00:00Agora sobre a sua fase dentro de campo, você vem sendo titular absoluto do time do Dallas nos últimos jogos.
00:06Queria que você falasse um pouco sobre a sua fase em campo com o Dallas, como você evoluiu desde que você chegou nos Estados Unidos, como você se sente na forma que você está.
00:15Cara, aqui eu vejo assim, para a minha atuação dentro de campo nos jogos, tem duas coisas que tem favorecido muito no meu modo de entender.
00:27É uma confiança muito grande do treinador, da comissão e da direção.
00:34Então isso pesa muito para a gente conseguir desempenhar dentro de campo o nosso melhor papel.
00:40E querendo ou não, isso é uma coisa também muito relevante.
00:43A gente tem, existe no Brasil uma pressão muito grande por parte de torcida, de imprensa, do próprio clube, para a gente estar sempre desempenhando tudo.
00:53Parece que a gente não pode errar nunca.
00:54Então aqui, essa cobrança existe, mas ela é uma cobrança interna, ela é uma cobrança de dia a dia.
01:01E a gente consegue trabalhar com mais tranquilidade.
01:04Mentalmente a gente está sempre mais tranquilo para desempenhar o nosso melhor papel.
01:10A gente, obviamente, como todos os esportes, a gente tem erros, mas aqui os erros são tratados de forma diferente.
01:15Então, te confesso que eu estava um pouco cansado disso no Brasil e aqui eu encontrei tranquilidade para trabalhar nesse sentido.
01:24Então eu estou conseguindo, juntamente com todo o staff, toda a comissão e todos os atletas, a gente tem um diálogo diário e semanal para a gente estar sempre aprimorando, melhorando.
01:35Mas eu individualmente tenho conseguido desempenhar a minha função dentro de campo com relação ao que o treinador pede.
01:43E por isso tenho jogado todos os jogos aí e sendo uma das peças de confiança do treinador.
01:49A gente sabe que a torcida no Brasil é bem diferente, acho que talvez seja mais passional, principalmente nas redes sociais, fora de campo, com os jogadores.
02:00E aí nos Estados Unidos, como você falou, é mais tranquilo.
02:03Como é que se comporta a torcida dentro de campo?
02:06Tem a mesma paixão que os brasileiros, por exemplo?
02:09Não, isso, a forma de torcer a gente sente um pouquinho de falta, né, daquele calor humano, da forma como o torcedor brasileiro torce, te acolhe, enfim, como ele vibra dentro do campo.
02:24Mas aqui a gente tem muito mais respeito, assim, a gente é tratado como um ser humano, independente do placar, do jogo, acaba o jogo, cada um vai para a sua casa, no dia seguinte todo mundo tem que trabalhar da mesma forma.
02:37A gente dentro de campo sabe onde a gente tem que melhorar e essa cobrança, ela existe de uma forma respeitosa, né.
02:45E pela sua experiência nesse jogo contra o Real Madrid e agora na MLS, onde você coloca a Liga Americana em termos de futebol jogado, em termos de tática?
02:56É mais perto do futebol europeu ou mais perto do futebol brasileiro?
02:59Cara, eu acho que eles brincam aqui que a MLS é um genérico de uma Premier League pela forma de jogar, assim, de ser um jogo de muita transição, de ser um jogo que não é tão vistoso, talvez, assim, aquela bola de pé em pé, jogada construída, um jogo com mais ligação direta, muito confronto, muita briga.
03:22Então, aqui acontece bastante isso, é um jogo de muita transição, é um jogo que demanda bastante da parte física e, comparado ao Brasil, por exemplo, um jogo de menos qualidade, né.
03:35Tu vê um pouco mais de erro defensivo, um pouco mais de erro tático, mas eu acho que a tendência é que, com o passar do tempo, isso vá aprimorando e melhorando cada vez mais e, quem sabe, no futuro seja uma liga que esteja aí no top mundial.
03:50Acho que esse é o intuito deles aqui e, por isso, que eles estão fazendo tamanhos investimentos dentro do futebol.
03:57Então, vamos lá, vamos lá, vamos lá.
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