00:00No ano de 2019, em função de denúncias de beneficiários do INSS, o então presidente Jair Bolsonaro instrumentou a medida provisória 871 de 2019.
00:16Essa medida provisória caiu, o Congresso não ratificou ela e logo perdeu a sua validade.
00:21E de que que tratava essa medida provisória?
00:24Evitava fraudes no INSS.
00:28Essas fraudes que estamos vendo agora, fraudes que poderiam ter sido evitadas se o Congresso tivesse ratificado a medida provisória 871 de 2019.
00:39E por que que não foi ratificada?
00:42Por uma questão de lobby dos sindicatos e anuência do Partido dos Trabalhadores.
00:48Em função disso, a medida provisória não evoluiu, caiu e essa tentativa de evitar fraudes também caiu.
00:57Agora nós vemos que no INSS tem fraudes que superaram e muito a média a partir dessa tentativa do presidente Jair Bolsonaro.
01:09Desde 2017, 2018 até 2022, a quantidade detectada pela Polícia Federal e pela CGU estabelece aproximadamente 700 milhões de reais por ano.
01:23É um número significativo, mas é um número irrisório quando avaliamos que em 2023 a curva de fraudes aumentou a mais de um bilhão de reais.
01:35E esse valor quase se multiplica por três, chegando a um número próximo de 3 bilhões de reais em 2024.
01:44Em 2023, o ministro Carlos Lupe foi alertado, em junho, para ser mais exato, que tinha fraudes do INSS.
01:53Teve uma diretora que explicou essa questão e que deveria ser resolvida, mas essa pauta não voltou a ser tratada.
02:01E agora está desejada pela oposição a instrumentação de uma CPMI que o governo não quer que seja colocada na pauta.
02:11A minha pergunta é, se tem fraude, não interessa a ideologia, por que alguém seria contra investigar o que aconteceu e como evitar que continue acontecendo?
02:23Mas eu não preciso nem responder.
02:25Você sabe por que o governo não quer a CPMI.
02:29E tem mais um dado.
02:30Deve ficar muito complicado para o governo investigar os sindicatos em que um dos nomes dos dirigentes é irmão do próprio presidente da república.
02:41Obrigado.
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