- 27/06/2025
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NotíciasTranscrição
00:00E o assunto agora é o encontro de ontem entre Lula e Volodymyr Zelensky em Nova Iorque.
00:05Depois da reunião, o petista afirmou à imprensa que ouviu a história do presidente ucraniano
00:10sobre o conflito, sobre a guerra da Rússia contra a Ucrânia e que ninguém vai ter 100% numa guerra.
00:18Guerra da Rússia contra a Ucrânia é, claro, uma expressão que eu estou usando para descrever a realidade.
00:22O Lula não usa isso. Vamos acompanhar o que ele disse para depois analisar trecho a trecho.
00:26Eu ouvi a história do Zelensky. Eu disse ao Zelensky a necessidade de a gente trabalhar para construir a paz.
00:34Disse o país a necessidade de encontrar um grupo de países amigos que pudesse construir uma proposta
00:40que não fosse nem de um nem de outro, dos dois que estão em guerra.
00:44E de que a negociação numa mesa de diálogo é muito mais barata do que uma guerra.
00:51Não tem vítima, não tem morte e não tem tiro.
00:54Disse o presidente do Zelensky que era importante construir a possibilidade de construir uma mesa de negociação,
01:01parar com a guerra e ver se a gente consegue encontrar a solução.
01:05Eu sei que é difícil, tanto para ele quanto para o Pulto.
01:08Eu já mandei o Celso Amorim à Rússia e à Ucrânia,
01:12mas eu acho que esse é o único caminho que vai encontrar a solução.
01:16O caminho do diálogo, o caminho da paz, o caminho da conversa.
01:20Muito bem, o Lula disse que ouviu a história do Zelensky.
01:42Quer dizer, como se a condição de vítima da Ucrânia invadida fosse simplesmente uma narrativa.
01:49É um método do Lula transformar tudo em narrativa, porque para ele é só a narrativa que importa.
01:56Na realidade, não.
01:57Ele já demonstrou isso, inclusive expondo o seu método.
02:02Quando o Nicolás Maduro veio ao Brasil, eu vou tentar lembrar a frase que resume o método.
02:06Se eu quiser vencer uma batalha, eu preciso construir uma narrativa para destruir o meu potencial inimigo.
02:14É um trecho que faz parte até da nossa vinheta aqui de abertura do programa.
02:19Então, o Lula tem como método.
02:21Quando ele quer vencer o jogo, ele constrói uma narrativa para destruir o inimigo.
02:27E ele acha que a condição de vítima da Ucrânia invadida é simplesmente uma narrativa, uma história.
02:33Não é.
02:34É uma realidade objetiva.
02:35Aí ele fala, eu sei que é difícil tanto para ele, Zelensky, quanto para o Putin.
02:41Ora, mas o Putin, ele só não para a guerra porque não quer.
02:46Não há qualquer dificuldade para ele em recuar.
02:53Dificuldade no sentido de que ninguém o impede de fazer isso.
02:57Ele pode, a qualquer momento, levar as suas tropas de volta para o seu país e parar com essa invasão.
03:05Só que ele quer tomar o território do país vizinho, que não o atacou.
03:11Ele quer reviver o imperialismo soviético.
03:14Ele quer reaver o território da antiga União Soviética.
03:21Se o Zelensky para, a Ucrânia é tomada pela Rússia.
03:27Então, a Ucrânia só não foi tomada pelo exército de Vladimir Putin porque houve resistência armada por parte da Ucrânia, presidida por Volodymyr Zelensky, com apoio de democracias ocidentais.
03:42É só por isso.
03:45Então, as declarações do Lula falseiam a realidade.
03:48E ele fala que ninguém vai ter 100% numa guerra.
03:52Ou seja, para o Lula, a vítima tem que ceder.
03:57Ele não vai ter 100%, não adianta.
03:59Quer dizer, a Ucrânia não vai ter 100% do seu território.
04:03Então, tem que dar o quê? 10%, 20%, 30% para a Rússia, pelo menos?
04:08Se o Brasil fosse invadido, repito, qual parte do território o Lula entregaria para o invasor?
04:15É a Amazônia?
04:17É São Paulo?
04:18É o Rio de Janeiro?
04:19É o Nordeste?
04:20O quê?
04:21Se tem uma guerra contra o Brasil, o Brasil não pode ficar com 100% do seu território, não pode lutar por isso.
04:29Então, eu estava fazendo aquela analogia com o estupro, eu tuitei mais cedo, que relativizar a condição da vítima de um estupro para defender que ela ceda ao estuprador, chegando ao meio termo, é um modo cínico e perverso de pressionar pela satisfação do criminoso.
04:48Então, o Putin tem de ser parado, ele não tem de ser atendido. E ele é considerado um criminoso de guerra pelo Tribunal Penal Internacional, em razão do sequestro de milhares de crianças ucranianas.
05:02E vamos lembrar que, antes desse encontro, o Lula ainda teve uma posição arrogante, estou tentando puxar aqui a declaração dele, que ele falou que iria receber o Zelensky para conversar sobre os problemas que ele quer conversar comigo.
05:16Eu não tenho expectativa. A expectativa é de uma conversa de dois presidentes de países, cada um com seus problemas, cada um com as suas visões.
05:25O Lula, me parece, Graeb, ele se sente muito incomodado com o protagonismo do Zelensky, um comediante que chegou ao poder e que preside um país na condição de vítima.
05:37E o Lula, ele sempre explorou, de uma maneira muitas vezes falseada, essa posição de vítima.
05:45Então, você tem ali uma vítima verdadeira que está ganhando um protagonismo, que tem um argumento muito forte para conquistar o apoio do mundo democrático,
05:54que está atrapalhando toda essa busca de multipolaridade do petismo anti-americano, que quer se unir com a Rússia, com a China, com a Venezuela, com Cuba.
06:08E você tem essa figura que está atrapalhando, que está tendo muito sucesso.
06:12Parece que o Lula se incomoda, porque ele quer o monopólio da condição de vítima, o que já foi título até de um artigo meu meses atrás.
06:20Então, assim, as declarações que a gente já tinha analisado da Assembleia Geral da ONU, do discurso do Lula lá, falando contra as sanções e afagando o Putin mais uma vez.
06:34A declaração para a imprensa antes do encontro com o Zelensky e a declaração sobre o encontro depois, tudo é uma forma de afagar o Putin, de acenar para o Putin,
06:48de não condenar a violação de direitos humanos, da soberania territorial em momento algum.
06:56E, repito, Joaquim Nabuco, mais influente dos abolicionistas brasileiros, no livro Minha Formação, que eu recomendo muito,
07:04ele falava que o foco dele nunca conseguia se restringir à política local, porque era sempre o drama contemporâneo universal.
07:12Ele até cita, em 1971, se eu não me engano, o foco dele não estava nas questões da política local,
07:19estava na Batalha de Sedan, lá durante a guerra da Prússia, na época.
07:28E em outros momentos, que ele fala, estava focado no incêndio de Paris.
07:33Quer dizer, os grandes acontecimentos universais eram o que chamavam a atenção do Joaquim Nabuco.
07:37E esse drama, que é o mais sensível do nosso século, ele é tratado com essa displicência, com essa indiferença,
07:51com essa absoluta insensibilidade, é a palavra que eu estou procurando, pelo Lula e pelos seus propagandistas,
07:57que o exaltam apesar disso, enquanto a população ucraniana luta pela vida.
08:01Felipe, eu já disse outro dia, a respeito de outro assunto, que o Lula tinha perdido, jogado no lixo a bússola moral dele.
08:14Isso aí é um exemplo ainda mais claro disso.
08:19Ele jogou no lixo a bússola moral, se é que um dia teve.
08:23É realmente uma atitude asquerosa do Lula, cada vez que ele resolve falar sobre esse assunto.
08:33A causa, aparentemente, faz sentido.
08:39Vamos abrir uma mesa de negociações.
08:44Vamos formar um grupo de países amigos, bem-intencionados,
08:47que proporcionem um ambiente em que as duas partes que estão em guerra possam conversar.
08:57O problema é que os termos em que o Lula põe o problema já inviabilizam essa formação.
09:08Do jeito que ele põe a questão, os elens que jamais vão poder aceitar entrar numa mesa de negociação
09:16formada pelo Brasil.
09:22Porque o Brasil, como você disse, trata agressor e vítima como iguais.
09:30No mínimo, né? Para dizer o mínimo.
09:32No mínimo, para dizer o mínimo.
09:34Ele põe no mesmo nível moral o agressor e a vítima.
09:39Ou seja, diante disso, diante dessa interpretação dos acontecimentos,
09:45o Zelensky, a Ucrânia, não poderá jamais aceitar a mediação do Brasil.
09:51Então, a proposta, a intenção parece ser muito boa,
09:55só que ela é irrealizável, porque o Brasil, o Lula,
09:59jogou no lixo as credenciais do Brasil para servir como esse mediador.
10:04Todo o resto que ele diz depois de vamos fazer uma mesa,
10:10põe ele do lado do agressor,
10:14parecendo dar uma justificativa ao agressor para ter feito aquilo que fez,
10:21invadir um país que estava quieto no seu canto.
10:23E já cobrando da Ucrânia, Graebi, entregue alguma coisa.
10:29Eu acho que é esse o ponto.
10:31Você colocou muito bem.
10:33Se a gente for silêncio,
10:35como é que você vai confiar num mediador
10:38que de antemão já está cobrando que você entregue parte do seu território,
10:42que você ceda a essa chantagem bélica do país invasor?
10:47É isso.
10:48Você usou o exemplo do estuprador?
10:51É excelente, Felipe.
10:52Enquanto você estava falando,
10:53antes de você chegar no exemplo,
10:55eu estava pensando num exemplo,
10:56eu estava pensando aqui,
10:57eu vou dar um exemplo do assaltante.
10:59Do assaltante, eu também pensei.
11:01Tem uma pessoa andando na rua,
11:02chega um bandido,
11:04mostra um revólver e fala,
11:06me dá a sua carteira.
11:07Daí, de repente, cai o Lula do céu,
11:09assim,
11:09peraí, pessoal,
11:12vamos negociar esse negócio aqui.
11:13Ó, você dá a carteira para ele,
11:15mas sai com a sua vida.
11:17Dá o celular,
11:18porque ele só quer ganhar um dinheirinho, né?
11:20É o coração do Lula.
11:22Dá o celular para ele e sai com a vida.
11:24Ó, ninguém que saiu com 100%.
11:26Isso.
11:28O bandido saiu com 100%.
11:29Ele saiu com 100% daquilo que ele queria.
11:34Ou seja,
11:34não foi o menor sentido esse raciocínio.
11:37O menor sentido
11:38é asqueroso mesmo.
11:40O Lula está se tornando um personagem tóxico
11:44no ambiente internacional
11:47e só ele parece não perceber isso.
11:51Ele está do lado do mal.
11:53Ele está do lado do mal.
12:10O Lula está do lado do mal.
12:12O Lula está do lado do mal.
12:13Ele está do lado do mal.
12:14Ele está do lado do mal.
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12:16Ele está do lado do mal.
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12:22Ele está do lado do mal.
12:22Ele está do lado do mal.
12:23Ele está do lado do mal.
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