Avançar para o leitorAvançar para o conteúdo principal
  • há 1 ano
Katia Aveiro

Categoria

🗞
Notícias
Transcrição
00:00Bom dia, bom dia, bom dia. Já estou aqui no aeroporto de Porto Seguro, já vamos para a Serra Gaúcha.
00:08Aí está um clima de pão bom aqui, dá vontade de ficar.
00:11E vou fazer este vídeo rápido antes de embarcar, só para responder às questões que eu tenho recebido.
00:16Por causa de um menino que eu partilhei ontem na praia, vestido com a roupa da Seleção de Portugal,
00:22e as pessoas queriam saber o final da história se eu partilhei que eu era irmã.
00:26Não, eu não partilhei que eu era irmã. E eu vou explicar porquê.
00:29Não é que eu não tivesse vontade.
00:31Para já perdia o brilho quando eles começam a falar sobre o objetivo deles.
00:36É cultural eles irem na praia, vender o produto deles, a arte deles.
00:42Neste caso o menino vendia souvenirs.
00:46E então eles fazem isso naturalmente no dia a dia.
00:51E eu acho graça, porque eles são crianças e fazem isso.
00:55E eu se dissesse que era irmã do Ronaldo, para já o contexto todo saía do eixo.
01:00Então eu acho que a magia do vídeo e da naturalidade é aquele que vocês viram.
01:05Porque se eu dissesse quem eu era, naquele momento, vocês calculam que a quantidade de crianças que eu vir para ali, para perto de mim.
01:16E outra coisa, que eu percebi também mensagens de pessoas, que eu acho que às vezes as pessoas também não têm noção.
01:21Ah, tu pelo menos ofereceste o telemóvel a ele.
01:23Ah, pelo menos ofereceste a bicicleta.
01:25Se eu fosse para oferecer o telemóvel a ele e a bicicleta, a todas as crianças que nos vêm vender coisas, que querem comprar x e y,
01:37é que as pessoas às vezes não têm essa consciência, elas falam à toa.
01:41Então isso nem merece resposta.
01:43Então o trabalho dignifica as pessoas.
01:47Óbvio que criança a trabalhar não é bom, mas no caso ele vendia coisas, porque é cultural e ele em troca ia comprar as coisinhas dele.
01:59Eu acho que isso é assim.
02:01Isso sim é de valor, é de admirar.
02:03Então eu não sou salvadora da pátria, nem vim para trancor comprar bicicletas e celulares a toda a minha borda na rua.
02:11Até porque eu não sei onde é que as pessoas tiraram, que isso é uma obrigação minha.
02:19As pessoas às vezes não têm consciência.
02:22Eu sou uma turista que vim a Trancoso fazer lifestyle.
02:28Vim a um casamento e aproveitei e fiz um pouco de lifestyle e parti esse lado de comunicação com vocês,
02:33porque é um pouco também aquilo que eu tenho vindo a partilhar nos últimos tempos.
02:37E infelizmente encontro essas histórias assim bem bonitas, gratificantes, destas crianças que admiram o meu irmão.
02:45E eu sou uma cidadã do mundo.
02:47Partilhei com vocês esse momento bonito.
02:50E aquela criança vai crescer, possivelmente sendo um querido, honesto, porque ele é muito educado.
02:57E eu fiquei feliz de fazer parte.
02:59Não fazer parte desse encontro, né, ele chegando para mim com a camisa da nossa seleção de Portugal.
03:06E, óbvio, que eu questionei.
03:08E naquele momento achei interessante.
03:12Até porque num momento que eu comecei a fazer o vídeo, nem vi o número da camisa que ele tinha atrás.
03:16Não sabia se era Cristiano Ronaldo, se era o Ronaldo.
03:18Ou se era outro jogador qualquer.
03:20E quando eu perguntei, ele depois disse que era o Ronaldo.
03:22Mas só o facto de ele estar com a camisa da seleção de Portugal, eu já quis partilhar com os seguidores.
03:28E então é isso, pessoal.
03:29Às vezes as pessoas têm que ter um entendimento.
03:31Que eu, apesar de serem uma do Cristiano Ronaldo, eu não posso resolver a vida das pessoas.
03:38Nem tão pouco, né, fazer isso com toda a gente que a gente cruza no caminho.
03:45Se não, daqui a pouco as coisas perdiam o rumo e a gente ficava todos descoordenados.
03:51A gente precisa ter um entendimento de que cada um tem o seu papel.
03:54Naquele momento o papel dele era vender as coisinhas dele para os objetivos dele.
03:57E eu fui uma cliente que o agradei.

Recomendado