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Nesta quarta-feira (23), o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) realiza mobilizações para cobrar ações do governo federal. O MST protesta nas unidades regionais do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Em São Paulo, militantes ocuparam a sede do órgão. A repórter Camila Yunes traz detalhes do assunto.

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00:00Agora a gente volta para o Brasil, 3 horas e 20 minutos.
00:05Hoje o dia é de mobilização dentro do movimento dos trabalhadores rurais sem terra
00:09para cobrar ações do governo federal.
00:12O MST está protestando nas unidades regionais do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária.
00:19E aqui em São Paulo, militantes ocupam neste momento a sede do INCRA.
00:24A Camila Iunes vai chegar agora ao vivo com a gente para trazer mais informações.
00:28Ela está na frente, inclusive, da sede do INCRA.
00:32Quais são as reivindicações do movimento? Camila, boa tarde.
00:38Oi, Márcia. Muito boa tarde para você, para o Bruno.
00:40Boa tarde a todos que nos acompanham aqui em tempo real.
00:44Márcia, a gente, como você disse, está aqui bem em frente à sede do INCRA
00:47que fica na região central de São Paulo, no bairro de Santa Cecília.
00:51São cerca de 300 militantes que estão aqui, segundo o próprio MST,
00:56essa ocupação que começou pela manhã.
00:58Márcia, as principais reivindicações, a principal delas, é com relação à celeridade na reforma agrária.
01:05Inclusive, tem várias faixas aqui com dizeres, cobrando o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva
01:11de uma celeridade nessa reforma agrária.
01:15Inclusive, o MST divulgou uma carta à sociedade brasileira no início dessa semana,
01:21pedindo justamente essa celeridade, cobrando o próprio Ministério do Desenvolvimento Agrário,
01:27falando em uma lentidão para que aconteça essa reforma agrária.
01:32Importante a gente ressaltar que essa ocupação não acontece só aqui na cidade de São Paulo,
01:38mas segundo o MST, em pelo menos outros 22 estados do Brasil.
01:43Porque acontece a Semana Camponesa, que é essa semana que eles cobram mais,
01:48de forma mais efetiva, o governo para essa celeridade na reforma agrária,
01:53que é uma grande demanda do MST.
01:56A gente procurou o Ministério do Desenvolvimento Agrário,
01:58que nos respondeu dizendo que tem dado andamento nessas demandas
02:03e que aguarda exatamente a pauta de reivindicações.
02:06E disse que a reforma agrária no Brasil retomou o ritmo dos dois primeiros anos do governo Lula.
02:12Então, esse é o posicionamento do Ministério.
02:15Uma última informação, antes de devolver para vocês aí nos nossos estúdios,
02:19os dirigentes do MST também estiveram essa semana em Brasília,
02:23estiveram hoje, melhor dizendo, em Brasília,
02:25conversaram com o presidente Lula e também com outros ministros,
02:31para tentar dar andamento nessa questão da reforma agrária.
02:37Eles também disseram que, além dessa temática da reforma agrária,
02:41eles falaram a respeito da taxação imposta pelos Estados Unidos,
02:45falando que o Brasil tem tido a soberania atacada.
02:48Então, eles também tiveram essa articulação nesse sentido.
02:51O MST faz essa provocação não só ao governo federal,
02:56mas também aos governos estaduais, Márcia e Bruno.
02:59Obrigada, Camila, pelas informações.
03:02Inclusive, a gente vai conversar sobre esse assunto com o Bruno Pinheiro,
03:05que está em Brasília e conta para a gente os bastidores dessa negociação do MST com o governo.
03:10Bruno.
03:12Existe uma exigência, viu, muito forte, muito firme ao governo Lula
03:16sobre essa reforma agrária.
03:18O ministro do Desenvolvimento Agrário chegou a falar que o governo estava comprando algumas áreas,
03:25queria, então, atender justamente o MST, esses movimentos sociais.
03:31Mas isso acabou ficando de lado.
03:33Foi um discurso que acabou sendo esvaziado nos últimos meses.
03:37E aí, o que está acontecendo?
03:39Em vários eventos, no evento do dia 1º de maio,
03:43evento de manifestações de sindicatos,
03:46o governo acabou vendo um impacto na realidade,
03:49quando esses apoiadores, esses representantes, não compareceram neste evento.
03:56A justificativa é uma falta de confiança no governo mesmo,
04:00que fez vários compromissos, mas que esses não foram honrados.
04:03Então, a gente vê essas imagens ao vivo,
04:05recuperadas, inclusive, ali em São Paulo,
04:08essa invasão ao INCRA.
04:09Eles começam o quê?
04:11Reivindicando, então, essa reforma agrária,
04:13a indicação de alguns nomes para o INCRA,
04:15para assumir a superintendência,
04:18porque isso seria muito melhor para esse relacionamento
04:21e não aguardar uma resposta que viesse diretamente lá do Palácio do Planalto.
04:26Mas a verdade é, o governo acabou colocando de lado essa reforma
04:31e já tem visto esse impacto direto.
04:34Qual é o impacto?
04:35Quando o governo vai lançar uma obra,
04:37vai lançar um evento, vai lançar alguma ação
04:40e vê que o evento está esvaziado.
04:42Nem mesmo os sindicalistas, nem mesmo essa equipe do Movimento Sem Terra
04:47está acreditando nesta fala do governo.
04:51Então, é necessário o governo, se quer continuar com esses aliados,
04:55atender essas demandas e evitar que essas invasões aconteçam,
04:58porque isso é ótimo para a oposição repercutir,
05:02dizendo que não existe segurança jurídica no governo Lula.
05:07Perfeito, Bruno.
05:08A gente vai comentar também esse assunto com os nossos analistas,
05:10a Ellen e o Durso, a gente vê que o próprio movimento
05:15já está também insatisfeito com a posição do governo.
05:18Não é isso, Ellen?
05:20Mais cedo eu dizia que, enquanto a direita não decide se quer,
05:24está ali meio numa divisão entre ser uma centro-direita
05:27ou abraçar-se mais ao bolsonarismo,
05:29e eu dizia, a esquerda está ali pacificada com o lulismo,
05:32mas médio pacificada.
05:33Vou fazer minha correção aqui.
05:35Porque existe, sim, dentro da esquerda,
05:38quem ache que o grande problema, o grande dilema da esquerda
05:42é não se radicalizar mais.
05:44E hoje a tensão que você vive dentro do governo federal,
05:49do Lula 3, é justamente uma tensão de uma ala que quer
05:53um discurso de institucionalidade mais pacífica
05:58e uma ala que acredita que, sem pressão,
06:02sem um maior radicalismo, não há avanços nas pautas.
06:06Mas eu acho que é curioso só trazer aqui,
06:0920 anos atrás, quando eu era uma foquinha começando no jornalismo,
06:13eu lembro que eu conversava com intelectuais importantes
06:15que apoiaram o MST,
06:17e 20 anos atrás eles diziam,
06:18hoje eu penso e acredito que temos que discutir
06:23se é necessário realmente uma grande reforma agrária no Brasil.
06:25Porque o perfil do Brasil mudou.
06:27O Brasil é urbano, né?
06:29Tem um país, tem boa parte do Brasil que é urbana.
06:32Então, ainda é uma pauta urgente.
06:35Então, há esse dilema hoje
06:37entre um discurso institucional pacificador
06:39e uma maior radicalização,
06:41mas o próprio MST enfrenta hoje
06:43um grande questionamento da sua existência,
06:47do quanto suas pautas ainda conversam com o Brasil de 2025.
06:51Durso, você concorda que há um esvaziamento de pautas
06:55em relação à esquerda e ao MST?
06:58E também tivemos aí a crítica da PL,
07:01que foi aprovada, que dizem que a PL da devastação,
07:04os de esquerda, que não concordam com ela.
07:07Qual a sua análise?
07:08Olha, eu concordo sim, Márcia.
07:09Até porque o MST era um braço muito forte da esquerda,
07:13sempre foi um grande apoiador
07:14e sempre teve as suas demandas também absorvidas pelos governos.
07:19Acontece que também o MST teve um desgaste grande à imagem
07:22por condutas de alguns membros invadindo terras frutíferas
07:26ou até exigindo mudanças por essas ocupações.
07:30Muitas vezes pode ler,
07:32leia-se a ocupação como invasão.
07:33E aí isso, inclusive, infla o debate
07:36e a crítica da direita a dizer
07:38que eles são tratados de forma diferente
07:40porque se a direita invade ou ocupa algum lugar,
07:43imediatamente chega a polícia, desocupa,
07:45toma as medidas judiciais
07:46e às vezes para a esquerda parece que o sinal acontece
07:48ou para condutas praticadas por membros do MST.
07:52E hoje é um exemplo.
07:54Essa união, essa denúncia
07:58ou essas exigências, essa greve,
08:01seja como for que eles quiserem chamar,
08:03poderia estar ocorrendo lá de fora.
08:05Não precisava ser dentro do INCRA.
08:07Porque quando eles ocupam,
08:08eles simplesmente fazem que ali o órgão não funcione,
08:10pare de funcionar.
08:11Ninguém pode entrar, ninguém pode trabalhar
08:12e assim por diante.
08:14Então muitas vezes pode ser lida como invasão.
08:16E isso tem que ser tratado como crime que é.
08:19Não é uma demanda,
08:21não é simplesmente ali uma manifestação
08:23que poderia ocorrer do lado de fora.
08:25Então essa forma desigual em muitos casos
08:29também infla o debate
08:31de como a direita e a esquerda
08:34muitas vezes são tratadas no país
08:36e mostra assim uma desunião da esquerda
08:38porque essa invasão é exatamente
08:41para pleitear mudanças
08:42do próprio governo de esquerda
08:44que é o governo Lula.
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