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  • há 1 ano

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Transcrição
00:00O advogado acabou de sair aqui do Hospital da Restauração, vai conversar com a gente agora.
00:04Doutor, boa noite. A gente tá ao vivo pro Brasil Urgente Pernambuco.
00:07Queria que o senhor explicasse, foram mais de três horas de depoimento.
00:11Foi que o seu cliente falou pra polícia?
00:14Na verdade, a demora não foi essa, não.
00:17A demora foi porque dentro do... no decorrer ali da oitiva, né,
00:23foi necessário fazer uns procedimentos, uma troca do curativo,
00:28foi necessário suspender ali a bolsa de sangue que parou de ser absorvida ali pela veia.
00:35Então, enfim, né, alguns procedimentos médicos foram necessários
00:38e isso demandou ali uma necessidade de parar o depoimento
00:40e dar continuidade, dar prioridade no caso para o tratamento médico, foi o que aconteceu.
00:45Mas ele tá bem, ele tá consciente, tá orientado, já tem alguns sentimentos novos, né,
00:49já voltou a sentir ali na altura da canela, já tem alguma sensação de aperto no pé, enfim.
00:54Ele já tá relatando alguns sinais que são bem...
01:00A gente já fica bem feliz, né, em relação a esse tipo de conduta do Emanuel,
01:07em dizer que já volta a sentir algumas coisas que não tava sentindo, né, então...
01:11O que ele contou hoje à polícia?
01:12Contou a mesma coisa, que não teve contato no forte em si, ele basicamente viu, observou,
01:19até viu que a menina tava lá, mas viu que ela tava acompanhada, ele repetiu a mesma versão,
01:25sendo que de forma mais detalhada, né, foi perguntado se ele viu a arma do delegado,
01:31ele voltou a dizer que não viu, né, o Emanuel, ele tem um grau de visão ali, né,
01:37de... não sabe se meio miopia, não sei dizer agora qual é, mas ele não enxerga muito bem,
01:44não tem uma visão tão boa assim, ele disse que não reconheceu, disse que até que viu,
01:49mas quando tava muito próximo, mas não reconheceu depois e ficou bem distante,
01:53e repetiu as mesmas coisas, não tem divergência no depoimento do Emanuel.
01:57As divergências que surgem são sempre nas outras, quando aparecem no inquérito, né,
02:02em relação ao Emanuel, não, ele sempre mantém aí o mesmo depoimento como foi do começo até agora.
02:08Doutor, a nutricionista, ela divulgou um vídeo nas redes sociais em que ela falou que o Emanuel,
02:13de certa forma, é... agiu de uma forma que a incomodou na academia, né,
02:19que inclusive ela teria ido pra perto do namorado, quando ele estava num bebedouro,
02:23o Emanuel tinha ido atrás, o que é que ele falou sobre isso?
02:26É, tava numa academia, né, o mais provável é que você se esbarre,
02:30e você se cruze dentro daquele momento ali de treino.
02:35Ela tá reclamando de uma coisa que pode ter acontecido,
02:38de fato ela tá dizendo que se sentiu, a gente, como é que vai medir um sentimento de alguém, né,
02:43quando ela externa isso.
02:44Então, se ela sentiu isso, ela provavelmente deve ter comentado com outras pessoas,
02:49ela poderia ter procurado a autoridade policial, que era ao lado, né,
02:52a academia, por coincidência, ela é ao lado da delegacia.
02:57Então, atravessando o muro da academia, ela tá na delegacia,
03:01então ela deve ter comunicado, então vai ficar fácil de provar que isso de fato aconteceu.
03:06Porque se ela vier agora trazer uma versão de que foi assediada,
03:09que foi importunada, de que estava se sentindo incomodada,
03:12somente após os disparos, aí me parece que é uma tese tardia,
03:17que surgiu pós, né, aquele fato.
03:20Então, eu não tô aqui pra questionar, pode ser verdade, pode ser mentira,
03:24eu não tô aqui pra ficar batendo nessa tecla, nem remoendo, né,
03:27essa minha divergência de opinião.
03:30Mas que é difícil de acreditar, e isso nós temos que concordar, ela é bem complicada.
03:36Eu, inclusive, conversei hoje com o advogado do delegado, Luiz Alberto Braga,
03:40e ele falou que, exatamente, ele falou que houve uma legítima defesa sucessiva.
03:46Porque, de acordo com o que ele falou, aconteceu o seguinte,
03:48o delegado, ele, né, você observa na imagem que ele dá um empurrão lá no Emmanuel,
03:53e aí depois o Emmanuel teria agredido o delegado, né, com alguns socos e tal.
03:59Como é que o senhor avalia?
04:00Ele fala nessa legítima defesa sucessiva,
04:03porque o Emmanuel teria agido com uma violência que não era necessária pra aquele momento.
04:07É isso, de certa forma, pra que você chegue nessa tese,
04:11eu não vou aqui entrar aqui no mérito da tese,
04:14eu acho que não é o momento, mas o que ele tá querendo dizer, basicamente,
04:17é que ele, o delegado entrou na jaula do leão,
04:20e o leão mordeu, e ele teve que matar o leão, basicamente é isso.
04:23Então, é uma legítima defesa sucessiva,
04:26pelo fato de ele ter ali levado um soco do Emmanuel,
04:29eu respeito essa tese que ele tá apresentando,
04:31mas eu vou divergir diametralmente.
04:34O meu entendimento é completamente contrário em relação a isso.
04:37E eu explico o porquê.
04:38Porque foi ele que procurou o Emmanuel,
04:40então, se é pra criticar,
04:42nós vamos aqui questionar os procedimentos policiais,
04:44então vamos começar aqui.
04:45Primeiro, se ele tava num ambiente, na condição de policial,
04:49defendendo os interesses de uma terceira pessoa,
04:50por que ele não procurou os outros policiais que ali estavam?
04:53Ali tinha policial civil,
04:54inclusive ele tava acompanhado de outros policiais civis.
04:56Ele tinha policial militar,
04:57ele tinha a própria segurança do estabelecimento,
04:59ele não precisaria ali, na condição de delegado,
05:03tomar a frente e ir tão até o fim como ele optou fazer.
05:07Me parece, né, creio eu que é mais fácil acreditar
05:11que ele foi ali, de forma arbitrária,
05:13praticar os seus próprios instintos e os seus exercícios,
05:15as próprias razões,
05:17e acabou se excedendo no fato de dar uma tapa,
05:20se essa tapa lá não era tão forte como o murro que ele levou do Emmanuel.
05:22E saiu a tese que ele vai ter que apresentar e defender depois.
05:25Ao meu ver, tá claro,
05:27que ele se submeteu a uma situação
05:28e que ele acabou por si só se submetendo a uma outra,
05:32que foi o fato do Emmanuel não permitir
05:33que as agressões continuassem.
05:36Então, ao meu ver, quem se defendeu ali foi o Emmanuel.
05:39E se o golpe do Emmanuel foi mais certeiro
05:41do que o golpe do delegado,
05:43e aí a gente vai num outro momento,
05:45num momento posterior,
05:46vamos analisar isso com mais calma.
05:48O Emmanuel não viu em momento algum a arma?
05:50Porque ele poderia ter se sentido ali ameaçado,
05:53de alguma forma, e ter agredido.
05:54Não foi isso que aconteceu.
05:55Eu vou lançar outro questionamento.
05:57É a arma o instrumento hábil
05:58para identificar que é um policial em desrescitos da profissão?
06:01É a arma que se apresenta?
06:02Não tem um distintivo?
06:03Ele não estava na função?
06:04Cadê os outros policiais para presenciar o que estava sendo feito ali?
06:06Ali era uma atividade legal de polícia?
06:09Por que aquele foi uma outra vez?
06:11Qual a explicação para ele duas vezes atrás do Emmanuel na porta do banheiro?
06:14Ele estava tratando, de fato, de uma terceira pessoa
06:16ou estava ali numa situação realmente de ciúmes,
06:19tentando defender o seu ego?
06:21Então, assim, são várias lacunas que estão a ser preenchidas.
06:24Eu, de fato, o que eu mais tenho
06:26são divergências em relação a isso que está sendo apresentado por ele.
06:28E toda vez que vierem aqui ao público,
06:31através da mídia, das redes sociais,
06:33para tentar dizer que a versão do Emmanuel é a mentirosa,
06:36com certeza a gente vai, através de provas,
06:38trazer as versões verdadeiras e mostrar.
06:41Não ficar mandando print, nem ficar dizendo, interpretando.
06:44A gente vai mostrar que a versão verdadeira
06:46é aquela que foi trazida pelo Emmanuel
06:47e que são fundamentadas através das próprias mídias
06:52que são trazidas pelo processo,
06:53porque não tem como confrontar as provas que estão nos autos.
06:55Isso aí é indubitável.
06:57Muito obrigado pelas informações.
06:59A gente, claro, vai continuar acompanhando esse caso
07:01e ouvindo todas as partes,
07:04porque o nosso papel aqui, enquanto imprensa,
07:06enquanto jornalismo, é esse, de ouvir todos.
07:09A gente não faz julgamentos,
07:10mas aguarda o resultado das investigações.
07:13Volto ao estúdio com você.

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