00:00Como é que tá essa situação aí, cara? Tá feio, hein?
00:02Difícil não é pra nós vender, né, mano?
00:04O pessoal não atravessa pra vir, né, comprar, né?
00:08Olha como é que não vão vir pra cá atravessar.
00:10Não vem, mano.
00:11Aí fica ruim pra me vender as minhas coisas, né?
00:14Aí é ruim, né, mano?
00:15Além disso, tem que ficar convivendo com a imundícia aí, com a sujeira, né?
00:18Com a sujeira.
00:19Pra tentar limpar.
00:20É verdade, mano.
00:22Já pensou?
00:23Dá uma doença na gente aí, como é o negócio.
00:26Aí fica...
00:28Quem que vai ajudar a gente?
00:29Eu não tenho família, só tenho eu.
00:31Minha família que eu tinha, ela minha mãe morreu.
00:35Agora tudo tem que fazer por mim, né, mano?
00:37Quando choveu aqui ontem?
00:39Ficou muito cheio?
00:40É, quando chove, chove e olha aí.
00:43Aí vai devagar, derramando devagar, né?
00:47Mas aí desde quando que tá essa situação por aqui?
00:49Desde ontem.
00:51Desde ontem isso aí.
00:52Tá cheio.
00:54É ruim pro pessoal trabalhar também, né?
00:56O pessoal que trabalha aqui não...
00:59Nem veio hoje.
01:01Qual é o apelo que você faz aí pra prefeitura, pra vir ajudar vocês, né?
01:05Fazer essa situação.
01:05Na verdade, não é nem ajudar, é fazer a obrigação dele.
01:07A obrigação dele é fazer isso aí, né, mano?
01:09Ajudar o povo, né?
01:11População, né?
01:12População pina o que é disso aí, né?
01:15De lá pra cá não dá pra passar.
01:16Como é que passa?
01:17Não passa, mano.
01:19Tem que dar o balão pro ar lá, ó.
01:21O pessoal quer atravessar, porque o pessoal gosta de vir pra cá na faixa, olha.
01:24Na faixa do pedreste aí, né?
01:26Mas não dá.
01:28Tem condições assim, cheio de água aí?
01:31Aí nós...
01:32Aí fica até ruim pra não me virem as minhas coisas também.
01:34Tchau.
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