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  • há 4 meses

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Transcrição
00:00No Instituto de Medicina Legal do Recife, os parentes muito abalados e com medo preferiram não gravar entrevista.
00:07Eles liberaram o corpo de Maísa Batista de Moura de Souza, de 24 anos.
00:13A jovem natural de Tracunhaim estava morando em Paulista há quatro anos, com a mãe e dois filhos.
00:20Na noite do sábado, ela saiu de casa sem dizer para onde iria.
00:24O corpo foi achado no dia seguinte por pescadores da comunidade São Pedro Pescador, do Janga.
00:30Estava boiando perto da faixa de areia.
00:33Ela tinha levado diversas facadas pelo corpo, no tórax, costas, pescoço e cabeça.
00:40Na bolsa dela, havia sete reais, o documento e um cartão de crédito.
00:45Somente o celular não foi achado.
00:47Perto do local, algumas garotas de programa trabalham durante a noite e madrugada.
00:52Mas ela não foi reconhecida por ninguém.
00:55A perícia também não encontrou sinais de abuso sexual.
00:58Maísa viveu por quatro anos um relacionamento bem conturbado, com um homem mais velho e casado.
01:04Para as amigas, ela dizia que sofria violência, não só parte dele, mas também da esposa e da filha do casal.
01:12Ela chegou a relatar que em um dos episódios apanhou dentro de casa, na presença dele.
01:17E o homem sequer a defendeu, mesmo quando já tinha se separado da primeira mulher.
01:23Maísa também dizia que não confiava nele nem nas mulheres.
01:28No ano passado, registrou um boletim de ocorrência.
01:31A polícia espera ouvir todas essas pessoas citadas.
01:34A nossa equipe teve acesso a uma conversa entre Maísa e uma amiga.
01:38Estava eu e ele dentro de casa, ele meteu o pé e saiu dentro de casa e deixou as duas entrar para me pegar.
01:44A casa não tinha nenhuma saída, não tinha nada não, um barraco.
01:48Abriu a porta e botou as duas para entrar e eu me lasquei todinha por culpa dele.
01:52Porque se eu tivesse ficado dentro de casa, foi que eu fui lá na Tabajara.
01:54Porque eu segurei a porta, ninguém entrou, ninguém saiu, ninguém teve...
01:57Se eu tivesse sustentado daquele jeito.
01:59Não tinha acontecido nada comigo não.
02:00Eu me lasquei todinha, tem uma tocha de cicatriz aqui nos meus braços.
02:03A bicha deu uma dentada no meu dedo e a unha ficou preta, caída, deu a mocha dos cachorros.
02:09Foi a maior p****.
02:10Aí dessa vez quem se lascou foi ele.
02:13Nas mensagens trocadas com a amiga, Maísa também disse não confiar no companheiro de quem tinha se separado.
02:20Eu tenho certeza que ele está ficando ligando, querendo se reaproximar.
02:24É para armar uma para mim.
02:25Eu tenho certeza.
02:27Eu juro, eu estou sentindo que esse bicho ia querer fazer alguma coisa no dia do meu aniversário.
02:31Porque eu não disse que ele foi no aniversário dele e está chegando o dia do meu, eu tenho certeza.
02:37Não amiga, atrás dele eu não vou mais não, porque aquele bicho ele é vingativo demais.
02:41Beleza, que ele errou da primeira vez, que eu vinguei agora ontem.
02:44Mas ele não vai querer saber isso não, ele vai querer lutar para lascar em cima de mim.
02:48Eu vou ficar de boa.
02:49Aí agora se eu for burra, muito otária, eu querer morrer mesmo, é que eu vá atrás dele quando ele me chamar.
02:55Eu tenho que estar perto de pessoas assim agora, se eu quiser sobreviver.
03:00Porque se eu não quiser, eu fico nessa que eu estou aqui, deitada numa cama, pensando se eu botar a cabeça no meio da rua, se é capaz de morrer.
03:06Porque eu também tenho que ter alguém do meu lado, porque ele tem uma favela inteira em peso.
03:09Tem Maranguap 2, tem a favela do V8 lá, que é onde a mãe dele, as irmãs dele, sobrinhos dele tudo moram.
03:15E eu, tenho nada.
03:16O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios de Paulista, que pretende ouvir todas as pessoas citadas por Maísa nos áudios.
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