00:00Olha Ciro, aqui no cruzamento das ruas doutor Carlos Mavinier e essa daqui que é a conselheira Peretti, a gente encontra os sinais da violência.
00:08As marcas deixadas onde o homem acabou caído depois de correr bastante na tentativa de fugir dos moradores da comunidade que estavam revoltados com os assaltos que ele já tinha praticado.
00:22A informação é de que ele teria roubado jovens que tinham largado da escola e também de que ele estava de faca, andando por aqui por essas jadondezas.
00:32Quando os moradores viram que era ele o autor dos crimes, aí não deu outra. Os moradores se juntaram, fizeram o alarde e aí começou a correria.
00:42Inclusive, nas imagens de câmeras de segurança, é possível ver aí o momento em que todo mundo corre atrás dele e logo depois o momento que esse homem é espancado.
00:51Aqui ele ficou muito ensanguentado, muito machucado, até que a polícia militar foi acionada junto com os bombeiros para que ele fosse resgatado até o hospital da restauração, onde segue internado em estado grave.
01:03Aqui a gente encontrou alguns dos objetos que foram utilizados para agredir esse homem, um pedaço de pau.
01:10E claro, todo esse cenário acaba gerando uma revolta na população. Obviamente que dentro da legalidade não é correto fazer justiça com as próprias mãos.
01:22Duas, três horas, quatro horas da manhã, quase todos os dias tem gente aqui querendo arrombar a casa, levar bicicleta, arrombar carro, assalto aqui na rua.
01:30Então, isso aí, o que aconteceu aí com o rapaz, isso é a revolta da população.
01:34A gente veio agora para a rua Conselheiro Riba, gente. Também fica em Casa Amarela, onde os moradores estão extremamente preocupados com essa onda de violência.
01:42Por aqui, a preocupação maior é em relação às invasões a residências.
01:47Alguns até tentam levar portões, outros conseguem entrar em estabelecimentos comerciais, subtrair aquilo que é fácil para eles e que facilmente também vão trocar por drogas.
01:56E pior, ações que também acontecem durante o dia. Nessas imagens aí, vocês conseguem ver o criminoso pendurado num poste cortando o fio.
02:07É, meu amigo, não tem sossego, não tem paz. É uma violência desenfreada e os moradores, claro, reclamando, cobrando mais segurança.
02:15Eles pulam, roubam e fica por isso mesmo, porque aqui a gente não tem polícia.
02:19Eu moro aqui desde que nasci, né? Com 66 anos, nunca teve essa insegurança. Agora, a gente tem medo de sair de casa.
02:26Isso está acontecendo agora diariamente e fica a gente frustrado de sair de casa, preocupado, porque a violência está grande e não tem segurança na rua, né?
02:37Aí, olha o que me chamou a atenção por aqui. Tem esse caminhão que fica estacionado, aliás, o pessoal reclama muito porque tem bandido que se esconde atrás dele, fica dia e noite por aqui.
02:44Olha o que o dono fez. Colocou uma corrente, meu amigo. Uma corrente aqui para segurar a roda.
02:50Porque se não for assim, o pessoal disse que até roda é levada. Ou seja, a situação de fato está difícil.
02:56E tem algumas casas que estão fechadas. Os moradores já saíram, se mudaram, até por conta do medo da violência. Aqui é uma delas.
03:03Aí, o que foi que os moradores fizeram? Pediram autorização à proprietária, à dona, para poder fechar.
03:08Então, onde tinha o portão aqui, danaram o tijolo. Porque, na verdade, o portão já tinha sido levado.
03:14E, dessa forma, protege o imóvel até da invasão de outros criminosos ou que criminosos fiquem escondidos por aqui.
03:21Aí, tem um detalhe que chama a atenção. Tem uma moradora, dona Nilda.
03:25Dona Nilda Subalá, onde a senhora costuma ficar, para receber o pessoal.
03:29O que eu quero mostrar a senhora lá em cima.
03:31Ela, quando chegam chamando na casa dela, já é sabiada por conta da violência, por conta da criminalidade.
03:37Sabe o que ela faz? Não abre o portão, não. E olha que tem câmera de segurança, tem grampo, tem tudo.
03:42Ela construiu uma escada, como vocês conseguem ver.
03:45E, dali de cima, ela vê quem é que está antes de abrir o portão.
03:48Está certa. É o medo dessa insegurança.
03:51Quando toca, eu não vou abrir o portão.
03:53Aqui, eu assumo... Eles tomam até...
03:56Diga! Eles não esperam aqui, né?
03:58Aí, não, porque eu quero uma comidinha.
04:01Eu digo, ah, não tem no momento, tem não, viu?
04:03Aí, desce e vem embora.
04:04Aqui na rua Senador Soares Meireles, a situação também está bem difícil, gente.
04:09A gente tem imagens aí do momento em que o criminoso chegou a invadir um micro-ônibus,
04:13que fica estacionado na rua.
04:16É de um permissionário.
04:17Conseguiu catar ali toda a renda e foi embora numa ação rápida, ousada.
04:21E, claro, deixa o proprietário sem conseguir dormir durante a noite e madrugada.
04:26Só para que vocês tenham ideia, nessa mesma rua, no período de 40 dias, pouco mais de um mês,
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