00:00Olha, o que foi conversado nessas poucas reuniões, que teve reunião para tratar de outros assuntos.
00:06Por exemplo, tratamos de GLO, porque os caminhoneiros haviam, estavam parando, nem mesmo de parar,
00:12sobre o que poderia acontecer com aquela multidão em frente aos quartéis.
00:15Então, teve assunto, teve reunião para tratar exclusivamente desse assunto.
00:20Conforme falou o Jalfrey Gomes, talvez foi, nessa reunião, nós estudamos possibilidades
00:28outras dentro da Constituição.
00:32Ou seja, jamais saindo das quatro linhas.
00:34Como o próprio comandante Paulo Sérgio falou, que tinha que ter muito cuidado nas questões jurídicas,
00:39porque não podíamos fazer nada fora disso.
00:41Obviamente, a gente sabia disso.
00:42Em poucas reuniões, abandonamos qualquer possibilidade de uma ação constitucional.
00:50Abandonamos e enfrentamos aí o ocaso do nosso governo.
00:55O réu colaborador, Mauro Cid, diz que ele estava presente na reunião com o senhor, com o assessor
01:05Felipe Martins e, como o senhor lembrou também, numa das reuniões, um padre estava presente.
01:12E, nessa reunião, foi-lhe apresentado uma minuta, um documento com vários considerandos
01:18e algumas previsões e o senhor teria, aqui entre aspas, nos termos utilizados pelo réu colaborador,
01:25o senhor teria enxugado essa minuta, esse documento, tendo feito algumas alterações.
01:32O senhor se recorda disso?
01:33Eu queria ter acesso a essa minuta.
01:36A minuta está nos autos.
01:38Mas não tem um cabeçalho e nenhum fecho.
01:40Deve ter os considerandos ali apenas.
01:44Isso foi colocado numa tela de televisão e mostrado de forma rápida ali.
01:50Mas a discussão sobre esse assunto não já começou sem força, de modo que nada foi à frente.
01:58A ideia que alguns levantavam seria o estado de sítio, por exemplo.
02:02Até ouvi o ministro Fux questionando o coronel Cid aqui, se foi assinado ou não.
02:07O senhor está de sítio, como reza a nossa Constituição.
02:11Primeiro, o senhor tem que ter um fato, obviamente, e depois convocar os conselhos da Defesa e da República.
02:20Coisa que não foi feita.
02:21Então, quando alguns falam que foi dado o início, o início é a convocação dos conselhos.
02:27Quem compõe esses conselhos?
02:28Pé da Câmara, Pé do Senado, lida a maioria na Câmara e no Senado, lida a maioria,
02:33indicados pela população, alguns ministros.
02:37Ninguém foi convocado para participar de uma possível início de uma proposta de sítio.
02:45E vamos supor que tivesse sido convocado.
02:47O presidente encaminharia uma mensagem para o Congresso pedindo autorização para assinar um decreto.
02:52Então, não existe essa possibilidade que era o presidente assinar o decreto,
02:56porque tal comandante de força não a queria, a outra queria.
02:59Não existiu isso aí.
03:00O que existiu na prática foi, como nós fomos impedidos de recorrer ao TSE
03:05com preocupação de uma penalidade mais alta do que ocorrida,
03:10aquelas de, se não me engano, 23 de novembro,
03:12nós buscamos alguma alternativa na Constituição e achamos que não procedia e foi encerrado.
03:18Agora, em função disso, apesar dessas reuniões,
03:23a não ser essa do dia 7, talvez aqui, todas as demais serem reservadas,
03:27eu, ministro de defesa e dois ou três comandantes,
03:31as ilações, o que estava tratado lá dentro, ocorria solto.
03:34Então, a gente lamenta as ilações, mas em nenhum momento,
03:38eu, ministro de defesa ou os comandantes de força,
03:41sequer pensamos em fazer algo ao arrepio da lei, ao arrepio da nossa Constituição.
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