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  • há 1 ano

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Transcrição
00:00O Brasil e a Alemanha normalmente tem todo ano. Tem um ano no Brasil e outro ano na Alemanha.
00:05E o que pode ser considerado de diferente esse ano? É a geopolítica.
00:09A geopolítica, a mudança do cenário político, a mudança do cenário econômico,
00:13a mudança e os questionamentos das relações bilaterais, ou seja, o mundo está revisitando
00:19suas relações comerciais, suas relações bilaterais, suas relações multilaterais
00:23em função de uma nova política que o próprio Estados Unidos está implantando.
00:27E nesse momento também nós esperamos poder estarmos concluindo o entendimento
00:33da relação entre o Mercosul e a União Europeia.
00:36Então temos vários fatores que convergem para a necessidade de nós evoluirmos em ações concretas.
00:43Temos que discutir a dupla tributação com a Alemanha, como já são bastante avançados com a França,
00:48para que tudo isso signifique mais interseção, mais complementariedade.
00:53E qual é a grande vantagem da Alemanha? Nós temos um comércio bilateral com a Alemanha
00:56que envolve manufatura, envolve produtos industrializados.
01:00Ou seja, é um ganha-ganha, é uma agregação de valor em ambos os países,
01:04sem falar nos grandes investimentos alemães que nós temos aqui há muitos anos.
01:08Então, a combinação desses fatores se torna essencial.
01:11E o que nós temos para discutir?
01:13Nós temos grandes oportunidades para discutir nessa complementariedade
01:16do processo industriais, nessa agregação de valores, o que significa ganha-ganha.
01:20Nós temos desde terras raras, o Brasil hoje todo já é público e hoje é a segunda das maiores reservas
01:25de terras raras no mundo, está no Brasil, e nós não detemos essa tecnologia.
01:29Podemos buscar em parceiros como alemães, como chineses, como franceses, como os Estados Unidos,
01:34aqueles que querem primeiro fazer essa interseção.
01:36E sabem por que não a Europa, que nós estamos tendo tantas convergências.
01:40Nós temos a discussão dos data centers, nós temos energia sobrando hoje intermitente no país.
01:44E teremos também hoje, também como consequência da evolução tecnológica,
01:49um barateamento muito grande do CAPEX para investimentos em energias renováveis.
01:54Ao mesmo tempo, uma evolução tecnológica para armazenamento de energia através de baterias.
01:59Essa combinação é muito interessante para que nós possamos atender a grande questão que tem na Europa,
02:04que é energia, principalmente a energia verde.
02:07Nós temos um potencial grande de fazermos isso, não só para os data centers,
02:10como para indústrias eletrointensivas que nós podemos fazer.
02:13Por isso, com uma combinação onde o Brasil hoje sobra energia.
02:16Nós temos tantas energias sobrando.
02:18Precisamos fazer um ritmo maior do nosso crescimento econômico, nosso desenvolvimento industrial.
02:22E tudo isso pode ser feito de forma complementar.
02:24Eu acho que isso é a grande diferença hoje para o mundo.
02:26Em vez de estarmos naquela toada de globalização,
02:32onde se buscava apenas um dinheiro mais barato, onde tinha mão de obra mais barato,
02:36hoje nós temos um conceito de complementariedade, um conceito de agregação de valor.
02:40E não podemos desperdiçar a relação que existe no Brasil com países tão longevos,
02:46como é a Alemanha, como é a França, como é o Japão, como é os Estados Unidos e tantos outros,
02:50que certamente vão permitir que a gente possa acelerar.
02:53O que é que nós precisamos?
02:54Nós precisamos ver essa agressividade, no bom sentido, de buscar soluções de parcerias,
03:00como nós temos visto com o que a China tem feito no mundo inteiro.
03:02Então vamos estimular, vamos complementar e entendo que o setor privado,
03:07nós como CNI, a BDI, que é a congênia na Alemanha,
03:11podemos ser atores muito importantes para que esse processo seja o mais ágil,
03:15o mais eficiente e com mais entregas o quanto antes.
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