00:00Era por volta das 11h30 da manhã, quando o pescador de 56 anos de idade, o Antônio Severino de Oliveira, foi executado com um único tiro na nuca.
00:13Segundo informações de familiares, o pescador estava conversando com um amigo em um curral de gado, quando o assassino chegou e acabou atirando.
00:24Ele morreu no local. A Maria Oliveira, irmã da vítima, está aqui. Maria, o assassino levou a carteira e o aparelho celular do seu irmão?
00:34Isso. Levou esses dois itens dele.
00:38E o que foi que o amigo disse a vocês? Na hora que a abordagem aconteceu, o assassino disse alguma coisa, além de pedir o celular e a carteira, ou não pediu?
00:49O amigo dele relata que essa pessoa chegou e pediu um cigarro a ele. Só que esse amigo dele disse que estava ajeitando os bichos na parte de baixo e só escutou, ele pediu um cigarro e o tiro, o disparo.
01:06Aí disse que saiu correndo para pedir ajuda.
01:07Um único disparo?
01:08Um único disparo. Mas não conheceu quem tinha sido, porque ele estava encapuzado.
01:13Apesar do aparelho celular e a carteira do seu irmão terem sido levados, vocês não acreditam que tenha sido um latrocínio, um assalto seguido de morte?
01:24Não, não foi assalto. Eu acho que não. Mas como ele era uma pessoa que não conversava, que era na dele, a gente não tem mais informação.
01:34Ele estava de moto?
01:36Ele ia de moto para o local.
01:38E a moto estava... Não, a moto e o capacete ficou do lado de fora do curral.
01:43Amiga, quando você chegou ou tomou conhecimento do que aconteceu, você chegou a ir ao local?
01:49Eu fui no local e ele estava completamente arriado no chão. Eu acho que ele não teve reação nenhuma. Eu acho que ele foi pego de surpresa mesmo.
01:58Tiro a queimar roupa?
02:01Um único tiro. Por trás, na nuca.
02:04Ele ia todos os dias ao curral, cuidar dos bichos?
02:08Eu acho que era três vezes ao dia, porque ele tinha muito cuidado com os bichos dele e as coisas dele. É bem organizado mesmo, o curral.
02:16Maria, e o Antônio de Oliveira, como ele era para vocês da família?
02:20Apesar dele ser ausente, assim, de nunca estar na casa da gente, ele demonstrava um afeto.
02:27Todo dia ele ligava, dando bom dia, boa tarde, boa noite.
02:30Ele não estava presente fisicamente, mas por telefone era todo dia, mensagem.
02:35Inclusive, 20, 30 minutos antes do ocorrido, ele estava conversando comigo pelo WhatsApp.
02:40Quando você olha as mensagens, a conversa que teve com o seu irmão, minutos antes dele ser executado, como é que fica?
02:50É muito dolorida, assim, porque como eu sou a caçula e eu era muito apegada a ele e ele também.
02:59A dor é grande.
03:00É, saber que não tem mais mensagem, que a gente poderia ter abraçado mais, se visto mais, apesar de morar perto, fica isso.
03:14O fato dele ser essa pessoa retraída, mais trancada, de não gostar de compartilhar agora, é como se vocês sentissem saudades do momento que não foi vivido.
03:27A gente já sentia muita saudade, né? A gente sempre relatava, mas ultimamente ele estava mais carinhoso, assim, ele mandava mais mensagem do que antes.
03:38E ele era uma pessoa, assim, que ele não demonstrava estar perto, mas por telefone ele sempre mandava mensagem.
03:44Se a gente estava sem mandar mensagem para ele, ele já ligava perguntando o que aconteceu, se estava bem.
03:51Às vezes ele chegava, assim, do nada na casa da gente.
03:55A surpresa, e ficava ali um pouquinho, já ia embora de volta, porque ele era muito apegado aos bichos dele que ele criava.
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