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Toffoli deixa Cabral sambar na cara da sociedade
O Antagonista
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27/06/2025
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O ministro do STF, Dias Toffoli, anulou as provas obtidas por meio de acordos de leniência
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da Odebrecht contra Sérgio Cabral.
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O magistrado estendeu ao ex-governador do Rio de Janeiro os efeitos da decisão que
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declarou imprestáveis os elementos apresentados pela empreiteira em acordo de leniência e
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que embasaram, por exemplo, denúncia contra Lula.
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A defesa de Cabral argumentou que as provas colhidas através dos sistemas Drauzes e MyWeb
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D e B de comunicação interna e de contabilidade e controle de pagamentos de vantagens indevidas
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foram produzidas ilegalmente.
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Os advogados do ex-governador também alegaram que havia uma relação espúria entre o ex-juiz
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Sérgio Moro e procuradores da Lava Jato.
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Em sua decisão, Toffoli citou o entendimento do ex-ministro Ricardo Lewandowski, que já
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se aposentou do Supremo, apresentado em ação anterior movida por Geraldo Alckmin.
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Com isso, as provas entregues pela Odebrecht e Justiça não poderão ser usadas no processo
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em que Cabral foi acusado de receber propinas no bojo de obras no Rio, como no Maracanã,
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o Parque das Favelas e a Linha 4 do metrô.
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Nessa ação, Cabral foi condenado a 17 anos e sete meses de prisão.
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Trata-se, portanto, de uma nova vitória do ex-governador, que vai ser homenageado no
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Carnaval do Rio, no ano que vem, pela União Cruz Maltina, escola de samba da série Prata
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do Estado.
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Inclusive, viralizou recentemente nas redes sociais um vídeo que mostra Cabral sambando
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na sede social do Vasco da Gama em evento promovido pela escola União Cruz Maltina.
01:33
Música
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Música
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Música
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Música
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Música
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O título para esse trecho do Papo Antagonista vai ser o seguinte,
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Toffoli deixa Cabral sambar na cara da sociedade.
02:50
É isso que acontece, a gente antecipou aqui, né, Greg, que foi por uma questão de sacolas
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de supermercado.
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Exato.
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Você pode lembrar o que aconteceu, porque você lembra dos números, 800 e 2 milhões e
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tal, você teve provas que foram carregadas em determinado momento em sacola de supermercado,
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mas era material digital, né, a gente pensa em material digital, a gente pensa de uma maneira
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análoga aqui no celular, você imagina assim um arquivo digital, um pendrive, esse tipo
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de coisa, sendo carregado em uma sacola de supermercado, aí você pensa assim, bom, será
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que se tiver um furo na sacola, escoa, vai vazar os dados, né, eles vão cair assim que
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nem um pó, como se fosse uma sacola de cocaína, então você não tem ali uma ponderação a
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respeito disso, o que tem é que uma parte de um monte de arquivos de todo esse sistema
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do departamento de propina de uma empreiteira que estava subordando agentes públicos, uma
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parte foi carregada em sacola de supermercado, ah não, então peraí, vamos estender aqui
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a anulação dessas provas a todos os arquivos, a todas as pessoas que estavam citadas nesse
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sistema, porque tudo tem vício, etc, e pronto, vamos aliviar até quem estava recebendo propina
04:15
em diversas obras e estava condenada a 17 anos de cadeia, é isso que aconteceu no Brasil,
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e já não há, só para concluir, força contrária a isso, sequer no debate público, a gente vê
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muito pouco as pessoas se erguendo contra esse tipo de canetada, de varredura para debaixo
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do tapete, de absoluto descaramento, por quê? Porque as pessoas já aceitaram que é isso
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mesmo, vai ficar assim, essa geração está impune, tem que se acochambrar, se mancomunar
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com o poder de determinada maneira, vamos relevar essa parte, porque aí se consegue fonte, aí
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se consegue patrocínio de empresário que era alvo também, etc, e aí todo mundo se cala,
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porque é assim, quando isso envolve o poder econômico e o poder político, aqui no
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Papo Antagonista, a gente fala, a gente traz o caso pela raiz para elucidar tudo.
05:14
É, Felipe, só o número, né, já dá uma dimensão daquilo que aconteceu, né, esse benefício,
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digamos assim, que o Cabral obteve ali do Supremo, é o sexagésimo, septuagésimo, alguma coisa
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assim, é a sexagésima extensão da decisão originalmente obtida pelo Geraldo Alckmin.
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Então, olha quanta gente, mais de 60 pessoas, tinham processos por causa dos dados do Drauzes,
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certo? E por que a conta da propina lá, o departamento da propina, o sistema usado no
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departamento da propina da Odebrecht foi carregado numa sacola, o Lewandowski, de triste memória,
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chegou à conclusão que a cadeia de custódia, uma palavra chique, né, para falar de como é que
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as autoridades lidam com as provas, cadeia de custódia foi rompida, nada mais pode ser
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assegurado a respeito dessas provas, e lá se vai, 60 pessoas, mais, provavelmente, eu não sei
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exatamente quantas foram...
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Sextagésima segunda extensão, a gente tem o dado aqui.
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Então, já 62 pessoas que, enfim, se livraram, que estavam lá com o seu nome inscrito nos
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caderninhos, nos caderninhos, entre aspas, né, metaforicamente da Odebrecht, nesse sistemão,
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na verdade, que agora não tem mais nada a dever para ninguém.
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É, aliás, quando o Geraldo Alckmin foi ser vice do Lula, eu fiz um tweet que eu preciso
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encontrar outro dia, eu comecei a procurar, mas acabei não tendo tempo, que, na prática,
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o que eu estava dizendo, de uma maneira indireta, era assim, eu aposto que o Ricardo Lewandowski
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vai aliviar a barra do Alckmin.
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E aconteceu precisamente isso, muitos meses depois, sobre essas alegações absolutamente
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rasteiras, que sempre colocam ali a classe política acima de qualquer outra questão.
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