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  • há 1 ano
A VERDADE SOBRE A SAMU VERSOS HOSPITAL FAZEMOS JULGAMENTOS ATIRAMOS A PRIMEIRA PEDRA MAS ENTENDA A CULPA O DO SISTEMA DE SAUDE QUE GANHA COM DOENÇA E MORTES DOS BRASILEIROS.

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Transcrição
00:00Antes de falar mal da SAMU, escuta isso aqui.
00:04Quando a gente aciona a SAMU, pensamos que ela é o trem-bala.
00:10Tem que chegar logo.
00:12Passei por uma situação familiar, onde estava com minha mãe internada na UPA.
00:20Precisou ser conduzida pela SAMU ao Hospital Roberto Samba.
00:25Passei. Quando cheguei ao hospital Roberto Santos, atendimento excelente.
00:33Da segurança, da higienização, os mateiros, os técnicos de enfermagem, os médicos.
00:41Enfim, fui atendida. Fiz exame, saiu o resultado.
00:45E a SAMU ali. Chegaram umas 9h15 da manhã.
00:50Tinha ao total 5 viaturas da SAMU.
00:55Vários chamados e eles recusando.
00:57Eu estranhei e perguntei a eles.
01:01Já que minha mãe já está sendo regulada, por que você não atende as ocorrências?
01:08Me explicaram que estava aguardando a assinatura de um documento do hospital
01:14para liberação da viatura, para atender a outro chamado.
01:19Aí eu pensei, que ridículo esse sistema, né?
01:22Cinco viaturas e entraram os pacientes, né?
01:26Dessa unidade, que estava aberto com o Santos.
01:28Seguido de um protocolo interno do hospital.
01:31Quebrou, quebra toda a cadeia de atendimento.
01:35Do básico ao avançado.
01:37Entenderam a culpa?
01:40Não é da SAMU.
01:41Se você observar, foram vários chamados.
01:45Se realmente a SAMU chegou no hospital, entregou o paciente.
01:50O paciente fez o exame.
01:51Está tudo ok?
01:52A SAMU deveria, né?
01:53Estar fazendo outros rendimentos.
01:55Cinco viaturas, de nove e quinze da manhã a uma da tarde.
02:01Imagine quantas pessoas deixaram de ser atendidas, de ser socorrida,
02:05por um protocolo que é contra o atendimento de pessoas que precisam de primeiro socorro.
02:12Fica aqui o meu apelo, o meu desabafo.
02:15Acho que, não sei, esse hospital, eles falaram também que outros hospitais também trabalham dessa mesma forma.
02:21Pouquíssimo trabalho de forma diferente.
02:26Que chegou, trouxe o paciente, está tudo ok, libera para outro atendimento.
02:30Infelizmente, é por isso que hoje o SUS é muito mal visto, né?
02:36Ainda mais depois dessas regulações.
02:39Segunda parte, né?
02:41Falamos de hospitais.
02:42O hospital Roberto Santos, que foi lá que a minha mãe estava internada.
02:47Quando eu falei que o atendimento foi excelente?
02:49Foi na entrada, mas quando minha mãe subiu para o segundo andar da enfermaria 280,
02:56eu vi que realmente era um sonho que não foi consumado.
03:00Além de encontrarem médicos, né?
03:03Médicos estudantes perdidos, sem saber o que fazer,
03:06nem o exame foram feitos, apenas a tomografia.
03:12Porque assim que ela chegou na UPA, já em Itapuã,
03:15foi feito logo o fésio, urina e sangue.
03:17Eu acho que é o protocolo de todo o hospital.
03:19Lá não.
03:20E por dia em dia, pela tarde, foi feito o exame de sangue.
03:25No outro dia, pela noite, o exame de urina.
03:28E eu perguntava ao médico.
03:29O médico ficava meio perdido.
03:32Eu falei, por que a demora desse exame?
03:35E nesse momento, a pressão arterial dela estava dando alta.
03:39Foi daí que começou a normalizar, através de muito medicamento.
03:42Então, eu vi que as técnicas de enfermagem estavam fazendo o seu trabalho excelente, né?
03:47Os maqueiros, que iam lá, mediam a glicemia, a pressão arterial.
03:53Estava dando tudo ok.
03:54O exame de urina deu ok, o de sangue deu ok.
03:57E os médicos segurando minha mãe.
03:58Como eu trabalhei no hospital, sei como funciona realmente esse sistema.
04:04Eu vi que eles usam os pacientes como cobaia de médicos que estão estudando medicina.
04:12Queriam repetir o exame de minha mãe, tomografia.
04:14Eu não deixei, porque está dando tudo ok.
04:17Porque o médico novo lá, que é estudante, queria comparar.
04:20Eu não deixei.
04:22Queria repetir o exame tudo de novo.
04:23Eu preferi assinar o termo de responsabilidade e deixar minha mãe em casa.
04:32Porque o local não tinha ar-condicionado.
04:34O local era muito quente.
04:36Eu vi que estava afetando muito minha mãe.
04:38Minha mãe não estava querendo mais comer direito.
04:40Nem beber água.
04:40E estava ficando estressada com o local.
04:42Imagina um local quente, que não tem ar-condicionado nenhum.
04:46O lugar que é cheiro de bactéria.
04:47Então, eu vi que o local estava sendo nocivo.
04:49Muito nocivo mesmo, para a saúde das pessoas.
04:51Eu vi que tinha pessoas lá que estavam piorando.
04:54Em um hospital com suporte desse, com o nome desse, né?
04:57Um hospital renomado, né?
04:58Aqui em Saúl do Bahia.
05:00Está passando por uma situação dessa.
05:03E é uma técnica querendo medir a glicemia na deixava.
05:06Que já tinha feito a glicemia há uma ou duas horas antes.
05:10Tentaram também, novamente, o exame de sangue.
05:12Eu não deixei, porque minha mãe estava sendo muito furada.
05:15E as pessoas não estavam dando a dever de atenção.
05:18Eu que estava indo lá na pensão médica, eles mandavam aguardar.
05:22A parte que eu fiquei chateado também, a parte da nutrição.
05:25Que eu...
05:27A gente não bebe café.
05:28E estava vindo café.
05:29Eu fui lá, reclamei na parte da nutrição.
05:32Falaram que já foi feito a troca.
05:33Mas chegava a café.
05:35E banho, no primeiro dia eu que dei banho.
05:38No segundo, quase eu dava banho sozinho.
05:40Eu achei muito forte falta de organização.
05:42Quando minha mãe ficou internada.
05:43Mas, enfim, né?
05:45É suio, né?
05:47É uma coisa que é pago pelos impostos.
05:49Não de um plano pago.
05:51Eu tive o plano pago, mas também não tem muita diferença.
05:54Realmente depende muito de médico.
05:56Depende muito de enfermeiro.
05:57Depende muito de técnico.
05:59Depende muito de tudo.
06:00O pessoal da limpeza fez essa mesa de trabalho.
06:02O quarto, realmente, lá, né?
06:04De apartamento, que eles chamam, né?
06:06Estava sempre limpa.
06:07Então, minha reclamação é essa aí.
06:09Eu acho que deveria ter mais fiscalização.
06:11Em relação a esse médico, estudando de medicina,
06:14que fica perdido, sem saber o que fazer com o paciente.
06:17E se pode liberar ou não.
06:19Pergunta, perguntava o que minha mãe tinha.
06:20E os médicos não sabiam dizer.
06:21Ah, pode ser isso.
06:23Pode não ser isso.
06:23Mas não tá com o exame na mão?
06:25O exame deu o quê?
06:25Ah, o exame deu o quê?
06:26Mas pode ser isso.
06:28Então ele meio que fica perdido.
06:29Como se faz, né?
06:30Médico, mais como antigamente, né?
06:32E encostava no paciente.
06:34Conversava.
06:35Pedia histórico, alimentar.
06:37Perguntava como era o ritmo de vida.
06:38Hoje não.
06:39O médico nem olha pra casa do paciente.
06:40De longe mesmo ele olha.
06:42Algumas perguntas básicas, que a gente já sabe.
06:45E vão embora.
06:46Com uma, duas horas, três horas, chega outro médico.
06:48Outras perguntas bobas, que não tem nada a ver com o relatório médico.
06:52Enfim, realmente, eu acho que as autoridades precisam ver
06:56como é que funciona esses escritais.
06:59As pessoas que estão ali realmente são competentes.
07:01Realmente fazem das suas funções com amor.
07:05Então, faz um desabafo aí.
07:06Valeu?
07:07Fui.