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  • há 15 horas
Título do livro: Mensagens Escolhidas, 2
Autor do livro: Ellen G. White

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Ellen Gould White (1827 — 1915) foi uma escritora cristã norte-americana e uma das fundadoras da Igreja Adventista do Sétimo Dia. É uma das escritoras mais traduzidas da história da literatura mundial e é considerada profetisa pelos adventistas do sétimo dia. Ela recebeu de Deus orientações preciosas sobre: educação, família, saúde, espiritualidade, profecias e outras. Experimente, ouça e seja muito abençoado!
Transcrição
00:00Mensagens Escolhidas, Volume 2, Capítulo 54, Doenças e Suas Causas
00:09Como Viver, Parte 3
00:13A família humana, por seus maus hábitos, trouxe sobre si doenças de várias formas.
00:19Não procuraram saber como viver saudavelmente, e sua transgressão das leis de seu ser
00:25produziu um estado de coisas deplorável.
00:27O povo raramente tem atribuído a causa verdadeira aos seus sofrimentos, isto é, ao seu próprio
00:34procedimento errado.
00:36Tem condescendido com a intemperança no comer, e feito de seu apetite um Deus.
00:42Em todos os seus hábitos tem manifestado negligência com respeito à saúde e à vida, e quando,
00:49em consequência, lhe sobreveio a doença, procuraram concluir que Deus era seu autor quando foi
00:55seu próprio procedimento errado, que acarretou resultados seguros.
01:00Quando aflitos, mandam chamar o médico, e as suas mãos confiam o corpo, esperando que
01:05ele os cure.
01:06Ele desministra drogas, de cuja natureza eles nada sabem, e em sua cega confiança, engolem
01:13qualquer coisa que o médico queira dar-lhes.
01:16Assim são muitas vezes ministrados tóxicos poderosos que ferem a natureza em seus amáveis
01:22esforços para restaurar o organismo dos abusos que sofreu, e o paciente depressa é despedido
01:28desta vida.
01:30A mãe que estava apenas com uma leve indisposição, e que poderia ter se restaurado mediante a abstinência
01:36de alimento por breve período, e uma cessação de trabalho, ficando em calmo repouso, em vez
01:43disso mandou chamar o médico.
01:45E aquele que deveria estar preparado para dar judiciosamente uns poucos conselhos simples
01:50e certas restrições alimentares, colocando-a na vereda devida, esse é ou ignorante demais
01:58para fazer isso, ou está por demais ansioso por obter ganho.
02:02Ele torna grave o caso, e administra os seus tóxicos que se fosse ele o doente, não se arriscaria
02:10a tomar.
02:11O paciente piora, e são administradas drogas em maior abundância, até que a natureza
02:16seja vencida em seus esforços e desiste da luta, e a mãe morre.
02:22Foi morta pelas drogas.
02:24Seu organismo ficou intoxicado para além da possibilidade de sarar.
02:28Foi assassinada.
02:30Vizinhos e parentes admiram-se ante o assombroso trato da providência em assim remover uma mãe
02:37em meio à sua vida de utilidade, quando seus filhos tanto careciam ainda de seus cuidados.
02:43Fazem injustiça ao nosso bom e sábio Pai Celestial, quando a ele atribuem este peso de
02:50desgraça humana.
02:52O céu desejava que aquela mãe vivesse, e sua morte prematura desonrou a Deus.
02:57Os maus hábitos da mãe e sua desatenção para com as leis de seu ser fizeram-na doente,
03:04e os tóxicos do médico feitos à moda introduzidos no organismo, puseram termo ao período de sua
03:11existência, deixando um rebanho sem mãe, desajudado e ferido.
03:16O que acima se disse nem sempre é o resultado que segue a medicação droguista do doutor.
03:22Doentes que tomam essas drogas tóxicas parecem ficar bons.
03:27Alguns têm força vital suficiente para expelir do organismo o veneno de modo que o doente,
03:33tendo um período de repouso, se restabelece.
03:36Mas não se deve atribuir a cura às drogas, pois tão somente estorvaram a natureza em seus
03:42esforços.
03:44Todo o merecimento deve ser atribuído ao poder restaurador da natureza.
03:48Embora o doente possa restabelecer-se, todavia o grande esforço que se exigiu da natureza
03:55para levá-la a agir contra o veneno e vencê-lo, prejudicou a constituição abreviando a vida
04:01do doente.
04:02Há muitos que não morrem sob a influência de drogas, mas muitos existem que são deixados
04:08destroços inúteis, sofredores sem esperança, sombrios e infelizes, peso morto a si e a sociedade.
04:16Se fossem unicamente os que tornam as drogas os sofredores, então o mal não seria tão
04:22grande.
04:22Mas os pais não só pecam contra si mesmos ao engolir drogas tóxicas, mas pecam também
04:29contra os filhos.
04:30O estado viciado de seu sangue, o tóxico distribuído por todo o organismo, a constituição
04:37ao quebrada e várias doenças provenientes das drogas por causa de seu conteúdo de tóxicos
04:43são transmitidos a sua prole deixando-lhes infeliz herança, o que é outra grande causa
04:48da degeneração do gênero humano.
04:51Os médicos ministrando suas drogas tóxicas muito têm contribuído para aumentar a depreciação
04:58da raça física, mental e moralmente.
05:01Para onde quer que vos louvais vereis deformidade, doença e imbecilidade, que em muitíssimos
05:08casos podem ser atribuídos diretamente aos venenos das drogas, administrados por mãos
05:13de médico como remédio para alguns dos males da vida.
05:17O chamado remédio demonstrou-se terrivelmente ao paciente por severo sofrimento como sendo
05:23muito pior que a doença para curar a qual se tomara a droga.
05:27Todos os que possuem inteligência comum devem compreender as necessidades de seu organismo.
05:35A filosofia da saúde deve ser um dos mais importantes estudos de nossos filhos.
05:41É importantíssimo que seja compreendido o organismo humano e então os homens e mulheres
05:46inteligentes podem ser seu próprio médico.
05:50Se o povo raciocinasse da causa para o efeito e seguisse a luz que sobre eles incide, seguiriam
05:57um procedimento que lhes asseguraria a saúde e seria muito menor a mortalidade.
06:02Mas o povo satisfaz-se com permanecer em inescusável ignorância, confiando aos médicos
06:09o corpo em vez de assumirem eles mesmos uma responsabilidade especial quanto à questão.
06:15Foram-me apresentados vários casos ilustrativos deste importante assunto.
06:20O primeiro foi de uma família consistindo de pai e filha.
06:25A filha estava doente e o pai, muito preocupado, chamou um médico.
06:30Ao levá-lo para o quarto da doente, o pai manifestou uma pemosa ansiedade.
06:36O médico examinou a paciente e pouco disse.
06:39Ambos deixaram o quarto.
06:42O pai informou o médico de que havia sepultado a esposa, um filho e uma filha, e essa filha
06:48era tudo o que lhe restava da família.
06:51Ansioso, indagou do médico se ele achava ser desesperançado o caso de sua filha.
06:57O médico indagou então acerca da natureza e do tempo da doença dos que haviam morrido.
07:03O pai lamentosamente relatou os penosos fatos relacionados à doença de seus queridos.
07:09Meu filho foi o primeiro a ser atacado por uma febre.
07:12Chamei o médico.
07:14Disse que poderia dar um remédio que depressa cortaria a febre.
07:18Ministrou-lhe remédio poderoso, mas ficou decepcionado com os seus efeitos.
07:23A febre diminuiu, mas meu filho piorou muito.
07:28Repetiu-se a mesma medicação, sem produzir nenhuma modificação para melhor.
07:33O médico recorreu então a medicamento mais forte ainda, mas meu filho nenhum alívio obteve.
07:40A febre o deixou, mas ele não melhorou.
07:43Piorou rapidamente e morreu.
07:46A morte do filho, tão repentina e inesperada, trouxe grande tristeza a nós todos, mas especialmente a sua mãe.
07:54Sua vigilância e ansiedade durante a doença do filho e a tristeza ocasionada por sua morte súbita
08:01foram demais para seu sistema nervoso, e minha esposa logo ficou prostrada.
08:07Fiquei descontente com o procedimento seguido por aquele médico.
08:11Abalara-se minha confiança em sua aptidão, e não o contratei segunda vez.
08:17Chamei outro para atender a minha sofredora esposa.
08:20Este segundo lhe ministrou generosa dose de ópio, que, disse ele, lhe aliviaria as dores,
08:27acalmaria os nervos e daria o tão necessitado repouso.
08:31O ópio narcotizou-a.
08:34Adormeceu e coisa alguma despertava de seu estupor mortal.
08:39O pulso e o coração por vezes palpitavam violentamente,
08:43e a seguir enfraqueciam mais e mais até que ela deixou de respirar.
08:48Assim morreu sem dar aos seus nenhum sinal de os reconhecer.
08:52Esta segunda morte pareceu-nos insuportável.
08:55Todos ficamos profundamente contristados, mas eu fiquei angustiado, não podendo conformar-me.
09:02A seguir adoeceu minha filha.
09:04A tristeza, a ansiedade e o vigiar haviam eliminado o poder de resistência.
09:10Suas forças cederam, e ela se recolheu ao leito de sofrimento.
09:15Eu perder agora a confiança em ambos os médicos que contratara.
09:19Outro me foi recomendado como tendo êxito no tratamento de doentes.
09:23E, embora ele morasse longe, resolvi contratar os seus serviços.
09:28Este terceiro médico afirmou entender o caso de minha filha.
09:32Disse que ela estava muito debilitada,
09:35e que seu sistema nervoso corria perigo e que tinha febre, a qual podia ser controlada,
09:40mas que levaria tempo recuperá-la do estado de debilidade em que se achava.
09:46Mostrou perfeita confiança em sua habilidade de levantá-la.
09:50Ministrou-lhe o forte medicamento para cortar a febre.
09:54Conseguiu.
09:55Mas, vencida a febre, o caso assumiu aspectos mais alarmantes, tornando-se mais complicado.
10:01Mudando-se os sintomas, foi também modificada a medicação para adaptar-se ao caso.
10:07Enquanto estava sob a influência de novos remédios,
10:10ela se apresentou por algum tempo melhorada,
10:13o que reavivava nossas esperanças de que haveria de sarar-se,
10:16tão somente para tornar mais amarga nossa decepção ao piorar ela.
10:22O último recurso do médico foram os calomelanos.
10:26Há tempo, ela apareceu entre a vida e a morte.
10:30Sobrevieram-lhe convulsões.
10:31Ao cessarem esses penosíssimos espasmos,
10:35demos pelo doloroso fato de estar ela com a mente debilitada.
10:39Começou a melhorar lentamente, embora ainda sofrendo muito.
10:44Os membros ficaram paralisados por causa dos violentos tóxicos que tomara.
10:49Viveu alguns anos sofredora desajudada e digna de dó,
10:53e então morreu em grande agonia.
10:56Depois deste triste relato, o pai fitou súplice o médico,
11:01rogando-lhe que salvasse a única filha que lhe restava.
11:05O médico ficou triste e ansioso, mas não receitou coisa nenhuma.
11:10Ergueu-se e dispôs-se a sair, dizendo que voltaria no dia seguinte.
11:15Outra cena foi-me então apresentada.
11:17Fui levada à presença de uma senhora com cerca de 30 anos de idade, aparentemente.
11:23Junto dela estava um médico, que dizia que seu sistema nervoso estava em perigo,
11:28seu sangue impuro, fluindo lentamente e que o estômago estava frio e nativo.
11:34Disse que lhe daria remédios ativos, que logo melhorariam seu estado.
11:39Deu-lhe um pó de um vidro no qual estava o rótulo Nux Vomica.
11:45Observei para ver que efeito teria aquilo sobre a paciente.
11:49Pareceu ter ação favorável.
11:51Seu estado aparentemente melhorou.
11:54Ficou animada, parecendo mesmo contente e ativa.
11:58Minha atenção foi então chamada para outro caso ainda.
12:01Fui levada para o quarto de um jovem doente que estava com febre alta.
12:06Ao seu lado estava um médico, com uma porção de remédios tirados de um vidro em que se lia calomelanos.
12:13Administrou esse tóxico químico e pareceu manifestar-se uma mudança, mas não para melhor.
12:19Foi-me então mostrado o outro caso.
12:22Foi de uma senhora que parecia estar sofrendo grandes dores.
12:26Um médico estava ao lado de seu leito, dando-lhe remédio, tirado de um vidro com o rótulo ópio.
12:33A princípio, essa droga pareceu afetar minha mente.
12:36Ela falou de modo a causar estranheza, mas afinal, aquietou-se e adormeceu.
12:42Minha atenção foi então chamada para o primeiro caso, o do pai que perdera a esposa e dois filhos.
12:48O médico estava no quarto, junto ao leito da filha doente.
12:53De novo saiu do quarto sem administrar remédio algum.
12:56O pai, a sós com o médico, parecia muito comovido e perguntou o impaciente,
13:02O senhor não pretende fazer alguma coisa?
13:05Deixará que morra minha filha única?
13:08O médico respondeu.
13:10Ouvi a triste narrativa da morte de sua muito amada esposa e seus dois filhos,
13:15e de seus próprios lábios soube que todos os três morreram quando soube os cuidados de médicos,
13:21tomando remédios receitados e administrados por suas mãos.
13:25Os medicamentos não salvaram os seus queridos,
13:29e como médico, creio solenemente que nenhum deles precisava ou devia ter morrido.
13:34Poderiam ter se restabelecido se não se tivessem tratado com drogas de tal modo
13:39que a natureza se enfraqueceu pelo abuso e afinal baqueou.
13:45Declarou positivamente ao agitado pai,
13:48Eu não posso dar remédio à sua filha.
13:51Procurarei apenas ajudar a natureza em seus esforços,
13:54removendo qualquer obstrução,
13:56e então deixar a natureza ou recuperar as debilitadas energias do organismo.
14:02Colocou nas mãos do pai algumas instruções que mandou seguir a risca.
14:08Conserve a doente livre de agitação e de toda influência tendente a deprimir.
14:13Os que a assistem devem ser de disposição alegre e esperançosa.
14:18Deve ela seguir um regime alimentar simples
14:21e beber bastante água pura e branda.
14:24Banhe-se frequentemente em água pura e branda,
14:28friccionando depois o corpo suavemente.
14:31Deixe entrar livremente no quarto a luz e o ar.
14:35Ela precisa de repouso calmo e imperturbado.
14:38O pai leu vagarosamente a receita e ficou admirado por ver que continha apenas poucas instruções
14:46e pareceu duvidar de que qualquer benefício houvesse de resultar de meios tão simples.
14:52Disse o médico.
14:54O senhor teve bastante confiança em minha aptidão
14:57para que colocasse em minhas mãos a vida de sua filha.
15:01Não retire a sua confiança.
15:04Visitarei sua filha todos os dias
15:06e o instruirei sobre como dirigir o caso dela.
15:10Siga minhas instruções com confiança
15:13e espero dentro de algumas semanas apresentar-lhe-a em estado de saúde muito melhor,
15:18se não plenamente restaurada.
15:20O pai ficou triste e duvidoso,
15:24mas submeteu-se à decisão do médico.
15:27Temia que a filha tivesse que morrer se não tomasse remédios.
15:31O segundo caso foi me apresentado de novo.
15:35A paciente parecia ter melhorado sob a influência da Nux Vomica.
15:40Estava assentada, chegando bem a si um chale e queixando-se de calafrios.
15:46O ar no quarto estava impuro.
15:49Estava aquecido e perdera sua vitalidade.
15:52Quase todas as frestas pelas quais pudesse entrar ar puro estavam fechadas
15:57para proteger a doente da sensação penosa de frio
16:00que tinha especialmente na nucra e na coluna vertebral.
16:04Se a porta era deixada aberta, ela ficava nervosa e perturbada e rogava que fosse fechada, pois sentia frio.
16:12Não suportava a menor corrente de ar da porta ou das janelas.
16:17Um cavalheiro inteligente observava compadecido e disse aos presentes.
16:22Este é o segundo resultado da Nux Vomica.
16:25Faz-se sentir especialmente sobre os nervos e afeta todo o sistema nervoso.
16:31Haverá por algum tempo ação aumentada imposta aos nervos.
16:35Mas uma vez gasta a força dessa droga, haverá arrepios de frio e prostração.
16:41Justamente na proporção que ela estimula e aviva, serão os resultados debilitantes e entorpecentes que se seguirão.
16:50O terceiro caso foi-me apresentado de novo.
16:54Foi o do jovem a quem foram ministrados calomelanos.
16:57Sofria muito.
16:59Tinha os lábios escuros e inchados.
17:02As gengivas estavam inflamadas, a língua grossa e inchada e a saliva lhe saía pela boca abundantemente.
17:10O cavalheiro inteligente já mencionado contemplou com tristeza o sofredor e disse.
17:15Este é o efeito dos preparados mercuriais.
17:20A este jovem restava energia nervosa bastante para começar a luta contra este intruso, esta droga tóxica, para tentar expelí
17:29-lo do organismo.
17:30Muitos não possuem suficientes forças vitais para despertar e agir.
17:35E a natureza é dominada e cessa seus esforços e a vítima morre.
17:40Foi-me apresentado novamente o quarto caso, o da pessoa a qual fora receitado o ópio.
17:48Ela despertara do sono em grande prostração.
17:51A mente estava confusa.
17:53Estava impaciente e irritadiça, criticando seus melhores amigos e imaginando que não procuravam aliviar-lhes os sofrimentos.
18:02Tornou-se frenética e delirava como um maníaco.
18:06O cavaleiro já mencionado considerou com tristeza a sofredora e disse aos presentes.
18:12Este é o segundo efeito do ópio.
18:15Chamaram o seu médico.
18:17Ele lhe receitou dose aumentada de ópio que lhe acalmou o delírio, mas a tornou muito tagarela e alegre.
18:24Ficou em paz com todos os que a cercavam e expressava muito afeto para com os conhecidos, assim como os
18:31parentes.
18:32Logo ficou sonolenta e abobada.
18:35O mencionado cavaleiro disse solenemente, seu estado de saúde não está melhor agora do que quando estava em frenético delírio.
18:44Ela está positivamente pior.
18:47Esta droga tóxica, ópio, proporciona alívio momentâneo da dor, mas não remove sua causa.
18:54Apenas embota o cérebro, tornando-o incapaz de receber impressão dos nervos.
18:59Quando o cérebro está assim insensível, são afetados o ouvido, o paladar e a vista.
19:06Passado o efeito do ópio e despertado o cérebro de seu estado de paralisia,
19:11os nervos que haviam sido cortados da comunicação com o cérebro,
19:14gritam mais alto que nunca pelas dores do organismo,
19:18por causa do acréscimo de ofensa que o organismo sofreu ao receber esse veneno.
19:24Cada acréscimo de droga dado ao paciente que seja ópio, quer algum outro tóxico,
19:30fará o caso mais complicado, tornando mais sem esperança a restauração do doente.
19:36As drogas dadas para entorpecer, sejam quais forem, põem em perigo o sistema nervoso.
19:43Um mal simples a princípio, que a natureza se dispunha a vencer,
19:47o que ela teria feito se deixada a si mesma,
19:50tornou-se dez vezes pior pelos tóxicos das drogas que foram introduzidas no organismo,
19:56o que por si só é uma doença destrutiva,
19:59forçando a ação extraordinária às restantes forças vitais,
20:03a fim de lutarem contra as drogas intrusas e as vencerem.
20:08Fui outra vez levada ao quarto do primeiro caso, o do pai e sua filha.
20:13Esta estava sentada ao lado do pai, contente e feliz,
20:17tendo no rosto o brilho da saúde.
20:19O pai a contemplava com feliz satisfação,
20:23manifestando no semblante a gratidão íntima
20:25por-lhe haver sido poupada essa filha única.
20:29Entrou o seu médico,
20:31e depois de conversar por breves instantes com o pai e a filha,
20:35ergueu-se para sair.
20:37Dirigiu-se ao pai com as palavras seguintes,
20:40Apresento-o de sua filha com a saúde restaurada.
20:43Não administrei remédios a fim de que a pudesse deixar com a constituição íntegra.
20:48Os medicamentos nunca isso poderiam ter conseguido.
20:52Eles põem em perigo a fina maquinaria da natureza
20:55e danificam a constituição e matam, mas jamais curam.
21:00A natureza unicamente possui poderes restauradores.
21:04Ela tão só pode repor suas esgotadas energias e reparar os danos que recebeu
21:10pela falta de atenção às suas leis fixas.
21:13Perguntou ele então ao pai se estava satisfeito com sua maneira de tratar.
21:18O feliz pai expressou sua sincera gratidão e satisfação perfeita,
21:23dizendo,
21:31Estou agora convencido de que minha esposa e filhos não precisavam ter morrido.
21:35Sua vida foi sacrificada nas mãos dos médicos por suas drogas tóxicas.
21:40Mostrou-se-me então o segundo caso, a paciente a qual fora receitada Nux Vomica.
21:47Estava sendo amparada por duas pessoas que a levavam da cadeira para a cama.
21:52Tinha quase perdido o uso dos membros.
21:55Os nervos da espinha estavam parcialmente paralisados
21:59e as pernas já não suportavam o peso do corpo.
22:02Tossia aflitivamente e respirava com dificuldade.
22:07Foi posta na cama e logo perdeu a audição e a visão
22:11e assim ficou algum tempo e morreu.
22:14O cavalheiro já mencionado contemplou entristecido aquele corpo sem vida
22:18e disse aos presentes,
22:21Testemunhem o mais brando e mais prolongado efeito da Nux Vomica
22:25sobre o organismo humano.
22:27Ao ser ingerida, a energia nervosa foi estimulada
22:31uma ação extraordinária para combater esse veneno da droga.
22:35Esse esforço suplementar foi seguido de prostração
22:39e o resultado final foi a paralisia dos nervos.
22:42Essa droga não tem sobre todos o mesmo efeito.
22:46Alguns possuidores de constituição robusta
22:49recuperam-se dos abusos aos quais submetem o organismo.
22:53Ao passo que outros, cuja força vital não seja tão grande,
22:57possuindo constituição débil,
22:58jamais se recuperaram por haver introduzido no organismo uma única dose
23:04e muitos morrem de nenhuma outra causa
23:07se não os efeitos de uma só porção desse tóxico.
23:10Seus efeitos sempre tendem para a morte.
23:14O estado em que se encontra o organismo
23:16na ocasião em que esses venenos são nele introduzidos
23:19determina a vida do paciente.
23:21A Nux Vomica pode aleijar, causar paralisia,
23:26destruir para sempre a saúde, mas jamais cura.
23:30O terceiro caso foi-me de novo apresentado.
23:33O do jovem, a quem foram receitados calomelanos.
23:36Sofria de causar dor.
23:39Tinha as pernas aleijadas e estava muito deformado.
23:42Dizia que seus sofrimentos eram indescritíveis
23:46e a vida lhe era grande peso.
23:48O cavalheiro que mencionei repetidamente
23:51contemplou com tristeza e compaixão o sofredor e disse
23:55Este é o efeito dos calomelanos.
23:58Atormenta o organismo enquanto nele houver uma partícula deles.
24:03Eles vivem sempre sem perder suas propriedades
24:06apesar de sua longa permanência no organismo vivo.
24:10Inflamam-as juntas e muitas vezes levam a cárie aos ossos.
24:15Frequentemente se manifestam tumores, úlceras e cânceres
24:19anos depois de terem sido introduzidos no organismo.
24:22O quarto caso foi-me outra vez apresentado.
24:26A paciente a quem for administrado o ópio.
24:29Tinha um semblante pálido e os olhos inquietos e vidrados.
24:33As mãos tremiam como as de um paralítico
24:36e ela parecia muito agitada
24:38imaginando que todos os presentes estavam combinados contra ela.
24:42Sua mente era um destroço completo
24:45e ela delirava de fazer dó.
24:48Foi chamado médico
24:49que pareceu impassível ante essas manifestações terríveis.
24:54Ministrou a paciente uma dose mais forte de ópio
24:58que, disse ele, aporia boa.
25:00Seus delírios só cessaram quando ficou inteiramente intoxicada.
25:05Caiu então num estupor mortal.
25:07O cavalheiro mencionado contemplando a paciente
25:10disse com tristeza
25:12Os esforços que a natureza fez foram tantas vezes dominados por esse tóxico
25:20que as forças vitais ficaram debilitadas
25:22por terem sido repetidamente induzidas à ação não natural
25:26a fim de livrar o organismo dessa droga tóxica.
25:30Os esforços da natureza estão para cessar
25:33e então chegará a termo a vida sofredora da paciente.
25:38O maior número de mortes tem tido como causa
25:42a ingestão de drogas do que outras quaisquer causas combinadas.
25:46Se houvesse na Terra um médico em lugar de milhares
25:50grande número de mortes prematuras se teria evitado.
25:54Multidões de médicos e milhares de drogas
25:56têm sido um malefício para os habitantes da Terra
25:59e têm levado para a tumba prematura a milhares e milhões.
26:05Condescender com comer demasiado frequentemente
26:08ou quantidades exageradas
26:10sobrecarrega os órgãos da digestão
26:12produzindo o estado febril do organismo.
26:15O sangue torna-se impuro
26:17ocorrendo então doenças de várias espécies.
26:21Manda-se chamar um médico
26:22que prescreve algum medicamento que produz alívio para o presente
26:26mas não cura a doença.
26:28Pode mudar a forma da doença
26:30mas o mal verdadeiro é aumentado dez vezes.
26:33A natureza fez o que pôde para livrar o organismo
26:36de um acúmulo de impurezas
26:38e fosse ela deixar a si mesma
26:41auxiliar-a pelas bênçãos comuns do céu
26:43tais como o ar e água puros
26:46ter-se efetuado cura rápida e certa.
26:50Os sofredores nesses casos
26:51podem fazer por si mesmos
26:53o que outros não podem por eles fazer tão bem.
26:56Devem começar a aliviar a natureza
27:00da carga que lhe impuseram.
27:02Devem remover a causa.
27:05Jejuem por breve tempo
27:07dando ao estômago ocasião para descansar.
27:11Reduzam o estado febril do organismo
27:13mediante cuidadosa e sensata aplicação de água.
27:16Esses esforços ajudarão a natureza
27:19em sua luta por livrar de impurezas o organismo.
27:22Mas geralmente as pessoas que sofrem dores
27:25ficam impacientes.
27:27Não estão dispostas a usar de abnegação
27:29e sofrer um pouco de fome.
27:31Tampouco estão dispostas a esperar
27:33o lento processo da natureza
27:35para reconstruir as energias
27:37sobrecarregadas do organismo.
27:40Estão, porém, resolvidas a obter alívio imediato
27:43e tomam drogas fortíssimas
27:45receitadas pelos médicos.
27:47A natureza estava fazendo bem a sua obra
27:50e teria triunfado
27:51mas enquanto realizava a sua tarefa
27:54ingeriu-se uma substância estranha
27:56de natureza tóxica.
27:58Que erro!
27:59A natureza abusada tem agora
28:01dois mares contra os quais lutar
28:04em vez de um só.
28:06Ela deixa o trabalho no qual se empenhava
28:09e resoluta se põe a obra
28:11de expelir o intrujão
28:12a pouco introduzido no organismo.
28:14A natureza se ressente
28:16com esse duplo saque
28:18contra os seus recursos
28:19e torna-se debilitada.
28:21Drogas jamais curam doenças.
28:25Elas apenas mudam sua forma
28:27e localização.
28:28A natureza unicamente
28:30é o restaurador eficaz
28:32e quanto melhor executaria ela
28:34sua obra se fosse deixada a si mesma.
28:38Mas este privilégio
28:39raramente lhe é concedido.
28:41Se a natureza mutilada
28:43resiste ao peso da carga
28:44e afinal realiza em grande medida
28:46sua tarefa dobrada
28:48e o paciente vive
28:49o crédito disso é dado ao médico.
28:52Mas se a natureza fracassa
28:54em seu esforço
28:55por expelir do organismo
28:56o veneno e o doente morre
28:58a isto se chama
29:00a maravilhosa dispensação
29:01da providência.
29:03Se o paciente tivesse procedido
29:05de maneira a aliviar em tempo
29:07a natureza sobrecarregada
29:09usando judiciosamente
29:11água pura e branda
29:12esta dispensação de mortalidade
29:14pelas drogas
29:15poder-se-ia ter evitado completamente.
29:18O uso da água pouco alcança
29:21se o paciente não reconhecer
29:23a necessidade de atender
29:24estritamente também
29:26ao regime alimentar.
29:29Muitos vivem em violação
29:30das leis da saúde
29:32e ignoram a relação
29:33que seus hábitos de comer,
29:35beber e trabalhar
29:36mantém para com a saúde.
29:39Não despertam ao reconhecimento
29:41de seu verdadeiro estado
29:42até que a natureza
29:43proteste contra os abusos
29:45que sofre
29:45por meio de dores
29:47e doenças no organismo.
29:49Se mesmo então
29:50os sofredores
29:51tão somente começassem
29:52direito o trabalho
29:53e recorressem
29:54aos meios simples
29:55que têm negligenciado
29:57o uso da água
29:58e o regime alimentar adequado
30:00a natureza receberia
30:02justamente o auxílio
30:03que ela requer
30:04e que deveria ter recebido
30:06há muito.
30:07Se for seguido
30:09esse procedimento
30:10em geral
30:11o doente
30:11se recuperará
30:12sem ficar debilitado.
30:15Quando introduzidas
30:16drogas no organismo
30:17por algum tempo
30:18pode parecer
30:19que tem um efeito benéfico.
30:21Pode dar-se uma mudança
30:22mas a doença
30:23não foi curada.
30:24Ela se manifestará
30:25de alguma outra forma.
30:28Nos esforços
30:29da natureza
30:29por expelir
30:30do organismo
30:31a droga
30:31às vezes
30:33vem ao paciente
30:34sofrimento intenso
30:35e a doença
30:36para curar
30:37a qual foi ministrada
30:38a droga
30:39pode desaparecer
30:41mas tão somente
30:42para reaparecer
30:43sob nova forma
30:44como doenças
30:45da pele
30:46úlceras
30:46juntas doloridas
30:47e às vezes
30:48formas mais perigosas
30:50e mortíferas.
30:51O fígado
30:53o coração
30:53o cérebro
30:54são frequentemente
30:55afetados
30:56pelas drogas
30:57e muitas vezes
30:58todos estes órgãos
31:00são tomados
31:00de doenças
31:01e as vítimas
31:02se sobreviverem
31:03ficam inválidas
31:04pelo resto da vida
31:05arrastando-a
31:07fatigosamente
31:08uma existência
31:09infeliz.
31:10Oh quanto não custa
31:12aquela droga
31:12tóxica.
31:14Se não custa
31:14a vida
31:15já custa
31:16muito demais.
31:17A natureza
31:18foi mutilada
31:19em todos
31:19os seus esforços.
31:21Toda a maquinaria
31:22está fora de ordem
31:23e num futuro
31:24período da vida
31:25quando essas finas
31:26peças
31:27que foram danificadas
31:28se tiver que contar
31:29para desempenhar
31:30em um papel
31:31mais importante
31:32em conjunto
31:33com todas
31:34as finas peças
31:35da maquinaria
31:36da natureza
31:36elas não podem
31:37pronta e vigorosamente
31:39efetuar seu trabalho
31:40e o organismo
31:42todo sente a falta.
31:44Esses órgãos
31:45que deveriam estar
31:46em bom estado
31:46de saúde
31:47estão debilitados
31:48o sangue
31:49se torna impuro.
31:51A natureza
31:52continua lutando
31:53e o paciente
31:53sofre de doenças
31:54várias
31:55até que sobrevém
31:56um súbito
31:57ao quebramento
31:58nos seus esforços
31:59e segue a morte.
32:01Maior é o número
32:02dos que morrem
32:03pelo uso de drogas
32:04do que o de todos
32:05os que morreriam
32:06da doença
32:07caso tivesse
32:08permitido a natureza
32:09realizar a sua obra.
32:11Muitíssimas vidas
32:12têm sido sacrificadas
32:14por ministrarem
32:14os médicos
32:15drogas
32:16para doenças
32:17desconhecidas.
32:18Não tem
32:19eles
32:19verdadeiro conhecimento
32:21da doença
32:21exata
32:22que aflige
32:23o paciente.
32:24Mas espera-se
32:25do médico
32:26que de imediato
32:27saiba o que fazer
32:28e se não age
32:29imediatamente
32:30como se compreendesse
32:31perfeitamente
32:32a doença
32:33é pelos impacientes
32:34amigos
32:35e pelo doente
32:36considerado
32:37incompetente.
32:38Assim
32:39para satisfazer
32:40opiniões errôneas
32:41do doente
32:42e de seus amigos
32:43tem de ser
32:44ministrado
32:44o medicamento
32:45fazerem-se
32:46testes e experiências
32:48para curar
32:48o paciente
32:49da doença
32:50da qual não tem
32:51eles real
32:52conhecimento.
32:53A natureza
32:54é sobrecarregada
32:55com drogas
32:56tóxicas
32:56que ela não
32:57pode expelir
32:58do organismo.
32:59Os próprios
33:00médicos
33:01muitas vezes
33:01estão convencidos
33:03de haver usado
33:03medicamentos fortes
33:04para uma doença
33:05que não existia
33:06e a morte
33:07foi a consequência.
33:09Os médicos
33:10merecem censura
33:11mas não são eles
33:12os únicos
33:13em falta.
33:14Os próprios
33:15doentes
33:15se tivessem
33:16paciência
33:17observassem
33:18dieta
33:18e suportassem
33:19um pouco
33:19de sofrimento
33:20dando à natureza
33:22tempo para se refazer
33:24recuperar-se
33:25e iam muito mais cedo
33:26sem o uso
33:27de qualquer medicamento.
33:28A natureza
33:29sozinha
33:30possui poderes
33:31curativos.
33:33Os medicamentos
33:34não têm poder
33:34para curar
33:35mas quase sempre
33:36estorvam a natureza
33:38em seus esforços.
33:40Ela afinal de contas
33:41é que tem de fazer
33:42a obra da restauração.
33:44Os doentes
33:44têm pressa
33:45de sarar
33:46e os amigos
33:47dos doentes
33:47ficam impacientes.
33:49Querem medicamentos
33:51e se não sentem
33:52no organismo
33:52essa poderosa
33:53influência
33:54que seus errôneos
33:55pontos de vista
33:56os levam a pensar
33:57que deveriam sentir
33:59impacientemente
34:00mudam de médico.
34:02A mudança
34:03muitas vezes
34:04aumenta o mal.
34:05Submetem-se
34:06a outra medicação
34:07tão perigosa
34:08como a primeira
34:09e mais fatal
34:10porque os dois
34:11tratamentos
34:12discordam entre si
34:13e o organismo
34:14fica intoxicado
34:15de modo que não
34:16há mais remédio.
34:18Muitos, porém,
34:19nunca experimentaram
34:20os benéficos
34:21efeitos da água
34:22e têm medo
34:23de usar
34:24uma das maiores
34:25bênçãos do céu.
34:26A água
34:27tem sido
34:28recusada
34:28a pessoas
34:29que ardiam
34:30em febre
34:30de modo
34:31que lhes fizesse mal.
34:32Se em seu estado
34:33febril
34:34lhes tivesse sido
34:35dada a beber
34:35água abundante
34:37fazendo-se também
34:38aplicações externamente
34:40ter-se-iam
34:41poupado
34:41longos dias
34:42e noites
34:43de sofrimento
34:43e muitas vidas
34:45preciosas
34:45se teriam salvo.
34:46Mas milhares
34:48têm morrido
34:49consumidos
34:50por febres
34:50violentas
34:51que arderam
34:52até acabar-se
34:53o combustível
34:54que as alimentava
34:55e se desgastarem
34:56os órgãos vitais
34:58sucumbindo
34:59na maior agonia
34:59sem lhes permitirem
35:01tomar água
35:01para aliviar
35:02sua sede ardente.
35:04A água
35:05que usa
35:05para extinguir
35:06os violentos incêndios
35:08no edifício
35:08inanimado
35:09não é permitida
35:10a seres humanos
35:11para extinguir
35:12o fogo
35:13que lhes consome
35:14as entranhas.
35:15Multidões
35:16permanecem
35:17em inescusável
35:18ignorância
35:19com respeito
35:19às leis
35:20de seu ser.
35:21Admiram-se
35:22de que nosso gênero
35:23seja tão débil
35:24e tantos morram
35:25tão prematuramente.
35:27Não haverá
35:28uma causa?
35:29Médicos
35:30que professam
35:31conhecer o organismo
35:32humano
35:32prescrevem
35:33para seus pacientes
35:34e mesmo
35:35para seus próprios
35:36queridos filhos
35:37e esposas
35:37venenos lentos
35:39para cortar a doença
35:40ou curar
35:41alguma leve
35:42indisposição.
35:43certo
35:45não reconhecem
35:46eles o mal
35:46dessas coisas
35:47pois do contrário
35:48não procederiam
35:49assim.
35:50Os efeitos
35:51do veneno
35:52podem não ser
35:52percebidos
35:53imediatamente
35:54mas ele realiza
35:55certamente
35:56sua obra
35:57no organismo
35:58minando a
35:59constituição
35:59e mutilando
36:00a natureza
36:01em seus esforços.
36:03Procuram
36:04corrigir
36:05um mal
36:05mas produzem
36:06mal muito maior
36:07muitas vezes
36:08incurável.
36:09Os que são
36:10tratados assim
36:11estão constantemente
36:12enfermos
36:13e sempre
36:13se medicando
36:14e todavia
36:15se atentardes
36:16para sua conversa
36:17muitas vezes
36:18os ouvireis
36:19louvando as drogas
36:20que estiverem usando
36:22e recomendando
36:23a outros
36:23o seu uso
36:24porque delas
36:25tiraram benefício.
36:26dir-se-ia que
36:28para os capazes
36:29de raciocinar
36:30da causa
36:31para o efeito
36:31o semblante
36:33pálido
36:33o contínuo
36:34queixume
36:35de doenças
36:36e a geral
36:37prostração
36:37dos que alegam
36:38ter recebido
36:39o benefício
36:40seriam prova
36:41suficiente
36:41dos efeitos
36:42destruidores
36:43da saúde
36:44das drogas.
36:45E no entanto
36:46muitos se acham
36:47tão cegados
36:48que não veem
36:49que todas
36:49as drogas
36:50que tomaram
36:51não os curaram
36:51mas os deixaram
36:53piores.
36:53os inválidos
36:55por causa
36:55das drogas
36:56encabeçam
36:57a lista
36:57e são em geral
36:59impertinentes
37:00irritadiços
37:00sempre doentes
37:02arrastando
37:03uma existência
37:04infeliz
37:04e parecem existir
37:06com o fim único
37:07de chamar
37:07a constante
37:08prática
37:09a paciência
37:09alheia.
37:11As drogas
37:11tóxicas
37:12não os mataram
37:13de vez
37:13pois a natureza
37:15repugna
37:15renunciar ao seu
37:16poder sobre a vida.
37:18Não está disposta
37:19a abandonar
37:20a luta.
37:21Todavia
37:21esses engolidores
37:22de drogas
37:23nunca se sentem
37:24bem.
37:25A enorme
37:26variedade
37:27de medicamentos
37:27que existe
37:28no mercado
37:29os numerosos
37:30anúncios
37:30de novas drogas
37:31e misturas
37:32todas como dizem
37:34produzindo curas
37:35milagrosas
37:36matam centenas
37:37enquanto trazem
37:38benefício
37:39a um só.
37:40Os que se sentem
37:41doentes
37:42não têm paciência
37:43tomam os vários
37:45medicamentos
37:45alguns dos quais
37:46são muito violentos
37:48embora nada
37:49saibam
37:49da natureza
37:50dessas misturas.
37:51todos os remédios
37:53que tomam
37:54apenas tornam
37:55mais desenganada
37:56sua restauração.
37:58Todavia
37:58continuam
37:59a medicar-se
38:00e continuam
38:01a piorar
38:01até morrerem.
38:03Alguns
38:04tomam remédios
38:04a qualquer pretexto
38:06pois que tomem
38:07essas misturas
38:08daninhas
38:08e os vários
38:09venenos mortais
38:10sob sua própria
38:11responsabilidade.
38:13Os servos
38:14de Deus
38:14não devem
38:15receitar remédios
38:16dos quais
38:17sabem
38:18que iam
38:18de deixar
38:19efeitos
38:19danosos
38:20no organismo
38:21embora
38:22aliviem
38:22o sofrimento
38:23na ocasião.
38:24E aí
38:25Obrigado.
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