00:00Estamos aqui no Camarim, no Camarim.
00:04O que você atribui a esse sucesso?
00:07A minha beleza, o meu charme e a minha simbatia.
00:10Corta.
00:11Disparo contra o sol, sou forte, sou por acaso.
00:15Minha metralhadora cheia de mágoas.
00:19Eu sou um cara.
00:23Tá sempre muito associado o teu nome à AIDS.
00:26Você tá idético?
00:30Dias sim, dias não, eu vou sobrevivendo sem um arranhão.
00:36O eixo dele mudou.
00:37A partir daquele momento, ele passou a se preocupar em cantar a vida.
00:41É o auge da carreira dele.
00:43Se ele tava doente, se ele tava fraco,
00:45isso talvez fosse a inspiração, a motivação dele.
00:52Nunca ninguém olhou, escutou o Cazuza com compaixão.
00:55Ele é o cara que tá doente e vai pro prêmio de cadeira de rodas.
01:01Ele estava nu diante do Brasil, né?
01:08Dos artistas do rock, o mais profundo.
01:12Me ligaram no dia seguinte de manhã pra perguntar o que que tinha acontecido que o Cazuza ia cuspir na bandeira.
01:20Falei, não, ele não cuspir na bandeira.
01:25Deitava e cantava deitado, queimando em febre.
01:29Era o que ele queria fazer, pô.
01:34Tu vai tirar dele o que ele quer fazer.
01:39Mudou a cara da AIDS no Brasil.
01:41O meu prazer passou a ser risco de vida.
01:45Como é que é a cara da morte, Cazuza?
01:49É um triângulo de luz, assim.
01:51Acho que o prazer total é a morte.
01:59O que é um triângulo de luz do mundo?
02:01Como é a cara da morte, a gente já criou e tem uma energia de água e com uma mão.
02:07É isso aí, muito tempo.
02:09É um triângulo de luz.
02:11E aí, tudo isso?
02:13É um triângulo de luz.
02:14O que é um triângulo de luz.
02:16É um triângulo de luz.
02:18É um triângulo de luz.
02:20O que é um triângulo de luz.
02:22O que é um triângulo de luz.
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