00:00O meu posicionamento é firme, é de me colocar ao lado dos trabalhadores, primeiro porque durante toda a semana ocorreram um conjunto de violências simbólicas que estavam expressas, a falta de diálogo, a suspensão de sessões, para não ter que ouvir os servidores.
00:18A prefeitura encaminhou, por exemplo, deixou vazar contra-cheques de trabalhadores e trabalhadoras com descontes, principalmente de professores, quando esses descontes, por exemplo, só podem ser efetivados se esses trabalhadores não efetivamente trabalhar.
00:32Em situação de greve, o contrato é suspenso. Quando o contrato é suspenso, no final da negociação, você negocia a reposição das aulas e todos os professores são obrigados a repor a aula.
00:41Portanto, não existe nenhuma possibilidade de corte de salário. O corte de salário é nada mais do que um assédio moral, isso é uma violência também que precisa ser contada.
00:50E essas pessoas, pela sua insatisfação de não ter com quem conversar e pelo fato do prefeito, inclusive, ter quebrado a negociação, encaminhado o projeto direto para a Câmara,
00:58obrigando a Câmara a votar, que na minha opinião ele bota a batata quente na mão da Câmara, porque geralmente esses projetos já chegam aqui resolvidos, porque na negociação com os sindicatos é que isso acontece.
01:08Então, o prefeito apenas traz esse projeto para cá e a Câmara homologa o que foi decidido entre os trabalhadores e o sindicato.
01:14Só que, dessa vez, não, pela segunda vez, o prefeito encaminha arbitrariamente o projeto, obriga a Câmara a votar e aí você tem esse tensionamento entre a Câmara e os trabalhadores, coisa que não poderia acontecer.
01:25Eu lamento muito, sei que foi um momento difícil, mas a gente não pode deixar de dizer que a Prefeitura também desprezou o apelo desses trabalhadores,
01:35e ignorou completamente e agiu também com violências, as mais diversas, inclusive simbólicas, para poder obrigar esses trabalhadores a voltarem a trabalhar nas condições que ela estava lhe obrigando.
01:44O vereador, na sexta-feira, também, o corrigidor-geral da Câmara, Alexandre Aleluia, encaminhou um documento para a Alba pedindo uma possível instalação, uma apuração, né,
01:56para pedir uma cassação de mandato do deputado Hilton Coelho.
01:59O senhor teme que isso também possa acontecer com o senhor aqui dentro, já que o senhor também é da pessoa?
02:02Olha, primeiro, assim, eu não tenho nada que eles possam, de alguma forma, que desabone a minha conduta ética aqui dentro, certo?
02:11Eu até desconheço, eu gostaria que eles me apresentassem algo que justificasse tamanha tentativa de violência,
02:20porque isso, essas acusações, essas coisas, é mais do que uma violência, uma coação diante desse processo que a gente está vivendo.
02:27Como eu já tinha dito antes, eu nem estava aqui no momento que ocorreram os fatos.
02:31Segundo, eu acho que é outro absurdo, né, pedir a cassação do deputado Hilton.
02:35Primeiro porque, desculpem, o deputado Hilton, né, ele esteve acompanhando todo o processo,
02:41já participou de mesas de negociações com a prefeitura, já intermediou crises aqui na relação entre diversas categorias,
02:48de servidores públicos, da saúde, guarda municipal, servidores públicos do município, professores,
02:55já entrou em processos de negociação, né, em todos os espaços onde houve, por exemplo, tensão, crise, etc.,
03:02entre os trabalhadores e o poder público na negociação dos seus direitos.
03:06O companheiro sempre esteve lá e simplesmente fez o que ele sempre fez.
03:10Veio acompanhar e presenciou toda aquela balbúrgia que aconteceu aqui.
03:15Mas eu acho que isso, que, de certa forma, ele não tem nada a ver diretamente com isso,
03:20porque eu acho que ele apenas acompanhou, veio prestar sua solidariedade, como ele sempre faz,
03:25e como ele esteve presente em outros momentos aqui no plenário também,
03:28incluindo as sessões especiais que nós convocamos e tal.
03:31Então eu acho que levantar isso é criar uma cortina de fumaça,
03:34é transferir o bode da sala para outro lugar, é responsabilizar pessoas que não têm nada a ver,
03:40porque quando as pessoas decidiram encaminhar esse processo, quando o prefeito decidiu encaminhar esse processo
03:44e votar a rebelia das negociações com os trabalhadores, ele tinha que prever todas essas condições
03:50ou o que poderia ter acontecido, como aconteceu.
03:53Então não dá agora para responsabilizar terceiros que vieram apenas se solidarizar com os trabalhadores.
03:58Vereador, saiu uma notícia na imprensa falando que os vereadores poderiam se reunir, discutir,
04:03fazer alguma apresentação com relação ao senhor no Conselho de Ética aqui da Câmara.
04:08Quer saber como é que o senhor recebe essa informação?
04:09Olha, eu recebo indignado e bastante consternado, porque eu gostaria de que houvesse,
04:17de que os vereadores apresentassem algo que fosse real, palpável,
04:21porque para além disso eu considero isso uma ameaça, uma coação e uma tentativa de limitar o exercício do meu mandato.
04:29É a única coisa que eu entendo dessa questão.
04:32Primeiro porque eu já disse em bom tom que eu não estava nem presente no momento que ocorreram os incidentes.
04:37Segundo, que me coloquei, e a gente vem se colocando nessa condição, de tentar mediar.
04:45Chamei a atenção várias vezes à casa da importância de abrir o diálogo.
04:50Fiz várias falas no plenário de que a casa não podia se omitir de estar acompanhando esse processo,
04:56que precisava ouvir os trabalhadores nos seus clamores.
04:58Então eu não sei no que isso poderia depor contra a casa ou contra a ética que pudesse me levar a um decoro parlamentar.
05:08Eu estou no exercício da função do meu mandato, eu sou servidor público concursado,
05:13além de tudo eu faço parte da Comissão de Transporte e Serviços Públicos da casa,
05:17o que me dá também prerrogativa de poder acompanhar todos esses processos.
05:21Então, se os vereadores estão tentando me acusar de algo que é prerrogativa do exercício do meu mandato,
05:26eu quero entender quais são as bases que eles estão levantando para isso.
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