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  • há 8 meses
Ao avaliar o posicionamento dos governistas que ''namoram'' com a oposição, Góes disse que se devia a pluralidade partidária no Brasil.

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Transcrição
00:00Ministro, atualmente o senhor ocupa um cargo técnico no governo Lula, frente da integração nacional, porém é uma liderança política.
00:07Nós estamos há pouco mais de um ano das eleições de 2026, há muita defesa para que o presidente Lula concorra à reeleição, principalmente dentro do PT,
00:17porém há algumas resistências em relação a essa candidatura à reeleição de Lula, por exemplo, como é que estaria a questão da saúde de Lula para 2026.
00:27Mas, politicamente, qual a estratégia que o senhor acha que o governo deve adotar para essa eleição de 2026?
00:33Há muitos partidos, por exemplo, que estão dentro do governo, mas namoram com legendas de oposição, tem paquera com oposição.
00:41Isso vai do próprio PP, que tem o ministro dos esportes, o André Fufuca, como também aos republicanos, ao próprio União Brasil.
00:50Como é que o senhor acha que vai ser feito esse desenho, essa construção política para a eleição de 2026 do presidente Lula?
00:59Alisson, obrigado pela pergunta e eu quero inicialmente dizer que eu estou dentre aqueles, e não são poucos, brasileiros que acreditam na reeleição do presidente Lula no primeiro turno.
01:10Segundo, nós vivemos num país de uma diversidade e pluralidade política muito grande.
01:17Dezenas de partidos políticos e regiões com muitas diferenças, representatividade de interesses diferentes.
01:25Às vezes, mesmo os partidos nacionais, você pega o PT, PT é mais unificado, mas pega muitos outros partidos nacionais, o MDB, o PL, União Brasil, quantos sejam os partidos mais nacionais,
01:41dependendo da região que aquele senador, deputado, representa, às vezes não é um contexto nacional determinado pelo partido que indica o voto dele.
01:53Porque ele foi eleito por bases que, às vezes, não é o conteúdo programático majoritário dentro do partido.
02:02Nós vivemos num país que tem cinco regiões e tem muitas diferenças entre as regiões.
02:08O Nordeste ainda depende de muito investimento, a Amazônia, muito investimento, e até também ir olhando os recantos de muitas regiões do Sul, Sudeste e Centro-Oeste,
02:20que não tem ido junto com o processo de desenvolvimento.
02:23Eu conheço ali Mato Grosso, que cresce exponencialmente o PIB todo ano.
02:28Você tem uma região de Mato Grosso, Cáceres, que tem um indicador social quase igual à Amazônia.
02:34Então, isso tudo, às vezes, também determina como é o comportamento do parlamentar.
02:39Como ele vota, como ele deixa de votar, e muitas demandas que vai ao Congresso Nacional.
02:43Em regra, o presidente Lula nunca teve grandes problemas, seja em 2023 ou 2024, para aprovar majoritariamente as propostas que mandou para o Congresso.
02:53Isso era com o Pacheco e também com o Artulira.
02:55Agora, mais ainda, Hugo Mota e Davi Alcolombre são gerações muito próximas ali, novos, de boa relação, de boa compreensão da democracia, das prioridades do país.
03:13E eles têm feito um esforço gigante para contribuir, sim, com o governo do presidente Lula.
03:18E também com as assertivas, em termos de escolhas de políticas públicas, que o presidente tem realizado no país.
03:24Então, segue a vida.
03:27Logicamente que vai ter o momento das escolhas, das convenções, das coligações, dos convencimentos, e que ainda não é agora.
03:34Obviamente que todo dia é dia de falar, sim, de política, mas nós, no governo federal, até por orientação do presidente Lula, nós focamos no trabalho.
03:43E quando chegar o tempo da política, a gente continua trabalhando e cumprimos também o dever político,
03:48que é aquele de poder participar do processo, que certamente ele está se preparando para isso, para o ano.
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