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A diretora-geral da Audible, Adriana Alcântara, comenta sobre a introdução da categoria de entretenimento em áudio e revela os gêneros mais consumidos no Brasil. Bruno Meyer conversa também com o fundador da Insider, Yuri Gricheno, sobre a parceria com a Rappi.

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00:00:00Olá, boa noite! Está no ar o Show Business, o mais tradicional talk show de negócios da TV brasileira.
00:00:07E no programa de hoje vamos receber Adriana Alcântara, diretora-geral da Audible,
00:00:13o serviço da Amazon que tem movimentado o entretenimento em áudio no país.
00:00:20Nós vamos receber também Yuri Gricheno, CEO da Insider,
00:00:24marca online que bateu mais de 400 bilhões de reais em vendas no ano passado.
00:00:31Eu sou Bruno Meier e seja muito bem-vindo ao Show Business que começa em instantes.
00:00:36Ela comanda uma companhia fundada nos Estados Unidos na década de 1990 e vendida depois para a Amazon.
00:00:57Aqui no Brasil, essa empresa tem mexido, levantado o entretenimento em áudio no país
00:01:05e esquentado um mercado que envolve desde narradores a técnicos.
00:01:12Nós vamos conversar neste bloco do Show Business com Adriana Alcântara,
00:01:17diretora-geral da Audible, o serviço de audiolivros, podcasts e outros conteúdos em áudio da Amazon.
00:01:25Adriana, obrigado pela presença aqui em nosso estúdio.
00:01:29Você tem ampla experiência quando a gente fala de audiovisual.
00:01:35Você já foi chefe de uma área da Apple, você já comandou uma área infantil da Warner
00:01:42e agora cuida de uma companhia que faz parte de uma gigante de tecnologia,
00:01:49aliás, uma das mais valiosas do mundo,
00:01:51mas focada não em vídeo, focada em áudio.
00:01:57O que mais chamou a sua atenção quando você recebeu o convite para liderar a companhia?
00:02:02Bom, primeiro de tudo, quero agradecer a oportunidade de estar aqui.
00:02:07Aprecio muito o teu programa, então estar aqui é um presente.
00:02:12Respondendo a tua pergunta, o que eu me perguntei é
00:02:15como é que vai ser o audiovisual sem o visual, né?
00:02:20E agora, o que me veio logo na cabeça é que eu comecei a minha trajetória como roteirista.
00:02:28Eu gosto muito de escrever.
00:02:30E aí, o escrever, ele é contar histórias, né?
00:02:33E eu acho que isso que os livros, na verdade, fazem, né?
00:02:37Eles contam histórias.
00:02:39Então, eu fui me conectar lá com o comecinho da minha carreira,
00:02:43quando eu fui roteirista.
00:02:45E foi uma surpresa, porque pela loucura do dia a dia,
00:02:50eu já estava numa dinâmica de ler muitos livros de autodesenvolvimento
00:02:54voltados para a profissão.
00:02:57E tinha largado um pouco a ficção, que a gente acaba despriorizando.
00:03:02Então, aceitei o convite com sorriso no rosto,
00:03:08uma oportunidade maravilhosa.
00:03:09Ainda mais quando você não está no começo de carreira,
00:03:13você ter essa oportunidade de liderar dentro de um outro segmento,
00:03:18é bastante raro, né?
00:03:20Então, tem sido uma jornada maravilhosa.
00:03:23E deixa eu chamar mais uma vez a atenção da nossa audiência
00:03:27sobre essa empresa, porque a Audible,
00:03:29ela foi fundada nos Estados Unidos por um jornalista.
00:03:32Você está falando que você era roteirista, né?
00:03:36Começou sua carreira como roteirista.
00:03:38Essa empresa foi fundada por um escritor e um jornalista
00:03:43e vendida depois para a Amazon de Jeff Bezos.
00:03:47Eu queria que você contasse, como boa roteirista,
00:03:50como nasceu essa empresa
00:03:52e o que você acha que chamou a atenção de Jeff Bezos
00:03:58para comprar essa companhia?
00:04:00Olha, esse jornalista adorava correr
00:04:03e você não consegue correr lendo um livro tradicional.
00:04:08Então, na época, a solução que ele teve
00:04:11foi escutar fitas, cassetes,
00:04:14e ele ficava extremamente incomodado
00:04:16que tinha que mudar o lado, né?
00:04:18E ele falou, nossa, eu preciso arrumar uma solução.
00:04:21E foi meio que nesse caminho
00:04:23que ele foi desenvolvendo
00:04:25e chegou-se no modelo que a gente tem hoje.
00:04:30O audiolivro, embora aqui no Brasil
00:04:33seja um segmento recente, né?
00:04:36Eu acho que a Audible chegou para desenvolver
00:04:38um catálogo em larga escala em português
00:04:41que não estava disponível para os brasileiros
00:04:43anteriormente, que pede investimento, enfim.
00:04:49E eu acho que o que ele viu foi isso.
00:04:51Era um segmento onde a Amazon ainda não atuava,
00:04:55com muitas sinergias dentro do grupo,
00:04:59como os próprios livros digitais,
00:05:01os livros físicos,
00:05:02que é um grande carro-chefe da Amazon,
00:05:06e faltava o áudio, né?
00:05:08Até porque toda a história da Amazon
00:05:10começa com o livro, né?
00:05:11Exatamente.
00:05:12Então fazia toda, tem uma sinergia ali
00:05:15extraordinária com a companhia
00:05:17que esse jornalista...
00:05:19Qual o nome dele?
00:05:20É...
00:05:21Don Ketz.
00:05:22Tá.
00:05:23É...
00:05:24Não, e sem dúvida também,
00:05:25acho que como um grande, né,
00:05:27empreendedor e com a visão que ele tem,
00:05:30você precisa dominar todos os formatos, né?
00:05:34E eu acho que é isso que a Amazon sempre fez, né?
00:05:37Foi olhar as oportunidades e, aos poucos,
00:05:39abrindo esses leques.
00:05:43Então, tendo a relevância que ela tem em livros,
00:05:47tanto digitais quanto físicos,
00:05:48o áudio era um passo muito importante.
00:05:52A áudio chegou no Brasil quando?
00:05:55Vamos fazer dois anos em outubro.
00:05:56Outubro de 23.
00:05:57Quer dizer, é uma entrada aí recente...
00:06:02Bastante.
00:06:03...no mercado brasileiro.
00:06:04Agora, a gente está falando essencialmente do mercado editorial,
00:06:09que tem grandes diferenças com o mercado americano.
00:06:13O mercado americano, o mercado editorial americano,
00:06:15é muito mais lucrativo, sempre foi, do que o mercado brasileiro.
00:06:21Simplesmente porque os americanos,
00:06:23e se você comparar, sobretudo, os franceses ou outros lugares,
00:06:27leem muito mais do que os brasileiros.
00:06:30Consequentemente, esse mercado ganha muito mais dinheiro.
00:06:33Como é que anda o mercado editorial no Brasil?
00:06:37As pessoas estão lendo menos?
00:06:40As pessoas estão lendo tanto quanto liam há 5, 10 anos atrás?
00:06:46Como está?
00:06:46Olha, de 2023 para 2024, a gente viu em pesquisas uma queda na leitura do modelo tradicional,
00:06:57do livro físico principalmente.
00:07:00Porém, eu acho que para contrabalançar esse número,
00:07:05a áudio tem muito a contribuir.
00:07:07Porque a gente vem desse...
00:07:09Porque a principal, na pesquisa, a principal razão para as pessoas não lerem tanto
00:07:15é a falta de tempo.
00:07:17Então, todo mundo gostaria de ler mais, mas não dá tempo.
00:07:20Isso é uma realidade brasileira ou é uma realidade de outros países também?
00:07:26Eu acho que no Brasil, como o audiolivro ainda não era totalmente disseminado
00:07:32e com os títulos mais relevantes disponíveis e etc.,
00:07:37no Brasil isso aparece em pesquisa.
00:07:39Se a gente olha para os Estados Unidos, países da Europa onde a áudio opera,
00:07:44o áudio já está disponível há muito tempo.
00:07:47Então, tanto no hábito quanto na disponibilidade do catálogo.
00:07:51Então, um dos desafios que a gente tem e que a gente comunica muito
00:07:55é aonde que a áudio, de uma certa maneira, amplia as horas do seu dia.
00:08:01Porque enquanto você está dirigindo no trânsito,
00:08:03você não pode estar lendo um livro tradicional.
00:08:05Mas você pode escutar um livro da áudio, quando você está correndo,
00:08:09quando você está passeando com um cachorro, quando você está cozinhando.
00:08:13Então, a gente amplia essas horas de contato com a literatura
00:08:18com possibilidades diferentes.
00:08:20E é ali que vocês querem ganhar espaço.
00:08:23Exato.
00:08:24Exato.
00:08:24Eu queria que você falasse para a nossa audiência
00:08:27como é a operação de vocês, como é o dia a dia de vocês
00:08:31e, principalmente, como é que vocês ganham dinheiro.
00:08:35Olha, a Audible é um serviço que tem uma assinatura, a R$19,90.
00:08:40Nós temos, e com isso você tem acesso a 150 mil livros
00:08:44e 4 mil livros em português,
00:08:47o que é o maior catálogo já visto no Brasil, na nossa língua.
00:08:52Nós temos, obviamente, para que as pessoas possam experimentar,
00:08:59a gente tem 30 dias grátis e 3 meses para quem é Prime.
00:09:05E a gente rentabiliza através dessa assinatura.
00:09:10Fora a assinatura, a gente tem alguns livros que são vendidos à la carte.
00:09:14Então, é uma complementação desse modelo.
00:09:18E, na operação, nós temos contrato com as grandes editoras,
00:09:22continuamos em velocidade normal, fechando novos contratos.
00:09:27Então, a gente começa das maiores e seguimos com todas as editoras possíveis.
00:09:32A nossa ideia é um dia ter, em áudio, na Audible,
00:09:36tudo que nós temos disponível em livro físico e livro digital dentro da Amazon.
00:09:44Então, esse é o nosso foco.
00:09:46Agora, até chegarmos lá, nós temos aí um caminho de produção,
00:09:53que não é um trabalho fácil.
00:09:55Para você ter uma referência, normalmente, 3 horas e meia e 4 horas num estúdio,
00:10:02rendem uma hora de finalizada.
00:10:05Isso é uma curiosidade que eu tenho.
00:10:07Como se faz um audiolivro?
00:10:10Então, você chega, você tem um livro ali físico, você vai para um estúdio.
00:10:17Nesse estúdio, então, repete essa informação que você falou?
00:10:20A cada 3 horas, 3 horas de gravação, vira uma hora editada.
00:10:25Então, por exemplo, um livro que tem 10 horas editado,
00:10:30que você olha ali o tempo de escuta de 10 horas,
00:10:33provavelmente ele ficou entre 30 e 40 horas para ser gravado.
00:10:38É óbvio que a gente também grava, no máximo, 4, 5 horas por dia,
00:10:43porque tem toda uma questão de voz.
00:10:45E a gente segue produzindo na mesma velocidade.
00:10:48Eu imagino, você falou de voz, né?
00:10:50Eu imagino que faz parte do cuidado de um bom audiolivro
00:10:56a voz do locutor e do narrador.
00:10:58Porque não pode colocar uma voz, sei lá, uma voz muito fina,
00:11:06uma voz que faz o ouvinte dormir, né?
00:11:11É igual você ter uma rádio, né?
00:11:13Você tem que ter um locutor que funcione, né?
00:11:15Que funcione, exatamente, não é?
00:11:17Não, isso para a gente é, assim, muito importante.
00:11:24E até a sinergia desses locutores com a própria obra que eles vão ler.
00:11:29Então, nós temos algumas obras que são lidas por celebridades, né?
00:11:34Então, a gente tem Maite Proença, Denise Fraga, o Lázaro Ramos.
00:11:42E dentro desse catálogo, a gente normalmente fez uma lista
00:11:47do que a gente queria fazer com narração de celebridades.
00:11:52e nós conversamos e falamos, tá aqui a lista, qual você escolheria?
00:11:57Porque a gente gosta que o talento tenha uma relação pessoal.
00:12:03Então, ele vai ler aquela obra com o olhar dele, com o carinho, com a dedicação.
00:12:08E tem até um fato engraçado, porque a Denise Fraga escolheu Orgulho e Preconceito, né?
00:12:13Ela falou, nossa, o livro é lindo, maravilhoso e tal.
00:12:16E aí, quando ela foi ler, ela falou, nossa, por que que eu me coloquei nessa cilada?
00:12:23Porque o livro é escrito com uma narrativa invertida, com frases muito longas.
00:12:31Então, é um livro difícil de narrar, né?
00:12:34Então, ela falou, a gente estava até na Bienal, num painel,
00:12:38e ela falou, ela falou, não, eu achei que eu não fosse conseguir.
00:12:41E aí, eu falei, a gente queria pedir que você lesse um pedacinho no painel.
00:12:45Ela falou, eu vou fazer um desserviço se eu tentar aqui agora.
00:12:49Então, assim, é um trabalho muito específico.
00:12:52Claro que a gente tem ampliado as possibilidades de atores, locutores,
00:12:58que são profissionais que não atuavam nesse segmento e podem atuar.
00:13:04Então, é uma oportunidade também de desenvolvimento da própria cadeia criativa como um todo.
00:13:09Posso polemizar agora?
00:13:10Claro.
00:13:11Vocês não vão colocar a inteligência artificial para ler os livros, né?
00:13:15Para colocar, para ler como se fossem os autores, narradores, apresentadores.
00:13:22Então, tem muitas camadas nessa questão.
00:13:28Nós temos os livros narrados pelos autores.
00:13:32É uma das coisas que a gente faz quando o autor faz sentido, quando o autor quer, funciona.
00:13:38Eu, pessoalmente, narrei o meu próprio livro em português e em inglês.
00:13:42Tem autores que a gente não faz isso.
00:13:46A gente não usa, nos Estados Unidos, hoje, nenhuma inteligência artificial para narrar.
00:13:53A gente tem narração humana, trabalha com mais de 23 estúdios.
00:13:57Para você ter uma ideia, até hoje, passaram mais de 600 vozes nos estúdios com os quais a gente trabalha.
00:14:05Então, são 600 atores, narradores, apresentadores, dubladores que, pelas mãos da Audible, tem aí uma nova oportunidade, uma nova frente ali de trabalho.
00:14:22Nos Estados Unidos, a gente tem alguns testes acontecendo, mas não no sentido de você ter a voz de um autor e, com aquela referência, você ter uma voz de inteligência artificial.
00:14:37Então, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.
00:14:39E a gente acredita que, eventualmente, essas duas opções, elas vão coexistir.
00:14:47Para a Audible, o quesito artístico é muito importante.
00:14:51Mas, ao mesmo tempo, existem livros que são nichados e que, pelo modelo de negócio e o custo de uma gravação tradicional,
00:15:02eles jamais estariam disponíveis com uma narração humana.
00:15:05Então, a gente está falando, por exemplo, de materiais técnicos, estudos, pesquisa.
00:15:12Então, nesse caso, eu acho que a inteligência artificial, em algum momento, vai agregar valor para que esse catálogo se expanda.
00:15:20Mas não para os livros, digamos assim, mais comerciais e que, de fato, existe uma procura mais relevante.
00:15:29A cultura da Audible é a mesma que a cultura da Amazon, porque a Amazon é muito conhecida.
00:15:36Inclusive, executivos da Amazon já passaram por esse programa.
00:15:40E não sei se é conhecida por todos, mas ela é conhecida no mercado corporativo, que sempre é o dia 1.
00:15:50Essa é uma cultura de vocês também?
00:15:52Olha, eu acho que na Audible, menos.
00:15:55A gente tem a Audible, se você entrar no site, a gente tem valores.
00:16:01São muito próximos, mas tem certas diferenças ali na gestão e no fato de ser uma empresa apartada.
00:16:09Mas tem muita coisa em comum.
00:16:11O que a gente escuta muito é a questão dos documentos, a forma de organizar informação, a forma de trabalhar de forma colaborativa com outras áreas.
00:16:24A gente acaba operando da mesma maneira.
00:16:26Mas a Audible não é tão diretamente explícita com a questão do dia 1, que é quase uma religião.
00:16:33Exatamente, o Kleber Moraes da AWS estava aqui e ele falou longamente, inclusive, sobre essa cultura que vem de Jeff Bezos, de todo dia ser o dia 1.
00:16:48Por isso que eu fiz essa pergunta a você.
00:16:50Deixa eu chamar a atenção para a sua carreira, porque você participa, é uma atividade atual sua, de uma organização sem fins lucrativos, focada, essa organização, na segurança e proteção de crianças contra crimes cibernéticos.
00:17:12Um assunto sério, um assunto que eu quero justamente que você traga aqui neste bloco.
00:17:20Em primeiro lugar, por que você está nessa organização e quais os cuidados básicos, básicos, para a proteção das crianças contra crimes cibernéticos?
00:17:34Olha, o meu envolvimento, eu queria muito fazer um trabalho voluntário.
00:17:40E quando eu estava buscando, eu acho que eu tenho algumas oportunidades, possibilidades, conexões, aonde talvez a minha hora de colaboração pudesse se multiplicar.
00:17:56Então, dentro de todas as formas que eu poderia colaborar, eu falei, nossa, se eu pegar uma organização que fale com o meu coração,
00:18:06eu trabalhei com crianças muito tempo, eu cuidei de Nickelodeon, cuidei do Cartoon Network, eu tenho uma filha que agora tem 14 anos, mas quando eu comecei na Protect as Kids, ela tinha 9.
00:18:17E ao mesmo tempo, a base dessa organização é informação.
00:18:24O que a gente acredita é que não existe hoje você falar para uma criança e para um jovem para ele não acessar a internet.
00:18:31A própria dinâmica das escolas, ela está atrelada hoje, ninguém mais está indo na biblioteca pegar a Barça ou a Mirador, né?
00:18:41Então, assim, não existe você proibir.
00:18:44Então, a gente foca muito no awareness, em conseguir colocar no radar de uma criança o quanto ela está exposta e quais os principais riscos.
00:18:57Então, isso que eu quero entrar, quais são os, vou chamar de delito digital, que as crianças, os adolescentes no Brasil ou no mundo estão mais expostos?
00:19:09A exposição está muito ligada a uma pessoa, principalmente, se aproximar e se passar por alguém da mesma idade, com interesses em comum,
00:19:19principalmente, principalmente, em crianças e jovens que estão muito tempo na internet, porque isso automaticamente dá um perfil de solidão.
00:19:30Então, quando a criança e o jovem é mais introspectivo e solitário, ele fica mais vulnerável e isso pode ser detectado com o tempo que ele está online.
00:19:41E é a aproximação para um encontro presencial.
00:19:47E aí, a partir desse encontro, a gente, infelizmente, tem de tudo, né?
00:19:51Então, a gente tem sequestro, a gente tem pedofilia, a gente tem, enfim, é muito triste, mas é muito real.
00:20:01Então, até há dois anos atrás, um pouco antes da pandemia, a gente fez uma campanha grande que mostrava exatamente as cenas e as formas aonde essa aproximação é feita, né?
00:20:15E a gente fez uma coisa muito bacana uma vez, num treinamento, que foi mostrar para as crianças, não, eu não estou exposto na internet e tal.
00:20:25E aí, a gente falava, bom, com quem aqui que a gente pode fazer um teste?
00:20:29E aí, a gente pegou, o menino devia ter 11, 12 anos e, através de redes sociais e de uma análise, a gente conseguiu puxar.
00:20:40Esse é seu pai, essa é sua mãe, essa é a escola que você estuda, esse é o bairro que você mora, você está sempre na casa da sua avó, você faz vôlei, futebol e tal coisa.
00:20:53E aí, todo mundo parou e falou, caramba, porque está muito nas pequenas coisas, né?
00:21:02Então, dentro da ingenuidade, eles acham que não estão expondo, mas você faz ali o raio-x da vida inteira.
00:21:10E com isso, dá rotina completa, né? O que gera uma vulnerabilidade também muito grande.
00:21:15Adriana, vocês estão nos bastidores de uma notícia que foi muito comentada, uma notícia que foi muito comentada negativamente, inclusive,
00:21:25sobre a candidatura do influenciador Felipe Neto para a presidência da República.
00:21:33Qual que foi o objetivo de vocês com isso?
00:21:35Olha, a Audible, a gente trabalha com marketing de influência como um dos pilares, como não poderia ser diferente.
00:21:47Nós somos um serviço digital, onde boa parte das pessoas assinam através do iPad, através de um eletrônico portátil.
00:22:00Então, faz parte do programa de influências que a gente vem fazendo desde o nosso lançamento.
00:22:08Como a gente faz muito também marketing espontâneo, né?
00:22:14Um trabalho colaborativo com booktalkers e com influenciadores que tenham uma alta conversão no perfil de ouvinte que a gente quer ter.
00:22:25Mas, nesse caso, ele, Felipe Neto, foi contratado por vocês para fazer esse marketing.
00:22:32Foi a respeito de um livro específico?
00:22:34Esse foi a respeito de um original.
00:22:37O vídeo do Felipe Neto, ele falava claramente sobre 1984.
00:22:45Então, ele mencionava o grande irmão, ele mencionava detalhes do livro muito claros para o lançamento de 1984.
00:22:54E a gente teve uma campanha também com projeções, com, enfim, com mídia paga em todos os lugares.
00:23:01Foi um projeto muito grande com Lázaro Ramos, Milen Cortaz.
00:23:07Não, e deu o que falar mesmo.
00:23:09Por isso que eu estou levantando essa questão com você.
00:23:11Porque deu o que falar, é claro que a gente está falando de um influenciador que tem muitos seguidores.
00:23:16E a gente está falando de presidência da República também.
00:23:19Deixa eu voltar a falar da sua carreira.
00:23:24Porque você lançou um livro que o título desse livro é Conexões.
00:23:29E é conexões focado em carreira.
00:23:34Em carreira de qualquer um, de trajetória profissional.
00:23:38Conexões é tudo para ascender na profissão?
00:23:41Olha, Bruno, eu acho que é muita coisa.
00:23:47O que eu preciso dizer é que você, embora o livro, de fato, fale da relevância dessas conexões e tal,
00:23:58eu até poderia dizer que foi tudo pensado e que eu me conectei com tal pessoa e mantive tal relacionamento,
00:24:07pensando no que aquilo, as coisas aconteceram de uma forma muito automática.
00:24:13Mas o que eu posso dizer é que eu acho que eu tenho um trabalho aonde eu não fui puxada ou indicada ou referenciada.
00:24:24Então, toda a minha trajetória, ela não foi marcada por agora eu quero trabalhar num operador.
00:24:30Eu trabalhava sempre no lado de programador, nos canais de TV por assinatura.
00:24:37E aí eu fui participar do lançamento da Oi TV, liderando a área de conteúdo.
00:24:41Não foi uma coisa que, ah, eu agora quero mudar para o outro lado da mesa.
00:24:46Aconteceu e aconteceu através de uma conexão.
00:24:49Então, o que eu quis mostrar no livro, que eu acho que, primeiro, as pessoas dizem muito que você não pode ser no trabalho a pessoa que você é na vida.
00:25:01Para mim, isso é impossível. Impossível.
00:25:04É um esforço. Você fica 15 horas trabalhando.
00:25:07Imagina eu chegar aqui e ser uma outra pessoa, falar de outro jeito, pensar outra...
00:25:11Não dá.
00:25:11É muito cansativo e a energia vai para um lugar onde não gera produtividade.
00:25:16Então, eu acredito que você tem que ser a mesma pessoa e, com isso, você coloca em cima da mesa as suas vulnerabilidades
00:25:24e, com isso, você tem a equipe se sentindo à vontade para arriscar, para errar, para tentar o novo.
00:25:32E ali a magia acontece.
00:25:34E aí, quando você tem bons projetos e bons resultados e você compartilha isso com as equipes,
00:25:41como um sucesso genuíno nosso, todo mundo brilha e todo mundo fica feliz e isso gera meio que uma união.
00:25:50Então, eu acabei com esse perfil carregando...
00:25:54Eu tenho o cargo de gestão desde 2001, quando eu voltei de Nova York, da NBC.
00:26:01E eu tenho...
00:26:02Assim, eu sou madrinha de batismo de uma pessoa que reportava para mim em 2001.
00:26:08E estou, falo com ela toda semana.
00:26:11Então, as coisas foram acontecendo dessa maneira e todo mundo fala,
00:26:16nossa, mas que curioso.
00:26:19E aí, eu parei quando eu fiz 50 anos e eu falei, não, agora é o momento de refletir e colocar isso no papel.
00:26:26E dar oportunidade para, talvez, quem não seja desse jeito, refletir e pensar num outro caminho.
00:26:33Desde quando, na liderança?
00:26:352001.
00:26:35Desde 2001.
00:26:38Você acha que a gestão, a liderança do homem é diferente da liderança da mulher?
00:26:45É.
00:26:45É.
00:26:46Eu acho que tem coisas que são mais orgânicas para o homem e tem coisas que são mais orgânicas para a mulher.
00:26:52Tipo o quê?
00:26:53Eu acho que a mulher tem um senso de leitura do ambiente e das pessoas muito mais aguçado.
00:27:01E com isso, a gente consegue dar o feedback, digamos, com o volume que ele deve ser.
00:27:09Você, às vezes, para o João, você tem que dar o feedback de uma forma direta, um pouco mais crua, porque senão ele vai achar que é uma conversa.
00:27:19E, às vezes, para o José, você tem que colocar que você sabe que ele está tentando e fazer de uma forma mais leve, se colocar mais à disposição para construir junto.
00:27:32Então, assim, as pessoas são diferentes e elas respondem a feedback de forma diferente.
00:27:38Então, assim, eu já vi no mundo corporativo uma pessoa, por exemplo, sair da empresa e falar, nossa, mas eu achei que eu não tinha futuro.
00:27:46Eu achei que o meu chefe não apreciava a forma como eu trabalho.
00:27:49Então, eu acho que com liderança masculina, às vezes, você tem essa dificuldade de estar na mesma página.
00:28:00As mulheres tendem a ler isso muito mais fácil.
00:28:04Agora, uma coisa que eu aprendi muito na Oi, onde eu trabalhava com muitos homens e chefe homem, é que as mulheres se comunicam diferente.
00:28:12E aí, para os homens, a mulher tem que se treinar de ser mais assertiva, organizar o discurso de uma outra forma.
00:28:22Normalmente, as mulheres, elas gostam de, vamos pensar junto.
00:28:25Se você falar isso para o homem, eles falam, ok, pensa você, quando você tiver o que falar, você volta.
00:28:31Muito bem.
00:28:32Adriana Alcântara, diretora-geral da Audible.
00:28:37Uma pergunta clássica aqui do show business.
00:28:40Quem são as suas referências na vida e no mundo dos negócios?
00:28:47Olha, na vida, eu acho que talvez a Audrey Hepburn.
00:28:52Nunca foi dita aqui.
00:28:54Muito bom você trazer aqui no programa.
00:28:56É, não, é alguém que eu, enfim, acompanhei e admiro maravilhosamente.
00:29:03Profissionalmente, eu tive muitos mentores e muitas pessoas que eu admiro muito.
00:29:08Eu acho que seria até injusto colocar...
00:29:11Mas tem uma figura como a Audrey que você poderia falar assim,
00:29:15essa é uma referência, essa é uma referência como empreendedora, como líder?
00:29:20Olha, eu tenho referências assim, como líder, né?
00:29:26Eu acho que a Susan Juravix, que foi já a minha líder na Audible, é uma referência no sentido de você ser o preciso e buscar o resultado de uma forma super agressiva, ao mesmo tempo sendo soft.
00:29:46É muito louco, né? É o sendo soft.
00:29:49A Elisabetta Zenat, eu admiro muito, que é a líder da Netflix, ela foi minha chefe direta.
00:29:56No Brasil, né?
00:29:57No Brasil.
00:29:57É, no Brasil.
00:29:58Eu tive... Eu reportei pra Elisabetta em 2001, logo que eu voltei de Nova York.
00:30:03E, então, assim, aquela cabeça pro negócio, aquela assertividade, a capacidade de gerir projetos grandes até naquela época, né?
00:30:14Assim, nós todos tínhamos menos 30 anos, literalmente.
00:30:19Então, também é uma referência pra mim.
00:30:22Muito bem.
00:30:23Então, nós conversamos neste bloco do Show Business com Adriana Alcântara, diretora-geral da Audible.
00:30:30Obrigado pela presença aqui no estúdio.
00:30:31Obrigada a você, Bruno.
00:30:33Ele cofundou uma marca online em 2017, que desde então se tornou uma empresa com mais de 400 milhões de reais em vendas em apenas um ano.
00:30:46Nós vamos conversar neste bloco do Show Business com Yuri Gricheno, CEO e cofundador da Insider.
00:30:54Yuri, obrigado pela presença aqui em nosso estúdio.
00:30:57E o Yuri vem com uma notícia, uma grande novidade, uma novidade quente,
00:31:02que vem especificamente aqui no Show Business pra falar.
00:31:06Porque o Rappi firmou uma parceria com a sua companhia, o que vai consolidar aí a entrada do aplicativo,
00:31:13na categoria de vestuário.
00:31:16Ou seja, os usuários, eles conseguem fazer uma compra de uma camiseta no aplicativo e tem a promessa aí de entregas de até 10 minutos.
00:31:28Queria que você contasse essa novidade pra nossa audiência.
00:31:31Como é que vai funcionar, afinal, essa parceria?
00:31:33Muito bom, Bruno. Obrigado aí por me receber.
00:31:37Super prazer de contar um pouco mais aí sobre a Insider e os desafios aí que a gente tem.
00:31:41E essa super parceria de trazer aí produtos da moda, né?
00:31:45Produtos de vestuário, de tecnologia e uma entrega também de tecnologia.
00:31:51Então, a entrega entre 7 a 10 minutos através do Rappi Turbo.
00:31:55Então, é uma super novidade aí que a gente tá trazendo.
00:31:58Sempre buscamos trazer inovação e experiência pro cliente.
00:32:02Então, nada melhor do que uma entrega extremamente rápida.
00:32:05Pensou, já entrou no aplicativo, selecionou o item, 7 minutos, entre 7 e 10 minutos, tá na sua casa.
00:32:12Bom, você deve acompanhar que todos esses serviços de entrega no país,
00:32:17eles estão em ebulição aí por conta de espaço de mercado, né?
00:32:23E a gente tá falando do iFood, a gente tá falando da Rappi,
00:32:26a gente tá falando, a Meituan tá chegando no Brasil, a chinesa Meituan, que é gigantesca na China.
00:32:33Como é que começaram as conversas entre vocês e a Rappi?
00:32:39Perfeito.
00:32:41De forma geral, né, as empresas de entrega rápida, né,
00:32:46esse formato de business, eles tendem a buscar a diferenciação,
00:32:51porque de fato é um mercado extremamente competitivo.
00:32:53Sendo mercado competitivo, eles precisam entregar uma experiência ou produtos melhores, né,
00:32:59um selection, uma seleção de produtos melhores pros seus clientes.
00:33:03E com isso surgiu a oportunidade, né, a Rappi entrou em contato com a gente,
00:33:08oferecendo essa proposta e a gente claramente aceitou,
00:33:14por ser algo que é um benefício mútuo, tanto pra eles quanto pra gente,
00:33:17quanto pros nossos clientes.
00:33:18Então, é algo que a gente não, né, não perdeu tempo e já botou pra rodar.
00:33:24Então, já tá valendo, já tá no ar, você já consegue fazer seu pedido hoje, né, em toda São Paulo.
00:33:32Você é formado em relações internacionais.
00:33:36Correto.
00:33:36Como é que um estudante, porque você tem 32, 33 anos, né?
00:33:4234 já.
00:33:4334 anos, 34 anos.
00:33:46Como é que um rapaz, estudante formado aí em relações internacionais,
00:33:52entrou nesse segmento de moda,
00:33:56criou uma companhia e
00:33:58tem inovado aí de várias e várias formas
00:34:02nesse segmento.
00:34:05Você tem alguma inspiração?
00:34:08Sua família era envolvida com moda?
00:34:11Como é que foi essa entrada?
00:34:13Zero.
00:34:13Na verdade, assim, a primeira coisa que eu tive de experiência com moda
00:34:17foi na faculdade.
00:34:18Então, fiz faculdade nos Estados Unidos,
00:34:21joguei tênis a vida toda,
00:34:22recebi bolsa de estudos pra fazer a faculdade nos Estados Unidos
00:34:25jogando tênis,
00:34:27e lá eu comprava roupas, né,
00:34:29de marcas variadas, né,
00:34:31nos outlets,
00:34:32e trazia pro Brasil pra vender,
00:34:34pra fazer um dinheiro extra como estudante.
00:34:36Então, esse foi o meu primeiro business de roupas.
00:34:39E acho que, assim,
00:34:40é muito do sangue e da vontade de empreender,
00:34:43da vontade de construir algo próprio.
00:34:46Então, tanto eu quanto a Carolina,
00:34:48a Carol, que é a minha co-founder,
00:34:50a gente tinha vontade de empreender
00:34:52e a gente foi buscar um mercado,
00:34:55uma necessidade que a gente encontrou ali,
00:34:58que era a moda masculina.
00:34:59Esse sangue de empreender,
00:35:01pra usar as suas palavras, né,
00:35:02você falou sangue de empreender,
00:35:05vem da onde?
00:35:07Vem de casa?
00:35:09Você acha que você nasceu com isso?
00:35:11Vem da sua educação americana,
00:35:13nas faculdades americanas?
00:35:15Vem da onde?
00:35:18Eu acho que nunca é um único fator isolado,
00:35:20eu acho que é um conjunto de fatores.
00:35:21Acho que tem um fator pessoal, né,
00:35:26de eu ser uma pessoa que é um pouco inquieta
00:35:29e sempre tá buscando algo diferente,
00:35:33algo a mais.
00:35:34Eu não fico confortável nas rotinas.
00:35:37Tem algo, né, de cultura familiar.
00:35:39Então, os meus pais são empreendedores, né,
00:35:42meu pai é no ramo de segurança, EPIs,
00:35:46minha mãe como médica,
00:35:48e acho que tem também esses fatores externos, né,
00:35:52de o ambiente que te cerca,
00:35:54as pessoas que te cercam,
00:35:55exemplos externos,
00:35:57os conteúdos que você consome,
00:35:59que acabam se tornando inspirações também.
00:36:01Então, eu acredito que esse conjunto de fatores
00:36:04permite com que você tome essa decisão,
00:36:08e é uma decisão difícil,
00:36:09e é algo que talvez não seja pra todo mundo também,
00:36:12dado os desafios.
00:36:14Não, é difícil, mas você vem de uma faculdade americana,
00:36:19uma faculdade nos Estados Unidos,
00:36:20que eu imagino que incentivou você ao empreendedorismo,
00:36:24mas com uma grande diferença.
00:36:27Uma coisa é você empreender nos Estados Unidos,
00:36:30outra coisa bem diferente é você empreender no Brasil.
00:36:35As diferenças no empreendedorismo dos dois países
00:36:40são muito grandes, você que viveu lá,
00:36:44estudou lá e veio empreender no Brasil?
00:36:47Eu diria que o mercado americano é mais maduro
00:36:51pra uma série de indústrias,
00:36:53então ele já tem um nível de competição e maturidade maior.
00:36:57Então, a barreira de entrada, às vezes,
00:36:59pode ser maior do que no Brasil,
00:37:01mas uma vez que você quebra essa barreira de entrada,
00:37:03você pode ter acesso a um mercado maior.
00:37:06Então, não é por acaso que os Estados Unidos
00:37:09tenham um maior volume de unicórnios,
00:37:11empresas avaliadas em mais de um bilhão de dólares.
00:37:15Então, de alguma forma, o mercado total americano,
00:37:18o mercado total endereçável,
00:37:20é muito maior do que o mercado brasileiro.
00:37:22Então, a gente tem no Brasil uma barreira de entrada menor
00:37:26pra diversas indústrias.
00:37:28Isso possibilita que mais pessoas consigam começar
00:37:31e tenham um nível de competição mais baixa,
00:37:35mas conforme a empresa vai crescendo,
00:37:38no Brasil a gente tem uma série de desafios
00:37:40e escalar e crescer no Brasil é extremamente desafiador.
00:37:44Bom, a gente tá falando de uma companhia
00:37:46que tem um crescimento acima de 100% ano a ano,
00:37:52exceto um ano, né?
00:37:53Teve em 2021, pós-pandemia...
00:37:56Pós-pandemia não, tava no meio da pandemia ali
00:37:58que não cresceu, não atingiu esse crescimento
00:38:02que eu acabo de falar.
00:38:03Mas é extremamente relevante
00:38:05e é muito difícil eu receber aqui,
00:38:08eu falo com os maiores empresários brasileiros
00:38:11toda semana através do show business,
00:38:13mas é muito difícil eu receber companhias
00:38:16que crescem na velocidade que vocês crescem
00:38:19de 100% ano a ano.
00:38:22Qual que é a estratégia de vocês ano a ano
00:38:27pra esse crescimento de 100%?
00:38:31Nunca é a mesma, então cada ano...
00:38:33Eu gostaria que fosse a mesma.
00:38:35Fala da estratégia do ano passado
00:38:37e a estratégia desse ano, por exemplo.
00:38:40Perfeito.
00:38:40Então, vou puxar até da pandemia
00:38:42que foi um divisor de águas ali pra todo mundo.
00:38:4521 vocês não cresceram isso.
00:38:47Aliás, por que vocês não cresceram?
00:38:49Porque teve...
00:38:50A venda é toda feita online.
00:38:54E teve um boom de vendas online com a pandemia, né?
00:38:59Você teve um crescimento avassalador
00:39:01do comércio eletrônico no mundo inteiro.
00:39:04Por que vocês não cresceram?
00:39:06Esse falou...
00:39:06Eu tô sendo exigente porque o número de vocês é alto.
00:39:09Por que vocês não cresceram nesse patamar?
00:39:10Perfeito.
00:39:11Porque no ano anterior a gente cresceu 5 vezes
00:39:13durante a pandemia.
00:39:16Então, no pós-pandemia a gente teve dificuldade
00:39:19de continuar crescendo
00:39:20porque o patamar do ano anterior
00:39:22tinha sido de 5 vezes.
00:39:24Então, foi um patamar extremamente desafiador pra gente.
00:39:27E a gente, assim, não tem um único playbook,
00:39:30mas a gente tem um único canal...
00:39:32Tem alguns canais de distribuição
00:39:34e um único canal que é o digital.
00:39:36Então, a gente não tem loja física,
00:39:38a gente não vende no varejo físico,
00:39:40porque a gente foca todas as nossas iniciativas no digital.
00:39:44Então, o digital permite que a gente ganhe escala
00:39:47a nível Brasil
00:39:47e que a gente chegue na casa das pessoas pelo Brasil todo.
00:39:51Pelo varejo físico,
00:39:53a gente teria muito mais dificuldade
00:39:54de conseguir esse nível de escala
00:39:55e levaria muito mais tempo
00:39:57tendo que abrir lojas físicas,
00:39:59tendo essa capilaridade.
00:40:01Então, o que a gente foca muito é
00:40:02conseguir disseminar a Insider
00:40:05através dos canais digitais todos.
00:40:08Estava presente nas redes sociais,
00:40:11agora presente dentro dos aplicativos.
00:40:14De forma geral, conseguir estar distribuindo a empresa,
00:40:19distribuindo os produtos
00:40:20e tendo esse conhecimento de marca
00:40:23dentro dos canais digitais.
00:40:24Vocês têm centro de distribuição?
00:40:26Sim.
00:40:27Um centro de distribuição, mas...
00:40:29Isso, perfeito.
00:40:30Que ninguém pode ir lá e fazer um pedido.
00:40:32Então, a gente...
00:40:33Não, sim.
00:40:33A partir de lá, distribuir para todo o Brasil.
00:40:36Isso.
00:40:36Tá, tá.
00:40:37Mas como é que é a operação?
00:40:38Vocês desenham?
00:40:41Vocês...
00:40:42Vocês distribuem?
00:40:45Correto.
00:40:46Essa operação de vocês?
00:40:48Vocês têm a base aqui em São Paulo?
00:40:51O core business, né?
00:40:52E o coração da Insider
00:40:55é conseguir desenvolver produtos
00:40:57de alta tecnologia
00:40:58para o dia a dia das pessoas, né?
00:41:00Então, todos os produtos têm um motivo
00:41:02pelo qual eles existem,
00:41:05seja por tecnologia que não desbota,
00:41:07não abafa, anti-odor.
00:41:10Então, a gente tem produtos
00:41:11com diferentes tecnologias têxteis
00:41:13e esses produtos a gente vai desenvolvendo um por um
00:41:17para conseguir suprir essas necessidades
00:41:20dos nossos clientes.
00:41:21Essas tecnologias vêm de onde?
00:41:24Então, esse é de fato o core business.
00:41:26A gente tem time de desenvolvimento,
00:41:29tanto de estilistas,
00:41:30de modelistas,
00:41:33tem pesquisadores de tecnologia,
00:41:36desde tecnologia de nanopartículas,
00:41:39quanto tecnologias em fios.
00:41:42Então, tem toda uma cadeia têxtil
00:41:44que tem uma série de tecnologias
00:41:46e a gente utiliza dessas tecnologias
00:41:49para trazer benefícios para os clientes.
00:41:51E hoje o brasileiro quer o quê
00:41:53numa camiseta?
00:41:54O básico, a gente fala que não existe mais.
00:41:59Então, a gente acredita no essencial,
00:42:01que vai muito além do básico.
00:42:02Então, falando de camiseta,
00:42:05ela é anti-odor,
00:42:06não precisa passar,
00:42:08não desbota.
00:42:09Então, é diferente da camiseta
00:42:11que lá no passado era commodity,
00:42:13que as pessoas queriam comprar
00:42:14o mais barato possível.
00:42:16Hoje elas olham para comprar o diferencial.
00:42:18O que a Insider consegue oferecer a mais
00:42:21com as tecnologias que a gente vai desenvolvendo
00:42:23dentro de casa.
00:42:24Quantas camisetas vocês vendem por dia?
00:42:28Boa pergunta.
00:42:29Eu não sei exato,
00:42:31mas na Casa dos Milhares...
00:42:33Casa dos Milhares.
00:42:33Casa dos Milhares.
00:42:35Você tem um número, por exemplo,
00:42:36semana, mês?
00:42:38Eu sei que varia.
00:42:39É evidente que varia, né?
00:42:40A gente tem mais de um milhão...
00:42:42Um milhão?
00:42:43Um milhão de clientes já adquiridos
00:42:45ao longo dos últimos oito anos.
00:42:47E, com esse crescimento acelerado,
00:42:50esse número tende a ir crescendo,
00:42:53dobrando ou crescendo
00:42:55num ritmo bem acelerado.
00:42:56Como eu falei na abertura aqui deste bloco,
00:43:00vocês bateram 400 milhões de reais em vendas
00:43:04no ano passado.
00:43:05Qual que é o momento de vocês hoje,
00:43:08no ano de 2025?
00:43:10O que vem por aí?
00:43:11Vem fusão?
00:43:13Vem aquisição?
00:43:16Vem abertura de capital?
00:43:17Acho que não, né?
00:43:18Vem?
00:43:19Por enquanto, não.
00:43:20A gente, assim, acaba sendo muito focado
00:43:23e muito diligente dentro de casa.
00:43:26Então, a gente olha pouco para fora de casa
00:43:28e muito para melhorar as métricas,
00:43:30melhorar a experiência do cliente,
00:43:32melhorar o portfólio de produtos.
00:43:34Então, a gente acredita que tem muito trabalho
00:43:36ainda a ser feito dentro de casa
00:43:37antes de a gente começar a aumentar
00:43:40o nível de complexidade da organização.
00:43:44Então, assim, a Insider é uma empresa
00:43:46que ela roda com caixa próprio
00:43:48e não conta com investidores externos.
00:43:51Não tem investidor?
00:43:52Não.
00:43:53São vocês dois, você e Carolina.
00:43:55Perfeito.
00:43:56Você no cargo de CEO,
00:43:58a Carolina também está no dia a dia da companhia.
00:44:00Perfeito.
00:44:01CEO, tocando toda a operação no mínimo detalhe.
00:44:04Mas qual é o momento em 2025?
00:44:06Vocês tiveram um bom semestre?
00:44:08Esse primeiro semestre foi bom?
00:44:10Foi um bom semestre e é um semestre muito voltado
00:44:14a estabelecer todas as bases para o segundo semestre,
00:44:18que é onde a gente, de fato, destrava valor.
00:44:21Então, as principais datas comemorativas,
00:44:23o alto volume de vendas vem sempre no segundo semestre,
00:44:26então, uma sazonalidade conhecida já do varejo.
00:44:30Então, no primeiro semestre, a gente faz um trabalho
00:44:32muito mais estruturante do que um trabalho
00:44:34focado para resultados muito agressivos.
00:44:37E aí, o foco de resultado mesmo é muito no segundo semestre,
00:44:41onde a gente vai buscar essas metas agressivas.
00:44:44A data que vocês mais vendem é qual?
00:44:49Natal, dia...
00:44:51Black Friday.
00:44:52A Black Friday.
00:44:53Em novembro, né?
00:44:53Então, geralmente, no final de novembro,
00:44:56acho que é a última sexta-feira de novembro,
00:44:58é a nossa principal data do ano,
00:45:00todos os anos, desde que a gente começou a Insider.
00:45:04Eu vou falar uma frase que, certamente,
00:45:06você talvez deve ter sonhado,
00:45:08talvez sonhe até hoje com essa frase.
00:45:12Não amassa, não desbota e não fede.
00:45:16Da onde surgiu esse slogan de vocês?
00:45:20Na verdade, nunca foi feito para ser um slogan,
00:45:23mas foi algo que ficou tão forte na cabeça das pessoas
00:45:28e de uma forma tão objetiva que acabou sendo uma mensagem disseminada
00:45:34de forma quase que orgânica.
00:45:37Óbvio, a gente tem influenciadores, parceiros, comunicadores,
00:45:41marketing de performance, Facebook, Google,
00:45:44mas a gente também tem essa mensagem viralizando
00:45:48e sendo comunicada por diversos clientes.
00:45:52Você e a Carolina, a sua cofundadora,
00:45:57vocês se definem como bons de moda,
00:46:02como bons vendedores
00:46:04ou como bons marqueteiros?
00:46:08Acho que vou inovar aqui na pergunta.
00:46:12Acho que, antes de tudo,
00:46:13a gente tem que ser muito bom ouvinte do cliente.
00:46:16Então, acho que a gente sempre parte,
00:46:18não de desenvolver tecnologias porque a gente gosta
00:46:21e porque a gente tem apego
00:46:22e porque a gente quer desenvolver tecnologias para o nosso ego.
00:46:26A gente desenvolve porque é muito do que a gente enxerga
00:46:29nas necessidades e como resolver esses problemas
00:46:32do dia a dia dos nossos clientes.
00:46:34Então, a gente, primeiro parte dessa base de clientes.
00:46:37Quando a gente lançou a empresa,
00:46:38a gente não tinha clientes, obviamente.
00:46:39Então, a gente partiu de pesquisa de mercado,
00:46:44de conversas com amigos.
00:46:49E aí, com isso, a gente foi entendendo
00:46:50o que estava faltando ali naquele mercado de moda masculina,
00:46:55que aí a gente foi conseguindo endereçar
00:46:57e ampliar essa gama de produtos.
00:46:59Então, a gente sempre parte do cliente,
00:47:01mas, do outro lado, a gente é muito bom de marketing,
00:47:03muito bom de distribuição.
00:47:05E agora a gente está virando muito bom em operação também.
00:47:09Tecnologia é um core para a gente,
00:47:11que a tecnologia permite que a gente faça a distribuição
00:47:14para todo o Brasil, tenha milhões de acessos no site
00:47:18sem nenhum tipo de interferência.
00:47:20E o início da fundação ali de vocês, em 2017,
00:47:25cada um colocou 50 mil reais.
00:47:28Perfeito.
00:47:29Foi assim que começou tudo.
00:47:30Exatamente.
00:47:32Ou seja, com 100 mil reais,
00:47:35o que vocês fizeram com esse dinheiro?
00:47:37Foi suficiente para comprar o estoque mínimo necessário
00:47:41para as primeiras vendas.
00:47:44Se eu não me engano, esse primeiro volume foram 200 unidades.
00:47:48Mas abrir CNPJ,
00:47:52montar o primeiro site,
00:47:53colocar o site no ar,
00:47:55ter o primeiro funcionário.
00:47:57Então, o mínimo, de fato, necessário
00:48:01para conseguir ter uma empresa de pé.
00:48:03E aí, a partir daí, a gente foi construindo
00:48:07a partir do resultado que foi gerado.
00:48:09Então, a Insider sempre dependeu
00:48:11da geração de resultado para o crescimento.
00:48:15O que é indispensável para a venda hoje?
00:48:20Eu diria produtos de qualidade
00:48:21que ressoam e tenham uma conexão verdadeira com os clientes.
00:48:28Mas e o marketing?
00:48:29O marketing, ele acaba sendo a próxima etapa.
00:48:33Então, se você não parte de um produto muito bom,
00:48:36você não consegue ter a fidelização
00:48:38e a retenção do seu cliente.
00:48:40Então, a gente acredita que só vale a pena
00:48:42lançar um produto e ter esse produto no ar
00:48:44a partir do momento que a gente entende
00:48:45que ele é bom o suficiente
00:48:47para que o cliente continue voltando,
00:48:49o cliente continue comprando.
00:48:51Eu estou insistindo em marketing
00:48:52porque vocês dois são bons de marketing.
00:48:55O mercado sabe disso.
00:48:57Sim.
00:48:57Eu queria que você falasse para a nossa audiência
00:48:59como é, desde o início, o marketing de vocês.
00:49:03Vocês fecham parcerias com influenciadores, com parceiros.
00:49:08Como é que foi feito desde o início
00:49:11e como é feito hoje o marketing de vocês?
00:49:14O marketing da Insider evoluiu muito ao longo dos anos.
00:49:17Então, no início, as iniciativas de influencer marketing,
00:49:21dos criadores de conteúdo,
00:49:23era quase que insignificante.
00:49:25A gente tinha ali pequenas pessoas
00:49:27que a gente tinha contato direto
00:49:30porque a verba, o budget, não permitia...
00:49:35E vocês chegavam diretamente para essas pessoas e falavam...
00:49:38Perfeito.
00:49:39Exatamente.
00:49:40Da empresa que você tinha, do seu produto
00:49:42e se ela queria colaborar por um valor mínimo, eu imagino.
00:49:45Perfeito.
00:49:46Então, a gente sempre teve esse foco muito grande
00:49:49em botar a mão na massa.
00:49:51Tem ali uma frase, não é um artigo famoso ali do Paul Graham,
00:49:56que é o founder mode.
00:49:57Que é você estar ali focado
00:49:59e não delegar as atividades logo de primeira mão.
00:50:03Então, a gente sempre teve ali muito focado
00:50:05em conseguir destravar valor nas menores iniciativas
00:50:08até que a gente torne essas pequenas iniciativas em processos.
00:50:12Esses processos viram máquinas.
00:50:14Essas máquinas se tornam uma empresa escalável.
00:50:18Então, a gente sempre acreditou
00:50:20em conseguir construir uma empresa
00:50:22que tenha essa sustentabilidade
00:50:24através dessas máquinas que funcionam.
00:50:26Engrenagens que estão ali muito bem estabelecidas
00:50:29para conseguir gerar valor.
00:50:31E aí, o marketing, por exemplo,
00:50:32é uma engrenagem que hoje é muito robusta
00:50:34e tem várias dessas engrenagens funcionando perfeitamente.
00:50:37E, às vezes, não tão perfeitamente assim.
00:50:40Quem olha de fora sempre acha muito mais estruturado
00:50:43do que dentro de casa,
00:50:44que tem ali uma série de desafios e problemas.
00:50:47Mas, de forma geral, é o foco muito grande
00:50:50em criar essa estrutura que permita
00:50:52com que os processos sejam escaláveis.
00:50:55Yuri, o mercado da moda está saturado?
00:51:00Eu acredito que não.
00:51:01Eu acho que todos os mercados sempre têm oportunidades
00:51:04para quem tem o olhar certo
00:51:06e para quem consegue ouvir o cliente.
00:51:08Então, os clientes sempre querem mais.
00:51:10Você sempre consegue encontrar um ângulo
00:51:12onde você consegue aportar valor.
00:51:14Acho que o desafio não é conseguir encontrar oportunidades.
00:51:19Acho que o grande desafio é conseguir
00:51:21encontrar oportunidades escaláveis.
00:51:24Então, você ser uma marca de roupa
00:51:26que atende um público ultra pequeno,
00:51:29específico e nichado,
00:51:31sempre vai existir.
00:51:32Então, a gente começou de uma forma muito nichada
00:51:34com camiseta para usar por debaixo da camisa.
00:51:38E aí, ao longo do tempo,
00:51:39a gente foi tentando encontrar outras oportunidades
00:51:41que permitissem que a gente fosse escalável.
00:51:43Agora, qual é o impacto das marcas fast fashions chinesas
00:51:49no negócio de vocês?
00:51:51Na Insider específico,
00:51:53o impacto é extremamente baixo
00:51:54porque as marcas chinesas
00:51:56geralmente estão vendendo preço
00:51:58e não diferencial de tecnologia têxtil e qualidade.
00:52:02Então, geralmente,
00:52:03quem acaba sofrendo com as ultra fast fashions
00:52:06são os fast fashions e os varejistas de magazine.
00:52:12Então, do nosso lado,
00:52:13a gente sempre aposta em diferenciação,
00:52:16em produtos de alto valor,
00:52:18alto valor para os clientes.
00:52:20E com isso,
00:52:21é um produto que se diferencia.
00:52:23Tem os produtos de entrada,
00:52:24que são os produtos chineses,
00:52:26e tem os produtos premium,
00:52:28que é a categoria onde a Insider ocupa.
00:52:31Mas você que está no mercado,
00:52:33você sente isso de rivais,
00:52:36rivais com preços menores,
00:52:38que elas são muito impactadas
00:52:40com essas marcas fast fashions chinesas?
00:52:43Com certeza.
00:52:44Tem bastante isso, né?
00:52:46Sim.
00:52:46Olhando para os grandes varejistas,
00:52:49os tradicionais do varejo físico,
00:52:50eles sofrem muito
00:52:51porque, de fato,
00:52:53quando você não tem uma diferenciação
00:52:55muito clara de produto,
00:52:56quando você não tem
00:52:57uma tecnologia por detrás
00:52:59ou uma marca muito amada,
00:53:01seja pela experiência do cliente,
00:53:03você acaba tendo uma migração de portfólio, né?
00:53:06Então, o cliente,
00:53:07não sendo fiel à sua marca,
00:53:09ele vai testar uma marca chinesa
00:53:10e, às vezes,
00:53:12ele pode estar satisfeito
00:53:13por conta do preço ser mais baixo.
00:53:15Você falou, em uma resposta anterior,
00:53:19do desafio de distribuir e vender
00:53:22nesse Brasilzão.
00:53:25Mas vocês têm um mercado
00:53:26que vocês mais vendem hoje?
00:53:28É o Sudeste?
00:53:29Sudeste, inevitavelmente,
00:53:31a maior concentração de renda do Brasil
00:53:34e isso também acaba sendo uma proxy
00:53:36para o volume de vendas, né?
00:53:38Então, hoje,
00:53:40o grande volume de vendas da Insider
00:53:42é no Sudeste,
00:53:44mas a gente vende, literalmente,
00:53:46para o Brasil todo, né?
00:53:47A gente já...
00:53:48Tem alguma região
00:53:49que vocês têm dificuldade?
00:53:51Acho que a região norte
00:53:52é a mais difícil
00:53:53e isso não é algo exclusivo nosso,
00:53:56mas é algo geral do mercado.
00:53:59Isso acontece muito
00:54:00pela dificuldade de logística
00:54:01e o tempo de entrega.
00:54:03Então, a região norte do Brasil
00:54:05é a que mais sofre
00:54:06com prazos e preços de entrega.
00:54:09E o estrangeiro?
00:54:10Vocês vendem?
00:54:12Vocês vendem?
00:54:13Ou querem entrar cada vez mais
00:54:15para outros países?
00:54:16A Insider já vende em 40 países.
00:54:1840 países, tá.
00:54:19Então, a gente tem a venda
00:54:21através do International Shipping.
00:54:23A gente tem um site
00:54:24que está aberto e disponível
00:54:25no mundo todo.
00:54:26Então, qualquer pessoa
00:54:27que mora em qualquer país do mundo
00:54:29consegue comprar a Insider
00:54:30e, obviamente,
00:54:32tem um prazo de entrega
00:54:33um pouco maior
00:54:33do que o prazo no Brasil.
00:54:35Não vai ser em 7 minutos,
00:54:37não vai ser em 10 minutos,
00:54:38mas você consegue um pedido, né?
00:54:40com a mesma qualidade de produto
00:54:42e tecnologia de atêxtil
00:54:43em qualquer lugar do mundo.
00:54:46Ô Yuri,
00:54:46com aqueles 50 mil reais
00:54:48que você tinha nas mãos
00:54:50e a Carolina,
00:54:52sua cofundadora,
00:54:54tinha outros 50 mil reais,
00:54:56totalizando 100 mil reais
00:54:58para abrir esse negócio
00:54:59que no último ano
00:55:01se transformou
00:55:02em 400 milhões de reais em venda,
00:55:04você imaginava
00:55:06que vocês
00:55:07iam bater números
00:55:09como vocês bateram
00:55:11e vão bater esse ano?
00:55:13Não.
00:55:13A resposta
00:55:14simples, direta
00:55:16é não.
00:55:16Mas o mais legal
00:55:18quando você está empreendendo
00:55:19é que o sonho
00:55:20e a ambição
00:55:21vão sempre crescendo.
00:55:22Então,
00:55:23quando a gente começou,
00:55:24a gente, obviamente,
00:55:25tinha objetivos
00:55:27desafiadores,
00:55:28mas eram desafiadores
00:55:28para a escala
00:55:29que a gente tinha.
00:55:30Então,
00:55:31esse investimento inicial
00:55:32que a gente tinha
00:55:33de 100 mil reais,
00:55:34a gente queria que
00:55:35no primeiro ano
00:55:36a gente já passasse
00:55:37esses 100 mil reais investidos
00:55:38e ter mais de 100 mil reais
00:55:40de vendas.
00:55:41E a gente conseguiu
00:55:41bater essa meta
00:55:42com muita folga.
00:55:43E aí,
00:55:44conforme os anos
00:55:45foram passando,
00:55:45a gente foi cada vez
00:55:47subindo mais a barra
00:55:48e foi se desafiando.
00:55:49Então,
00:55:50o legal
00:55:50do empreendedorismo
00:55:52é você conseguir
00:55:53se desafiar,
00:55:54desafiar as pessoas
00:55:55ao seu redor,
00:55:56não só por métricas financeiras,
00:55:57mas métricas
00:55:58de satisfação do cliente,
00:56:00portfólio de produtos,
00:56:01você consegue trazer
00:56:02uma complexidade grande
00:56:03e o mais legal
00:56:05é ter o time
00:56:06junto com você
00:56:06trabalhando
00:56:07para esse grande objetivo
00:56:09e não é um objetivo
00:56:10só financeiro.
00:56:11Conseguir impactar
00:56:12a vida das pessoas
00:56:13com produtos
00:56:14de melhor qualidade,
00:56:15melhorando o dia a dia
00:56:16delas.
00:56:17Você e Carolina,
00:56:18suas sócias,
00:56:19se dão bem?
00:56:20Sim, super.
00:56:21Eu pergunto isso
00:56:22porque nem todo sócio
00:56:23se dá bem com o sócio,
00:56:25isso é muito notório, né?
00:56:26Qual que é o segredo
00:56:28para uma boa parceria?
00:56:30Acho que no nosso caso
00:56:33específico é um pouco
00:56:35mais complexo
00:56:35porque a gente também
00:56:36é um casal,
00:56:37então essa é uma complexidade
00:56:39extra aí que existe,
00:56:41mas que no nosso caso
00:56:42super funciona
00:56:43porque a gente sempre consegue
00:56:44ter um nível de...
00:56:45Mas ela era sua namorada
00:56:47já antes?
00:56:48Exato.
00:56:48Quando que vocês começaram?
00:56:51O nosso relacionamento
00:56:53foi em 2015,
00:56:552014 e 2015,
00:56:57a Insider foi em 2017 e 2018.
00:57:00Muito bem.
00:57:02Aí se você falasse
00:57:03que você não se dava bem
00:57:04com a sua sócia.
00:57:07Olha só,
00:57:08eu vou fazer uma pergunta
00:57:09clássica aqui, Yuri,
00:57:11que eu acho que pode revelar
00:57:13muita coisa de você
00:57:14como empreendedor, inclusive.
00:57:17Quem são as suas referências
00:57:18no mundo dos negócios?
00:57:20Acho que são muitas referências,
00:57:26acho que eu vou tentar
00:57:27trazer aqui,
00:57:28acho que boa parte delas
00:57:30são internacionais,
00:57:31a gente admira muito
00:57:33a cultura do Vale do Silício
00:57:36de forma geral,
00:57:37da forma que as empresas
00:57:39são criadas para escalar,
00:57:41a mentalidade de longo prazo,
00:57:45foco em crescimento
00:57:47e reinvestir no futuro
00:57:49da empresa.
00:57:50Então, olhando de referência,
00:57:52a gente tem Airbnb,
00:57:54Brian Chesky,
00:57:56como empreendedor,
00:57:57conseguiu construir
00:57:58uma empresa que os clientes amam,
00:58:00que tem um foco muito grande
00:58:02em produto,
00:58:03que conseguiu escalar
00:58:03ao longo do tempo,
00:58:04a filosofia por detrás da empresa
00:58:06é incrível de acompanhar.
00:58:09Todos os conteúdos ali
00:58:11do iCombinator,
00:58:12que é a maior aceleradora
00:58:14do Vale do Silício
00:58:15e onde o Airbnb também passou.
00:58:18Então, tem ali
00:58:19muitos desses conteúdos
00:58:21que a gente consumiu
00:58:22no primeiro ano
00:58:23começando a empresa
00:58:24e foram conteúdos
00:58:25que a gente consumiu
00:58:26que permitiram
00:58:27que a gente tivesse
00:58:28uma visão um pouco maior
00:58:30e uma ambição um pouco maior.
00:58:32Então, o Airbnb também
00:58:33é muito legal
00:58:34que ele começou
00:58:34recebendo pessoas
00:58:37na casa dele
00:58:38de uma forma super informal,
00:58:40sem escala,
00:58:42muito pequeno,
00:58:43só que com uma ambição
00:58:44e com uma vontade
00:58:45de fazer
00:58:45esse produto
00:58:47extremamente pequeno
00:58:49algo global.
00:58:50Muito bem,
00:58:51nós conversamos
00:58:52neste bloco
00:58:53do Show Business
00:58:54com o Yuri Gricheno,
00:58:56CEO da Insider.
00:58:58É muito bom
00:58:59receber
00:59:00personalidades brasileiras,
00:59:04como é o caso
00:59:04do Yuri.
00:59:0534 anos,
00:59:08estudou nos Estados Unidos,
00:59:11veio para o Brasil
00:59:12empreender
00:59:13e faz sucesso
00:59:15com o seu negócio,
00:59:17gerando emprego,
00:59:19gerando renda
00:59:21para centenas
00:59:22de profissionais
00:59:23que você emprega.
00:59:24É muito bom
00:59:25ter personagens,
00:59:26personalidades como você.
00:59:28Parabéns.
00:59:29Muito obrigado.
00:59:30Prazer, Bruno.
00:59:31Obrigado, viu?
00:59:32Obrigado pela sua presença
00:59:33aqui no nosso estúdio.
00:59:35E olha só,
00:59:36o Show Business
00:59:36vai ficando por aqui.
00:59:37Muito obrigado
00:59:38sempre pela sua audiência,
00:59:41pela sua confiança.
00:59:42Eu, antes de encerrar,
00:59:43tenho um convite
00:59:44pra você.
00:59:44Se você quiser ter
00:59:46conteúdos exclusivos
00:59:47aqui da Jovem Pan,
00:59:49faça a sua assinatura.
00:59:51Entra lá,
00:59:51www.jovempan.com.br
00:59:54e assine.
00:59:55Muito obrigado
00:59:56pela audiência,
00:59:57pela confiança.
00:59:58A gente volta
00:59:58na semana que vem.
01:00:00Até lá.
01:00:01Tchau.
01:00:03A opinião dos nossos comentaristas
01:00:14não reflete necessariamente
01:00:16a opinião do Grupo Jovem Pan
01:00:18de Comunicação.
01:00:23Realização Jovem Pan
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