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  • há 2 dias
Título do livro: Testemunhos para a Igreja, vol. 1
Autor do livro: Ellen G. White

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Ellen Gould White (1827 — 1915) foi uma escritora cristã norte-americana e uma das fundadoras da Igreja Adventista do Sétimo Dia. É uma das escritoras mais traduzidas da história da literatura mundial e é considerada profetisa pelos adventistas do sétimo dia. Ela recebeu de Deus orientações preciosas sobre: educação, família, saúde, espiritualidade, profecias e outras. Experimente, ouça e seja muito abençoado!
Transcrição
00:00Testemunhos para a Igreja Vol. 1 Traços Biográficos
00:05Minha Infância
00:07Nasci em Gorham, estado do Maine, em 26 de novembro de 1827.
00:14Meus pais, Roberto e Eunice Harmon, residiram por muitos anos neste estado.
00:20Já em sua infância, tornaram-se membros fervorosos e dedicados da Igreja Metodista Episcopal.
00:27Destacaram-se naquela igreja e trabalharam durante um período de 40 anos
00:31pela conversão de pecadores em prol da causa de Deus.
00:34Durante esse tempo, tiveram a alegria de ver seus filhos, em número de oito,
00:39convertidos e reunidos no aprisco de Cristo.
00:42A firme crença no segundo advento, porém, levou toda a família a separar-se da Igreja Metodista em 1843.
00:50Sendo eu ainda criança, meus pais se mudaram de Gorham para Portland, no Maine.
00:56Aí, com nove anos de idade, sofri um acidente que me afetaria a vida inteira.
01:01Em companhia de minha irmã gêmea e de uma de nossas colegas,
01:04eu atravessava uma praça da cidade, quando uma menina de 13 anos, aproximadamente,
01:09zangando-se por qualquer futilidade, começou a perseguir-nos, ameaçando bater-nos.
01:15Nossos pais haviam nos ensinado a nunca brigar com ninguém,
01:18mas a fugir para casa imediatamente, toda vez que corrêssemos o risco de ser maltratados ou feridos.
01:25Estávamos fazendo exatamente isto, a toda pressa,
01:29mas a garota nos seguia com igual rapidez, dando na mão uma pedra.
01:33Em dado momento, virei a cabeça para ver a que distância se achava ela,
01:37e ao fazê-lo, a menina tirou a pedra que me atingiu o nariz.
01:41Fiquei aturdida com o golpe e caí ao chão, desmaiada.
01:46Quando recuperei os sentidos, achava-me na loja de um comerciante.
01:50Minhas roupas estavam encharcadas com o sangue que me jorrava do nariz e escorria para o chão.
01:55Um desconhecido amável ofereceu-se para levar-me para casa em sua carruagem,
02:00mas eu, desconhecendo o meu estado de fraqueza,
02:04disse-lhe que pretendia ir a pé para não sujar-lhe a carruagem com sangue.
02:08Os presentes não se aperceberam de que meu ferimento fosse tão sério, e deixaram-me ir.
02:14Mas, depois de andar apenas alguns metros, senti-me fraca e atordoada.
02:20Minha irmã gêmea e minha colega carregaram-me para casa.
02:24Não tenho lembrança de coisa alguma ocorrida durante algum tempo após o acidente.
02:28Minha mãe disse que eu nada notava.
02:31Permanecia em estado de torpor durante três semanas.
02:34Ninguém, além dela, julgava possível que eu me restabelecesse.
02:38Mas, por qualquer motivo, ela pressentia que eu havia de viver.
02:43Uma bondosa vizinha, que muito se interessava em meu caso, achou que eu estava morrendo.
02:48Ela queria comprar-me um vestido para meu sepultamento, mas minha mãe lhe disse,
02:53ainda não, pois algo lhe dizia que eu não morreria.
02:57Ao recobrar o uso de minhas faculdades, parecia-me que estivera a dormir.
03:01Não lembrava o acidente e ignorava a causa de minha enfermidade.
03:06Quando recobrei um pouco de força, minha curiosidade foi atraída a ouvir casualmente aqueles que me visitavam dizer
03:13que pena, eu quase não a reconheci, etc.
03:19Pedi um espelho e, ao olhar-me nele, fiquei chocada com a mudança ocorrida com a minha aparência.
03:24Cada traço do meu rosto parecia mudado.
03:27Os ossos de meu nariz haviam se fraturado, causando essa desfiguração.
03:33O pensamento de ser forçado a carregar essa desgraça pela vida toda era insuportável.
03:39Não podia ver nenhuma felicidade em minha existência.
03:42Não queria mais viver, porém, tinha medo de morrer porque não me achava preparada.
03:47Os amigos que nos visitavam olhavam com piedade e aconselharam meu pai a processar o pai da menina,
03:54que, como eles diziam, haviam me arruinado.
03:58Contudo, minha mãe, que era pela paz, disse que se essa atitude trouxesse de volta a minha saúde e aparência,
04:04então alguma coisa seria ganha.
04:06Mas, como isso era impossível, o melhor era não fazer inimigos por seguir tal conselho.
04:12Os médicos achavam que um fio de prata poderia ser colocado em meu nariz para restaurar-lhe a forma.
04:18Isso teria sido muito doloroso e eles temeram que tal providência não fosse de muita utilidade,
04:24porque eu havia perdido muito sangue e passado por tal estado de choque que minha recuperação era duvidosa.
04:31Mesmo que sobrevivesse, eles criam que eu não poderia viver por muito tempo.
04:37Fiquei reduzida quase a um esqueleto.
04:39Comecei nessa ocasião a orar ao Senhor, a fim de preparar-me para a morte.
04:45Quando amigos cristãos visitavam a família, perguntavam à minha mãe se ela me havia falado a respeito de morrer.
04:52Entre ouvir isso, o que me agitou?
04:55Desejei tornar-me cristã e orei fervorosamente pelo perdão de meus pecados.
05:00Sentia a paz de espírito que disso provinha e amava a todos,
05:05sentindo-me desejosa de que todos estivessem com seus pecados perdoados e amassem a Jesus como eu o fazia.
05:12Lembro-me bem de uma noite de inverno, quando a neve cobriu o chão,
05:16que os céus foram iluminados e tinham um aspecto avermelhado e ameaçador,
05:22e pareciam abrir-se e fechar-se, enquanto a neve assemelhava-se a sangue.
05:27Nossos vizinhos ficaram muito atemorizados.
05:31Mamãe tirou-me da cama e, tomando-me em seus braços, levou-me até a janela.
05:35Fiquei feliz.
05:36Pensei que Jesus estava voltando.
05:39Eu ansiava vê-lo.
05:41Meu coração estava transbordante e bati palmas de alegria.
05:45Pensei que meus sofrimentos haviam terminado, mas fiquei desapontada.
05:50Aquele aspecto singular desapareceu dos céus e, na manhã seguinte, o sol surgiu como de costume.
05:55Eu recobrava forças muito vagarosamente.
05:59Quando pude tomar parte nas brincadeiras com minhas amiguinhas,
06:03fui obrigada a aprender a amarga lição de que nossa aparência pessoal,
06:07muitas vezes, estabelece diferença no tratamento que recebemos.
06:11Por ocasião do acidente, meu pai estava na Geórgia.
06:15Ao chegar em casa, abraçou meu irmão e minhas irmãs e perguntou por mim.
06:20Recuei timidamente.
06:21Enquanto minha mãe me apontava, mas meu próprio pai não me reconheceu,
06:27foi-lhe muito difícil acreditar que eu era sua pequena Ellen,
06:30a quem ele deixara poucos meses antes como uma feliz e saudável criança.
06:35Isso feriu profundamente meus sentimentos, mas tentei parecer animada,
06:40embora com o coração despedaçado.
06:43Inúmeras vezes na infância pude sentir profundamente meu infortúnio.
06:48A mágoa que sentia era forte e trazia-me grande infelicidade.
06:53Frequentemente, com o orgulho ferido, mortificada e abatida de espírito,
06:58buscava um lugar solitário e, tristemente, pensava nos sofrimentos
07:02que cada dia estava destinada a suportar.
07:05O consolo das lágrimas me era negado.
07:08Não podia chorar imediatamente, como minha irmã gêmea.
07:12Embora meu coração se achasse pesado e dolorido, como se tivesse sido despedaçado,
07:18eu não podia derramar uma só lágrima.
07:21Eu sentia que seria grande alívio lamentar minhas tristezas.
07:25Algumas vezes, a bondosa simpatia dos amigos bania-me o desânimo
07:29e removia por um tempo o peso que me oprimia o coração.
07:34Quão vãos e insignificantes me pareciam os prazeres terrenos.
07:37Quão mutável a amizade de meus jovens amigos.
07:41Não obstante, esses coleguinhas de escola não eram diferentes da maioria dos adultos.
07:46Um rosto bonito, um vestido elegante os atrai.
07:50Mas, permita-se que a desgraça os atinja e a frágil amizade esfria ou se rompe.
07:56Mas, quando busquei a meu Salvador, Ele me confortou.
08:00Busquei fervorosamente ao Senhor na minha angústia e recebi consolação.
08:05Sentia-me segura de que Jesus também me amava.
08:09Minha saúde parecia irremediavelmente prejudicada.
08:13Durante dois anos, não pude respirar pelo nariz e pouco pude frequentar a escola.
08:18Parecia-me impossível estudar e reter na memória o que aprendia.
08:23A mesma menina que fora a causa de minha infelicidade
08:26foi por nossa professora nomeada monitora
08:29e competia-lhe ajudar-me na escrita e em outras matérias.
08:33Ela se mostrava sempre sinceramente entristecida pelo grande mal que me causara,
08:39embora eu tivesse cuidado em não lhe lembrar disso.
08:42Era meiga e paciente comigo.
08:44Mostrava-se triste e pensativa quando me via lutando com sérias desvantagens
08:48para instruir-me.
08:50Meu sistema nervoso estava abalado
08:53e minhas mãos tremiam tanto que pouco progresso fiz na escrita
08:56e não pude conseguir mais do que simples cópias com má caligrafia.
09:01Esforçando-me por concentrar-me nos estudos,
09:04as letras da página pareciam embaralhar-se.
09:07Grandes gotas de suor afloravam-me ao rosto
09:10e eu me atordoava e desfalecia.
09:13Tinha uma tosse rebelde
09:14e meu organismo todo parecia debilitado.
09:17Minhas professoras aconselhavam-me a abandonar a escola
09:20e não retomar os estudos antes de minha saúde melhorar.
09:25Foi a mais forte luta de minha juventude.
09:27Ceder à fraqueza e decidi que deveria abandonar os estudos
09:31e renunciar a toda a esperança de instruir-me.
09:34Três anos mais tarde,
09:35enfrentei mais dificuldades ao querer estudar novamente.
09:39Quando tentei prosseguir nos estudos,
09:41a saúde declinou rapidamente
09:43e parecia que se permanecesse na escola,
09:45seria às custas da própria vida.
09:48Não mais pude ir à escola.
09:50Eu tinha 12 anos de idade.
09:52A ambição de instruir-me era muito grande
09:55e quando pensava em minhas frustradas esperanças
09:58e que eu era uma inválida para toda a vida,
10:01fiquei inconformada com minha sorte
10:03e às vezes murmurava contra a providência de Deus
10:06por assim afligir-me.
10:08Se tivesse aberto o coração à minha mãe,
10:10ela poderia ter me instruído,
10:12consolado e animado.
10:14Porém, ocultei meus turbados sentimentos
10:16da família e dos amigos,
10:18temendo que não me pudesse compreender.
10:21Desapareceu a feliz confiança
10:23no amor de meu Salvador
10:24que eu fruía durante minha enfermidade.
10:26Minha perspectiva de alegria terrena
10:28fora frustrada
10:29e o céu me parecia fechado.
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