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  • há 12 horas
Título do livro: Testemunhos para a Igreja, vol. 4
Autor do livro: Ellen G. White

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Transcrição
00:00Testemunhos para a Igreja, volume 4, capítulo 43, relacionamento entre os membros da Igreja.
00:10Todo o indivíduo que se propõe vencer terá de lutar primeiramente contra as próprias fraquezas.
00:16E como é muito mais fácil descobrir erros em outros do que em si mesmo,
00:21importa haver muito mais cuidado e mais rigor no julgamento dos próprios atos do que nos alheios.
00:28Todos os membros da Igreja, se são filhos e filhas de Deus, terão de se submeter a um processo de
00:35disciplina,
00:36antes que possam constituir-se luzes neste mundo.
00:40Deus não fará condutos de luzes a pessoas que, estando em trevas, se contentam de nelas permanecer,
00:47sem fazer nenhum esforço especial para pôr-se em comunicação com a fonte da luz.
00:52Os que sentem as suas necessidades e se despertam para nelas meditar profundamente,
00:58oram e agem séria e perseverantemente, obterão auxílio de Deus.
01:04Há muito a desaprender no que respeita a própria pessoa, como também há muito a aprender.
01:10Velhos hábitos e costumes precisam ser renunciados,
01:13e é somente mediante um esforço sério e persistente para corrigir esses erros
01:19e a prática dos princípios da verdade que, pela graça divina, a vitória pode ser obtida.
01:25Desejaria encontrar expressões adequadas para incutir na mente de todos
01:30o fato de que nossa única esperança como indivíduos está na comunhão com Deus.
01:35Importa conseguirmos pureza de alma, e há ainda muito exame introspectivo a ser feito
01:42e muito amor próprio e obstinação a serem vencidos, o que requererá constante e fervorosa oração.
01:49Pessoas severas e propensas a censurar desculpam-se às vezes
01:53ou procuram justificar a sua falta de cortesia cristã
01:57porque muitos reformadores manifestaram esse mesmo espírito
02:01e alegam que a obra do presente tempo exige espírito idêntico.
02:06Mas tal não é o caso.
02:08Um espírito manso e sob perfeito controle
02:11ajusta-se melhor a qualquer meio,
02:14mesmo na companhia dos mais rudes.
02:17Zelo imprudente não beneficia ninguém.
02:20Deus não escolheu os reformadores
02:22porque fossem homens impetuosos e ávidos dominadores.
02:26Aceitou-os tal qual eram
02:28a despeito desses traços de caráter.
02:31Ter-lhes-ia, porém, imposto responsabilidades dez vezes maiores
02:35se tivessem sido humildes e subordinados sempre o espírito ao controle da razão.
02:41Embora os ministros de Cristo
02:43devam denunciar o pecado e a impiedade,
02:46a impureza e a hipocrisia,
02:48embora algumas vezes sejam chamados a condenar o pecado
02:52entre os mais elevados,
02:53bem como entre os humildes,
02:56expondo-lhes que a indignação de Deus
02:58cairá sobre os transgressores de sua lei,
03:01por outro lado,
03:02não lhes compete ser dominadores ou tirânicos.
03:05Devem antes manifestar bondade e amor,
03:08uma disposição para salvar e não para destruir.
03:11A longa-animidade de Deus ensina aos pastores e membros da igreja,
03:16que aspiram ser cooperadores de Deus,
03:19lições positivas de paciência e amor.
03:22Cristo associou Judas e o impulsivo Pedro a si,
03:26não porque Judas fosse cobiçoso e Pedro impetuoso,
03:30mas para que dele e seu grande mestre aprendessem a ser semelhantes a ele,
03:35desinteressados, mansos e humildes de coração.
03:39Jesus descobriu traços bons nesses homens.
03:43Judas possuía talento financeiro
03:45e podia ter sido de grande utilidade à igreja
03:47se tivesse aceitado a lição que dava a Cristo,
03:51repreendendo todo o egoísmo, fraude e avareza,
03:54mesmo nos negócios de pouca importância.
03:57Essas lições muitas vezes foram repetidas.
04:01Quem é fiel no mínimo, também é fiel no muito.
04:04Quem é injusto no mínimo, também é injusto no muito.
04:08Nosso Salvador procurou deste modo
04:11convencer os ouvintes de que se alguém tirasse proveito
04:14em defraudar o próximo nas coisas mínimas,
04:17também faria o mesmo em negócios mais importantes,
04:20se tivesse oportunidade.
04:22O menor deslize da estreita retidão
04:25destrói os obstáculos de ordem moral
04:28e predispõe o coração para injustiças maiores.
04:31Cristo nos ensinou por preceito e exemplo
04:34que nosso procedimento para com nossos semelhantes
04:37se deve caracterizar pela mais perfeita integridade.
04:41Tudo o que vós quereis que os homens vos façam,
04:44fazê-lho também vós.
04:46Cristo constantemente destacava e reprovava
04:49a conduta errônea dos fariseus.
04:51Eles professavam guardar a lei de Deus,
04:54contudo seus atos diários denunciavam a sua iniquidade.
04:59Muitas viúvas e órfãos foram despojados do pouco que possuíam,
05:04a fim de satisfazer-lhes a avareza.
05:07Judas poderia ter aprendido essas lições
05:09se no seu coração houvesse o desejo de ser reto,
05:13mas a avareza venceu e o amor ao dinheiro
05:16tornou-se poder dominante.
05:18Carregava a bolsa que continha os recursos a serem usados
05:22para levar avante a obra de Cristo
05:24e da qual de vez em quando
05:26retirava pequenas quantias
05:28para as empregar em proveito próprio.
05:31Seu coração egoísta se enfadou com a oferta de Maria,
05:34ao trazer esta um vaso de alabastro
05:36cheio de nardo puro
05:38para com ele ungir a Jesus,
05:40a ponto de repreendê-la por sua imprudência.
05:43Em vez de manifestar a atitude de discípulo,
05:47considerou-se como mestre,
05:48propondo-se persuadir a Jesus
05:50da inconveniência daquele ato.
05:53Esses dois homens desfrutaram igualmente das oportunidades
05:57e do privilégio que ofereciam as lições
05:59e o exemplo de Jesus
06:01para se corrigirem dos seus defeitos de caráter.
06:05Enquanto ouviam suas severas reprovações e denúncias
06:08contra a hipocrisia e a corrupção,
06:10percebiam que aqueles tão terrivelmente reprovados
06:14eram objeto de solícito e incansável esforço
06:17por sua regeneração.
06:19O Salvador chorou por causa de sua ignorância
06:22e dos seus erros.
06:24Movido de infinita compaixão e amor
06:26para com eles,
06:27exclamou para Jerusalém,
06:30Quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos
06:33como a galinha junta os seus pintos
06:35debaixo das asas
06:36e não quiseste?
06:38Pedro era ativo e zeloso,
06:41firme e intransigente,
06:42e Cristo viu nele um elemento útil para sua igreja.
06:46Por isso ligou Pedro a si,
06:48buscando cultivar nele
06:49o que tivesse de bom e valioso,
06:51e atenuar pelo seu ensino e exemplo
06:54o que tinha de ríspido em seu temperamento,
06:57amenizando-lhe as asperezas de conduta.
07:00Se o coração estivesse verdadeiramente transformado
07:03pela graça divina,
07:04uma transformação exterior seria vista
07:07através de sincera bondade,
07:09simpatia e cortesia.
07:11Jesus nunca se mostrou frio e inacessível.
07:15Os aflitos muitas vezes
07:17iam buscá-lo no seu retiro
07:19quando ele precisava descansar e restaurar-se.
07:22Contudo, ele tinha um olhar bondoso
07:24e palavras encorajadoras para todos.
07:27Jesus foi o modelo da verdadeira cortesia.
07:30Pedro negou seu Senhor,
07:32mas depois arrependeu-se
07:34e foi profundamente humilhado
07:36por causa de seu grande pecado.
07:38Cristo, entretanto,
07:40mostrou que perdoara ao discípulo
07:42a falta cometida,
07:43fazendo menção especial de seu nome
07:46depois da ressurreição.
07:48Judas cedeu às tentações de Satanás
07:50e traiu seu melhor amigo.
07:53Pedro aprendia e aproveitava as lições de Cristo
07:56e assim levou adiante a obra de reforma
07:59que foi deixar aos discípulos
08:00quando seu Senhor foi para o céu.
08:04Esses dois homens representam as duas classes de pessoas
08:07que Cristo associa a si,
08:09dando-lhes as oportunidades de suas lições
08:12e o exemplo de sua vida altruísta e compassiva,
08:16para que dele possam aprender.
08:18Quanto mais o homem contemplar seu Salvador
08:21e familiarizar-se com Ele,
08:23tanto mais assemelhará sua imagem
08:25e fará as suas obras.
08:27A época em que vivemos
08:29está reclamando uma ação reformadora.
08:31A luz da verdade que brilha sobre nós
08:34requer homens de determinação
08:36e verdadeiro valor moral,
08:38a fim de diligente e perseverantemente
08:41atuarem em prol da salvação
08:43de todos os que atenderão
08:44ao convite do Espírito de Deus.
08:47O amor que deve reinar
08:49entre os membros da igreja
08:50frequentemente cede lugar
08:52à crítica e censura,
08:54que aparecem até mesmo
08:55nas atividades religiosas
08:57através de observações
08:59e severos ataques pessoais.
09:01Essas coisas não devem ser admitidas
09:04pelos pastores,
09:05anciãos ou pelo povo.
09:07As reuniões da igreja
09:09devem ser celebradas
09:10em honra exclusiva de Deus.
09:13Quando pessoas de disposições peculiares
09:15se reúnem no recinto da igreja,
09:18a menos que a verdade de Deus
09:20o avise e subjulgue
09:21os rudes traços de caráter,
09:23a igreja será prejudicada
09:25e sua paz e harmonia sacrificadas
09:28pela condescendência
09:29com esses traços egoístas
09:31e não santificados.
09:33Muitos movidos pelo zelo
09:34de descobrir as faltas dos irmãos
09:36negligenciam o exame do próprio coração
09:39e a purificação da própria vida.
09:42Isso provoca o desagrado de Deus.
09:45Os membros devem zelar individualmente
09:48pela própria alma,
09:49vigiar com cuidado as próprias ações,
09:52a fim de não agirem movidos
09:54por motivos egoístas
09:55e se tornarem pedra de tropeço
09:57para os fracos.
09:59Deus aceita os homens,
10:01tais quais são,
10:02com seus naturais traços de caráter
10:05e os prepara para o seu serviço,
10:07contanto que estejam dispostos
10:09a deixar-se educar e a aprender dele.
10:11As raízes de amargura,
10:14inveja, desconfiança,
10:16suspeita e mesmo ódio
10:17que existem no coração
10:18de alguns membros da igreja
10:20são obra de Satanás.
10:22Esses elementos têm influência
10:24deletéria sobre a igreja.
10:26Um pouco de fermento
10:27faz levedar toda a massa.
10:30O zelo religioso
10:31que se manifesta em ataques aos irmãos
10:34é sem entendimento.
10:36Cristo nada tem que ver
10:38com esses testemunhos.
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