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Carlos Paião - Versos De Amor
Carlos Paião - Versos De Amor (1985) Às onze e meia, saiu para a rua, Com o seu fato domingueiro, Dormindo a aldeia, brilhando a lua, Num céu de estrelas, conselheiro Coração quente, firme e demente, À sua porta então chamou E abriu-se a janela e só para ela, Triste, cantou... Versos de amor, Lindos esses versos de amor Que fizera em segredo, A sonhar, quase a medo, Um viver tentador. A sua vida por uns versos de amor, Lindos esses versos de amor Na mais terna amargura, O silêncio murmura uma história de amor A noite imensa, foi mais rainha, Quando uma lágrima caiu, Na recompensa, o amor que tinha, Ela também chorou, sorriu Foi tão bonito, tinham-lhe dito, Que amar ás vezes faz doer, Mas a dor que sentia, Não lhe doía, dava prazer... Versos de amor, Lindos esses versos de amor Que fizera em segredo, A sonhar, quase a medo, Um viver tentador. A sua vida por uns versos de amor, Lindos esses versos de amor Na mais terna amargura, O silêncio murmura uma história de amor Carlos Paião
Carlos Do Carmo - Por Morrer Uma Andorinha
Carlos Do Carmo - Por Morrer Uma Andorinha (1968) Se deixaste de ser minha Não deixei de ser quem era Por morrer uma andorinha Não acaba a primavera Como vês não estou mudado E nem sequer descontente Conservo o mesmo presente E guardo o mesmo passado Eu já estava habituado A que não fosses sincera Por isso eu não fico à espera De uma emoção que eu não tinha Se deixaste de ser minha Não deixei de ser quem era Vivo a vida como dantes Não tenho menos nem mais E os dias passam iguais Aos dias que vão distantes Horas, minutos, instantes Seguem a ordem austera Ninguem se agarre à quimera Do que o destino encaminha Pois por morrer uma andorinha Não acaba a primavera Carlos Do Carmo
Amalia Rodrigues - Uma Casa Portuguesa
Amália Rodrigues - Uma Casa Portuguesa (1953) Numa casa portuguesa fica bem pão e vinho sobre a mesa. e se à porta humildemente bate alguém, senta-se à mesa co'a gente. Fica bem esta franqueza, fica bem, que o povo nunca desmente. A alegria da pobreza está nesta grande riqueza de dar, e ficar contente. Quatro paredes caiadas, um cheirinho á alecrim, um cacho de uvas doiradas, duas rosas num jardim, um São José de azulejos mais o sol da primavera, uma promessa de beijos dois braços à minha espera... É uma casa portuguesa, com certeza! É, com certeza, uma casa portuguesa! No conforto pobrezinho do meu lar, há fartura de carinho. e a cortina da janela é o luar, mais o sol que bate nela... Basta pouco, poucochinho p'ra alegrar uma existência singela... É só amor, pão e vinho e um caldo verde, verdinho a fumegar na tigela. Quatro paredes caiadas, um cheirinho á alecrim, um cacho de uvas doiradas, duas rosas num jardim, um São José de azulejo sob um sol de primavera, uma promessa de beijos dois braços à minha espera... É uma casa portuguesa, com certeza! É, com certeza, uma casa portuguesa! Reinaldo Ferreira http://www.amalia.com
Xutos & Pontapés - O Homem Do Leme
Xutos & Pontapés - O Homem Do Leme Album : Cerco (1985) Sozinho na noite Um barco ruma, para onde vai? Uma luz no escuro Brilha a direito, ofusca as demais E mais que uma onda, mais que uma maré Tentaram prendê-lo, impor-lhe uma fé Mas vogando á vontade, rompendo a saudade Vai quem já nada teme, vai o homem do leme E uma vontade de rir Nasce no fundo do ser E uma vontade de ir Correr o mundo e partir A vida é sempre a perder No fundo do mar Jazem os outros, os que lá ficaram Em dias cinzentos Descanso eterno lá encontraram E mais que uma onda, mais que uma maré Tentaram prendê-lo, impor-lhe uma fé Mas vogando á vontade, rompendo a saudade Vai quem já nada teme, vai o homem do leme E uma vontade de rir Nasce no fundo do ser E uma vontade de ir Correr o mundo e partir A vida é sempre a perder No fundo horizonte Sopra o murmúrio, para onde vai? Do fundo do tempo Foge o futuro, é tarde demais E uma vontade de rir Nasce no fundo do ser E uma vontade de ir Correr o mundo e partir A vida é sempre a perder Tim (Xutos & Pontapés) http://www.xutos.pt/
Vitorino - Alentejanas E Amorosas
Vitorino - Alentejanas E Amorosas Album : Alentejanas E Amorosas (2002) O alentejo é uma terra Cheia de moças airosas Pr’a passear à tardinha Alentejanas e amorosas O alentejo é uma cantiga Com quadras das mais formosas Cantemos à desgarrada Alentejanas e amorosas O alentejo é um jardim Plantado de flores vistosas Do malmequer ao jasmim Alentejanas e amorosas O alentejo é uma tristeza Suas canções dolorosas Pr’a cantar á despedida Alentejanas e amorosas O alentejo é um encanto Uma braçada de rosas Vou bailar com meus amores Alentejanas e amorosas As cantigas e as mulheres É bom que sejam mimosas Pr’a ficarem no sentido Alentejanas e amorosas Francisco Martins Ramos / Vitorino
UHF - Sarajevo
UHF - Sarajevo Album : Santa Loucura (1993) Diz-me que este verão foi mentira Nada disto está a acontecer Sarajevo, um alvo nas miras E os polícias do mundo estão a ver Jugoslávia bonita Filha da Europa Fronteiras malditas Que o ódio devora Sarajevo, Sarajevo. É no centro do velho continente Que a matança das raças se consome Esse homem de pé deve morrer No terreiro da caça só o medo se move. Jugoslávia bonita Filha da Europa Fronteiras malditas Que o ódio devora Sarajevo, Sarajevo. Sarajevo não tem fim A vergonha está isenta Assim apodrece um país No palco deste planeta. Jugoslávia bonita Filha da Europa Fronteiras malditas Que o ódio devora Sarajevo, Sarajevo. O pior dos animais anda à solta A vingança nos olhos ancestrais Solução final que se retoma Hitler à mesa dos chacais. Jugoslávia bonita Filha da Europa Fronteiras malditas Que o ódio devora Sarajevo, Sarajevo. UHF http://www.uhfrock.com/
UHF - Menina Estás À Janela
UHF - Menina Estás À Janela Album : Santa Loucura (1993) Menina estás à janela Com o teu cabelo à lua Não me vou daqui embora Sem levar uma prenda tua Sem levar uma prenda tua Sem levar uma prenda dela Com o teu cabelo à lua Menina estás à janela Os olhos requerem olhos E os corações corações E os meus requerem os teus Em todas as ocasiões Popular / Vitorino http://www.uhfrock.com
Toranja - Carta
Toranja - Carta Album : Esquissos (2003) Não falei contigo com medo que os montes e vales que me achas caíssem a teus pés... Acredito e entendo que a estabilidade lógica de quem não quer explodir faça bem ao escudo que és... Saudade é o ar que vou sugando e aceitando como fruto de Verão nos jardins do teu beijo... Mas sinto que sabes que sentes também que num dia maior serás trapézio sem rede a pairar sobre o mundo e tudo o que vejo... É que hoje acordei e lembrei-me que sou mago feiticeiro Que a minha bola de cristal é feita de papel Nela te pinto nua numa chama minha e tua. Desconfio que ainda não reparaste que o teu destino foi inventado por gira-discos estragados aos quais te vais moldando... E todo o teu planeamento estratégico de sincronização do coração são leis como paredes e tetos cujos vidros vais pisando... Anseio o dia em que acordares por cima de todos os teus números raízes quadradas de somas subtraídas sempre com a mesma solução... Podias deixar de fazer da vida um ciclo vicioso harmonioso do teu gesto mimado e à palma da tua mão... É que hoje acordei e lembrei-me que sou mago feiticeiro e a minha bola de cristal é feita de papel Nela te pinto nua Numa chama minha e tua. Desculpa se te fiz fogo e noite sem pedir autorização por escrito ao sindicato dos Deuses... mas não fui eu que te escolhi. Desculpa se te usei como refúgio dos meus sentidos pedaço de silêncios perdidos que voltei a encontrar em ti... É que hoje acordei e lembrei-me Que sou mago feiticeiro... ...nela te pinto nua Numa chama minha e tua. Ainda magoas alguém O tiro passou-me ao lado Ainda magoas alguém Se não te deste a ninguém magoaste alguém A mim... passou-me ao lado. Toranja http://www.toranjanet.com/
Quinta Do Bill - Voa (Voa)
Quinta Do Bill - Voa (Voa) Album : Dias De Cumplicidade (1998) Sou mal amado, mas sei amar o que tu tens para me dar trago na boca o coração preso nos versos desta canção Sinto-me tão leve que não posso acreditar voa, voa, voa Sinto-me tão leve que não posso acreditar voa, voa, voa Ainda agora aqui cheguei e mil mulheres eu já amei mas o destino não é ficar e parto em busca de outro lugar Sinto-me tão leve que não posso acreditar voa, voa, voa Sinto-me tão leve que não posso acreditar voa, voa, voa João Portela / Quinta Do Bill http://www.quintadobill.net/
Quinta Do Bill - Se Te Amo
Quinta Do Bill - Se Te Amo Album : No Trilho Do Sol (1996) Nada em terra e céu, nos pode ensinar o que vai na alma, de alguém que recusa deitar sobre o chão. Eu não. Oh, se te amo se não tenho oh, a vergonha de o dizer. E nunca esse acaso ou lei, eu entendi o homem que em vão se agita tão perto do mundo, tão longe de Deus. Eu não. Oh, se te amo se não tenho oh, a vergonha de o escrever. João Portela / Quinta Do Bill http://www.quintadobill.net/
Madredeus - Haja O Que Houver
Madredeus - Haja O Que Houver Album : Paraiso (1997) Haja o que houver eu estou aqui Haja o que houver espero por ti Volta no vento Ó meu amor volta depressa por favor Há quanto tempo já esqueci Porque fiquei Longe de ti Cada momento é pior Volta no vento Por favor Eu sei, eu sei Quem és para mim Haja o que houver espero por ti Pedro Ayres Magalhães http://www.madredeus.com
Júlio Pereira - Faro Luso
Júlio Pereira - Faro Luso Album : Geografias (2007) http://www.juliopereira.pt/index.htm
Júlio Pereira - Escrever O Sol
Júlio Pereira - Escrever O Sol Album : Janelas Verdes (1990) http://www.juliopereira.pt/index.htm
João Pedro Pais - Mentira
João Pedro Pais - Mentira Album : Outra Vez (1999) Dá-me vontade de te ter a meu lado Vendo-te a olhar para mim Sei que estou apaixonado, mas não posso ficar assim Deitado num rochedo canto para ti Como um pássaro livre que voa sem fim Porque é que a vida nos trama, quando alguém se ama? Ter de partir e não poder sorrir Porque é que choras, porque é que dizes o meu nome? Sem nunca me poderes tocar Tenho saudades de te ver, vontade de te abraçar Sozinho tocando uma guitarra junto ao mar Recordo-me de ti, imagino porquê A tua cara a flutuar Porque é que a vida nos fascina? Tantas vezes nos domina Acreditar que no amor Não se sente a dor Mas é mentira! Mentira! Mentira!... João Pedro Pais http://www.joaopedropais.com/
Humanos - Muda de vida
Humanos - Muda De Vida Album : Humanos (2004) Muda de vida se tu não vives satisfeito Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar Muda de vida, não deves viver contrafeito Muda de vida, se há vida em ti a latejar Ver-te sorrir eu nunca te vi E a cantar, eu nunca te ouvi Será de ti ou pensas que tens... que ser assim?... Muda de vida se tu não vives satisfeito Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar Muda de vida, não deves viver contrafeito Muda de vida, se há vida em ti a latejar Ver-te sorrir eu nunca te vi E a cantar, eu nunca te ouvi Será de ti ou pensas que tens... que ser assim?... Olha que a vida não, não é nem deve ser Como um castigo que tu terás que viver Muda de vida se tu não vives satisfeito Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar Muda de vida, não deves viver contrafeito Muda de vida, se há vida em ti a latejar António Variações http://humanos.sapo.pt/
Humanos - Maria Albertina
Humanos - Maria Albertina Album : Humanos (2004) Maria Albertina deixa que eu te diga Ah... Maria Albertina deixa que eu te diga Esse teu nome eu sei que não é um espanto Mas, é cá da terra e tem, tem muito encanto Esse teu nome eu sei que não é um espanto Mas, é cá da terra e tem, tem muito encanto Maria Albertina como foste nessa De chamar Vanessa à tua menina ? Maria Albertina como foste nessa De chamar Vanessa à tua menina ? Maria Albertina deixa que eu te diga Ah... Maria Albertina deixa que eu te diga Esse teu nome eu sei que não é um espanto Mas, é cá da terra e tem, tem muito encanto Esse teu nome eu sei que não é um espanto Mas, é cá da terra e tem, tem muito encanto Maria Albertina como foste nessa De chamar Vanessa à tua menina ? Maria Albertina como foste nessa De chamar Vanessa à tua menina ? Que é bem cheiinha e muito moreninha Que é bem cheiinha e muito moreninha Que é bem cheiinha e muito moreninha Que é bem cheiinha e muito moreninha António Variações http://humanos.sapo.pt/
Heróis Do Mar - Paixão
Heróis Do Mar - Paixão (Single 1983) Album : Paixão (2001) Jurei ser eu o teu luar Brilhar só eu no teu olhar Paixão, paixão não vais fugir de mim Serás paixão até ao fim Paixão, paixão não vais fugir de mim Serás paixão até ao fim Oh por favor vá lá sorri Dou-te esta flor um beijo a ti Paixão, paixão não vais fugir de mim Serás paixão até ao fim Paixão, paixão não vais fugir de mim Serás paixão até ao fim Heróis Do Mar
Heróis do Mar - Amor
Heróis do Mar - Amor (Single 1982) Album : Paixão (2001) Ai este caminho em flor Cheio de sol Perfumado com o nosso amor Quando a tua mão e a minha Trocam doçuras No calor eterno de ternuras Ó amor não me mataste o desejo Ó amor com o teu primeiro beijo Ó amor não me mataste o desejo Ó amor com o teu primeiro beijo Quando a tua mão e a minha Trocam delícias No calor eterno de carícias Ó amor não me mataste o desejo Ó amor com o teu primeiro beijo Ó amor não me mataste o desejo Ó amor com o teu primeiro beijo Heróis do Mar
GNR - Dunas
GNR - Dunas Album : Os Homens Não Se Querem Bonitos (1985) Dunas, são como divãs, Biombos indiscretos de alcatrão sujo Rasgados por cactos e hortelãs, Deitados nas Dunas, alheios a tudo, Olhos penetrantes, Pensamentos lavados. Bebemos dos lábios, refrescos gelados Selamos segredos, Saltamos rochedos, Em camara lenta como na TV, Palavras a mais na idade dos "porquê" Dunas, como que são divãs Quem nos visse deitados de cabelos molhados bastante enrolados Sacos camas salgados, Nas Dunas, roendo maçãs A ver garrafas de óleo boiando vazias nas ondas da manhã Bebemos dos lábios, refrescos gelados, nas dunas! Em camara lenta como na TV, Nas dunas... Refrescos gelados... Como na Tv. Nas dunas... GNR
Dulce Pontes & Ennio Morricone - O Amor A Portugal
Dulce Pontes - O Amor A Portugal Album : Focus (2003) O dia há-de nascer Rasgar a escuridão Fazer o sonho amanhecer Ao som da canção E então, o amor há-de vencer E a alma libertar Mil fogos ardem sem se ver Na luz do nosso olhar Um dia há-de se ouvir O cântico final Porque afinal falta cumprir O amor em Portugal E. Morricone (Once Upon a Time In The West, 1969) / Dulce Pontes / Carlos Vargas http://dulcepontes.net/