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O podcast Política EM Pauta desta sexta-feira (11/7) começa discutindo os impactos do tarifaço anunciado por Donald Trump ao Brasil e como os políticos mineiros reagiram à medida.

O segundo bloco é dedicado ao aceno do senador Rodrigo Pacheco (PSD) ao PT e o conturbado processo de eleições internas dentro do partido para a presidência estadual.

No último bloco, os jornalistas repercutiram os resultados da pesquisa Opus/EM com o cenário de intenção de voto e a aprovação do governador Romeu Zema (Novo) e do prefeito de BH, Álvaro Damião (União Brasil) na capital mineira.

O ⁠podcast Política EM Pauta⁠ traz um balanço semanal da atuação dos políticos mineiros em Belo Horizonte, cidades do interior de Minas, Câmara dos Deputados, Senado e governo federal.

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#politica #podcast #brasil

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Transcrição
00:00:00Olá, começa agora mais uma edição do Política em Pauta, podcast do jornal Estado de Minas,
00:00:10que debate as principais notícias do poder e dos bastidores aqui em Belo Horizonte,
00:00:14Minas Gerais e no Brasil, porque não nessa semana agora da sexta-feira, dia 11 de julho
00:00:19do mundo também, afinal de contas, nosso noticiário está estremecido com as notícias
00:00:25da sobretaxa, do tarifácio que Trump imprimiu ao Brasil e a gente vai falar um pouco sobre
00:00:30como que isso afetou a política aqui em Minas Gerais.
00:00:33Meu nome é Bernardo Stilak, sou repórter da Editoria de Política, estou aqui hoje com
00:00:37o Thiago Bona, meu colega de editoria, tudo bem, Bona?
00:00:39Tudo bem, Bernardo, e contigo?
00:00:41E também com a Alessandra Mello, habituado aqui já do podcast, tudo bem, Alessandra?
00:00:45Tudo bem, do Tranks.
00:00:47Bom, como a gente já adiantou no primeiro bloco, a gente vai falar sobre o tarifácio
00:00:51que Donald Trump anunciou em uma carta ao presidente Lula, em que ele cita o ex-presidente
00:00:56Jair Bolsonaro, num tom meio de chantagem, fala também sobre uma caça às bruxas promovida
00:01:02contra o seu aliado aqui no Brasil e anuncia que a partir de agosto as importações brasileiras
00:01:08serão taxadas em 50%.
00:01:10Economicamente, Minas Gerais vai ser prejudicada por isso, mas politicamente houve o eco dessa
00:01:17decisão de Donald Trump, também foi ouvido aqui em Minas Gerais com diferentes declarações
00:01:22de figuras importantes aqui da nossa política local.
00:01:26No segundo bloco, a gente continua falando sobre esses nomes importantes da política local,
00:01:30falamos sobre o Rodrigo Pacheco, que disse não rechaçar uma aliança com o PT no momento
00:01:37em que existe a possibilidade de ele se unir à União Brasil, de sair do PSD, a gente vai
00:01:43comentar um pouco sobre essa situação.
00:01:44A gente vai falar um pouco também sobre a decisão do Tribunal de Contas do Estado de
00:01:48abrir uma mesa de conciliação entre Codemig e a CBMM em Araxá para a exploração de
00:01:55Nióbio.
00:01:56Vamos falar também sobre a confusão na eleição do diretório estadual do PT, a eleição que
00:02:01deveria ter acontecido no domingo passado acabou sendo adiada para o próximo domingo por
00:02:05conta de uma entrada na justiça de Dandara Toranzinha, deputada federal, que é uma das candidatas
00:02:10a presidência estadual do Partido dos Trabalhadores.
00:02:14No terceiro bloco, a gente repercute uma pesquisa feita pelo Instituto Opus de Consultoria
00:02:19e Pesquisa sobre Encomenda do Estado de Minas, que avalia aqui em Belo Horizonte como é que
00:02:23está o cenário da corrida tanto para a presidência da República em 2026, também para o governo
00:02:28do Estado e faz uma avaliação sobre a gestão de Álvaro Damião, que recém completou
00:02:34três meses aqui na capital mineira.
00:02:37Bom, sem mais delongas, vamos falar sobre o tarifácio promovido por Donald Trump, presidente
00:02:42dos Estados Unidos, que enviou na quarta-feira uma carta ao presidente Lula.
00:02:48A gente não sei se a gente pode até etimologicamente dizer carta, porque na verdade ele publicou,
00:02:55ele divulgou nas suas próprias redes sociais um texto em que ele se dirige ao presidente
00:03:00Lula, no primeiro parágrafo ali ele cita Bolsonaro, diz que o ex-presidente sofre uma
00:03:06caça às bruxas dentro do Brasil e exige imediatamente a suspensão do processo contra
00:03:12o ex-presidente Bolsonaro aqui, usando inclusive letras garrafais, e anuncia que os produtos
00:03:19brasileiros vão sofrer uma sobretaxa de 50%, além das taxas que já são cobradas dos
00:03:24produtos brasileiros, e num tom bastante de chantagem, de ameaça em relação ao Brasil,
00:03:32a notícia pegou fogo, a gente estava aqui na redação no momento que aconteceu, e acho
00:03:39que até para o nosso ouvinte é interessante falar, o tom da carta é muito chocante, com
00:03:44aquelas letras maiúsculas, então, muito imperativo, né? Você tem que interromper agora, não lembro
00:03:55as palavras exatamente, mas que a caça às bruxas precisa ser parada imediatamente e o imediatamente
00:04:02em letras garrafais, como você mesmo destacou. Pois é, e assim, com um tom muito pouco técnico,
00:04:07né, Alessandra, ele cita imediatamente Jair Bolsonaro, depois diz que as medidas tentam
00:04:14também corrigir disparidades na balança comercial entre Brasil e Estados Unidos, mas...
00:04:20Não existem, né?
00:04:20É, rapidamente foi levantado, né, que desde 2009 a balança comercial é desfavorável ao
00:04:27Brasil, então, economicamente é muito difícil de justificar esse tarefato de Donald Trump,
00:04:33e imediatamente isso já teve respostas dentro de Minas Gerais. Para a gente começar falando
00:04:40numa seara econômica, Minas já sofreu com a eleição de Donald Trump, né, já precisou
00:04:47reajustar o seu mercado por conta da taxação ao aço, a siderurgia de Minas Gerais é um
00:04:54mercado muito forte e agora com essa taxação de 50%, amplia ainda o leque de serviços que
00:05:02acaba sendo afetado. A gente trouxe aqui na nossa edição o impacto, inclusive, para
00:05:07a indústria do café, por exemplo, né, que tem nos Estados Unidos um parceiro importante,
00:05:13mas você ontem esteve na sede da Federação de Indústrias do Estado de Minas Gerais, a
00:05:17FIENG, onde o presidente da federação convocou uma entrevista coletiva justamente para poder
00:05:23falar sobre o tema. Flávio Roscoi, que vinha numa escalada bastante agressiva, por assim
00:05:30dizer, ou pelo menos bastante enfática em entrevistas, começou a semana dizendo na Folha
00:05:35de São Paulo que o trabalhador CLT é um idiota, adotou um tom bem menos severo diante
00:05:44dessa medida de Donald Trump. Como é que foi a sua percepção e também o que falou de
00:05:50importante o presidente da FIENG ontem, Alessandra?
00:05:53É, na verdade, a FIENG, o presidente da FIENG, Flávio Rosco, né, convocou essa coletiva
00:05:58para falar num tom que surpreendeu os jornalistas, diferente do tom que ele sempre adota para se
00:06:04referir ao governo federal, né, ele faz oposição, claro, é aliado do Jair Bolsonaro, né, sempre
00:06:11defendeu a reeleição do presidente. Então, adotou um tom, assim, super ameno, manso mesmo,
00:06:20assim, uma surpresa. Os repórteres insistiram nas perguntas, que é sobre o assunto do dia
00:06:27para além da tarifa, que era a disputa de quem seria a responsabilidade por esse tarifaço, né,
00:06:34porque tentaram de imediato os bolsonaristas, aquados aí pela repercussão negativa dessa
00:06:40tarifa sobre a economia brasileira, já passaram a culpar de imediato o presidente Lula e a gente
00:06:45foi para essa coletiva na expectativa de que ele adotasse um tom semelhante, né, o Flávio
00:06:50Rosco, né, um tom semelhante ao dos bolsonaristas com quem ele tem um alinhamento ideológico, mas
00:06:55foi surpreendente, uma fala muito tranquila, assim, polida, em cima do muro, digamos, né,
00:07:05questionado se a responsabilidade pelo tarifaço seria do Lula. Ele disse que não, e a responsabilidade,
00:07:12não, a responsabilidade, na verdade, é de solucionar a crise. Ah, então há responsabilidade
00:07:18do ex-presidente? Não, também não há. Então, por que o ex-presidente foi citado na carta,
00:07:24logo no primeiro parágrafo, como a principal, praticamente a única justificativa para esse
00:07:29tarifaço? Ele disse que não, que para ele aquilo ali é só uma narrativa, que o fundo
00:07:35mesmo, o problema real disso tudo são os BRICS, né, que seria uma resposta dos Estados
00:07:41Unidos, a fala do presidente Lula que assumiu recentemente o comando dos BRICS em defesa da
00:07:46desdolarização da economia e que o Trump já havia dito em entrevistas que quem falasse
00:07:51contra o dólar seria retaliado. Mas essa questão do BRICS, do dólar, não apareceu
00:07:57na carta do Trump. E nem o dólar foi falado na reunião, né? É. O grande mote da reunião
00:08:02dos BRICS foi a ferrovia que vai cruzar a América do Sul, o grande ponto. É, isso mesmo.
00:08:11Ele até citou, né, que foi questionado nesse sentido, mas essas explicações não constam
00:08:20nesse documento, né, que foi um documento muito estranho, né, que fere até as regras
00:08:24de diplomacia, né, você anuncia uma tarifa nas redes sociais. Diz até que a presidência
00:08:31perguntou para o embaixador dos Estados Unidos, mas essa carta é real, ela é verdadeira?
00:08:36Mas uma coisa que o Rosco falou sobre a questão da indústria mineira é que a siderurgia vai
00:08:42ser extremamente impactada, porque ela já sofre a concorrência do aço chinês, uma
00:08:47concorrência difícil, com uma sobretaxação de 50%, praticamente, segundo ele, não existiram
00:08:52importações mais desse produto. Na avaliação dele, o café, por exemplo, que também vai
00:08:59ser impactado, acaba conseguindo, vai sofrer um impacto inicial, mas consegue se readequar
00:09:05nesse mercado, porque pode vender o café para outros países, mas que no caso do, da
00:09:11siderurgia é muito difícil. Então, adotou um tom, assim, extremamente cauteloso, pedindo
00:09:18diálogo, pedindo que as partes sentem na mesa, manifestou preocupação com as medidas de
00:09:25reciprocidade que o governo federal pode adotar, previstas na lei da reciprocidade, aprovada
00:09:31pelo Congresso Nacional em abril desse ano, ainda não regulamentada pelo presidente Lula.
00:09:37Então, foi, assim, bem surpreendente. Deu para perceber claramente que há uma preocupação muito
00:09:42grande da indústria mineira, representada pelo seu presidente Flávio Rosco, do que essa guerra
00:09:48pode causar para o setor.
00:09:52E é interessante, acho que um ponto que você até coloca, né, da fala dele, que ele
00:09:57disse que não é um agente político, é um agente econômico, né?
00:10:00É.
00:10:00Ele se tirou o corpo dele dessa disputa, como você já bem disse, não era o modus operandi
00:10:07do Flávio Rosco, né? Ele é um presidente da FIENG com bastante fala, por mais que não
00:10:13seja uma fala partidarizada, né? Falando especificamente sobre um candidato ao outro, mas quando ele dá
00:10:20uma entrevista como deu para a Folha de São Paulo, é bem óbvio com que público que
00:10:24ele está querendo se corresponder, né?
00:10:26Ele fala diretamente para essa base mais à direita, então. Tanto que os discursos dele
00:10:34são sempre pró-candidatos ou políticos mais alinhados, até mesmo com o Bolsonaro, né?
00:10:42Ele foi questionado sobre o que a FIENG poderia fazer. Ah, mas eu não sou um agente político,
00:10:47isso é um agente econômico. Obviamente que a política e a economia são coisas que não
00:10:52se descolam, são vinculadas. Então, obviamente, ele como um empresário, presidente de uma
00:10:59federação importante, é sim um agente político, mas a tentativa mesmo foi de dar essa linha
00:11:05mais amena, sem embate direto, sem ataques frontais ao governo federal. A mesma linha adotada,
00:11:12por exemplo, pela Confederação Nacional das Indústrias, né? Que também, apesar de ter tido
00:11:16uma nota mais contundente de crítica ao tarifácio ao presidente dos Estados Unidos,
00:11:21também nessa linha, pedindo diálogo, preocupado com os impactos que isso vai causar na economia
00:11:27brasileira.
00:11:29Agora, é interessante isso porque a gente ressaltar também o momento em que foi concedida
00:11:34essa entrevista na FIENG, né? Como representantes da indústria mineira, também fazendo eco às
00:11:40notas de outras federações de outros estados, ela acontece quase 24 horas depois da divulgação
00:11:46dessa carta. Então, com o tempo, pelo menos, para poder ouvir os seus pares ali, ouvir a
00:11:51indústria dizer qual deve ser o tipo de postura a ser adotada em relação a esse tarifácio,
00:11:57que por mais que ele tenha motivação política, ele tenha sido tomado pelo presidente americano
00:12:03com argumentação política, além de tudo, e obviamente vai repercutir nessa esfera,
00:12:09ele afeta de forma real toda a indústria do país que tem nos Estados Unidos, junto com
00:12:16a China, o seu principal parcerio. Então, a gente vê que 24 horas depois, os posicionamentos
00:12:22foram ficando cada vez mais contidos, com menos alinhamento político, mais uma ideia pragmática
00:12:30sobre a situação, como a mesa de negociação precisa ser posta, etc. E é mais ou menos
00:12:37a postura de políticos bolsonaristas, ou pelo menos alinhados ao bolsonarismo, nesse
00:12:45mesmo time. A gente pode citar com destaque o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas,
00:12:51e principalmente, afinal de contas, a gente está aqui no jornal Estado de Minas, o governador
00:12:55mineiro Romeu Zema, que imediatamente saíram as redes logo depois que foi anunciado o tarifato
00:13:01de Trump, para poder dizer que a culpa era do Lula, que era um absurdo a forma como o Brasil
00:13:07tinha lidado com a situação e diplomaticamente com os Estados Unidos, e que agora o brasileiro
00:13:12ia pagar o pato, ia pagar o preço da postura do presidente. O governador Romeu Zema, inclusive,
00:13:19cita a Janja, porque a Janja teve aquele episódio em que ela fala um palavrão para o Elon Musk,
00:13:26né?
00:13:27Já não é mais aliado, já está rompido com o Trump.
00:13:29Já está rompido, mas é bom lembrar que na carta do Trump ele cita que o Brasil...
00:13:34As big techs.
00:13:35É, quer estar, não tem, não dá liberdade, né, para o funcionamento das empresas de tecnologia
00:13:40dos Estados Unidos, então é uma ligação que pode ser feita. E cita também o Supremo Tribunal
00:13:45Federal num tom de, olha, agora vocês vão pagar o pato. Outros políticos que são mais
00:13:52umbilicalmente ligados ao bolsonarismo, como o caso do deputado federal Nicolas Ferreira,
00:13:56por exemplo, também adotaram essa postura imediatamente, né? Olha aí Lula mais uma
00:14:01vez destruindo o Brasil, Cleitinho Azevedo falou que era o momento de um impeachment de
00:14:07Alexandre de Moraes, só que esses outros mais umbilicalmente ligados ao Bolsonaro adotaram
00:14:13um certo silêncio depois, né, quando foi percebido que a postura diante desse caso
00:14:18ficar estritamente política e eleitoral pega mal com seus principais financiadores de
00:14:25campanha, que é a indústria, que é o agronegócio. E não só financiadores de campanha, mas com
00:14:31atividades econômicas vitais para esse funcionamento do país e dos Estados. Então o Tarcísio de Freitas
00:14:38já voltou um pouco atrás. A gente pode dizer que no intervalo de 4 ou 5 horas,
00:14:44com o comitante aí à entrevista coletiva do Flávio Rosco, para a gente poder usar esse
00:14:49mesmo exemplo que foi citado no início do podcast, as falas dos governadores foram
00:14:55começando também a tomar um tom cada vez mais...
00:14:58A menos. A menos, é. Então o Tarcísio falou, ah, vamos abrir uma mesa de negociação, né,
00:15:04respondeu ao Haddad, que chamou ele de candidato a vassalo do Trump, chamou o Tarcísio, né,
00:15:09ele falou, ah, o Haddad tem que trabalhar, vamos abrir uma mesa de negociação, que é interessante,
00:15:15né, como se essa mesa de negociação não tivesse posta desde que Trump assumiu,
00:15:18anunciando que iria tarifar todos os países do planeta, né, enfim, essa mesa de negociação
00:15:24tá aí. O Brasil já negociou, inclusive, a taxa do aço, que afeta sobremaneira Minas Gerais.
00:15:30E o Zema faz um recuo, chamar de recuo, o que o Zema fez num vídeo que ele publica
00:15:38nas redes sociais de recuo, é até interessante, porque ele faz um vídeo em que ele gasta a maior
00:15:44parte do tempo atacando o Lula e o STF, e em algum momento ali ele diz que o tarifácio
00:15:49é injusto e errado. Então ele faz um vídeo dizendo que, olha, eu sempre achei que o
00:15:58julgamento a Bolsonaro está errado, por isso sempre estive ao lado dele, o que o STF
00:16:03tá fazendo é inacreditável, é, rompeu todos os limites, e ele inclusive fala que Lula
00:16:10provoca e interfere em assuntos domésticos da política dos Estados Unidos, né, quando...
00:16:16Sem citar, né, porque a gente não vê nenhum episódio do Lula interferindo na política
00:16:20dos Estados Unidos.
00:16:21O que aconteceu flagrantemente na quarta-feira foi absolutamente o contrário.
00:16:25O Trump interferindo na soberania nacional.
00:16:29Discutindo.
00:16:29A justiça.
00:16:30Determinando, determinando imediatamente que você suspenda o processo.
00:16:34Não é só uma relação econômica, né, como o Bando falou, ele virou e falou, ou vocês
00:16:38param imediatamente de perseguir o Bolsonaro ou sanções como essa vão continuar acontecendo,
00:16:43ou pelo menos essa não vai ser revogada.
00:16:46Então o Zema fala isso tudo, aí lá no final ele vira e fala, olha, mas aí é muito
00:16:51interessante o argumento que ele usa, né, não sei se o pão pensado foi isso, mas ele
00:16:56diz assim, é, a gente, esse tarifarço do Trump é injusto e errado porque ele prejudica
00:17:05todos os brasileiros, os que votaram no Lula e os que votaram contra o Lula.
00:17:10Será que ele queria que prejudicasse só os que votaram no Lula?
00:17:14É, ele deixa aberto essa possível interpretação.
00:17:18O grande desejo dele.
00:17:19Caso fosse algo que prejudicasse só o Lula, afinal de contas o Lula é o responsável por
00:17:23essa situação, tudo bem, né, afinal de contas vocês estão pagando pelo erro eleitoral,
00:17:28suposto erro eleitoral na visão do governador mineiro.
00:17:31Então é um recuo, mas é um recuo muito tímido também e pelo timing parece que alguém
00:17:37foi lá soprar no ouvido dele, né, governador.
00:17:40A gente, né, indústria, o agronegócio mineiro vai sofrer muito com isso, né, e chama atenção
00:17:46que na matéria que a gente publica eu até quis abrir com essa informação porque se você
00:17:50entrar na agência Minas, que é o veículo oficial de divulgação das informações do
00:17:55Estado de Minas Gerais, vai encontrar no início do mês de julho um balanço do primeiro semestre
00:18:00desse ano de 2025, comemorando, né, com glória o fato de que Minas Gerais se consolidou
00:18:07como o segundo maior Estado exportador do Brasil, que conseguiu 21 bilhões e meio de
00:18:13dólares em produtos enviados para fora do país e que 12,5% dessas transações são
00:18:19aos Estados Unidos, são destinadas aos Estados Unidos.
00:18:22Então, assim, há 15 dias você vai ver na agência oficial do governo do Estado uma
00:18:28grande ódio à capacidade exportadora de Minas Gerais e à importância dessa nossa
00:18:34parceria enquanto Estado, enquanto unidade federativa com o país presidido por Donald Trump.
00:18:40Então, até tecnicamente, pragmaticamente, comemorar ou pelo menos tentar politizar essa
00:18:49situação é só complicado, né, para um governador que se vende como um grande liberal, como
00:18:55alguém que, enquanto liberal, deveria defender o livre mercado, né, não a tarifação, não
00:19:02a influência dos Estados na forma como o mercado se autorregula e o que o Donald Trump faz é
00:19:09justamente o oposto disso.
00:19:11Isso, mas o Zema parece que não consegue mudar, né, esse samba de uma nota só.
00:19:16Qualquer coisa que acontece, ele tem que fazer algum comentário dizendo que a culpa é do
00:19:20Lula, que a culpa é do governo federal.
00:19:22E qualquer coisa mesmo.
00:19:23É aquele mesmo.
00:19:24E o PT?
00:19:25E a culpa do PT?
00:19:26É impressionante.
00:19:27A gente, né, bom, né, quando teve, infelizmente, né, o falecimento da brasileira, né, na Indonésia,
00:19:34o Zema doitor dizendo que é um absurdo a omissão do governo, é rigorosamente qualquer coisa.
00:19:41Ele está disposto, de qualquer maneira, a se colocar como um opositor ao petista, ao
00:19:48Lula, de qualquer forma, né, tentando descacifar para essa possível vaga aí na disputa presidencial.
00:19:55E esse tarifácio, se entrar em vigor mesmo, a partir do dia 1º de agosto, Minas Gerais
00:19:59vai ser muito impactado.
00:20:00Agora, nós estamos preparando para a edição de amanhã, vocês acompanham no portal, no
00:20:05impresso, uma matéria sobre os estados mais afetados com o tarifácio.
00:20:10Em Minas Gerais é o 5º, mais afetado com perda de PIB e até de empregos, né, afetar
00:20:19a economia mineira, até mesmo na geração de empregos.
00:20:22É, eu acho assim, existe um vício de interpretação no que está acontecendo, como se as respostas
00:20:30precisassem lidar com uma medida que foi tomada por qualquer causa que fosse razoável.
00:20:37É uma medida tomada por um presidente absolutamente imperialista, né, dos Estados Unidos, com uma
00:20:45lógica de mercado totalmente voltada para o próprio público, público interno dos Estados
00:20:52Unidos, procurando os seus lacaios aí ao redor do mundo.
00:20:57Não é comum que...
00:20:59Não faz sentido nenhum uma sobretase de um país por 50% quando você tem uma balança comercial favorável, amplamente favorável, há quase 20 anos.
00:21:09E aí se recebe essa informação sem levar em consideração a gênese dela, que é uma
00:21:16gênese que não faz sentido técnico.
00:21:18É um problema grave a presidência de Donald Trump nos Estados Unidos nesse sentido.
00:21:23E o máximo que poderia ter sido de resposta em relação a isso, se não quisessem entrar
00:21:28em uma questão diplomática, numa questão política, era dizer o seguinte, olha, a gente
00:21:32recebeu essa informação com bastante preocupação e agora a gente vai virar aqui para os nossos
00:21:38problemas internos, que é o que dá para poder tentar resolver e ver como o próprio Flávio
00:21:42Roscoe falou, se o café vai ser sobretaxado de 50%, que outro mercado que a gente pode
00:21:48encontrar para poder escoar a nossa produção?
00:21:50O presidente Lula já sinalizou sobre buscar novos mercados para evitar um impacto maior
00:21:59dessa medida.
00:22:01Mas você falou sobre quem vai pagar o pato, eu acho curioso que a Fiesp que teve esse slogan
00:22:08foi muito vocal contra, falou que a soberania nacional é inegociável, diferente aparentemente
00:22:16do tom adotado pelo Flávio Roscoe aqui em Minas.
00:22:18É, porque na verdade o que me surpreende nisso tudo é que independente das questões ideológicas
00:22:24que você, do campo, do espectro ideológico que você esteja, eu acho que é inaceitável
00:22:32que um presidente de qualquer nação que seja determine o que uma outra vai fazer.
00:22:37Isso é uma coisa inaceitável, isso deveria estar acima da disputa ideológica entre
00:22:42da extrema direita com a esquerda, porque nada pode justificar que um presidente, ainda
00:22:50que aqui no Brasil todo o processo conduzido do Bolsonaro na avaliação da direita seja
00:22:56errada, seja injusto, ainda que esse processo seja todo injusto na avaliação deles, não
00:23:03justifica esse tipo de interferência e ela se fosse, ao contrário, o Brasil tentando
00:23:09dar uma determinação dessa para os Estados Unidos, ela seria amplamente rechaçada entre
00:23:15os estadunidenses.
00:23:17Então isso é uma coisa que me surpreende muito, essa coisa de ser vassalo mesmo.
00:23:22Ela é previamente rechaçada, acho que é muito importante até a gente ficar atento, até
00:23:28nas manchetes de jornal mesmo e na preocupação que muitas figuras, autoridades políticas expressam
00:23:35sobre o medo da forma como o Brasil vai reagir, porque o Brasil pode iniciar uma guerra tarifária.
00:23:41A guerra tarifária tá posta, né?
00:23:44É, e quem começou não foi o Brasil, né?
00:23:46É, e assim, esse receio, é isso que eu tô falando, o vício de interpretação sobre
00:23:51a origem disso.
00:23:53O medo de como o Brasil vai reagir, ok, ele pode até fazer sentido, porque tudo isso
00:23:58impacta, e não é uma discussão etérea, né?
00:24:01A indústria ou o mercado como uma entidade que existe sobre nós, assim, é um emprego,
00:24:09né, a vida das pessoas, é um emprego, é, a industrialização do Brasil.
00:24:13E o presidente Lula hoje, no Espírito Santo, participando da divulgação do Espírito
00:24:19Santo dos novos termos do Acordo da Vale, ele falou que ele não vai tomar, no caso das
00:24:23medidas de reciprocidade, ele só tem uma expressão, nada com 39 graus de febre, que
00:24:29ele vai esperar a poeira baixar, vai recorrer primeiro ao AMC e depois estudar, porque também
00:24:34o Brasil fica agora numa situação difícil, porque como que você vai sentar pra negociar
00:24:39com o presidente, que impõe pra você, eu só reduzo uma tarifa se você, se o Supremo,
00:24:47que o Lula nem tem ascendência sobre o Supremo, interrompa um procedimento.
00:24:54E é o que, nem o Bolsonaro foi favorável claramente a isso, o filho dele logo no começo
00:25:00foi, o Eduardo, né, comemorou, acreditou o tarifácio, as pressões que ele vem fazendo
00:25:08lá nos Estados Unidos, ele tá morando lá, nesse sentido, mas o próprio presidente
00:25:12Bolsonaro não falou claramente sobre esse assunto, mas as informações de bastidora
00:25:17é que ele iria articular com o Trump pra não ter o tarifácio, tipo assim, não precisa
00:25:24tarifar por minha causa, é uma coisa meio sem sentido, mas nesse hoje...
00:25:29Ele tem ganho político, né, se ele fizer isso, ele tá querendo, além de poder, um ganho
00:25:37político pra ele, ó, eu impedir que o país fosse tarifado.
00:25:41É, talvez.
00:25:42Eu tenho influência, eu tenho influência.
00:25:44Porque, por agora, é porque é muito impressionante, no momento que a gente vive na história,
00:25:49assim, de lógica argumentativa, né, um presidente chantageia outro com um anúncio que, no primeiro
00:25:58parágrafo, cita a sua preocupação em relação ao processo que Jair Bolsonaro sofre no sistema
00:26:05judiciário do Brasil. E, de alguma forma, não tá... o bolsonarismo não atrela uma
00:26:13coisa a outra, como se não fosse uma correlação de causa e efeito, a defesa que Trump faz ao
00:26:19perseguido, ao pretensamente perseguido Bolsonaro, com a punição tarifária que ele faz ao Brasil,
00:26:26porque é uma punição, né, que ele faz.
00:26:28É, tanto que foi a maior, né, do dia foi o único país que tá achando 50%.
00:26:33Pois é, mas, de alguma forma, a recepção a isso pode ser o Eduardo Bolsonaro lá atuar
00:26:41como a figura que vai dissuadir Trump de fazer isso. E não ao contrário, como ele sendo a
00:26:49figura que dissuadiu Trump a fazer isso.
00:26:51É isso mesmo.
00:26:52Então, assim, dissuadiu não, né, que convenceu o Trump a fazer isso.
00:26:56É, porque é muito estranho, meio, né, surrealismo.
00:26:59Ai, gente, mas no Brasil, no Brasil de uns tempos pra cá, tudo é possível.
00:27:03Eu acho que no mundo, né, tudo é possível.
00:27:05E a gente viu ontem, né, o próprio Flávio Bolsonaro subiu o tom de novo, né, atrelou
00:27:09a anistia a isso, né, durante a noite.
00:27:12Atrelou a anistia, é, falou que o primeiro passo pra retorno de uma relação mais normal
00:27:19é a...
00:27:21Ampla e irrestrita.
00:27:22Ampla e irrestrita.
00:27:23A todos os julgados, né, e condenados.
00:27:27Ou seja, perceba que o tom do senador Flávio Bolsonaro, né, irmão de Eduardo, um dos filhos
00:27:32de Jair Bolsonaro, ele vai na contramão desse bolsonarismo moderado, vamos sentar, vamos
00:27:38conversar.
00:27:39O tom do senador é, ó, as coisas aconteceram por causa disso mesmo.
00:27:43Se o Trump meteu 50% de taxa na importação brasileira, é, está relacionado ao processo
00:27:51de anistia, está relacionado ao processo pelo qual Jair Bolsonaro responde criminalmente
00:27:56por tentativa de golpe de Estado no Supremo Tribunal Federal.
00:28:00Então, eu acho que, pelo menos no sentido de coerência, a argumentação do Flávio
00:28:05Bolsonaro faz mais sentido que a do racista.
00:28:08Sim, muito.
00:28:09A carta está lá, gente, está claro.
00:28:11É.
00:28:12Vamos ver, nos próximos capítulos dessa história, como, né, o próprio presidente Lula falou,
00:28:17é, quando o fogo baixar, a gente, o Trump disse que em algum momento vai conversar com
00:28:25o Brasil sobre isso, a gente está no dia 11, né, ainda falta quase 20 minutos.
00:28:30dias para agosto.
00:28:31Então, essa situação pode mudar.
00:28:34Vamos ver quais papéis cada um vai assumir.
00:28:36O cenário que a gente tem agora é que essa argumentação que justifica os 50% só traz
00:28:44termos políticos e ideológicos.
00:28:46O único termo econômico que ele coloca ali naquela discussão é um termo econômico
00:28:50que, brevemente, rapidamente, você consegue derrubar, né?
00:28:56A balança comercial é superavitária para os Estados Unidos.
00:29:00Enfim.
00:29:01Veremos as cenas dos próximos capítulos.
00:29:04Bom, vale para a gente fechar esse, já iniciar o segundo bloco, dizer que o Rodrigo
00:29:08Pacheco, entre essas autoridades mineiras mais proeminentes, foi o que mais claramente
00:29:16defendeu a soberania brasileira.
00:29:17disse que o momento é, as aspas específicas são, o momento requer de todos nós a defesa
00:29:24firme da economia nacional e, no caso específico de Minas Gerais, dos setores atingidos a partir
00:29:29do diálogo, da diplomacia e até de um programa de Estado que possa preservar os interesses
00:29:33de nossas empresas e dos nossos trabalhadores.
00:29:36Esse é o único caminho, não podemos nos calar diante de medidas intimidatórias que colocam
00:29:41em risco a soberania e os empregos brasileiros.
00:29:44Ela fala do senador Rodrigo Pacheco, que é um dos candidatos postos aí, né?
00:29:49Nesse momento ainda muito incipiente de corrida eleitoral pelo governo de Minas Gerais e é
00:29:54o candidato preferido da esquerda, embora ele mesmo seja um nome não alinhado à esquerda,
00:30:00um nome muito mais de centro, mas que nessa semana deu declarações um pouco mais no tom
00:30:06eleitoral, né, Alessandro?
00:30:08Ele foge muito dessa, não só de dizer especificamente que vai ser candidato, mas ele foge até do tipo
00:30:15de discurso eleitoreiro, né, ele não joga pra galera, ele tem um discurso muito institucional
00:30:20quase sempre, mas falou que não passa pela cabeça dele rechaçar um possível apoio do PT
00:30:26à sua candidatura em um momento em que essa possibilidade é discutida, né, que o Pacheco
00:30:31concorra com o apoio tácito do PT, sem o PT dentro da chapa.
00:30:36É, ele soltou uma nota, né, ele soltou uma nota dizendo nesse sentido que não tem nenhum
00:30:40problema, não há possível aliança com o PT em caso de candidatura ao governo de
00:30:45Minas, defendeu a democracia, disse que o que une ele ao PT é a defesa da democracia
00:30:53e a necessidade da reeleição do presidente Lula, então deu uma sinalização aí, porque
00:30:59desde a semana passada tá, assim, muito forte nos bastidores da política de que ele será
00:31:05mesmo candidato e que nessa composição ele vai fazer uma composição tendendo pro centro
00:31:10e que o PT não participaria dela formalmente, extra-oficialmente, não formalmente, pra que
00:31:17não haja aquela coisa que os bolsonaristas sempre gostam muito de fazer uma polarização,
00:31:21né, o PT, o pele contra o PT, né, esse antipetismo que tentaram fazer, por exemplo, na campanha
00:31:27do FUAD, né, colando na testa do FUAD, tentando colar, né, na testa do FUAD que o FUAD
00:31:32era um petista, coisa que ele nunca foi, trabalhou a vida inteira o FUAD com o PSDB, foi secretário.
00:31:38Em um momento em que o PSDB era o grande rival do PT, de fato.
00:31:42Isso mesmo, quando era o grande rival, Aécio Neves, Anastasias, governando Minas Gerais,
00:31:47ele sempre trabalhou com o PSDB, sempre foi tocando, sempre foi de centro, nunca foi de esquerda,
00:31:53mas era uma pessoa que, um político que conversava com todas as legendas, sem, naquele tempo,
00:31:59né, gente, um tempo remoto da política brasileira, não tão distante, mas parece que ficou no
00:32:04passado, em que as pessoas conversavam, né, os interesses do Estado eram debatidos entre
00:32:10uma posição mais para a esquerda, uma posição mais para o centro, coisa que é um diálogo
00:32:15que eu não tenho editado, infelizmente, nos últimos tempos, ele deu essa declaração,
00:32:19Pacheco voltando aqui, nesse sentido, de que não rechaça de maneira nenhuma, mas
00:32:24que, no momento, não é candidato e que vê com bons olhos, caso seja, esse apoio, né.
00:32:33Agora, Bona, a gente fala aqui nas edições do Política em Pauta, discute no jornal, discute
00:32:38na redação, o quanto as candidaturas mais à direita e até de extrema-direita em Minas
00:32:44Gerais são mais cristalizadas, mais consolidadas, existem vários nomes, pelo menos, com
00:32:49possibilidade real de vencer a eleição, né, podemos falar de Cleitinho Azevedo,
00:32:55Nicolas Ferreira, o vice-governador Matheus Simões, enquanto a esquerda fica esperando
00:33:00uma sinalização do Rodrigo Pacheco, o PT, né, naturalmente, por ser o maior partido
00:33:06de esquerda, não tem um nome competitivo para essa disputa e, como se não bastasse essa
00:33:11indecisão há pouco mais de um ano da eleição, o PT em Minas Gerais não consegue
00:33:16nem eleger o seu próprio presidente do diretório estadual, uma confusão, né, ao longo da
00:33:21semana, na véspera da eleição do diretório estadual do PT em Minas Gerais, a candidata
00:33:29Dandara, deputada federal, né, candidata à presidência estadual do PT, conseguiu na justiça
00:33:34uma eliminar para participar do pleito, havia sido negado antes, e a decisão foi de adiar
00:33:41o processo de eleição direta, o processo de escolha direta do PT. A situação parece
00:33:49que, de indefinição, é completa, né, Boro? Não é só na decisão de quem pode ser
00:33:55um candidato apoiado, é inclusive interna. É, a esquerda em Minas, ela sofre muito, e
00:34:01o PT, então, a própria Marília Campos, que era um nome cotado para concorrer ao governo,
00:34:09já falou que, até pelo antipetismo mesmo, ela não iria enfrentar essa disputa. Então,
00:34:18aí eu, não só o Partido dos Trabalhadores, como outros partidos no mesmo campo político,
00:34:26sofrem muito com essa escolha, né, ver aí quem o PSB já tinha feito uma sinalização
00:34:33para tentar lançar uma candidatura, talvez do Diego Andrade.
00:34:39Cantou o Tadeuzinho, né? Cantou o Tadeuzinho, que foi, que talvez saia pelo MDB, né, como a
00:34:45Alessandra deu, esse campo é mais complicado, né, ele é mais nublado.
00:34:52É, o mais surpreendente é um partido que não tem nem candidato, não tem liderança,
00:34:58para nenhum cargo, a gente não vê nome, tem disputa interna nesse grau, né, nesse grau
00:35:04de disputa interna. Você não tem unidade externa, não tem liderança externa e não
00:35:09tem unidade interna, né, e disputa dessa maneira, e que, na verdade, é disputa de poder,
00:35:15são dois grupos dentro do partido disputando o comando, né, obviamente o controle sobre
00:35:20as verbas partidárias, o controle sobre quem é candidato, sobre quem não é, o que
00:35:25eu acho, assim, para o campo da esquerda muito ruim, né, porque a gente não vê notícias
00:35:33com frequência no jornal de disputas vigorosas entre a direita. A direita caminha muito mais
00:35:40unida, né, enquanto a esquerda que está fragilizada no Estado, né, que não consegue
00:35:46mais ter um candidato de relevância, não consegue ir para o segundo turno, né, não
00:35:53consegue fazer na Câmara, por exemplo, grandes bancadas, na Câmara Municipal de Belo Horizonte,
00:35:59tem esse grau de disputa, né, e envolve dois grupos, né, Bernardo?
00:36:02É, para o nosso ouvinte que talvez não esteja familiarizado com essa disputa, entender,
00:36:07obviamente, se a gente tivesse que remontar as origens dessa briga...
00:36:12Mas é um podcast inteiro.
00:36:13É, uma série inteira de podcast.
00:36:15Mas o que importa é, ao longo dos últimos meses, foi se desenhando que a principal disputa
00:36:21para ver quem seria o presidente estadual do PT ficou entre a deputada estadual Leninha
00:36:26e a deputada federal Dandara. Dandara é apoiada pela atual presidência estadual
00:36:31do partido. O Cristiano Silveira, deputado estadual, é presidente pelos últimos dois
00:36:37mandatos.
00:36:38E pelo atual presidente do Partido Nacional, o Edinho.
00:36:41É, ele decidiu que não iria concorrer à reeleição, ele é de um grupo ligado ao
00:36:46deputado federal Reginaldo Lopes, tem o apoio da Marília Campos também, prefeita de
00:36:50Contagem, e estava numa corrente do PT que apoiou o Edinho Silva, esse
00:36:55ex-presidente de Araraquara, para a eleição à presidência nacional do partido.
00:37:04Do outro lado, a Leninha é apoiada pelo deputado federal Rogério Corrêa, pelo deputado
00:37:09estadual Leleco Pimentel, pelo deputado estadual Beatriz Serqueira, pela tesoureira
00:37:14Gleide Andrade, tesoureira nacional do PT, um nome muito forte internamente.
00:37:20Estava ali posta essa disputa quando a direção nacional do partido entendeu que a
00:37:25Dandara não poderia concorrer porque estava inadimplente com a contribuição partidária.
00:37:31Uma dívida ali de mais ou menos 130 mil, que a Dandara não estava em dia com essa
00:37:36contribuição que é necessária para poder estar ali concorrendo aos cargos dentro do
00:37:40partido.
00:37:42A Dandara alega que tentou pagar essa dívida e acabou que o banco não conseguiu efetuar o
00:37:51pagamento.
00:37:52O problema bancário.
00:37:53Ela entra na justiça e no sábado, na véspera da eleição do PT, a justiça determina que
00:38:02ela participe do processo.
00:38:04Ele junta ali uma série de documentos, inclusive as tentativas de pagamento dos boletos pela
00:38:09Dandara, atesta que ela tinha saldo suficiente para poder fazer o pagamento naquele momento
00:38:14e que realmente houve um problema bancário.
00:38:17Diante dessa indecisão, o PT preferiu adiar o processo.
00:38:23Ao longo da semana, essa própria eliminada da Dandara caiu, então ela não disputou a
00:38:27eleição de domingo.
00:38:29Mas, enfim, é uma disputa gigantesca.
00:38:32Imediatamente depois do momento em que aconteceu a eliminada, o Rogério Corrêa convocou uma
00:38:36coletiva de imprensa lá no seu escritório, ali no Santo Agostinho, em Belo Horizonte,
00:38:41para poder dizer que a contribuição partidária é absolutamente essencial, que a suspensão
00:38:47da candidatura da Dandara era legal, por isso o partido decidiu dessa forma.
00:38:52Enfim, é uma briga interna.
00:38:55Obviamente, os petistas, e até com certa razão argumentativa, dizem que o PT tem essas
00:39:02brigas, porque é o único partido do país, de fato, em que existe um processo de eleição
00:39:07direto, que todos os seus filiados podem escolher quem será o presidente, enquanto os outros
00:39:12partidos trabalham nessa linha do grande cacique, o cara que comanda.
00:39:17O Kassab é o cacique do PSD, o Ciro Nogueira é do PP, o Valdemar e o Bolsonaro no P.E.
00:39:24E o PT tem essa disputa interna, embora claramente tenha suas lideranças.
00:39:28Mas essa disputa é anterior à questão do PED, ela vinha, por exemplo, tanto que nessa
00:39:33coletiva do Rogério Correia, ele foi lembrar lá que o grupo que apoia a candidatura da
00:39:37Dandara não apoiou a candidatura dele à prefeita, fez a dissidência.
00:39:42Na verdade, esses dois grupos estão em choque faz muito tempo, não é de agora, ela só
00:39:48se cristalizou e veio à tona com essa disputa, são dois grupos que estão batendo cabeça há
00:39:54muito tempo, a eleição para a prefeitura de Belo Horizonte, o grupo do Reginaldo Lopes,
00:39:59não queria que o Rogério Correia fosse candidato, queria que o PT, logo de início,
00:40:04apoiasse o FUAD, tem uma disputa também por verba partidária, que envolve os recursos
00:40:11do partido para as eleições futuras e para as eleições que passaram, quem vai ter o controle
00:40:16sobre esse recurso, tem disputas sobre candidaturas, quem vai ser candidato ao quê no próximo pleito,
00:40:24então, assim, realmente não é um partido que os caciques têm o poder total, tem uma
00:40:31democracia interna que é para ser valorizada, mas é uma disputa de poder.
00:40:36O PT divisa no horizonte próximo a situação em que o partido ainda não viveu em sua história,
00:40:46que é não ter o Lula como o principal liderança aglutinadora no país, né, e mesmo com a força
00:40:53que o Lula tem, venceu três eleições, vem disputando eleições presidenciais desde 89, né,
00:40:59sempre com...
00:41:00Fez sucessora.
00:41:01Fez sucessora em Dilma Rousseff, mesmo assim o PT é todo fragmentado, né, tem várias
00:41:08vertentes ali que diz, pô, a escolha mesmo da Dilma Rousseff foi fruto dessa fragmentação,
00:41:14né, a Dilma não é um quadro oriundo do PT, ela vem do PDT, assim.
00:41:20É, uma liderança brisolista, mas enfim...
00:41:23Domingo agora tem eleição, finalmente.
00:41:25Domingo agora tem eleição, e aí, ó, eu disse isso dessa diviságua no horizonte,
00:41:30não muito próximo a essa saída do Lula de Sena, porque o Lula talvez dispute em 2026
00:41:35e certamente seria a sua última eleição, né, com mais de 80 anos, então, o que está
00:41:42em jogo também é como que o partido vai andar, né, vai caminhar a partir desse momento
00:41:47que vai ser um divisor de águas na história da legenda.
00:41:51Para a gente fechar esse segundo bloco que fala mais especificamente sobre Minas Gerais,
00:41:55vamos passar rapidamente sobre uma decisão do Tribunal de Contas do Estado,
00:42:00numa decisão do Pleno, né, dos conselheiros do Tribunal, na quarta-feira,
00:42:05que deu 30 dias para que a Codemig e a CBMM se manifestem pela possibilidade de abertura
00:42:12de uma mesa de conciliação sobre um processo antigo, né, das duas empresas que realizam
00:42:20conjuntamente, ela é a extração de nióbio em Araxá.
00:42:25Para o ouvinte entender mais ou menos do que se trata, a Codemig e a CBMM, a CBMM é uma
00:42:30empresa privada, pertencente ao Grupo Moreira Salles, tem um acordo desde 1972 para extração
00:42:36de nióbio em Araxá.
00:42:37Esse contrato foi assinado com validade de 30 anos, em 2002 ele venceu e foi prorrogado
00:42:44por mais 30 anos, portanto, vale até 2032.
00:42:48E nesse acordo, né, são duas minas diferentes em Araxá de Nióbio, estava determinado que
00:42:55a extração das duas minas precisa ser igual, não pode ter uma extração diferente dos dois.
00:43:00E o antigo presidente da Codemig, durante a gestão do Fernando Pimentel, foi até a
00:43:05Assembleia dizer que houve uma diferença de cerca de 103 mil toneladas de material extraído
00:43:12a mais da mina da estatal e que isso poderia gerar uma disparidade de quase nove, de mais
00:43:19de nove bilhões de reais devidos pela CBMM à Codemig.
00:43:24O TCE estava avaliando esse processo há bastante tempo, especificamente o que está
00:43:31sendo discutido ali, embora essa questão do ex-presidente Marco Antônio Castelo Branco
00:43:35também seja colocada em consideração, é uma ação movida pelo Ministério Público
00:43:39de Contas em que questiona uma perícia que foi contratada pela Comipa, que é uma companhia
00:43:46criada para gerir essa extração de nióbio, que é gerida pela Codemig e CBMM, dizendo
00:43:53que esses dados não são possíveis de ser aferidos, não dá para poder conferir se
00:43:59eles são reais ou não, porque eles foram todos gerados a partir de dados fornecidos
00:44:03pela CBMM, que é, obviamente, causa interessada nesse processo.
00:44:09Enfim, essa discussão passou muito tempo ali parada no TCE, ela poderia ser encerrada
00:44:14por questão de prazo, ela poderia caducar e nessa quarta-feira houve uma reunião dos
00:44:20conselheiros do TCE, determinando a abertura dessa mesa de conciliação.
00:44:25Então, no próximo mês, a gente vai ver como que as empresas vão decidir participar ou não
00:44:29desse processo, porque se for comprovado realmente que existe essa disparidade, ou a quebra do
00:44:36contrato nesse sentido, é mais um ponto que entra naquela discussão do Propag, porque
00:44:42dentro do Propag, a Codemig é tratada como o grande triunfo de Minas Gerais, uma empresa
00:44:48que tem direito à exploração de nióbio, um mineral que é muito cobiçado internacionalmente,
00:44:55que pode aumentar muito de valor, e a expectativa da oposição dentro da Assembleia, e até
00:44:59propriamente do grupo, que é alinhado à presidência da Assembleia, é que a Codemig
00:45:04consiga atingir um valor próximo de 30 bilhões, que seria o suficiente para Minas Gerais
00:45:09aderir ao Propag, abater a dívida e ainda reduzir em dois pontos percentuais os juros cobrados
00:45:14no parcelamento de 30 anos da dívida do Estado com a União. Então, durante todo esse processo
00:45:22podem ser levantadas informações que mostram, por exemplo, que a Codemig tem uma mina mais
00:45:28rica, que é da CBMM, a Codemig tem valores a receber da CBMM, tudo isso interfere na forma
00:45:34como esse ativo é avaliado pelo mercado, é avaliado pelo próprio BNDES, que é quem é
00:45:41responsável por poder fazer o chamado valuation para a entrada no Propag, é um tema mais
00:45:48chato, mais técnico, mas que muito provavelmente vai impactar nessa discussão política, né
00:45:53Alessandra, é bom a gente ficar de olho.
00:45:55É, a Codemig é a esperança de poder aderir ao Propag sem precisar, pelo menos no caso
00:46:01de uma parte da Assembleia que faz essa defesa enfaticamente, não precisar vender Codemig e
00:46:08Copasa. Vamos ver. Bom, para a gente encerrar o programa, no nosso terceiro bloco, vamos
00:46:15falar sobre a pesquisa que a Opus Consultoria e Pesquisa realizou aqui em Belo Horizonte.
00:46:19Foi um levantamento feito presencialmente com 500 belo-horizontinos, 500 eleitores aqui
00:46:24da capital mineira, nas nove regionais da cidade, entre 1º e 3 de julho, com uma série gigantesca
00:46:32de perguntas, nas edições de segunda, terça e quarta-feira do jornal Estado de Minas, você
00:46:36pode acompanhar a estratificação desse questionário, que pergunta para o eleitor qual é o principal
00:46:42problema da cidade, como o eleitor viu as últimas manifestações do governador e do prefeito,
00:46:49e também a questão que para o nosso podcast é mais interessante, a projeção da próxima
00:46:58eleição em Minas Gerais e no Brasil. Primeiro, passando por um ponto da aprovação, que é
00:47:04interessante, o presidente Lula é altamente reprovado pelo eleitor de Belo Horizonte, segundo
00:47:10a pesquisa que a Opus fez. O Lula tem um percentual altíssimo de quem considera a atual gestão
00:47:16federal péssima, 40% dos entrevistados dizem que a gestão é péssima, 10% ruim e 11% regular
00:47:24negativo, então a gente chega ali a mais de 60%, com uma impressão majoritariamente
00:47:29negativa do governo, enquanto o ótimo e bom fica ali na casa dos 24%, é uma diferença
00:47:36bem grande, é muito pouco. O Zema também tem uma avaliação negativa alta, ruim ou péssimo,
00:47:44somam 35%, é a maior parte das impressões, 30% regular, mas o ótimo ou bom dele é significativo
00:47:51também, 28%. No caso do Álvaro Damião, vale a pena chamar a atenção que 34% preferiu
00:47:58não responder, ainda está indeciso em relação ao prefeito.
00:48:01Tem muito pouco tempo ainda.
00:48:03Muito pouco tempo. E ótimo ou bom, 25% regular, 26%, ruim ou péssimo, 15%. Chama atenção
00:48:10esse número alto de indecisos do Damião, mas um ponto que a gente até lembra da matéria
00:48:15e eu conversei com o Matheus Dias, que é o diretor da Opus e responsável técnico ali
00:48:20pela pesquisa, que em março de 2024, o índice de conhecimento do Foad Noman, que acabou
00:48:28vencendo a eleição, era muito mais baixo. O Damião ali, mais da metade da população,
00:48:3550 e poucos por cento, sabe quem é o prefeito. No caso do Foad Noman, 87% da população
00:48:43de Belo Horizonte, não sabia quem era o prefeito, no início do ano eleitoral.
00:48:47Então, mesmo que exista ainda uma certa... Existe essa margem para o Damião ainda tentar
00:48:52conquistar ou ser rejeitado em Belo Horizonte. Mas ele já larga muito na frente, segundo
00:48:57o Matheus Dias, alguns fatores podem explicar isso. Um deles é que ele era pregressamente
00:49:01já conhecido pelo seu trabalho como radialista. E como um apresentador de TV também, com programas
00:49:08muito populares, programas noticiários de crime e também com futebol. Então, ele
00:49:13já era conhecido. E outro ponto é que, muito próximo da eleição, ele já assumiu
00:49:19num período em que a cidade acompanhou de perto o adoecimento de Foad Noman. Então, o
00:49:23Foad ficou muito tempo internado, faleceu, gerou-se uma comoção e até por isso o Álvaro
00:49:29Damião acabou sendo mais conhecido. Mas ele larga com uma popularidade, isso que é interessante
00:49:33de perceber. Embora muita gente ainda não saiba quem ele é, a rejeição a ele é muito
00:49:39pequena, 15% só. É uma aprovação que ele vai precisar gerir pelos próximos meses.
00:49:46Ele também é um prefeito bem mais midiático do que o Foad. Ele está sempre fazendo agendas,
00:49:52toda semana ele tem mais de uma agenda de rua. É rara semana em que ele não sai para
00:49:58algum evento público. O Foad fazia muito poucos eventos públicos.
00:50:02São figuras muito diferentes. Você mesmo falou antes, como o Foad é uma pessoa vinda da
00:50:09área técnica do PSDB. O Álvaro Damião vem...
00:50:13Mas a idade também, não tinha muito aquela coisa do domínio das redes sociais, que o
00:50:18Álvaro Damião também explora bastante.
00:50:21Agora, é impressionante. Quando eu vi o gráfico dessa pesquisa, eu me lembrei das eleições
00:50:29municipais em que elas apontavam que o Belo Horizontino não estava nem tanto para o petismo,
00:50:40nem tanto para o Zema. Lembrar que o Zema foi uma figura que apoiou os candidatos a prefeito
00:50:45e a imagem dele não apareceu. Então, acho que é um reflexo dessa pesquisa aí que aponta
00:50:52que na capital mineira os Belo Horizontinos não estão satisfeitos nem com um nem com
00:50:57outro e com a polarização entre eles.
00:50:59Então, aí entra um ponto que a gente já pode até começar falando sobre a questão da disputa
00:51:05para o governo do Estado. Vamos falar sobre a presidência, porque a gente fala especificamente
00:51:09sobre o Romeu Zen. Primeiro, um dado que é bem comum nesse tipo de pesquisa de intenção
00:51:17de voto, tão distante da eleição. O eleitor não está muito pensando em eleição ainda.
00:51:24Está mais focado na sua vida cotidiana, no que acontece no dia a dia. Então, naquela pesquisa
00:51:31espontânea, que é quando o pesquisador não apresenta nenhuma alternativa, 83% dos Belo Horizontinos
00:51:37não sabe responder em quem vai votar para presidente no ano que vem. Nesse aspecto, Lula
00:51:42foi citado por 14% e o outro nome é o Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, com
00:51:482%. Então, é uma discrepância gigantesca.
00:51:53As pessoas não conhecem ainda quem é.
00:51:55É, o Lula é o incumbente, ele é o candidato óbvio à reeleição. Então, as pessoas citam
00:52:01Lula. Agora, o cenário muda um pouco quando a gente fala sobre a pesquisa estimulada,
00:52:06que é quando um questionário já vem com as opções para a pessoa escolher em quem
00:52:11votaria. São dois cenários. Um deles, a diferença entre os dois é que um, o principal nome
00:52:17bolsonarista fora de Minas, é o Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo. O outro
00:52:21é o Eduardo Bolsonaro, deputado federal, filho de Jair Bolsonaro. A gente já citou ele
00:52:26no primeiro bloco. Nos dois, é muito interessante, em um Lula tem 22% das intenções, no outro
00:52:32Lula tem 23%, uma diferença que está dentro da margem. Mas, em ambos, o Zema aparece logo
00:52:37depois com 19%. Então, o que mostra para a gente que o Zema é o competidor para o
00:52:43Belo Horizontino, mais próximo ali de Lula nessa disputa. Mas, conversando com o Matheus,
00:52:51o coordenador da pesquisa, ele me disse que esse resultado surpreendeu ele. Por quê?
00:52:56É comum que o principal nome de oposição, sendo governador do Estado, na capital do Estado,
00:53:03tenha um percentual mais alto. Ele acha que esses 19% do Zema mostram que o Belo Horizontino
00:53:09não está apostando, de fato, na figura dele como o nome que vai realmente disputar,
00:53:16vai polarizar, vai chegar a um segundo turno da eleição contra o Lula em 2026.
00:53:23Isso é corroborado pela divisão do percentual dos nomes da direita que vem logo abaixo.
00:53:28Então, a gente tem ele com 11% Tarcísio de Freitas, 4% tanto Ratinho Jr., governador
00:53:34do Paraná, quanto Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, e logo abaixo com 1% Ronaldo,
00:53:39Caiado, governador de Goiás. 31% preferiu não responder, ainda está indeciso em relação
00:53:46à eleição presidencial. Mas o que se esperava, pelo menos por quem coordenou a pesquisa,
00:53:51era que o Zema conseguisse, pelo menos, aglutinar mais essa postura de antagonista do Lula.
00:53:58E é o que, obviamente, ele vem tentando, desesperadamente, nos últimos 3, 4 meses.
00:54:03A questão aí é que o problema é que, para Minas, ele já é conhecido, ele vem tentando nacionalizar o nome dele,
00:54:09se mostrar para fora de Minas.
00:54:13Se até no estado onde ele é conhecido, onde ele tem que ser conhecido, porque ele é o governador,
00:54:20a performance já não foi, segundo a avaliação do Matheus, tão boa.
00:54:27Isso talvez faça com que ele adote novas estratégias.
00:54:30É, o que ele diz é que tem que ligar o sinal de alerta.
00:54:33E, para poder corroborar isso tudo, Alessandro, acho que um dado interessante que a pesquisa levando
00:54:39sobre como o Belo Horizonte tem acompanhado o governador Romeu Zema,
00:54:43é que os últimos postagens, as últimas falas do governador foram trazidas para os eleitores também nessa pesquisa.
00:54:52Casca de banana, realidade virtual.
00:54:55Exatamente.
00:54:57Inteligência virtual, perdão.
00:54:58As perguntas que foram feitas para o eleitor foram as seguintes.
00:55:02O que o pessoal achou sobre aquela postagem do Zema com o Lula Reborn,
00:55:08com o bonequinho do Lula, para aproveitar a febre lá do bebê Reborn,
00:55:12que, como a gente antecipou aqui no...
00:55:14Ninguém nunca mais falou dessa febre.
00:55:17No podcast, ainda durou um mês, né?
00:55:19Ninguém mais está preocupado com isso.
00:55:21Não apareceu nenhum bebê no posto de saúde querendo Reborn, querendo ser atendido.
00:55:25É, a lei do que vai ficar inócuo.
00:55:28Enfim, foi isso.
00:55:31Foi o post dele comendo banana com casca e tudo, né?
00:55:35Para poder criticar a inflação dos alimentos.
00:55:37O Zema dizendo à Folha de São Paulo que perdoaria Jair Bolsonaro, caso eleito presidente do Brasil.
00:55:42O Zema também dizendo à Folha de São Paulo que tem dúvidas sobre a existência,
00:55:46sobre a real ocorrência da ditadura militar.
00:55:50E a postura do governador Zema e do governo de uma forma geral na tentativa de privatização da CEMIG e de outras estatais.
00:55:59Majoritariamente, o primeiro ponto que eu chamo a atenção é que esse das estatais é o que mais foi reconhecido pelos eleitores.
00:56:07E mesmo assim, 60% das pessoas disse não ter visto, não ter ficado sabendo dessa postura do governador Romeu Zema.
00:56:15Em relação às falas dele para a Folha e os posts nas redes sociais, tem uma média de 75%, ou seja, 3 quartos dos eleitores de Belo Horizonte,
00:56:26disse que nem viu.
00:56:28Não foi impactado de forma alguma sobre essas falas ou sobre esse posicionamento nas redes sociais.
00:56:34E entre quem viu, vamos lá, BB e Riborne, 75% discordo.
00:56:42Banana com casca e tudo, 76% discordo.
00:56:47Perdão ao Bolsonaro, 66% discordo, já uma rejeição menor.
00:56:53Dúvidas sobre a ditadura militar, é a maior rejeição, 85% discordo dessa fala do governador.
00:56:59E em relação à venda do CEMIG e outras estatais, 78% discordam.
00:57:04Corrobora, né, Alessandro, com o que o Bono falou e com a análise do Matheus,
00:57:08que pelo menos para o Belo Horizontino, que está acompanhando essa postura do Romeu Zema,
00:57:15o recall não está sendo positivo, está sendo de bastante rejeição, inclusive.
00:57:19E é engraçado que essa é a aposta principal do governador nas redes sociais, né?
00:57:25A gente sempre fica especulando na redação se essa virada de chave do governador,
00:57:32que passou a adotar uma postura mais radical, mas muito próxima ao bolsonarismo,
00:57:38estaria sendo embasada por pesquisa, por algum tipo de suporte que justificasse estatístico.
00:57:45Não sabemos, né? Mas você vê que, pelo menos, entre a capital mineira,
00:57:50entre os belo-horizontinos, quem conhece não gosta dessa postura muito beligerante, né?
00:57:59É, é claro que é um recorte muito específico, né?
00:58:01A gente vê, por exemplo...
00:58:04E há uma diferença muito grande entre a capital e o interior, né?
00:58:07Apesar da capital ser um colégio eleitoral muito grande, importantíssimo, significativo,
00:58:13há uma diferença muito grande, né? Minas Gerais é muito grande, muito vasta, né?
00:58:18E, assim, eleitoralmente também, o Zema venceu o ex-prefeito Alexandre Calhoun em 2022, né?
00:58:24Então, ele também tem uma força eleitoral...
00:58:26No primeiro turno, né?
00:58:27É, mas em BH não chegou a ser 50% dos votos, mas ele venceu o Calhoun até na capital.
00:58:34Então, ele tem uma força eleitoral também muito importante.
00:58:36Agora, essa postura dele é mais recente, né?
00:58:40Em 2022, ele não estava com essa agressividade toda.
00:58:44É, uma posição diferente, né?
00:58:45Em 2022, ele buscava a reeleição e agora ele busca nacionalizar o seu nome.
00:58:50É.
00:58:50Agora ele busca a presidência da República.
00:58:52A presidência e talvez ele está procurando uma estratégia nas redes sociais
00:58:57um pouco similar do Nicolas, né?
00:59:00Que é alguém que tem sucesso nessas tentativas dele, mas talvez não esteja dando certo essa tentativa de emular.
00:59:12Vamos ao Nicolas, então?
00:59:14Porque eu, pelo menos, analisando os números da pesquisa, na hora de fazer a matéria,
00:59:20o que mais me chamou atenção na disputa para o governo é o Nicolas Ferreira.
00:59:25Porque a gente está há mais de um ano da eleição, tudo é absolutamente incerto,
00:59:32a gente fala aqui edição após edição do que pode acontecer na disputa pelo governo de Minas Gerais
00:59:37e a cada semana muda muita coisa, né?
00:59:40Então, dessas pesquisas, até por não ser uma pesquisa no estado inteiro, só em Belo Horizonte,
00:59:46a gente tem que tentar achar pontos que balizem nossa análise.
00:59:51E aí eu vou falar para vocês os dois cenários que a gente traz aqui para o governo de Minas Gerais.
00:59:57O que chama atenção, obviamente, é que quem lidera os dois cenários é o ex-prefeito Alexandre Calil.
01:00:02Um nome que não está posto, está distante da mídia, né?
01:00:06Não se coloca como um candidato.
01:00:09O primeiro cenário é o seguinte, Alexandre Calil lidera com 28%,
01:00:14seguido pelo deputado federal Nicolas Ferreira com 23%,
01:00:17na sequência os senadores Cleitinho Azevedo e Rodrigo Pacheco, cada um tem 9%.
01:00:21Só então aparece Matheus Simões, o vice-governador, com 2%,
01:00:25e o Tadeuzinho, presidente da Assembleia Legislativa, com 1%,
01:00:295% de brancos ou nulos e 24% não soube ou não respondeu.
01:00:34Lembrando que a margem de erro dessa pesquisa é de 4,5 pontos percentuais.
01:00:37O segundo cenário não tem Nicolas Ferreira.
01:00:41Essa é a única diferença entre um cenário e outro, estimulado por os eleitores de BH.
01:00:46Então, no segundo cenário, são exatamente as mesmas alternativas, sem o Nicolas.
01:00:50Alexandre Calil lidera com 29%, Cleitinho aparece na segunda posição com 17%,
01:00:55Rodrigo Pacheco mantém seus 9%, Matheus Simões mantém seus 2%,
01:00:59Tadeuzinho mantém seu 1%, Branco Nulo 7%,
01:01:03e o não soube responder ou preferiu não responder, 35%.
01:01:08E é aí que eu acho que é interessante para a gente falar sobre essa cristalização do Nicolas Ferreira
01:01:13como a preferência de uma parte do eleitorado de Belo Horizonte.
01:01:18O Nicolas tinha 23%.
01:01:20No outro cenário, onde ele não aparece, esses 23% dele foram divididos dessa forma.
01:01:26O Cleitinho saiu de 9% para 17%, ou seja, 8% foi para lá,
01:01:29e quase tudo, quase todo o resto que ele votou no Nicolas se disse indeciso.
01:01:35É uma manifestação de que sem o Nicolas eu não sei quem eu vou votar.
01:01:39Eu acho que é curioso que o Calil ganhou um ponto percentual, né?
01:01:43Ganhou um ponto, é.
01:01:45Gente que vota no Calil e no Cleitinho.
01:01:48Não, eu ia votar no Nicolas, sem o Nicolas.
01:01:51É, vota no Nicolas ou no Calil.
01:01:52Mas isso é curioso, né?
01:01:54Porque isso demonstra a força dele, não só como candidato,
01:01:58mas no fato de que se ele decidir não candidatar,
01:02:01quem ele apoiar, larga bem, né?
01:02:04Sai na frente.
01:02:04É.
01:02:05E isso justifica, inclusive, como o Matheus Simões, por exemplo,
01:02:10está se aproximando.
01:02:11Grudado dele nas últimas semanas, né?
01:02:13Inclusive, os dois chegaram a defender uma candidatura unificada da direita
01:02:18ao governo de Minas, que possivelmente, obviamente, o Matheus Simões
01:02:22está pensando nele como esse personagem central.
01:02:27Mas o Cleitinho também vem dando sinais de que não...
01:02:32de que talvez vá concorrer mesmo...
01:02:34Não vai desistir.
01:02:36Mesmo indo contra essa base bolsonarista de que dá com ele, faz parte?
01:02:42É.
01:02:44Nicolas, ele está consolidado, pelo menos, como um cabo eleitoral, né, Aderson?
01:02:47É, o Nicolas não acaba um eleitoral importante.
01:02:50Ele saiu e boa parte migrou para o Cleitinho, né?
01:02:54Sem que as pessoas saibam que o Cleitinho pode talvez ser o candidato do Nicolas ou Simões, né?
01:03:00Não é à toa que há uma construção para fazer uma candidatura única
01:03:06da extrema-direita em Minas Gerais, né?
01:03:09Juntando aí, quem sabe, Cleitinho.
01:03:11É uma construção difícil, em função das questões partidárias.
01:03:14Mas não é impossível, que a política nada é impossível de acontecer,
01:03:18que no final junte todo mundo para ter uma força maior, né, da extrema-direita, né?
01:03:23Até o próprio Simões dentro dessa composição.
01:03:28Porque todas as pesquisas, não só essa que o Estado de Minas fez,
01:03:32mas os outros institutos, a gente não compara, né?
01:03:34Obviamente, as pesquisas são diferentes em suas metodologias,
01:03:38mas uma coisa é fato que o vice-governador tem investido muito, assim,
01:03:43em aparecer na mídia, em estar sempre presente nos eventos,
01:03:48substitui o governador em muitas pautas, mas ele não consegue crescer.
01:03:53Ele não transforma isso em intenção de voto.
01:03:55Ele não transforma isso em intenção de voto.
01:03:56Está cedo ainda, pode se transformar com o tempo de televisão,
01:04:00com o apoio partidário, que são coisas importantíssimas.
01:04:02Ele vai ser o governador.
01:04:04É, ele vai ser o governador, mas, por enquanto,
01:04:06a estratégia ainda não reverteu em nenhum número, né?
01:04:09É, vai ter que nadar bastante o Simões.
01:04:13Ele vem adotando várias estratégias, né?
01:04:16Além de participar representando o governo, aparecendo,
01:04:21vem também adotando a mesma estratégia do Zema, né?
01:04:23De se contrapor ao PT.
01:04:28E de se alinhar ao Bolsonaro, né?
01:04:30Ao bolsonarismo, né?
01:04:32Porque o Bolsonaro, se você conseguir atrair o bolsonarismo,
01:04:35você consegue aí, talvez, um percentual mínimo que te garanta a sua ida para o segundo turno.
01:04:41Aí, no segundo turno, é uma nova eleição.
01:04:42É.
01:04:43O jogo zera e começa tudo de novo, meio a meio, no tempo da televisão.
01:04:48Há sempre aquela movimentação dos partidos que disputaram o primeiro turno
01:04:52e se alinham com outras legendas no segundo.
01:04:54Então, acho que ele faz um jogo nesse sentido aí,
01:04:57de preciso garantir a ida para o segundo turno.
01:05:00E esse eleitorado da extrema-direita tem um peso e uma relevância.
01:05:06Ele também vem negociando mudança de partido.
01:05:09Falou abertamente que esse é o primeiro nome do Kassab, né?
01:05:12Quando o Silpa Chico sair do PSD.
01:05:16E é importante isso que você falou da mudança de postura,
01:05:19porque o Simões, há um tempo, a gente já falou aqui, né?
01:05:23Olha, a gente pode parar de tentar tratar ele como uma figura moderada em relação ao Zema, né?
01:05:28Não é mais isso.
01:05:29Nessa semana, inclusive, o Lauro Jardim, colunista do Globo,
01:05:33disse que revelou que o Simões vai aderir ao marqueteiro Renato Pereira, né?
01:05:37Que foi contratado para poder fazer essa pré-campanha do Zema.
01:05:41Então, inicialmente, tinha o Orião Teixeira, que é nosso colunista também,
01:05:45veio aqui na última edição do Política em Pauta,
01:05:48vinha tratando, né?
01:05:49O Simões vai ter um marqueteiro próprio, diferente do Zema.
01:05:53Parece que agora o Simões resolveu aderir à mesma estratégia do Zema,
01:05:57inclusive com o mesmo marqueteiro.
01:06:00Isso diz muita coisa.
01:06:02E essa questão dos 2%, até conversei com o Matheus Dias sobre isso também,
01:06:07embora, obviamente, Belo Horizonte é eleitoralmente relevante dentro de Minas Gerais,
01:06:13claro, mais ou menos metade do eleitorado,
01:06:18mas não é o que determina, não é o fiel da balança.
01:06:20Só que Belo Horizonte é onde o Matheus Simões trabalha,
01:06:23é onde ele tem o contato com a maior parte dos servidores públicos
01:06:26que está concentrado aqui na capital mineira,
01:06:29e é especialmente onde estão concentrados os principais meios de comunicação do Estado.
01:06:34E é onde, dia sim, dia também aparece a cara do Matheus Simões.
01:06:37Então, aqui a gente, no Estado de Minas, já fez entrevista exclusiva com ele,
01:06:42foi ao café da manhã, deu várias páginas com ele, notícias dele,
01:06:46os outros jornais aqui da capital, rádios, TV,
01:06:50ele está aparecendo muito.
01:06:52E, como a Alessandra falou, em Belo Horizonte,
01:06:55o eleitor ainda não está vendo ele como o sucessor de Romeu Zema,
01:06:59a discrepância, por exemplo, entre quem disse que vai votar no Zema para presidente
01:07:03e quem disse que vai votar no vice dele para governador é gigantesca,
01:07:0719% e 2%.
01:07:10Então, é claro que tudo isso que o Alessandra falou vai entrar na conta,
01:07:16a gente lembrou do FUAD,
01:07:18era desconhecido por 87% da população,
01:07:21enquanto ele já era o prefeito.
01:07:23Foi lá e ganhou.
01:07:24Então, a máquina é muito importante.
01:07:26Mas o FUAD não fazia esse movimento para estar tão presente nas redes sociais,
01:07:31nas mídias.
01:07:32Fazia mais sentido ele ser desconhecido.
01:07:34Ele começou a fazer esse movimento maior,
01:07:37quando se aproximou da eleição, que ele começou a aparecer mais.
01:07:43A campanha dele no começo...
01:07:44Era muito na televisão.
01:07:46Foi, eu sou o FUAD, é prazer.
01:07:48Era muito de televisão.
01:07:50Depois ela foi, usou do suspensório,
01:07:55dessa figura dele ser um senhor já de idade,
01:07:58aquela figura meio bonachona.
01:08:01Foi caricaturizando ele.
01:08:04Bom, então é isso.
01:08:05O cenário é esse, como a gente já falou, é muito incipiente,
01:08:08mas já traz alguns pontos que a gente pode analisar,
01:08:10pelo menos sobre quais vão ser os movimentos das próximas semanas e meses.
01:08:14Em relação a quem já está, pra muita gente,
01:08:17outubro de 2026 é semana que vem, né?
01:08:21Já está batendo as portas, né?
01:08:23Bom, a gente falou bastante.
01:08:25Semana, como sempre, movimentada com noticiário internacional,
01:08:29estadual e municipal também.
01:08:32Ficamos por aqui, Alessandra.
01:08:33Obrigado pela participação.
01:08:34Sexta que vem a gente está de volta.
01:08:35Combinado.
01:08:36Obrigada a todo mundo.
01:08:37Bom fim de semana.
01:08:39Obrigado aí pela participação.
01:08:40Os portas estão abertas.
01:08:42Só vocês convidarem.
01:08:43Eu avalio se eu venho ou não.
01:08:47Bom, a gente fica por aqui.
01:08:48As notícias principais sobre a política em Belo Horizonte,
01:08:52em Minas Gerais, no Brasil e no mundo,
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01:09:12Semana que vem estamos de volta.
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