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Polêmica: Abri ou Não O Capital da Caixa Economica

Ranielsilva27
há 4 anos|18 views
O que é a abertura de capital e as razões da medida
A Caixa Econômica Federal – diferentemente inclusive de algumas empresas que são consideradas “estatais” pelo fato do governo brasileiro possuir a maior parte de suas ações, como Petrobrás e Banco do Brasil – ainda é uma empresa pública. Isto significa que a Caixa é propriedade integral do Estado brasileiro e, teoricamente, tem o dever de exercer atividades e serviços públicos que tenham como objetivo o interesse da coletividade.

A abertura de capital, em termos simples, significa quebrar esse controle e a propriedade exclusiva do Estado dividindo e negociando toda a empresa (sob a forma de um determinado valor em capital) através de papéis monetários chamados ações. A partir dessa divisão, qualquer pessoa poderia se tornar acionista da empresa, bastando para isso comprar esses papéis na Bolsa de Valores. Quanto mais papéis possui um acionista ou um determinado grupo de acionistas reunidos em função de um interesse, mais controle estes têm sobre a empresa.

Esta é uma medida genuinamente neoliberal, utilizada pelos governos para aumentar a sua arrecadação e, com isso, garantir o cumprimento de compromissos fiscais. A abertura de capital de uma empresa como a Caixa servirá para o governo dividir com os demais acionistas os riscos e os custos inerentes à atividade e, por outro lado, aumentar a receita na medida em que aparecem pessoas interessadas em comprar as ações para investir na empresa.

Desse modo, o governo economiza recursos e, na medida em que vende as ações e estas se valorizam, embolsa um aumento na arrecadação que irá principalmente para o pagamento dos juros e amortizações da dívida pública (mecanismo utilizado pelo governo para manter a confiabilidade dos investidores internacionais na economia do país) e para retribuir aos bancos, agronegócio e grandes empresas que financiaram a campanha do PT com medidas econômicas (isenções fiscais, financiamentos públicos em condições ultra-favoráveis, etc.) que garantam a continuidade dos seus lucros, principalmente nos momentos de crise.
http://www.pstu.org.br/node/21224

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