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00:00Começa agora 98 Talks, conectando a 98 a rede mais record, da capital para as regiões sul, norte e zona da Mata Mineira.
00:18São 19 horas e 3 minutos, estamos entrando no ar com mais uma edição do 98 Talks por todos os canais da rede 98, 98 FM 98,3, 103.3 a 98 News.
00:30Belo Horizonte, rede mais afiliada record no interior de Minas, no sul de Minas, na zona da Mata e no norte mineiro.
00:37E também a Vox FM 97.1 lá em Timóteo, no Vale do Aço, ao todo, mais de 400 municípios em Minas Gerais ficam ligados conosco no 98 Talks.
00:48As nossas redes sociais, arroba rede 98 oficial e arroba 98 News oficial.
00:54O nosso site, rede98.com.br, tem um link para o YouTube, para você nos acompanhar pelas nossas transmissões no YouTube.
01:02E estamos também na Claro TV, 198 e 698 e na TV aberta 29.1 é digital, Belo Horizonte.
01:11Dar um recadinho para você antes de começar a nossa prosa de hoje.
01:14Quer viver cercado de verde, com muito conforto, com exclusividade?
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01:26O projeto urbanístico é do Gustavo Pena.
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01:48O 3 por extenso, T-R-E-S.
01:503 Vales, extraordinário é viver o agora.
01:55E foi aberta na última sexta-feira, eu estava inclusive no Rio de Janeiro, fiz uma entrada aqui para o 98 Talks.
02:02Um processo de consulta pública sobre a Lei Complementar 213 de 2025, que regula as associações de proteção patrimonial mutualista.
02:17São as chamadas associações de proteções veicular, mas elas também abrigam outro tipo de proteção.
02:23A discussão é muito maior do que essa, mas vamos falar das proteções veiculares, que é o que a gente está discutindo agora.
02:28A SUSEP, então, abre essa consulta. Pelos próximos 45 dias, todos os segmentos da sociedade podem contribuir
02:35para a construção da regulamentação das operações de proteção patrimonial mutualista.
02:42São as normativas da Lei Complementar.
02:44O objetivo é a promoção de um debate amplo sobre o tema, visando organizar, padronizar e trazer mais segurança jurídica para o setor.
02:53Comigo aqui, o presidente da Confederação Nacional de Proteção Patrimonial Mutualista e da Federação Mineira, Kleber Vitor.
03:01Kleber, prazer mais uma vez falar com você, tudo bem?
03:03Paulo, muito obrigado pela oportunidade, um prazer estar aqui com vocês e um abraço a todos os amigos.
03:08Vamos lá, então. Por que é importante participar dessa consulta pública, dessa audiência pública, dessa abertura de consulta
03:17sobre a Lei Complementar, que regula a proteção patrimonial mutualista?
03:21Então, Paulo, a Lei Complementar 213, ela regula, ela traz para a SUSEP, esse processo de regulação, são mais de 8 milhões de veículos.
03:33Então, imagina o impacto social que é. São 2.217 associações cadastradas na SUSEP.
03:39Então, a participação é fundamental para a construção realmente das normas que realmente atendam o segmento e a sociedade
03:47e os novos entrantes desse segmento.
03:51É bom lembrar que em julho, no dia 20 e...
03:55O data limite da inscrição das associações...
03:5715 de julho.
03:57Dia 15 de julho.
03:58A data limite de cadastramento das associações...
04:01Isso.
04:01Junto à SUSEP.
04:02Junto à SUSEP.
04:02E aí, depois de cadastrados, então, a Lei Complementar, agora segue todo o ritual, discute-se as normativas.
04:09A regulamentação dessa lei, ela vem com alguns desafios.
04:13Conte pra gente quais são os principais desafios.
04:15Então, eu sempre brinco, né? Nós estamos falando de um segmento que já existe.
04:20E como ele já existe, a 213 trata do seguro tradicional e trata agora da proteção patrimonial,
04:26das associações de proteção veicular.
04:29Então, é um negócio, é uma situação muito relevante, porque nós estamos falando de um público já existente.
04:35Então, os desafios do público já existente com as normativas de um órgão regulador,
04:40é super importante a participação do segmento nessa consulta pública.
04:45Porque o resumo, a minuta que saiu, ela precisa realmente, cada vez mais, desse processo de participação popular.
04:54E essa proteção popular, porque o que acontece?
04:58Quando você tem a lei publicada, o órgão responsável é a SUSEP,
05:02o corpo técnico se reúne e cria, então, os processos normativos da utilização da lei.
05:07Essa consulta popular discute esses processos normativos.
05:12A 213 é a lei.
05:14Sim.
05:14É a base.
05:15As normas interpretam a lei e trazem essa questão da regulação, como nós vamos funcionar.
05:21Por isso que é extremamente importante a participação.
05:24Como funcionar a garantia do consumidor, a garantia do associado e a garantia da operação dos empregados,
05:30funcionários, colaboradores, é extremamente importante essa participação.
05:34Porque, muitas vezes, os desafios é um órgão que regula seguro tradicional,
05:40trazendo agora a regulação para um segmento que já opera.
05:44Então, a participação do segmento é super importante, até para dirimir as dúvidas.
05:50Até para dirimir algo que ficou não tão claro na norma.
05:54Para quem está nos ouvindo, pode parecer, e muita gente já sabe, mas pode parecer que pode ficar uma confusão.
06:01Seguro, proteção veicular, proteção patrimonial, mutualista.
06:07Quais são as diferenças desses segmentos na operação?
06:10Muito importante.
06:11A questão do seguro é aquela situação em que o cliente vai, contrata uma seguradora
06:17e ele paga um prêmio sobre o que vai acontecer no risco futuro daqui a, em média, 12 meses.
06:23A proteção veicular, que agora é a PPM, Proteção Patrimonial Mutualista,
06:29ela é sobre o rateio do decorrido, a despesa decorrida.
06:33Então, passou 30 dias, despesa de 30 dias, se rateia no grupo.
06:36Passou 30 dias, a despesa decorrida rateia no grupo.
06:39As normas definem esse período, esse período de 90 dias, igual está na norma lá,
06:44e quando pode-se fazer ou deve-se fazer os reajustes de preço.
06:49Então, ou para baixo ou para cima.
06:51Então, a questão da proteção veicular, a diferença fundamental é essa.
06:56É o rateio da despesa ocorrida, enquanto que o seguro é o risco futuro.
07:01E que cuidado deve-se ter para que essa lei aprovada e sancionada não seja desvirtuada
07:08e não prejudique o sistema ou a operação, em vez de beneficiar essa operação?
07:13É boa.
07:14Isso é importante.
07:15Por isso que as normas, quem conhece bem do segmento é quem opera o segmento.
07:19Os associados conhecem bem do segmento.
07:22Os presidentes das associações conhecem bem o segmento.
07:24A operação das associações conhece bem o segmento.
07:28E esse diálogo com a autarquia SUSEP é super importante,
07:32porque aí você vai encontrar realmente a essência da lei na operação.
07:37O grande problema seria a essência da lei não estar na operação.
07:40E a essência da lei estando na operação se protege dos dois lados.
07:45É bom entender que essa discussão foi uma discussão longa.
07:48Exauriu-se o processo através de encontros, de conversas.
07:53E em todos esses encontros, nos dois principais que foram realizados em julho e agora em agosto,
07:58um em Brasília e outro no Rio,
07:59a presença de autoridades que têm uma visão da operação, da implantação da lei,
08:09tanto do seu ponto de vista da operação, como é o caso da SUSEP,
08:12mas também do seu ponto de vista da segurança jurídica.
08:15É bom a gente falar sempre isso.
08:16Como é que foi a construção desse processo?
08:18A Lei 213 foi aprovada em dezembro de 2024,
08:22sancionada em 15 de janeiro.
08:23Mas foi uma construção de meses e anos até ela passar no plenário da Câmara e depois no Senado.
08:29Então já é um processo de consolidação da lei.
08:32O processo de normativa é uma interpretação da lei,
08:35é trazer para um resumo da operação.
08:41Agora, precisa-se também de apoio.
08:43Tivemos um evento no Rio com a presença do ministro Fux,
08:47ministro do STJ, Otávio Noronha.
08:50Então, a interpretação, inclusive, do judiciário sobre a lei é superimportante.
08:54A segurança jurídica, a segurança econômica,
08:57a SUSEP está muito preocupada com isso também, a segurança econômica,
08:59e, obviamente, as operações muito preocupada com isso,
09:02no sentido de garantir para o associado.
09:05Então você tem a sociedade civil, tem o legislativo e tem o judiciário.
09:09Esses três entes, eles precisam estar muito presentes
09:11em qualquer operação em que envolva dinheiro,
09:13poupança popular, poupança pública.
09:16É bom lembrar, porque sempre que a gente fala em regulamentação,
09:20as pessoas podem entender em dificuldade para a operação.
09:24A regulamentação, ela vem no processo da segurança, da consolidação, não é isso?
09:29É isso que nós temos que deixar a clareza mais clara.
09:31E é importante a participação pública nas audiências públicas por isso.
09:37A regulamentação, ela não pode ser um entrave.
09:39Ela tem que ser realmente isso, a clareza e a garantia da operação,
09:43tanto de um lado quanto o pagamento do associado.
09:46Regulamentar não é criar travas, muito pelo contrário.
09:48É trazer clareza em cima do que está escrito na lei 213.
09:52Então isso é muito importante.
09:53O segmento é pulsante.
09:55E hoje, com oito milhões de placas dentro do segmento,
09:59a tendência é crescer.
10:01Então precisa-se realmente, claro, a audiência pública em relação às normas
10:05para que isso não seja um entrave.
10:07É importante o segmento participar, é importante a sociedade toda participar.
10:11É, a responsabilidade desse segmento da proteção patrimonial mutualista,
10:17particularmente na proteção veicular,
10:18é muito grande porque ela atende um público muito grande
10:22e diverso daqueles das companhias de seguro.
10:25É outro ponto que você comentou, qual é a diferença do seguro.
10:28Onde está a proteção veicular?
10:29Em vários locais onde o seguro tradicional não chega.
10:32Porque o seguro tradicional analisa o CEP da pessoa,
10:34o CPF da pessoa, a idade da pessoa.
10:38Enquanto a proteção veicular, em grande parte,
10:40está na comunidade, está no bairro periférico
10:44e está até na população de 20 e 20 e poucos anos,
10:48em que, por exemplo, uma pessoa de 20 e poucos anos,
10:5122, 23 anos, num seguro, a gente fala que é agravado,
10:54ou seja, tende-se a crer que ele vai ser um motorista mais perigoso.
10:58Enquanto na proteção veicular, o que importa é o veículo,
11:02não importa a pessoa.
11:03Por isso que o tratamento é sobre a despesa
11:04e o rateio da despesa passada.
11:08Isso atingiu um público que o seguro tradicional nunca atingiu.
11:12Nunca vai atingir.
11:13Mais de 2 mil associações, mais de 2 mil mútuas se inscreveram,
11:17se cadastraram junto à SUSEP.
11:19Essa inscrição, esse cadastramento regulariza,
11:26põe luz sobre um segmento que não tinha muito como entendimento
11:29do controle, da segurança jurídica da operação.
11:33Por que é importante que estejam lá,
11:37participem desse processo e discutam essa realidade?
11:40O segmento cresceu e tem a crescer mais ainda.
11:43Agora, o participante, o operador do segmento,
11:48tanto que a confederação, por exemplo,
11:50e as federações de cada estado,
11:53representam as associações,
11:55fortalecendo as federações e fortalecendo a confederação,
11:59dá voz ativa na autarquia SUSEP.
12:03Por que a importância dessa participação fundamental?
12:06É trazer realmente a clareza da operação para dentro da norma.
12:10A norma não foi feita para causar entraves,
12:15ela foi feita para trazer clareza,
12:18ela está sendo feita para trazer clareza,
12:20assim como a Lei nº 213,
12:21trazer clareza para o cliente,
12:23para o consumidor da proteção patrimonial.
12:26O mutualismo não foi criado na cartola de um mágico,
12:29é bom a gente deixar isso muito claro.
12:32E a gente fala em mutualismo,
12:34proteção patrimonial mutualista,
12:35e fixa muito na proteção veicular.
12:38Mas é bom entender a ação do mutualismo, né, Kleber?
12:41Como é importante discutir-se uma nova forma
12:45de proteger o patrimônio das pessoas.
12:48Queria que você falasse um pouco sobre isso.
12:50Esse público hoje que está na proteção veicular,
12:53ele ganha na 213 e nas normas da SUSEP
12:57novas possibilidades.
12:58nos bate-papos, nas conversas.
13:02Nós vemos na Lei nº 213, na análise nº 213,
13:06que ela começa a criar novas oportunidades
13:10do patrimônio.
13:12Imagina, nós estamos falando que aquela pessoa,
13:14ela não é atendida por um produto tradicional no veículo.
13:17Ela não é atendida também no patrimônio dela,
13:19seja na casa, seja no telefone,
13:22seja no computador dela.
13:24Se ela não é atendida no veículo,
13:25imagina nos outros.
13:26Agora, a proteção patrimonial vai poder atender
13:31esses outros patrimônios dessa pessoa.
13:34Bom, para participar dessa consulta pública,
13:38como é que se faz?
13:39Quanto tempo vai ficar aberta essa consulta?
13:42São 45 dias, se eu não me engano?
13:4345 dias de abertura.
13:45E como é que faz para participar?
13:46Quem, por exemplo, está agora aqui,
13:48tem interesse no tema?
13:50Ou tem até já o seu veículo?
13:52Ou quer entender melhor a proteção patrimonial mutualista?
13:55Primeiro, a sociedade normal, o site,
13:58o público em geral, o site da SUSEP tem lá,
14:01vai ser aberto, os 45 dias estão sendo contados.
14:04SUSEP.gov.
14:05SUSEP.gov.
14:06Após os 45 dias, a SUSEP vai abrir no site
14:08as questões, as ideias e, vamos colocar bem assim,
14:13as sugestões lá.
14:15As associações de proteção de veículo lá,
14:16indico, Felice é uma federação,
14:18Federação de Minas, a FENG,
14:20a Federação do Sul do Brasil,
14:22tem várias federações em cada estado,
14:24tem uma federação em cada estado.
14:26E aí, essas federações, em conjunto com a federação,
14:30vai trazer as dúvidas de cada uma,
14:32levar as sugestões da SUSEP,
14:34e essa relação de mão dupla,
14:37vai construir uma normativa
14:38que atenda os anseios do segmento.
14:41Ficou mais uma pergunta que eu ia te fazer anteriormente,
14:44mas eu lembrei dela agora.
14:45Isso não é criado no Brasil,
14:47isso não é jabuticaba, não.
14:48É bom entender que mutualismo...
14:49Mutualismo é mundial.
14:50É bom a gente falar sobre isso.
14:53E é bom, essa questão que você comentou,
14:55ele tem uma essência em Minas,
14:56pelos caminhões e os caminhoneiros.
14:58A gente vê, existem várias mútuas,
15:01mundo afora, em Portugal, Espanha,
15:04a MAFRE tem operação mutualista na Europa.
15:08Então, o mutualismo, ele é da essência do ser humano.
15:11O associativismo é da essência do ser humano.
15:13E ele foi para o veículo.
15:16O grande detalhe é que, no Brasil,
15:17ele foi para o veículo também.
15:19Assim como você imagina que um veículo,
15:22seja um caminhão,
15:23não tinha possibilidade de ir para o seguradora,
15:25as pessoas se juntaram.
15:26Aconteceu a mesma coisa com o veículo.
15:29E aí, trouxe isso para a sociedade,
15:31que se levou isso para o governo,
15:33e se levou ao Legislativo,
15:34e criou a Lei 213.
15:36Não existe jabuticaba.
15:37É algo da sociedade.
15:40Ninguém criou uma jabuticaba.
15:41A sociedade criou o segmento.
15:44E uma última questão para a gente encerrar esse nosso papo.
15:49Nas conversas que eu acompanhei,
15:50tanto em Brasília como no Rio de Janeiro,
15:53há um entendimento de que esse processo,
15:55essa forma de operação,
15:57pode estender-se, por exemplo, ao cooperativismo.
16:00E estendendo ao cooperativismo,
16:02você pode, por exemplo, ter uma safra,
16:04que hoje, em cooperativas agrícolas,
16:06não é assegurada,
16:07e que você pode ter a possibilidade do seguro.
16:09A 213 trata do seguro tradicional,
16:12as cooperativas em ação cooperativa,
16:14e o mutualismo em ação do patrimônio.
16:16A grande questão é essa.
16:17Nós conseguimos, em processo com toda a sociedade,
16:21ter uma lei que trata dos três segmentos.
16:23O seguro tradicional é aquele que trabalha com o risco da operação,
16:26pensando no futuro.
16:27O cooperativismo, o cooperado,
16:29se junta pensando no rateio da operação,
16:32mas também com a possibilidade de lucro na operação,
16:34e ratear tanto lucro como prejuízo.
16:37E o mutualismo fala do rateio da operação da despesa,
16:39em que isso se zera.
16:41É fundamental entender isso,
16:42e foi criada uma figura chamada administradora para as associações,
16:47que são a SA que dão uma clareza para a SUSEP.
16:51Uma SA precisa demonstrar todos os processos de capital contábil,
16:57o fluxo financeiro.
16:58A SUSEP, em conjunto com todo o segmento,
17:01aprovou e passou isso no Congresso.
17:05Bom, acho que a gente esclareceu bastante,
17:07falamos muito sobre esse assunto,
17:09porque as pessoas têm muitas dúvidas, né?
17:11Eu mesmo, quando vim do Rio de Janeiro,
17:12cheguei aqui, uma pessoa, um amigo, me perguntou,
17:14mas proteção patrimonial mutualista e seguro?
17:19Fica uma confusão.
17:20Não, não tem.
17:21São segmentos distintos, que operam de maneiras distintas,
17:23e que atendem, inclusive, faixas da população diversas.
17:28Faixas diversas.
17:29Por exemplo, um caso bem interessante.
17:32A proteção veicular patrimonial mutualista,
17:34ela trabalha em grande proporção numa faixa FIP de 40 a 80 mil.
17:38Claro, tem outros veículos acima, sim,
17:40mas a sociedade, a população nessa faixa de 40 a 80 mil,
17:45ela é muito atendida à proteção patrimonial mutualista,
17:48à proteção veicular.
17:50Então, nós estamos num espelho da persona da proteção veicular.
17:53Mas temos veículos de outras faixas?
17:56Sim, o rateio da despesa, em muitos casos,
17:58na maioria dos casos, barateia a mensalidade
18:01em relação ao seguro tradicional.
18:04Kleber Vitor, presidente da Confederação Nacional
18:07da Proteção Patrimonial Mutualista.
18:10Muito obrigado por ter vindo aqui
18:11para esclarecer mais uma vez essa questão,
18:14convidar as pessoas que têm interesse nesse tema
18:16a participar dessa consulta pública,
18:18o site da SUSEP, aberto para a sociedade como um todo,
18:21e as associações que agora têm interesse
18:24em entender melhor essa discussão,
18:26aliás, as federações que, junto com a Confederação,
18:29conduzem esse debate da maneira mais segura.
18:32Muito obrigado.
18:32Muito obrigado, Paulo.
18:33Obrigado a todos os ouvintes.
18:35Bom, vamos fazer o intervalo,
18:36fazer o intervalo rapidinho aí, Dom Éric?
18:38Vamos lá, intervalo rapidinho,
18:39e a gente volta já com o segundo bloco do 98 Talks.
18:42Até já.
18:44Daqui a pouco tem mais 98 Talks.
18:49Do trânsito à política,
18:51da economia ao futebol,
18:53tudo que é notícia em Minas passa pela 98 News.
18:57Jornalismo multiplada forma,
18:59bem humorado e direto ao ponto.
19:02Ligue o rádio, entre no site e siga a gente.
19:05A 98 News está em todo lugar.
19:0798 News.
19:09103.3 FM.
19:11Minas, primeiro.
19:14Rede 98.
19:18Você que já se alistou para o serviço militar.
19:22Chegou a hora de conhecer a sua próxima missão.
19:26Acompanhe o andamento do seu alistamento pelo site
19:28ou na junta de serviço militar da sua cidade.
19:32Homens e mulheres.
19:32Fiquem atentos ao prazo e local indicado para a apresentação.
19:39Entre para a missão do serviço militar.
19:42Apresente-se.
19:44Ministério da Defesa.
19:45Brasil.
19:46União e Reconstrução.
19:47E aí
20:00E aí
20:02Você ligou para o SAC 98.
20:21Se você quer escutar o Paulo Leite Bistola Tecle 1.
20:25Mas se você quer falar com algum de nossos atendentes, é só continuar na linha.
20:29O Patrick está dizendo aqui se dá para informar e tocar música ao mesmo tempo.
20:33Só que a gente não quer.
20:34Quem disse que a gente não quer?
20:36Seu pedido vai ser aceito, Patrick.
20:38Agora tem fundo do baú, duas edições.
20:41Dá o play, duas edições.
20:42Música em toda a programação, mas vai ter informação também.
20:45Tá bom?
20:46Fica tranquilo aí, ô Patrick.
20:47Você ligou para o SAC 98.
20:50Se você quer escutar o Paulo Leite Bistola Tecle 1.
20:54Mas se você quer falar com algum de nossos atendentes, é só continuar na linha.
20:59Noventa e oito talks.
21:16De volta com o Noventa e oito talks, no seu segundo bloco, 19 horas e 24 minutos.
21:25Na mesa operadora de vídeo está ele, Teufir Júnior.
21:29A supervisão de vídeo é de Rafael Ribeiro.
21:31A produção do Noventa e oito talks é do jornalista Eric Funes.
21:34Ao meu lado, na mesa operadora de som, aqui na Noventa e oito, está Lil.
21:38Mas hoje tem um aprendiz, o Giovanni, que está aí atento para aprender os movimentos da mesa de som.
21:43Então, lá na mesa operadora da Noventa e oito News, vocês não sabem, mas ele fica com um bloquinho na mão, anotando tudo o que eu falo para depois discutir comigo.
21:51É, Rodrigo Beleza.
21:52E toda a equipe técnica e jornalismo da Rede Mais e da Rede Noventa e oito nos auxiliando nesse nosso Noventa e oito talks.
22:02Com expertise em contabilidade, consultoria fiscal, gestão empresarial, a Previsa é muito mais do que uma prestadora de serviço.
22:08A Previsa é uma parceira na construção de empresas sólidas, bem-sucedidas, de rotinas trabalhistas até consultoria tributária.
22:18A Previsa entrega soluções que vão além dos números, que fazem o futuro da sua empresa.
22:24Na Previsa, a união da tradição, são mais de 45 anos, junto com a inovação, que é constante, para entregar soluções para impulsionar o sucesso do seu empreendimento.
22:35Acesse previsa.com.br e impulsione o sucesso da sua empresa.
22:41Ele estava aqui, mas parece que estava gripado, estava usando uma máscara, ou já tirou a máscara.
22:46Já está sem máscara, mas está em casa ainda, descansando, recuperando-se, ganhando energia para a luta do dia a dia.
22:54Lucas Rage, boa noite, prazer falar com você.
22:59Seu microfone está fechado.
23:02Cadê o seu microfone?
23:03Agora fale, agora fale, agora fale, fale.
23:08Tudo bem?
23:09Tudo bem, e você? Tudo em paz?
23:11Estamos aí, recuperantes de Madrid, sempre bom participar do Talks, sempre bom estar aqui com vocês.
23:16Bora debater os principais temas.
23:18Ô Paulo, interessante conversa com o Cleber aí, estava acompanhando de perto aqui, essa história da regulamentação das mútuas, das associações de proteção veicular.
23:28Você esteve no Rio, né, para debater o tema, semana passada, é importante para a população, hein?
23:33É, eu tenho acompanhado muito, desde aí da Brasília, quando se debateu pela primeira vez, agora também no Rio de Janeiro,
23:39e eu acho que é importante as pessoas entenderem a segurança que tem, quando você tem, por exemplo, a SUSEP como órgão, órgão regulador,
23:47que dá a garantia, tanto para a associação que presta o serviço, para a associação mútua,
23:53como para aquele que se utiliza dos serviços.
23:56Às vezes a gente, e eu sou muito crítico do excesso de leis, da confusão que as leis fazem na nossa vida,
24:03mas leis, se bem aplicadas, se bem discutidas, se eficientes, elas trazem uma segurança maior para a sua vida.
24:11Por isso é bom discutir com muita intensidade essa lei.
24:15Mas eu queria fazer uma observação, Luquinhas, bota a imagem do Lucas aí dividindo o quadro comigo,
24:19que belo relógio, aqueles relógios que despertam a cada 15 minutos, fazem um sinal sonoro,
24:26belo relógio, sabe?
24:27Eu tenho uma paixão.
24:28Relógio de parede, né, Paulo?
24:29Tem muita gente aí, os novinhos que acompanham o palco.
24:31Não conhecem.
24:32É, não conhecem o relógio de parede.
24:33Para quem está no rádio, a gente descreve.
24:36Aqui, à minha esquerda, um relógio de parede antigo, esse relógio, Paulo,
24:39daqui a uns 80 anos, meu avô comprou com um caixeiro viajante.
24:44Olha!
24:45Lá no sul de Minas, para ir do Itajubá,
24:47eu acho que Carmo do Cajuru, como a gente comprou ele.
24:51Carmo da Cachoeira.
24:52Carmo da Cachoeira.
24:53A terra de Figueroa, exatamente.
24:56A terra de Figueroa.
24:57E esses relógios, eu sou apaixonado com esses relógios de parede.
25:00Muito bonito esse relógio.
25:01Só para a gente completar.
25:02Estão um pouco fora do nosso tema aqui.
25:05Mas vamos lá, então.
25:06Toda semana a gente fica mais ajustada mesmo.
25:07Vamos falar aqui da nossa briga de agora,
25:10porque a Justiça Federal determinou que o governo federal
25:14mantenha em pleno funcionamento os radares das rodovias federais,
25:19que pararam de operar neste mês por falta de recurso.
25:23É isso mesmo.
25:254 mil pontos em 45 mil quilômetros de rodovias federais
25:30estão abandonados da fiscalização eletrônica.
25:32O DENIT precisava de 364 milhões de reais para manter os radares em 2025.
25:40Mas o orçamento destinou apenas 45 milhões, ou 43 milhões de reais.
25:48A decisão vem da juíza Diana Vanderlei, da 5ª Vara Federal em Brasília.
25:53Eu sou inimigo público dos radares.
25:57Mas não porque acho que os radares atormentam a minha vida.
26:01Porque há sim uma indústria de operação dos radares no Brasil
26:06que colocam radares em pontos onde há maior poder de arrecadação.
26:12E eu imaginava que quando você tem pontos de arrecadação,
26:16com poder de arrecadação que são os radares,
26:19esse dinheiro era utilizado para manutenção dos mesmos.
26:23Então eu até arrefecia um pouco a minha ira contra os radares,
26:26porque falava, bom, multou, pelo menos esse dinheiro serve para manter o radar.
26:29Em alguns pontos, os radares garantem a segurança das pessoas.
26:34Mas em alguns pontos, eles estão lá para fazer a máquina tilintar
26:37com os reais que vão caindo nos cofres públicos.
26:41O que você acha desse desleixo de ter radar e não operar o radar?
26:47O Paulo traz aqui um relato de cadeira.
26:49Eu já viajei com vossa excelência.
26:51O senhor é um verdadeiro pé de chumbo, né, Paulo Leite?
26:53Não é à toa que você não gosta de radar.
26:55Não, não, não faz.
26:56Estou brincando.
26:59Mas, Paulo, esse ponto, a gente já discutiu isso aqui no Talks outras vezes,
27:03esse ponto do maior índice de infrações,
27:05aquele ponto, o radar fica posto onde ele arrecada mais,
27:09ele arrecada mais porque as pessoas não estão respeitando as leis de trânsito.
27:14O problema está posto quando ele é mal sinalizado.
27:17Aí sim a gente vê o problema.
27:18Agora eu vou trazer mais números para a sua manchete aí, Paulo.
27:21Sabe quanto o governo federal arrecada por ano com radares?
27:25Não.
27:25Um bilhão de reais.
27:27E não tem 300...
27:28Sabe quanto mês de um bilhão vai para o cofre do governo federal?
27:31600 milhões de reais.
27:3440 milhões previstos para esse ano representam 12% do orçamento para os radares,
27:40para a manutenção desses radares.
27:42Para onde está aí o resto dessa grana, Paulo?
27:43Essa que é a pergunta.
27:44Primeiro, quanto que arrecada 1 bilhão?
27:47O custo dos radares...
27:49O custo do radar, 364 milhões.
27:52Mas do 1 bilhão, quanto é que fica na mão do governo?
27:56600 milhões na mão do governo federal.
27:58E os outros 400 milhões vão para onde?
28:01Bom, para as concessionárias, para as empresas que fazem a gestão desses equipamentos.
28:06Ah, aí é que está o pulo do gato, meu caro amigo.
28:09Essas empresas são sócias do radar em 40%.
28:12Eu esperei você desenvolver o raciocínio, porque aí é que eu pego a briga.
28:17A minha briga está sempre aí.
28:19Se você é a empresa que explora o radar,
28:22e se você é remunerado por parte da arrecadação do radar,
28:26você vai colocar o radar onde volta mais.
28:29É lógico.
28:31Isso é uma lógica que me incomoda.
28:34As empresas deveriam ser remuneradas pela manutenção com custo fixo.
28:39Quanto custo manter o radar?
28:40X? Paga X. Pronto.
28:43Não tem que ficar dando proporção daquilo que é arrecadado por multa.
28:48Agora, se você...
28:49Diga.
28:50Você faz parte do pressuposto que o radar está multando o motorista?
28:53A revelia do motorista.
28:55Esse radar não está piscando à toa, não está piscando de graça.
28:58Ele está piscando quando o motorista não respeita o limite de velocidade
29:01ou a mão de uma proposta pelo radar, o avanço de sinal.
29:04O senhor lá colocou o problema.
29:05Eu entendo a colocação da questão de alguns radares mal colocados.
29:08Mas acho que a sua fala dá a entender que o radar funciona sozinho.
29:13O radar está operando ali e vão sair multando todo mundo aí e vão arrecadar a moçã, arrecadatória.
29:18Não, o que eu digo...
29:18Eu acho que em parte essa história não é verdadeira.
29:21Não, deixa eu só pontuar aqui.
29:23Você desvirtuou.
29:24Você se apropriou da minha fala e transformou do jeito que você quis entender.
29:28Eu disse o seguinte, as empresas que colocam radares, elas de maneira peculiar,
29:34estou colocando entre aspas o peculiar para não ser agressivo,
29:38colocam radares em locais onde o volume de arrecadação pela facilidade da infração é maior.
29:45Por exemplo, você vem numa reta, numa reta onde você tem sinalização do início da reta de 110.
29:53De repente, ao final dessa reta tem uma leve curva, que você poderia fazê-la a 100.
29:59O radar vira 80.
30:03Ali é um ponto maldoso de colocação do radar.
30:06Um ponto arrecadatório.
30:09Vou ser mais explícito para a Vossa Excelência, então.
30:12Vou dar o trajeto claro, explícito.
30:16Daqui ao Rio de Janeiro, você passa por Santos Dumont.
30:19Logo depois de Santos Dumont, tem uma cidadezinha pequena,
30:22onde nasceu o próprio Alberto Santos Dumont, chamada Eubank da Câmara.
30:28De lá de Eubank.
30:29Do lado de...
30:30Na reta de Eubank da Câmara, existem radares numa rodovia federal,
30:36autuando a 30 km por hora.
30:38Aí você diz assim, você pergunta ao DENIT por quê?
30:43Ou à concessionária por quê?
30:44Ah, não.
30:45Porque aqui existe a travessia de pedestres.
30:49Ora, se existe a travessia de pedestres, não é radar que você tem que colocar.
30:55Você tem que colocar a passarela, passagem subterrânea, da segurança.
30:59Se existe a travessia de pedestres, você não coloca um radar para diminuir a velocidade
31:07dos carros, porque os pedestres vão atravessar a rodovia.
31:12Quer dizer, você entendeu como você mascara o problema?
31:16É que nem o tal do quebra-mola.
31:19Ora, se existe um quebra-mola, porque ali corre-se o risco, diminua-se o risco.
31:25E não coloca-se um quebra-mola.
31:27Mas o raciocínio é elementar, o raciocínio simples.
31:31Aliás, quebra-mola é uma jabuticaba, é produto de brasileiro.
31:33O brasileiro que inventou essa porcaria.
31:36Então, ao invés de você chegar e trabalhar com a lógica de que ali existe o risco,
31:40eu vou mitigar o risco, não, eu ponho o quebra-mola.
31:43Eu não discuto mais nada.
31:44Ô Paulo, vou trazer mais uma contradição nessa história dos radares.
31:49A desativação desses radares, ela aconteceu em 2019,
31:54a época do governo do então presidente Jair Bolsonaro.
31:57Sim.
31:58O pedido de religamento dos radares foi feito pelo senador Fabiano Contarato.
32:05Fabiano Contarato, para quem não sabe, é o senador do PT, do Espírito Santo.
32:10Então, você tem que ver que o PT, a atual situação, se opunha à proposta de radares
32:17desligados nas rodovias federais.
32:19Eu lembro, a gente falou disso na época.
32:20Sim.
32:21Em 2019, dentro do momento de Bolsonaro, desativar os radares.
32:25A juíza apontou essa contradição e eu concordo com ela.
32:28Por que o governo Lula agora, a situação, não reliveu esses equipamentos,
32:32sendo que recebe a recada mais que o dobro com as infrações dos equipamentos?
32:37E por que, além disso, se você arrecada um bi, por que você não destinou os 364 milhões
32:45e só 43 milhões?
32:48Eu não estou nem entrando mais na discussão dos radares, da eficácia, da indústria de multas.
32:53Não, esquece, deixa lá.
32:55Deixa que os radares aconteçam e que a gente, como motorista, aprenda a conviver com eles.
32:59Vamos lá, vamos nesse princípio, então.
33:00Então, os radares custam 364 milhões, o governo arrecada 1 bilhão e não destina
33:09364 milhões para a manutenção dos mesmos.
33:14Então, há desvio desse dinheiro.
33:15Entenderam qual é a lógica?
33:18Por que eu acho que tem que ter coerência nas ações ou nas atitudes, para o bem e para o mal?
33:23Porque se eu sou governo e desligo os radares ou não dou, não destino a verba suficiente
33:31para a manutenção dos mesmos, mas quando eu sou oposição, eu brigo para que esses
33:36radares sejam mantidos, há uma enorme contradição nessa brincadeira.
33:41Essa contradição tem que ser sanada, por isso a juíza aponta essa contradição, com
33:45muita propriedade.
33:46Aliás, o atual governo federal é um governo repleto de contradições.
33:52Mas vamos mudar de tema, porque os radares estão aí e tomara que eles voltem a funcionar
33:57então e que o governo tenha a vergonha de arrecadando 1 bilhão de reais destinar os
34:02364 milhões para a manutenção dos mesmos.
34:06Alexandre Calil esteve hoje pela manhã aqui na Rede 98, esteve na 98 News.
34:12Eu estava logo cedinho aqui, encontrei Calil, conversei com ele, até tem uma coluna
34:17minha que relata a entrevista que ele deu aos jornalistas Guilherme Ibrahim e Laura Couto
34:22no Start da 98 News.
34:25Ele falou sobre vários temas, inclusive abordou a questão que está sendo discutida, que é
34:31a verticalização da cidade.
34:35ele contesta a verticalização e diz que nós estamos usando o Dubai como exemplo.
34:44Vamos ouvir o que disse o Calil.
34:46É muito bom você falar depois, opa, peraí que isso aí não é bem assim.
34:51Nós estamos falando de uma cidade que foi planejada, né?
34:55Nós estamos falando de uma Dubai que eles estão entrando para dentro do mar, para ocupar
35:01o mar, para ocupar a terra que eles têm.
35:03Então, eu acho que um pouco de polícia na rua, um pouco de mais polícia militar e
35:12fazer mais convênios com a polícia militar, um pouco mais de segurança, limpeza e altura
35:19de prédio a gente deixa para depois e altura de prédio a gente mexe com estrutura, né?
35:26Não é com...
35:27O problema não é o prédio de 50 andares, não, porque isso hoje na tecnologia da construção
35:32civil é coisa à toa de fazer.
35:35Mas o problema é o que vai ter que andar embaixo para não acontecer o Nova Lima 2, Nova Lima
35:403, Nova Lima 4, que eu considero tragédia 1, tragédia 2, tragédia 3, tragédia 4.
35:47Está aí a fala de Calil falando sobre Belo Horizonte e também comentou sobre uma condenação
35:53que tem por improbidade administrativa dolosa.
35:57A alegação principal é descumprir uma ordem referente à Associação Comunitária do
36:03Bairro Mangabeiras.
36:05Vamos ouvir, Calil.
36:05É porque não foi retirada uma cancela de uma rua e, pasmem, na pandemia.
36:15Belo Horizonte está fechado, viu, gente?
36:16Se olhar a data da condenação, Belo Horizonte estava fechada.
36:22Eu estava indo quase porque é louco.
36:26E essa cancela está lá desde 2004.
36:32E ela foi retirada há três semanas atrás.
36:40Então, eu não vou responder um trintombo com uma barbaridade dessa.
36:44Eu vou falar assim, é uma cancela que está colocada no mesmo lugar desde 2004 e que por
36:50ela passaram o mandato do Fernando Pimentel, dois mandatos do Márcio Lacerda,
36:56dois mandatos do Alexandre Calil, um mandato e meio do Alexandre Calil, mas meio mandato
37:01do FUAD e agora é que foi tirada.
37:06E o único que tem improbidade por não tirar uma cancela sou eu.
37:13Calil está falando de uma condenação que tem porque, segundo a condenação, ele teria
37:18que pagar R$ 100 mil em danos morais coletivos, um valor que será corrigido por juros e está
37:23proibido de receber benefícios, incentivos fiscais ou de crédito do poder público de
37:27forma direta ou indireta por cinco anos.
37:31Mas Calil falou também de política.
37:33Nós não fizemos o recorte, mas rapidamente o que ele falou sobre política.
37:36Ele falou sobre uma pesquisa, pesquisa que divulgamos ontem, da Real Time Big Data.
37:41Ontem nós não estávamos aqui na 98 porque teve a jornada esportiva, o jogo do Cruzeiro contra
37:46o Mirassol.
37:48Mas ele falou sobre essa pesquisa que o traz com 27% da intenção de votos.
37:56E ele disse, bom, há muito tempo fora, eu com 27% de intenção de votos sou credenciado
38:02a disputar o governo de Minas Gerais.
38:05E falou que as disputas daqui para frente são com quem fez e quem não fez.
38:10E aí usou o estilo Calil.
38:12Eu fiz pelo Atlético, eu fiz por Belo Horizonte, posso fazer por qualquer lugar.
38:15Foi a fala dele, estou abrindo aspas, para a fala de Calil.
38:19A entrevista de Calil na íntegra você pode acompanhar no site da Rede 98, rede98.com.br.
38:26Olha, a fala do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, do Republicanos, mexeu com o mercado
38:32financeiro no dia de hoje.
38:35Caiu como bomba a fala feita ontem.
38:37Ele disse que trabalha com foco na gestão do Estado e que não gasta o seu tempo pensando
38:43em candidatura à presidência da República no ano que vem.
38:47Ele disse que quer focar em fazer um bom trabalho e ajudar quem virá, quem será o candidato
38:54do campo da direita para as eleições de 2026.
38:58Essa fala foi destinada a investidores em São Paulo e ele salientou que pensar num projeto
39:05de país é mais importante do que pensar numa candidatura de centro-direita ou de direita.
39:13Os mercados reagiram, viu, Lucas?
39:14Os mercados saíram um pouco do sério nessa conversa aí.
39:18Inclusive, hoje, os indicadores, além de tudo que está essa confusão da decisão de
39:24Dino e outras questões, os indicadores do mercado deram uma oscilada bastante acentuada.
39:32E há quem diga, e eu estou trazendo aqui uma informação de bastidores para você comentar,
39:36que deve sair uma pesquisa amanhã, provavelmente divulgada pela Genial, eu não estou afirmando,
39:41isso é conversa de bastidor.
39:43Estou aqui colocando a conversa de bastidor para a gente discutir.
39:45Que essa pesquisa da Genial, que deve ser divulgada amanhã, traz, com essa desistência,
39:52essa decisão de desistência de Tarciso, traz aí um aumento da vantagem de Lula na disputa.
39:57Como é que você vê isso?
40:00O movimento natural, Paulo.
40:03A candidatura, o lançamento da pré-candidatura do Zema no fim de semana não mostrou a que veio,
40:09não teve a tração que o próprio governador esperava,
40:12não teve a repercussão que o próprio governador esperava,
40:15ele vai ter que lutar muito ainda para subir essa colina, que é a eleição de 2026.
40:19Tarciso era visto, de fato, como o nome, por boa parte do mercado,
40:23como alternativa a Jair Bolsonaro nas eleições.
40:27Quando Tarciso crava cada vez mais seu pé no governo do estado de São Paulo,
40:30e ele está certo ao fazê-lo, você já falou disso aqui algumas vezes,
40:34ele gera um cenário de incerteza na disputa política de 2026.
40:38Se Bolsonaro não consegue se tornar elegível e Tarciso não compete,
40:43a situação fica muito mais fácil para o Lula.
40:47Eu estou vendo aqui nessa pesquisa, eu estou até tentando abrir aqui a informação que foi passada,
40:54porque diz aqui que a sondagem foi contratada pelo sistema financeiro
41:00e por órgãos da mídia, e de acordo com essas informações aí que estão circulando em Brasília e em São Paulo,
41:10esse levantamento sinalizaria o fortalecimento expressivo da presença de Lula.
41:16É contraditório isso, porque a Folha de São Paulo está com uma pesquisa que saiu também na sexta ou na segunda-feira,
41:21se não me engano saiu ontem, segunda-feira,
41:23que fala da queda de popularidade de Lula.
41:27Lula está perdendo popularidade, até porque, acho que 40% ou 35% dos brasileiros
41:34acham que a responsabilidade do tarifácio do governo americano vem por conta das falas de Lula.
41:42Só 21% atribuem a Jair Bolsonaro e 17% a Eduardo Bolsonaro.
41:48Isso é uma pesquisa do Datafolha.
41:49Só que eu acho que a gente está discutindo a eleição de maneira muito precoce, Lucas.
41:55O que você acha?
41:58Ô Paulo, eu predico em você, que pesquisa é fotografia de momento.
42:02A gente está tendo um cenário político muito turbulento.
42:05A gente teve aí, em 15 dias, uma guerra tarifária forte com os Estados Unidos,
42:14com novidades envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro,
42:18inclusive com os da prisão domiciliar,
42:20um protesto do Congresso Nacional que levou a obstrução de trabalhos na casa por 48 horas.
42:25De lá para cá, se você fizer três pesquisas, você vai ter três resultados diferentes.
42:30No começo do tarifácio de Trump, antes dele ser implementado,
42:33Lula estava por cima.
42:35As pesquisas indicavam que o tarifácio tinha colocado Lula em uma situação positiva,
42:40porque os olhares estavam todos voltados para a família Bolsonaro.
42:43passados os dias, as semanas, e nada feito por parte da equipe econômica de viadade,
42:50a popularidade de Lula foi caindo.
42:51E hoje, como você bem disse, o Lula é considerado por grande parte dos entrevistados
42:55como um dos culpados pelo tarifácio.
42:58Então, acho que assim, se na segunda-feira que vem fizermos uma nova pesquisa,
43:03teremos um outro retrato.
43:04É muito difícil analisar a temperatura do eleitor nesse momento,
43:10porque tem muita coisa acontecendo ao mesmo tempo.
43:12Mas é lógico que é interessante acompanhar esse vai e vem,
43:16essa maré eleitoral que a gente tem para 2026.
43:19O que o tarifácio faz hoje, ao se reafirmar como um candidato à reeleição em São Paulo,
43:25é significativo, porque não é de hoje que ele vem falar que não tem interesse na presidência,
43:30mas hoje, finalmente, ele fala que tem esse interesse em brigar pelo governo de São Paulo.
43:34Ele segue acenando, né, Paulo?
43:36Segue acenando com a base bolsonarista.
43:39Falou hoje no evento de policiais, né, na aposta de novos policiais em São Paulo,
43:44que o lugar de vagabundo não é na rua, é na cadeia.
43:47Tem que estipar o PT, tem que acabar realmente com essa farra do PT.
43:54Então, ele não abandonou de mesmo o discurso.
43:58Quem sabe lá na frente não muda de ideia, o tarifácio.
44:00Nesse momento, sim, é mais interessante que ele olhe para São Paulo.
44:03O tarifácio está fazendo conta.
44:05Está fazendo conta.
44:06Primeiro, todos os candidatos da centro-direita ou direita vão ter o discurso do antipetismo.
44:12O petismo está, mais uma vez, sendo colocado à prova.
44:16E não tem um bom desempenho mesmo, não.
44:20Aliás, as gestões do PT são sempre muito ruins.
44:24Depois que o PT sai, vira a terra arrasada.
44:26É difícil você ver, eu não vi até hoje nenhuma gestão do PT que tenha sido tão profícua no sentido de transformar qualquer ambiente.
44:35Ah, mas você vai falar do Lula 1, o mandato do Lula 1.
44:37O mandato do Lula 1, ele pegou maré mansa.
44:40Pegou alta de commodities, pegou mercado internacional em crescimento, o Brasil ajustado em contas.
44:47Quando você pega o segundo mandato de Lula, as coisas já não vão tão bem.
44:53No primeiro mandato de Dilma, de escamba, na metade do segundo mandato de Dilma, antes de ser impeachada, sofreu impeachment,
45:03aí, então, o Brasil vai quase a bancarrota ali.
45:06Então, as gestões do PT não são gestões bem-sucedidas.
45:12Depois que elas saem, cresce mesmo o movimento do antipetismo.
45:16Particularmente porque o PT promete questões sociais e não resolve, promete resolver as questões sociais e não resolve.
45:24E tem uma visão de economia absolutamente vencida.
45:29Essa visão do nós contra eles na economia, essa aceleração do nós contra eles, não só na economia,
45:35em todos os segmentos.
45:37O PT adora transformar os que não pensam como eles em inimigos a serem extirpados.
45:44A direita radical também pensa assim, é o mal dos dois.
45:47Eu já falei aqui, sofrem do processo da simetria.
45:52Mas, a gente tem que lembrar que esse discurso vai estar presente para todos os candidatos da senha de direita e da direita.
46:00Agora, Tarcínio faz conta, Lucas, vem cá.
46:02Vou lá, Lucas Raj, governador de São Paulo, pode ser reeleito com o pé nas costas.
46:08Faz uma gestão extremamente bem aprovada.
46:10Será reeleito de qualquer maneira.
46:13Aí esse governador sai da gestão do Estado, que é o segundo maior orçamento da América do Sul.
46:20O primeiro é o Brasil, o segundo é São Paulo.
46:23Sem problemas.
46:24Já conduzindo a economia, os projetos sociais, o desenvolvimento de maneira adequada.
46:29Aí ele vai e sai para ir para o mandato de presidente da República com o Congresso Nacional, que é uma colcha de retalhos.
46:39Eu, sinceramente, não vejo que ele faria isso com tranquilidade.
46:42Vou lembrar também, Tarcínio tem 50 anos.
46:46Tarcínio de Freitas tem 50 anos.
46:47É novo no processo, é novo no arco político.
46:50É, se ele pensar no jogo longo, se ele pensar no longo prazo, faz uma segunda gestão à frente de São Paulo e lá na frente ele tenta alguma coisa.
47:032030, se não me engano, ele é a próxima eleição presidencial.
47:07É, 26-30.
47:08Ele entra no páreo com 58 anos, com 60 anos.
47:14Então, assim, realmente, por isso que está, Tarcínio de Freitas tem alguma coisa nesse momento.
47:17Para ele, não, não, não seria vantajoso, não.
47:21Olha, eu quero terminar com uma notícia que me preocupa muito, porque o governo Lula pretende enviar nos próximos dias ao Congresso Nacional um projeto de lei que regula a atuação das big techs no Brasil.
47:31Os big techs são essas grandes empresas de tecnologia.
47:35O texto discutido na última semana determina a criação da Agência Nacional de Proteção de Dados e Serviços Digitais, uma estrutura reguladora que teria o poder de fiscalizar e de sancionar empresas.
47:48Uma das possibilidades incluídas no projeto, abro aspas, para você prestar atenção no que eu estou falando.
47:55Aliás, vou botar um asterisco para ficar em negrito.
47:57É a suspensão provisória dos serviços por até dois meses sem a obrigatoriedade de uma decisão judicial.
48:08O que você acha disso, Lucas?
48:12Paulo, a gente pode ter que tomar cuidado para não ser pego pela manchete.
48:16A gente falando em regulação das redes sociais, a gente falando em censura, com esses versos.
48:22Eu acho que tem que passar pelo Congresso Nacional e entender a linha fina dessas propostas sobre proteção de dados.
48:29A gente tem que reforçar que a gente já tem o marco civil da internet, a gente já tem a lei geral de proteção de dados.
48:35E já vê essa sobre isso.
48:36Então, o que ele quer dizer quando ele propõe uma coisa que, nas palavras, pelo menos, é muito semelhante.
48:43Você falando em proteção de dados.
48:44E como é que vai funcionar essas sanções das empresas de tecnologia no Brasil?
48:47Esse assunto voltou à tona no Congresso essa semana com as denúncias do Felca,
48:54daquele influência do YouTube, que jogou no ventilador.
48:58Ele falou, olha, as coisas estão sendo freadas quando se envolve jovens, adolescentes, crianças e o uso da internet.
49:05Quem vai ser responsabilizado por esse conteúdo?
49:07Como é que a gente consegue regular, ou, na verdade, a gente consegue mediar a postagem desses conteúdos nas redes sociais?
49:16Acho que entender um pouco esse termo, então, tem que contar não, não só no Brasil, Paulo.
49:20Olha a situação do TikTok nos Estados Unidos.
49:23Você tem que entender, realmente, até onde vai esse buraco.
49:25Agora, sim, se você operar na maldade, aquele textinho com a linha fina pode acabar ocasionando uma situação pior para os usuários das redes sociais do Brasil.
49:34Gui.
49:34Eu tenho que terminar o programa porque está na hora.
49:37Eu tenho muito medo.
49:38Isso para mim chama censura.
49:39Vamos fazer um comitê que a gente não sabe quem é para dizer o que vai fazer, com quem ele, esse comitê, considera inimigo ou que esteja agindo errado.
49:47Não que eu não ache que tenha que se discutir a questão da proteção de crianças e adolescentes,
49:51mas só discutir a questão das crianças e adolescentes.
49:54Não estender essa discussão para poder criar comitês, comitês de censura, comitês autoritários que comecem a intervir nas mídias sociais no Brasil.
50:04Boa noite, Lucas.
50:05Muito obrigado por estar aqui com a gente.
50:07Descanse aí, tranquilo.
50:08Do novo.
50:08Grande abraço.
50:09Obrigado.
50:10Para quem está na Rede Mais Afiliada Record nos acompanhando, vem aí o Jornal da Record.
50:13Para quem está nos canais da Rede 98, fique agora com o 98 Esportes, segunda edição.
50:17Grande abraço e até amanhã.
50:19Termina aqui na Rede 98 98 Talks.
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