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O Fala Bahia na Sua Comunidade desta semana foi até o bairro da Saramandaia. Confira a reportagem de Elson Barbosa.

- Sobre o programa
O Fala Bahia vai ao ar de segunda a sexta, sempre às 18h, nas rádios Bahia FM (88.7) e Bahia FM Sul (102.1), e também aqui, no YouTube. Com a apresentação de #EmmersonJosé, o programa reúne notícias, análises e comentários, tudo isso com as essenciais participações dos ouvintes.

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Transcrição
00:00Fala Bahia, na sua comunidade.
00:05O bairro de Saramandaia fica em uma das regiões centrais de Salvador.
00:10Próximo da Avenida ACM e de Pernambuéis, ele surgiu durante o processo de construção do Terminal Rodoviário da capital baiana, em 1975.
00:20Os primeiros habitantes do local vieram do Intérigo do Estado, através da rodoviária, em busca de novas possibilidades de emprego.
00:28Claudete Ramos mora no bairro há mais de 40 anos e lembra bem desse processo de ocupação da região.
00:35Sendo uma rodoviária, local onde recebia, recebe ainda pessoas de outros estados, de outros locais,
00:43pessoas que vinham aqui para Salvador para tentar a vida.
00:47Então, às vezes, não tinham parentes, conseguiam trabalho, mas não tinham lugar onde morar.
00:53Então, aqui ficou com uma certa referência, como sendo um bairro de invasão,
00:59era muito característico nesse sentido.
01:03Então, as pessoas vinham, um indicava o outro, tem um espaço ali para ser vendido.
01:08Então, teve pessoas, os primeiros moradores que vieram aqui, já demarcavam lotes, vamos dizer assim.
01:16Então, acabavam oferecendo, porque realmente era um espaço onde tinha muito mato, lagoas, essas coisas.
01:23Então, eles capinavam, deixavam um espaço livre para vender aquele terreno.
01:29Então, foi surgindo dessa forma o bairro, com indicações também de pessoas, principalmente vindo de interior.
01:37Assim como Claudete, Dona Herotildes Maria de Jesus chegou em Saramandaia na época em que o bairro ainda estava sendo formado.
01:44Ela reforça que muita coisa mudou de lá para cá.
01:48Ah, mudou muito, porque agora já tem mercado, já tem tudo, né, que não tinha nada disso.
01:54Agora já tem de tudo, tem depósito, tem açougue, tem padaria, tem muitas coisas.
02:01Mudou muito mesmo, que não tinha nada disso.
02:04E lá mesmo onde eu moro, no muro da rodoviária, era uma cerca de arame.
02:10Uma das coisas que marcam a história do bairro é a relação do nome com uma novela homônima que foi ao ar na Globo, em 1976.
02:19Tanto Claudete como Dona Herotildes relembram a repercussão que a trama teve no bairro.
02:24Por conta da novela, acho que a história da novela, né, conta coisas de pessoas, né, a história de pessoas simples também,
02:34trabalhadoras que batalhavam, né, se uniam diante de determinado objetivo.
02:40Então eu acho que por conta, né, dessa comparação feita com a novela e aquela luta que estava, né, sendo para construir esse bairro,
02:47aí foi colocado esse nome, Saramandaya.
02:49Eu assisti muito essa Saramandaya, eu trabalhava na ladeira do Cabula, quando passava a Saramandaya.
02:56O povo dizia até que eu era igual à Dona Xepa, muito danada.
03:01Com a evolução e o crescimento populacional de Saramandaya, os problemas em algumas áreas ficaram ainda mais evidentes,
03:08como é o caso da educação.
03:10Claudete Ramos, além de moradora, é diretora da Escola Casa da Esperança,
03:14que é um projeto social realizado pela Paróquia São Francisco de Assis,
03:19que atende 150 crianças da comunidade, oferecendo, além do aprendizado educacional, o acolhimento.
03:26É que, assim, não é um projeto só por conta de acolhermos essas crianças, né,
03:31acho que vai muito mais além, porque a gente tem uma característica de, o nome já diz, né,
03:37Escola Casa da Esperança.
03:39Então a gente aqui tem uma concepção de uma casa, a casa acolhe.
03:42Então a criança que vem pra gente, ela precisa ser vista não apenas só por conta daquele período escolar, né,
03:51porque ela traz histórias.
03:53Então, assim, a gente faz o acolhimento e dali a gente vai, desse acolhimento a gente vai observando, né,
03:59as demandas que ela traz também.
04:01E a gente tentando sempre trabalhar a família e a escola além do pedagógico, né.
04:07Então tem várias situações de crianças que tem, né, os pais não trabalham, né,
04:13então, assim, aqui é um espaço onde eles já ficam, que tem uma parte da alimentação que já ajuda também, né,
04:18pra eles estarem se alimentando, os pais que estão, né, desempregados, enfim.
04:24Então vai além do acolhimento só de escola, né, é algo que a gente tenta trabalhar de uma forma que é um bairro periférico,
04:35que é infelizmente estigmatizado, mas aqui tem pessoas também, né, que merecem o acolher, né,
04:42e mostrar que as crianças também merecem um cuidado especial,
04:46independente de que bairro elas, né, vivam, que classe social elas tenham.
04:52Então dá esse direito pra elas também de mostrar que o futuro também pode ser diferente
04:57daquilo que a sociedade às vezes já impõe pra elas.
05:01Os interessados em conhecer a instituição podem fazer uma visita na escola Casa da Esperança,
05:07que fica na Rua da Horta, número 159, em Saramandaia.
05:11Elson Barbosa, para o Fala Bahia.
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