50ou dentro dos Estados Unidos
19:51que envolvam quaisquer bens ou interesses
19:53de pessoas sancionadas pela lei Magnitsky.
19:56A lei não ordena que bancos brasileiros
19:58façam qualquer coisa.
20:00Ela simplesmente proíbe empresas americanas
20:02de fazerem negócios com pessoas sancionadas.
20:05E aqui está uma distinção jurídica fundamental
20:07para a gente entender tudo.
20:09A lei exclui do sistema bancário.
20:11Ela exclui de qualquer transação comercial
20:13com empresas americanas
20:15ou que tenham relação com os Estados Unidos.
20:17O poder da lei Magnitsky
20:19não vem da sua aplicação forçada no Brasil,
20:21mas do fato de que empresas brasileiras,
20:23por decisão própria,
20:24escolhem seguir essas restrições
20:26justamente para poder preservar
20:28suas relações comerciais com os Estados Unidos.
20:30A legislação americana geralmente proíbe
20:33todas as transações por cidadãos americanos
20:35e proíbe que Moraes faça negócios
20:37com qualquer empresa norte-americana.
20:40Quando o Banco Brasileiro decide
20:41não oferecer serviços a uma pessoa sancionada,
20:44não está cumprindo a lei estrangeira
20:46imposta ao Brasil.
20:47Está tomando uma decisão comercial
20:48para preservar suas operações americanas
20:51e seu relacionamento com outras instituições
20:53aqui nos Estados Unidos.
20:54Do ponto de vista jurídico,
20:55a decisão de Dino cria uma proteção teórica
20:58contra algo que tecnicamente não existe.
21:00A lei Magnitsky não força bancos brasileiros
21:02a bloquearem contas.
21:03Ela torna arriscado para esses bancos
21:05manterem relações com pessoas sancionadas.
21:08Mas a decisão final sempre foi comercial e não legal.
21:11Essa diferença é crucial
21:12porque revela uma desconexão
21:14entre a proteção jurídica oferecida
21:16pela decisão de Dino
21:17e a realidade prática
21:18de como as sanções americanas
21:20de fato operam no mundo.
21:21Não estamos falando de imposição
21:23de leis estrangeiras no Brasil,
21:24mas de consequências comerciais
21:26voluntariamente aceitas por empresas
21:28que querem manter acesso ao mercado americano.
21:31Bom, a questão é de escolha das empresas.
21:37Aí elas é que têm de decidir.
21:40E aqui, como diz o Davi Aragão,
21:43outros países já tentaram fazer decisões semelhantes
21:49proibindo que a lei Magnitsky
21:51tivesse efeito neles.
21:53Ocorre que os bancos não são obrigados
21:56a cumprir a lei Magnitsky.
21:59Acontece que se eles não cumprem,
22:01eles têm sanções em território americano.
22:05E aí fica entre a cruz e a espada.
22:08Aí aqui, olha, uma entrevista para Reuters.
22:11Moraes diz que bancos podem ser punidos
22:13se aplicarem sanções dos Estados Unidos
22:16a ativos brasileiros.
22:18O ministro do Supremo Tribunal Federal,
22:21recentemente sancionado pelo governo dos Estados Unidos,
22:24disse a Reuters que tribunais brasileiros
22:27podem punir instituições financeiras nacionais
22:30que bloquearem ou confiscarem ativos domésticos
22:34em resposta a ordens norte-americanas.
22:38Então, o que acontece?
22:40A empresa, ela é sancionada lá.
22:44Isso do bloquear ou confiscar não é bem isso.
22:48Ela fala assim, olha, não quero mais ter negócio com você
22:52porque você foi sancionado pela lei tal
22:55e se eu tiver negócio com você, eu pago multa lá.
22:57É isso, basicamente.
22:59Só que aí fica uma situação assim.
23:01Ou a empresa paga multa lá
23:03ou a empresa é punida aqui.
23:06E isso cria uma insegurança jurídica
23:09que fez o quê?
23:10Fez com que caísse o valor das empresas brasileiras,
23:16já que não fica claro qual é a regra
23:19que elas têm de obedecer.
23:22Porque ficou se correr o bicho pega,
23:25se ficar o bicho come.
23:26E aí, gente, eu queria trazer aqui pra vocês
23:28aquele meu sacerdócio alerta de fake news.
23:31Os bancos perderam 41,3 bilhões de reais em valor de mercado
23:38devido a essa decisão.
23:41Mas esta não é a foto do ministro Flávio Dino, tá?
23:47Isso não é uma foto dele,
23:49isso é um desenho que lembra um meme.
23:52Se não fosse eu, especialista em comunicação,
23:55avisar você,
23:56você muito provavelmente não saberia.
23:59E uma piada que tem sido feita no mercado financeiro
24:02é essa daqui.
24:04Senhor ministro, o senhor conhece a Cicred?
24:07Por quê?
24:08Foi falado aos ministros do Supremo pelos bancos,
24:12Trump é imprevisível,
24:13ninguém sabe o que ele vai fazer.
24:15Mas que existe uma alternativa pra eles
24:18que são essas cooperativas de crédito
24:21que não tem nada nos Estados Unidos.
24:23Então eles podem usar,
24:24são contas bancárias normais,
24:27mas isso não foi utilizado.
24:28E se preferiu, enfim,
24:30dar essa resposta meio política,
24:32pelo menos por agora.
24:33Enquanto isso,
24:35enquanto isso,
24:36a economia parando,
24:38onde está Eduardo Bolsonaro?
24:40Notícia importante e urgente.
24:42Sem citar Magnitsky,
24:44Dino impede restrições decorrentes
24:46de atos unilaterais estrangeiros.
24:50Pois bem,
24:51a Suprema Corte,
24:53ou melhor,
24:53esses dois indivíduos,
24:55Flávio Dino e Alexandre de Moraes,
24:56agora estão expostos.
24:59Estão aí os braços radicais desse regime
25:03que até agora,
25:04os senhores do mercado financeiro,
25:06ou boa parte dos senhores,
25:08fizeram vistas grossas.
25:09Mas estamos chegando no momento derradeiro,
25:12onde os senhores vão ter que decidir
25:14entre falir o empreendimento de vocês,
25:17eu acho que isso não vai acontecer,
25:19vocês não vão por esse caminho,
25:20mas chega o momento dessa decisão,
25:22entre falir o empreendimento dos senhores,
25:24ou fazer aquilo que é certo,
25:27que é reconhecer que existe
25:28uma crise institucional no Brasil
25:30e trabalhar para resolvê-la,
25:32porque essa é a única maneira
25:34que nós temos
25:35para ter um país minimamente decente,
25:38e não uma república de bananas,
25:40tal qual da Venezuela,
25:41que insiste em arrotar
25:42democracias e instituições,
25:44quando na verdade,
25:46todo mundo sabe
25:46que é um narco-estado
25:47que sofre com a fome
25:49e a maior crise migratória
25:50da história da América Latina.
25:52Que Deus ilumine o coração
25:54e a cabeça dos senhores,
25:56até porque
25:56a resposta dos Estados Unidos,
25:59ao que tudo indica,
26:00está muito próxima.
26:02Um abraço,
26:02fiquem com Deus.
26:03O Brasil, meus amigos,
26:04eu vou te falar,
26:05não é para amador mesmo não,
26:06o cara da Suprema Corte,
26:08a mais alta corte do judiciário brasileiro,
26:11está falando que a lei Magnitsky
26:12não se aplica ao Brasil,
26:14mas meus caros,
26:14é óbvio
26:15que não vai ter uma lei estrangeira
26:17tendo aplicação no Brasil,
26:18e a lei é clara nesse sentido,
26:20ela só fala o quê?
26:21Que só podem,
26:22que estão sujeitos
26:24a não terem mais relações financeiras
26:28com os Estados Unidos,
26:29aqueles que mantiverem
26:30contas bancárias
26:32consancionados nela.
26:35No caso aí,
26:35o Moraes,
26:36que é violador de direitos humanos.
26:38Então,
26:38na verdade,
26:39o que o Dino tem que fazer
26:40é mandar a decisão dele
26:41para os Estados Unidos,
26:43para ver se
26:43as agências americanas
26:45vão respeitar
26:46a decisão do juiz Flávio Dino.
26:47E aí sim,
26:48eu vou te dizer,
26:49aí é uma violação
26:50da soberania americana,
26:52é extraterritorialidade
26:53sendo aplicada na veia,
26:54algo que é proibido
26:55até pela nossa Constituição,
26:56e que a D.O.J.
26:57Pembond já deu
26:58aquela puxada de orelha
26:59do Alexandre de Moraes
27:00em maio sobre isso.
27:01Meu Deus do céu.
27:02Pois é, né, gente?
27:04É só a gente
27:05para ajudar o Brasil.
27:07E aí,
27:07o que você acha disso tudo?
27:09Qual que é a sua opinião?
27:11Calma,
27:12que antes da gente opinar,
27:14nós vamos para as narrativas.
27:15O Brasil é um país soberano.
27:20Parabéns ao ministro Flávio Dino
27:23por defender a soberania nacional
27:26contra os interesses
27:29neocolonialistas estadunidenses.
27:33Aqui juntaram dois,
27:34Inglaterra e Estados Unidos.
27:37Os dois querendo que o Brasil
27:39se submeta às leis deles.
27:42Eles podem ser muito ricos,
27:46muito fortes,
27:47mas aqui eles não mandam,
27:50porque aqui é uma democracia.
27:54Eu sei muito bem
27:55que o genocida queria transformar
27:57isso aqui numa ditadura
27:58e que o filho do genocida
28:00está lá colocando aquele fascista
28:03do Donald Trump
28:04para tentar amedrontar o Brasil.
28:06Mas o Flávio Dino não tem medo
28:08e respondeu à altura.
28:11A soberania é nossa.
28:13E é para isso que eu fiz o L.
28:15Faz o L.
28:22Esse ridículo desse Flávio Dino
28:25está achando que o único banco
28:26que ele ameaça
28:27é o banco da casa dele
28:28que ele vai sentar em cima.
28:30Nada vai mudar.
28:32A gente está vendo o Trump
28:33sentar com o Putin
28:35para resolver a guerra na Rússia.
28:37O Trump, ele faz assim
28:40todos os presidentes
28:43e primeiros ministros
28:44da Europa inteira
28:45estão lá na Casa Branca.
28:48Ele bota o Putin
28:49para falar com Zelensky.
28:51Ele é um cara desse calibre.
28:54E ele resolveu defender
28:55a liberdade aqui no Brasil também.
28:58E por isso foi para cima
28:59da ditadura de toga.
29:02Esse pessoal acha
29:02que vai acontecer o quê?
29:04Acha que o Flávio Dino
29:05vai peitar o Trump
29:06e vai ficar por isso mesmo?
29:07Não!
29:08Vai vir mais sanção
29:10para o Brasil.
29:11Obrigada, Trump!
29:13E tem que vir mesmo.
29:15Porque se não sancionar o Brasil,
29:17o Brasil vai virar
29:18uma Venezuela.
29:21Agora, por que isso tudo
29:22está acontecendo?
29:23Não quiseram votar no Bolsonaro?
29:25que o Bolsonaro fala palavrão?
29:28Faz o L agora, Isentão!
29:29Faz o L!
29:37E qual é a minha opinião?
29:41A minha opinião
29:41é que essa história toda
29:44chegou num ponto
29:45em que alguém precisa recuar.
29:48e uma negociação precisa ser feita
29:50porque somos nós,
29:53brasileiros,
29:54que estamos pagando a conta.
29:57Mas nada indica
29:59que ninguém vá recuar.
30:01Nem o pessoal do Trump,
30:03nem o pink o cérebro
30:05do bolsonarismo
30:06e nem os ministros do STF.
30:09No que isso vai dar?
30:11Não sei.
30:12Mas vejam que uma cartada
30:13só disso
30:14tem um impacto
30:16em um único dia
30:17de 41 bilhões
30:20e 300 milhões de reais.
30:23O que é que foi colocado
30:25para os bancos brasileiros?
30:29Foi colocado o seguinte.
30:31Você tem operação
30:32nos Estados Unidos?
30:34Muito bem.
30:35Se você,
30:36para preservar a sua operação,
30:39sancionar o ministro
30:41que foi ali sancionado
30:43com a lei Magnits,
30:44se você obedecer isso
30:47para não tomar multa lá,
30:49você vai sofrer consequência aqui.
30:51E ficou em aberto.
30:53Porque como a decisão
30:53não era sobre a lei Magnits,
30:55ele não sabe o que acontece
30:56com ele se ele desobedecer.
30:58E esse que é precisamente
31:00o problema.
31:01Ele não sabe
31:02qual é a punição.
31:04Se ele não sabe
31:05qual é a punição,
31:07qual é
31:07com o que ele está lidando,
31:09ele não tem nem como
31:10calcular
31:11que ação ele toma.
31:13Por quê?
31:13Se ele desobedece
31:15e mantém tudo
31:18do ministro
31:18que foi sancionado,
31:20ele sofre uma punição
31:21nos Estados Unidos
31:22que ele tem como calcular.
31:24E a punição do Brasil?
31:26Quanto que afetaria
31:26nas operações dele?
31:28Ele não tem
31:29como calcular,
31:30porque não se sabe.
31:31E o que acontece
31:32quando você
31:33não sabe algo
31:34é o que se chama
31:36de insegurança jurídica.
31:38Não tem como
31:39botar preço naquilo.
31:40E é por isso
31:41que os bancos
31:42perderam em um dia
31:4341,3 bilhões
31:46de valor de mercado.
31:47Porque você
31:48não sabe
31:49qual é a regra
31:51que vale
31:51para eles.
31:52Por parte do
31:53Supremo Tribunal
31:54Federal,
31:55eles estão tentando
31:56se blindar.
31:58Essa tentativa
31:59já foi feita
32:01por outros
32:01sancionados
32:02da lei
32:03Magnitsky.
32:03já foi feita
32:05em Hong Kong,
32:07já foi feita
32:07no Irã,
32:08já foi feita
32:09na China
32:10e deu certo?
32:11Não deu.
32:12Por quê?
32:13A empresa que tem
32:14negócios
32:15nos Estados Unidos,
32:17ela vai precificar
32:18aquilo,
32:18ela vai preferir
32:19não arriscar.
32:20É por isso
32:21que essa lei
32:21foi criada
32:22e que ela atua
32:24contra terroristas
32:26de países grandes
32:27como a Rússia
32:29que protege
32:29seus terroristas.
32:31No Irã
32:32que protege
32:33seus terroristas,
32:34mas ela inviabiliza
32:36a vida financeira
32:37dos terroristas
32:38mesmo com a proteção
32:40da pátria deles.
32:41Por quê?
32:42A sanção
32:42não é no país
32:44onde o terrorista
32:45mora.
32:46A sanção
32:47é nos Estados Unidos.
32:49E aqui
32:49há uma discussão,
32:50essa discussão jurídica
32:51que existe,
32:52inclusive,
32:52pelo criador
32:53da lei Magnitsky
32:54que falou que
32:55no caso do Brasil
32:56ela não está
32:58sendo aplicada
32:59corretamente,
33:00que não é esse
33:01o espírito
33:01da lei.
33:02E muita gente
33:03vai falar para mim
33:04não,
33:05mas o Trump
33:05quer a liberdade,
33:07quer isso,
33:07quer aquilo.
33:08Não é assim não.
33:09Se fosse assim
33:10ele teria sancionado
33:11alguém no Qatar
33:12que é quem recebe
33:14todos os terroristas
33:15que ele disse
33:15que ia combater.
33:16Ele teria ido
33:16para cima
33:17de ditaduras
33:18sangrentas
33:19que tem pelo mundo.
33:20A coisa aqui
33:21é um outro jogo
33:22político,
33:23é um jogo
33:23de dominação
33:24regional
33:25e não se iluda.
33:27O Trump
33:28é o presidente
33:28dos Estados Unidos
33:29que defende
33:30americano.
33:31Se ele tiver
33:32que ferrar
33:32todos os brasileiros
33:33para defender
33:34os americanos
33:34é o que ele vai fazer.
33:36Agora o que mais
33:36me deixa triste
33:37é algo que vem
33:37a reboque
33:38dessa situação
33:39que é a tragédia
33:40em Mariana.
33:41Não tem explicação, né?
33:42Eu lembro
33:43quando aconteceu,
33:44você se lembra?
33:44o choque
33:45o choque
33:45que a gente ficou
33:46as empresas
33:47falando
33:48que iriam
33:49ressarcir
33:50iriam isso
33:51iriam aquilo
33:52depois se descobre
33:53história de laudo falso
33:55história mal contada
33:56que poderia ter evitado
33:59e essa conversa
34:01enfim
34:0110 anos
34:02as cidades ainda
34:03tudo abandonada lá
34:05as vítimas
34:06não receberam
34:07direito
34:07que elas tinham
34:08que receber
34:08é um país
34:10muito cruel
34:10e aí vem
34:12essa decisão
34:12do ministro
34:13Flavio Dino
34:14que assim
34:14qualquer tecnicalidade
34:17qualquer detalhezinho
34:19que essas empresas
34:21levem para a justiça
34:23é visto
34:24é levado em conta
34:25e do lado
34:27das vítimas
34:27nada
34:28nada
34:28as empresas
34:29foram inocentadas
34:31assim
34:31é algo que dá
34:33um desalento
34:34uma desesperança
34:36ainda há
34:38quem vem
34:38a fazer defesa técnica
34:39e eu compreendo
34:40mas a defesa
34:42de uma
34:43decisão técnica
34:46ela só pode existir
34:47quando
34:48o pano de fundo
34:50do processo
34:51é a isonomia
34:52que aqui não há
34:53as vítimas
34:54estão muito
34:55em desvantagem
34:56com relação
34:56às empresas
34:57assim
34:57é algo
34:58que mancha
34:59a história
35:00do nosso país
35:01e a gente entende
35:02porque que depois
35:03de Mariana
35:04teve Brumadinho
35:05que a gente sabe
35:06tem certas coisas
35:07aqui
35:08que não dão em nada
35:09não acontece nada
35:11e vida que segue
35:12bom pessoal
35:18narrativas
35:19antagonista
35:19vai ficando por aqui
35:20desculpas
35:22pelo atraso
35:23do dia de hoje
35:24tive aqui
35:26umas questões
35:26para resolver
35:27atrasei
35:28porque não queria
35:29deixar vocês sem
35:31ok
35:31mas mil desculpas
35:33obrigada aí
35:33pela compreensão
35:34não esquece
35:35de se inscrever
35:36no canal
35:36se já está inscrito
35:37ativa o sininho
35:39faz um comentário
35:40deixa o seu like
35:41que ajuda muito
35:42a gente no engajamento
35:43hoje eu vou ficando
35:44por aqui
35:45amanhã eu volto
35:45beijo e até lá
35:46e aí
35:52e aí
35:53e aí
35:57e aí
36:01Legenda por Sônia Ruberti
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