VITORINO VOADOR - CARTA DE AMOR FOLEIRA

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PRESENTED BY MIGUEL TEIXEIRA

Tudo começou naquele dia de verão, ou será que era inverno...? Já não me lembro bem, lembro-me de muita gente na rua mas não o que traziam vestido, enfim, sei que não chovia. Era o início da minha primeira grande digressão, adoro dizer isto, digressão, como se fosse um músico a serio! Havia alguma tensão no grupo, é normal, tudo estava a começar e não nos conhecíamos assim tão bem, ficavam sempre aquelas dúvidas, "será que é hoje que isto corre mal? Será que é hoje que me engano de tal maneira que vai tudo ao ar?", Mas não, isso nunca aconteceu, até agora foi uma viagem perfeita, com as suas ligeiras imperfeições, cheia de grandes histórias e esta é mesmo minha.
Havia cartazes pela cidade toda, Aveiro, penso que foi aí. Cartazes que mesmo quem odiasse não podia deixar de olhar, tem sido sempre assim com esta banda, aconteça o que acontecer, todos vão reparar e isso agrada-me muito, se gostam ou não, isso já é outra conversa. Pela primeira vez víamos cartazes com os nossos próprios nomes, bem grandes, para que todos pudessem ler, mas o meu era uma novidade para toda a gente, eu não era mais João Gil, mas sim o João Gil Vitorino, que nome incrível! Ficou na cabeça de todos, especialmente na do Barata. Começou a ficar cada vez mais presente que o meu próprio nome criava alguma confusão na cabeça das pessoas, não há espaço para um João Gil na música, quanto mais dois. Assim foi, os dias foram passando e o nome a ganhar vida própria, "despacha-te lá, João Gil Vitorino", "Bom concerto hoje Vitorino!", "Tavas bonito hoje tavas... Ó João Gil Vitorino!".
O tempo passou até ao dia em que parámos numa bomba de gasolina, no meio do nada, e dai talvez tenha sido no meio da autoestrada, mas fica mais bonito no texto, "no meio do nada", aquelas bombas que vemos nos filmes americanos, no meio do deserto, arbustos a voar, e um gajo sentado numa cadeira a ver os dias a passarem. Nos filmes de terror, um carro com cinco pessoas que pare para abastecer numa destas bombas, normalmente no fim do filme já só tem um vivo, a melhor parte é tentar adivinhar qual deles é que vai ser, não é a miúda das mamas grandes de certeza, pouco provável que seja o nerd, o gajo musculado morre de certeza e sobrevive talvez a segunda miúda mais gira do carro... o melhor amigo dela morre a três minutos do fim depois de passar a penúltima música calma, que serve para nos enganar por breves segundos, mas isto é só uma opinião. Onde é que eu ia...? Ok, bomba de gasolina. Estávamos nós à espera do Pedro, e o Barata (mestre da fotografia e vídeos caseiros) começa a tirar fotos e a dizer, "corre e salta Gil! Já te mostro!", e assim foi, como sou bem comportado e faço o que o Barata me manda, corri e saltei, o Pinheiro fez o mesmo, e no final tínhamos uns vídeos bons, mas mesmo bons! Foram feitas animações colando as várias fotografias, com músicos aos pulos, quase que podia ser um daqueles vídeos que pegam no youtube! Passado pouco tempo estava a receber as fotos e o vídeo, e o título era qualquer coisa como "Toma lá, ó João Gil Vitorino Voador".
Quando se faz música e se toca numa banda onde não nos tivemos de preocupar a inventar um nome, é tudo fácil. Mas quando fazemos música, criamos o nosso próprio grupo e de repente nos perguntam, "como é que se chama a tua banda?" e ficamos sem saber o que dizer, aí já é mais complicado... Foi assim que surgiu o "Vitorino Voador". Não é certamente o melhor nome de todos, mas é sem dúvida o melhor nome que eu podia dar ao meu próprio grupo. Quem gostar do nome que oiça a música e que me diga o que acha, quem não gostar do nome, bem... o que não falta por aí é boa música, até qualquer dia!

https://www.facebook.com/vitorinovoador

PRODUCED BY MIGUEL TEIXEIRA
IMAGE BY JOÃO RAMOS
SOUND BY HUGO AZEVEDO
EDITED BY CORY EVANS

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