00:00E, bom, eu não conseguiria trazer você aqui e não falar um pouquinho de cinema, porque é a minha paixãozinha, apesar de eu brincar aqui no Terra que eu jogo nas 11, que é um dia tá cobrindo o Papa, outro dia tá cobrindo o Oscar, mas assim, não tem como não trazer aqui pra trazer e falar um pouquinho de Barbie Cabelo Bigode, né, que é uma conquista e como é que surgiu esse texto especificamente, assim, como é que foi a concepção desse filme e porque a gente olha a Netflix,
00:29assim, um player enorme, a gente tem essa, rola esse interesse, toda vez que alguém, algum artista nosso está na Netflix, a gente olha com atenção, né, mas eu queria saber como é que foi esse caminho pra chegar até esse filme externo, como é que é? O sexto lugar global entre os idiomas de língua não inglesa.
00:48Primeiro me coloca no marco histórico, que eu sou o primeiro diretor negro de streaming no Brasil, conteúdo original.
00:57Começa sempre pela escrita.
01:00Eu sou apaixonado pelo teatro, o teatro me levou para a dramaturgia, depois para a literatura e sala de roteiro.
01:07E aí eu comecei a pensar sobre narrativas não hegemônicas, narrativas que são interessantes e que, de uma certa forma, subvertem tudo aquilo que a gente vem vendo aí há algumas décadas, né?
01:21E na sala de roteiro, Luizão, que é da fábrica, que é um grande produtor, né, falou assim, topa dirigir?
01:29E aí eu falei assim, meu Deus do céu, topo, mas vou estudar.
01:35Aí eu tive um grande período estudando cinema, eu sou um diretor que entende de lente, porque fala assim, ah, não precisa, a gente só quer conceito, não, vou estudar.
01:47Eu quero, precisa sim, eu quero saber iluminar, eu quero saber fotografar.
01:52Foi delicioso, um filme que eu pude fazer um trabalho onde eu 100% acreditei, porque às vezes você pega um projeto, que é uma oportunidade, que você desacredita e faz para não perder, mas foi um filme que eu acreditei.
02:07Uma comédia, primeiro me colocou no mundo, às vezes eu vou para universidades em Nova York para poder falar sobre esse filme, e eles falam, a gente só conhecia a periferia, o subúrbio negro do Brasil a partir de tropa de elite, cidade de Deus.
02:25E você traz outra lógica sobre negritude.
02:30E aí, para mim, isso é um grande feito, falar sobre favela, sobre morro, não tendo arma.
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